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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Praça do Canaã em evolução.

O Igor Vanucci pediu e eu fui lá conferir. Como está a Praça do Canaã depois das reformas? 
Aliás, o blog deve muito à Praça do Canaã. Foi por causa de um comentário sobre ela, e a demora da aceitação do texto pelo www.setelagoas.com.br (que esperava um parecer da prefeitura sobre minhas críticas, parecer que nunca veio) que resolvi não depender da imprensa para falar (ou escrever) o que eu penso (clique aqui para visitar o primeiro assunto postado no blog). Sempre com fundamento, nunca pelo prazer de criticar. Prezo muito aqueles que sabem responder às críticas de forma técnica ou, no mínimo, bem humorada. Por isso, prezo muito o SAAE (alvo de muitas críticas minhas e de muita gente), mas que procura sempre dar uma resposta aos meus questionamentos, respostas às vezes tão boas que faço questão de divulgar (como a justificativa para as obras do PAC ÁGUA e a questão dos entupimentos da rede de esgoto provocados por um sem-número de objetos que são ali lançados indevidamente). 
Todos nós erramos, e erramos o tempo todo. Quando, na correria do dia a dia, resolvemos lançar ao ar ou aos modens nossas palavras, temos que ter consciência que alguém vai ler, gostar, rir, se emocionar, torcer o nariz, apelar, criticar ou apenas acenar e sorrir. A amiga blogueira e ex-aluna Carolina Feérica sabe bem disso, mestra que é de trabalhar os textos de forma dinâmica. Mutáveis, estáveis, e sempre lindos (apesar de às vezes ser difícil entender logo de cara o que se passa naquela cabecinha).
Digo e repito: não faço aqui críticas pessoais. Se algumas são entendidas como tal, peço desculpas antecipadas ou tardias. Minhas mãos sempre estão estendidas para o diálogo. As críticas que poderiam ser lidas como críticas pessoais procuro não externá-las, mas sou imperfeito, às vezes escapam.
Tenho muitas críticas (e não são pessoais) à forma como foram e são conduzidas as questões referentes a “parques e jardins” na cidade. Jardim não é só arte. Jardim também é técnica. Técnica e arte juntas fazem um som maravilhoso. Sem as duas, como sói acontecer aqui na terrinha, o resultado é ou beira o desastre. Para quem conhece, é como o Lula Molusco tocando sua clarineta.

A reforma da Praça do Canaã (Praça Martiniano de Carvalho) vem ocorrendo de forma parcelada. Primeiro foram as luzes, agora a vegetação. Espero que em breve seja arrumado o resto. Melhor pingar do que faltar, diz a sabedoria popular. Sobre uma praça pública, em especial a do Canaã, valem algumas considerações sobre aspectos abandonados ali até o momento, seguidos das ilustrações e comparações:

1) A terra não pode aparecer. Gramados e outras forrações devem ser planejados para encostar nas árvores e na margem das calçadas. Se a grama não for adequada para a sombra das árvores, devemos usar uma vegetação que suporte a condição (já escrevi sobre vegetação para sub-bosques - clique aqui).

Dois aspectos na Praça do Canaã e a forração chegando na borda do canteiro de uma praça em Caxambu, MG.
 2) A praça é para o uso público. É inadmissível que os bancos encontrem-se em péssimo estado de conservação ou destruídos. Fazer uma praça é pensar em seu uso, não apenas uma maquiagem.

Bancos destruídos na Praça do Canaã (lembram-se da Teoria das Janelas Quebradas) e bancos bem conservados na praça principal de Fortuna de Minas, MG.
3) Gramas e outras forrações misturadas. Se for para criar um desenho, uma marcação local ou resistir ao ambiente sombreado, tudo bem. Mas misturar gramas apenas porque era o único tipo disponível é lamentável. A colocação das placas de grama também deve ser bem feita, recortadas quando necessário. 

Gramas misturadas ou mal colocadas na Praça do Canaã e a o uso de duas forrações em Caxambu, a forração mais escura é adaptada à sombra da árvore.
4) O pingo-de-ouro usado como “bordadinho”, já ensina o meu mestre Gustaaf Winters, não dá para engolir. E isso virou uma mania nacional, para não dizer praga nacional. Nada contra manchas ou canteiros bem cuidados de pingo-de-ouro, mas em harmonia com a praça. E haja cuidados com a poda e manutenção! Totalmente desaconselhado para situações em que raramente se dá atenção de jardinagem à praça.

Bordadinhos na Praça do Canaã, inclusive um bordadinho duplo com roseira e pingo-de-ouro. Ausência de bordadinho no Parque das Águas, em Caxambu (esse exemplo também já é covardia, admito!)
 Para quem passa rapidamente pela praça, a melhora é evidente, inquestionável:


Inclusive, gostei desse canteirinho pela combinação de cores e espécies, pelo banco próximo ainda inteiro e, principalmente, pela limpeza sendo executada na praça (observe à direita):

Todas as fotos da praça foram feitas ontem (25/02/2011).
Igor, no mais é isso. Espero que tenha ficado satisfeito. Um grande abraço!

 Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Um comentário:

  1. Perdoe a demora pra responder mestre, mudei para Viçosa logo no dia 26 e estou sem computador lá, não pude responder antes hehe. Realmente você captou tudo lá, no dia passei rapidamente e não pude reparar em todos esses detalhes, apesar de ainda deixar a desejar houve uma melhora considerável. Muito obrigado pela dedicação e pelo tempo gasto averiguando isso, ótimo trabalho.
    Abraço

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