As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar
Mostrando postagens com marcador denúncia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador denúncia. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de novembro de 2022

Queda de Árvores: Sete Lagoas segue aguardando uma tragédia

(REPOSTANDO FRENTE A ACONTECIMENTOS ATUAIS) (ORIGINALMENTE POSTADO EM 02/12/2020)

Sem um programa efetivo de controle e monitoramento das árvores usadas em nossa arborização pública, Sete Lagoas insiste em cometer os mesmos erros de sempre. Aliás, Sete Lagoas nem enxerga que está no caminho errado.

Enquanto tratamos, no plano teórico e acadêmico, a arborização urbana como "floresta urbana" cheia de benefícios para a comunidade e para o ecossistema urbano, seguimos na prática com um grande percentual das cidades brasileiras simplesmente nem tomando conhecimento desses estudos e avanços.

Gestão da floresta urbana é possível. Nem precisa de coisa muito avançada, mas a Arborização 4.0 (para apropriar de um termo usado na agricultura, prima rica muito mais respeitada) também existe e pode ser feita com softwares específicos, georreferenciamento, drones, câmeras térmicas, equipamentos de ultrassom para diagnóstico e tudo o mais. Tudo para permitir o manejo adequado. Mas...

Mas enquanto isso existe e se desenvolve cada vez mais, afastamo-nos no sentido oposto em velocidade vertiginosa. O negacionismo existe nessa área também.

Ressalvadas as poucas e, às vezes inglórias, lutas para o plantio e cuidado com as árvores, vemos na maioria das vezes o descaso e o abandono. Podas só existem para liberar fiação elétrica ou outro cabeamento, na balbúrdia de cabos aéreos que proliferam. 

A escolha de plantas, na maioria das vezes regida pelo "custo", é para "embelezar"... esquecendo-se de todos demais os atributos. Copiando modelos de cidades que têm clima completamente diferente. Paisagismo sem pensar em irrigação e cuidados. E assim vão diminuindo as árvores nas calçadas. E assim algumas praças seguem cada vez mais feias. Algumas foram abençoadas por adoção. Mas muitas vezes padecem com propostas paisagísticas desgastadas, quase primitivas.

Mas essa postagem é para falar de uma tragédia que é anunciada ano após ano. Faz pouco mais de um ano que várias árvores da espécie Pau-Ferro caíram aqui na Avenida Vila Lobos (Sete Lagoas, MG).  Estive lá com uma turma de alunos e mostrei in loco os problemas. Caíram porque estavam podres. Estavam podres por causa de podas mau executadas. Cansei de documentar e mostrar isso. E mostro para quem quiser ver. Podas mau feitas, parasitas, podridão, formigas, cupins e fungos caule adentro. Resultado: queda! Especialmente em tempos de chuvas e ventos fortes.



Pau-ferro com raiz e caule apodrecidos que caiu
em Outubro de 2019 na Avenida Vila Lobos.
Não foi acidente. Não era uma árvore sadia.

E é isso que se avizinha. Deus queira que não ocorra. Mas Deus queira também que tenhamos juízo para evitar tragédias. A substituição dessas árvores no canteiro central da referida avenida já foi pedida por vários abaixo-assinados, alguns até coordenados por órgãos públicos. Ou trocam por magnólias-amarelas ou trocam por quaresmeiras. Isso já foi pedido. Algumas quaresmeiras foram plantadas, mas não como substituição. Precisamos dessa ação, urgente!

Só rezar para não acontecer o pior não adianta. Façamos a nossa parte!

Ramon L. O. Junior


PS.: Não nos esqueçamos que um dos Buritis na margem da Lagoa Paulino está com tremenda podridão em seu caule. Com um buraco que o atravessa de um lado a outro. Já foi falado e refalado aqui no blog. Até agora, nada! E é uma árvore protegida por lei municipal. E se não fosse, hein? (Veja a matéria de 2013, clicando AQUI.) E sabe-se lá quantas árvores estão aqui com problemas similares... só esperando... só espreitando!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Vidros: armadilha fatal para os pássaros

(Postagem atualizada e com novas informações importantes - em 23/01/2020)


Nos dias ensolarados os pássaros saem em revoadas, mas muitos não retornam a seus ninhos, pegos de modo fatal por uma armadilha construída involuntariamente pelo homem: os vidros das janelas.

Silvia e Heitor Reali
Jornal da Serra

Ninguém pensa nisso quando escolhe morar "junto à natureza". Integrar-se é a palavra chave; a Serra da Cantareira, assim como outras regiões de mata que ainda restam, precisa ser poupada da ação depredadora do ser humano, e nela se incluem seus habitantes naturais. Aqui, a interferência no ambiente deve ser a menor possível porque, do contrário, exatamente o que nos atraiu corre o risco de desaparecer sob nossas mãos.

Ameaça invisível

Mas como não ter uma casa com muitas janelas de vidro, já que a natureza lá fora é um convite irresistível ao olhar?Em contrapartida, como impedir que os pássaros se choquem contra elas, porque não veem o vidro (eles não têm esse registro em sua memória) que acaba funcionando como armadilha, pois, em sua transparência, espelha o céu, as nuvens e as árvores.

Quantos pássaros tiveram seu voo feliz brutalmente interrompido pela janela da sua casa? Quantas vezes você se mortificou com isso? 



============================================


Sobre colar imagens de falcões/gaviões nos vidros

RECEBI A SEGUINTE MENSAGEM QUE REPRODUZO NA ÍNTEGRA:

Estou entrando em contato para informar que a informação do recorte de falcão preto colado no vidro não funciona. Já vi essa mesma informação em vários locais na internet, e sempre que consigo entro em contato para esclarecer essa confusão.
O recorte do “predador” não funciona simplesmente porque o motivo que faz o pássaro se chocar contra o vidro é que ele não enxerga o vidro, e o pretenso predador solitário, estático, não impede que os pássaros tentem cruzar o vidro de um lado para o outro e morram no choque.
Na prática, inexistem estudos que confirmem a teoria de que o predador colado funcione e, pelos estudos existentes, todo o conhecimento já pesquisado corrobora para desmentir essa informação. Para que o predador colado ao vidro tivesse eficiência, ele teria que ser colado ao vidro bem próximos uns aos outros, em toda a superfície, e não isoladamente.
Estudo e acompanho esse problema desde 2013 e me mantenho bastante atualizada em relação ao tema. Nesse mesmo ano, desenvolvi a Película Amiga dos Pássaros. Se tiver interesse, pode conhecer mais sobre o meu trabalho nos links a seguir:
Seria interessante remover a postagem  anterior ou fazer um novo texto no mesmo link com a informação completa correta, o que reduziria a reprodução dessa informação e ajudaria a disseminar a informação correta e, como consequência, reduzir o número de pássaros mortos por colisão em vidros.
Agradeço imensamente a sua atenção, peço desculpas pela intromissão, que foi feita com a melhor das intenções.
Estou à disposição, em qualquer tempo, caso queira mais informações sobre o assunto.

============================================

Vidros: assassinos invisíveis de pássaros (link)

25 de julho de 2010
Por Brenda Buschle (da Redação – França)

Todo ano, um grande número de pássaros é pego pelos vidros. Para alertar os profissionais da construção e particulares, a Aspas (Associação pela Proteção dos Animais Selvagens), na França, lançou uma ação de sensibilização, financiada em parte pela Fundação 30 Millions Damis.

Varandas, pontos de ônibus, garagens de bicicletas, vitrais… Por causa da transparência ou por refletir o ambiente, o céu ou a vegetação, essas superfícies causam todos os dias acidentes mortais para os pássaros. O choque, muito violento, pode ser fatal, ou provocar lesões graves. A Aspas editou dois documentos para sensibilizar as pessoas dos perigos que representam nossas construções. Um à destinação do grande público, outro aos profissionais: “os prédios em vidro estão na moda. Quem constrói, mas também quem planeja as construções, como arquitetos, deve tomar medidas de proteção, tanto quanto as considerações estéticas”, diz Madline Reynaud, presidente da Aspas.

Foto: Reprodução/30 Millions D'amis

Mais mortal que uma maré negra

“Centenas de milhares de voadores são vítimas desses choques todos os anos”, diz Madline Reynaud. Um número alarmante, que ultrapassa o de uma maré negra, mas que passa relativamente despercebido pelas autoridades, como pelos cidadãos.

Segundo matéria publicada no site da Fundação 30 Millions Damis, entre os prédios perigosos estão: o do Ministério da Ecologia, da Energia, do Desenvolvimento e do Mar. Sua fachada, que reflete os vegetais, é mortal para os voadores. Por outro lado, a pirâmide do Louvre reflete apenas os edifícios do célebre museu que o rodeia. “Ela não representa, assim, nenhum perigo”, confirma Madline Reynaud.

Soluções e ajustes simples

Certas regras podem ser aplicadas durante a construção dos edifícios: vidros com nervuras ou pintados, opacos ou superfícies envidraçadas de preferência com ângulo inclinado em vez de reto. Essas medidas permitem aos pássaros diferenciar a superfície envidraçada da realidade. Mas o que fazer pelos prédios já construídos e não adaptados? “Os ajustes são simples”, diz a presidente da Aspas, “basta instalar cortinas ou redes que indiquem aos pássaros que os vidros estão presentes”. Pode-se também afastar os alimentadores das janelas para evitar atrair os pássaros, ou ainda limitar a vegetação ao redor de um jardim de inverno.

============================================
  
PERIGO URBANO link
 
Vidraça espelhada mata passarinhos
DANIELA PEREIRA

BLUMENAU - Uma cena diferente chamou a atenção dos funcionários de um edifício na Rua XV de Novembro, em frente à Praça Dr. Blumenau. Sete pássaros, entre sabiás, rolinhas e mariquitas, morreram esta semana ao bater contra as vidraças espelhadas do prédio. Em nenhuma outra construção com as mesmas características foi registrado incidente igual.

O professor de Ecologia Rudi Ricardo Laps disse que não há explicação única para a morte dos pássaros, pois seria necessário um estudo aprofundado. Porém, há algumas possibilidades. A primeira delas é o sistema de cores que os bichinhos enxergam. Enquanto os homens veem três cores, os pássaros veem quatro. Como enxergam mais, acabam confundindo mais, em especial quando há reflexo.

A luminosidade dos últimos dias, com a alta emissão de raios ultravioletas, também pode ser um fator de risco. Segundo Laps, os pássaros são sensíveis aos raios e podem ter ficado desnorteados com o aumento repentino, uma vez que até o final de outubro os dias eram mais nublados. O reflexo azul do céu ajuda nesta confusão aviária.

Outra hipótese levantada pelo professor é a localização do prédio, logo em frente a uma praça com árvores de copas grandes. A construção pode estar em um local antes usado como rota pelos pássaros, que ainda não se acostumaram com o obstáculo, pois o prédio é novo.

Curiosidades
- Entre as espécies que mais se chocam com vidros espelhados estão as andorinhas, por confundirem a superfície com espelhos d’água. Estes pássaros dão voos rasantes para se hidratarem
- Outro ponto de choque das aves são as antenas de transmissão de TV, rádio e celular. O campo magnético atrai os pássaros. Neste caso, não são eles que batem, eles são puxados
- Fonte: professor de Ciências Biológicas da Furb, Rudi Ricardo Laps

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

"Boulevard" da rodoviária de Sete Lagoas: resistirá até quando?

Eu digo desde quando aquele "Boulevard" da Rodoviária foi feito que aquilo é uma porcaria. Não houve dimensionamento algum ou nenhum estudo sobre o crescente volume de água das chuvas e do escoamento superficial. Não demora muito para aquela "obra" se destroçar numa chuva mais forte, levantada e arrancada pela força das águas. 
Em vez de fazerem uma mureta de contenção em todo o córrego, fizeram aquela porcaria pré-moldada! Nem pensem em atravessar por cima daquela lajota durante uma chuva forte! Essa passou perto! Confiram o vídeo com o nível do córrego nas últimas chuvas!

Trecho do vídeo feito por JM Idiomas - Sete Lagoas

Para quem não conhece a história, uma cheia violenta do Córrego do Diogo ocorreu na sexta-feira, dia 03 de março de 2006. Dois veículos foram arrastados para dentro do córrego, vitimando fatalmente três pessoas. Entre elas, meu ex-aluno Jomar Sales do Carmo. Na época, era prefeito o Ronaldo Canabrava. No ano seguinte foi construído e inaugurado pelo prefeito Leone Maciel o "boulevard" que levou o nome do Jomar. Pelo que me lembro a obra custou R$ 900.000,00. 
Na época pensei que iriam fazer algo que prestasse e o mais sensato era a colocação de murada de concreto ao longo de todo o trecho urbano do córrego onde não há uma faixa ciliar. Essa história de esconder curso d'água faz tempo que já não é mais uma boa solução. O ideal é recuperarmos os cursos d'água e lutarmos para melhorar a absorção de água pelo solo, permitindo a recarga dos aquíferos de que tanto dependemos. Aliás, impermeabilização do solo urbano em Sete Lagoas é um absurdo. Pelo Google Earth podemos ver quarteirões inteiros onde não há nem 10% de permeabilidade, isso a 30 passos da prefeitura!

No centro a Praça Barão do Rio Branco (praça da Prefeitura)... confiram se no entorno da praça os quarteirões têm 30% de área permeável como a legislação exigia (posteriormente, aqui em SL, uma "anistia" foi dada em 2012 para todos os imóveis irregulares com até 100% de impermeabilização).
Basicamente foi colocada uma laje pré-moldada sobre o córrego. Nada de alargar o leito. Nada de aprofundar a calha. Uma verdadeira bomba-relógio, pois se a enchente de 2006 passou por cima do local, por que motivos não acontecerá outra???
Claro que os jornais da época comemoravam com os releases de sempre. O http://metropolionline.com.br/ ainda dá a notícia, basta acessar clicando AQUI. Mas segue um pequeno trecho da ilusão criada e que qualquer um sabia que não seria concretizada: "O bulevar tem um projeto paisagístico arrojado que mudou a paisagem de parte da avenida Deputado Renato Azeredo. Jardins com plantas ornamentais e palmeiras compõem a nova paisagem do trecho próximo ao terminal rodoviário. Ainda no local a Prefeitura Municipal investiu em iluminação e também na recuperação de uma praça. Obras de drenagem pluvial e rede de esgoto na rua Coronel Américo Teixeira Guimarães e a construção de uma ponte de acesso à avenida Divino Padrão (Boqueirão) também fazem parte do projeto."
Certa vez presenciei alguns cadetes da PM em marcha e atividade física sobre o local. Com a marcha o piso tremia e, claro, logo passaram a se exercitar em outro local mais seguro.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Vídeo original em: https://www.facebook.com/JMIdiomas.com.br/videos/1373378329370349/

PS.: Eu já escrevi sobre esse assunto em maio de 2012... confira clicando AQUI, em agosto de 2010... confira clicando AQUI, em outubro de 2010... confira clicando AQUI e em janeiro de 2011... confira clicando AQUI.

sábado, 12 de novembro de 2016

E LÁ VEM MAIS BOMBA NO FANTÁSTICO SOBRE O ENEM 2016

Pela chamada da reportagem, algumas pessoas tiveram acesso ao caderno azul do primeiro dia e com meia hora de prova já estavam transmitindo as respostas para os candidatos. O pior é que temos que esperar até domingo à noite para saber desse caso!!! Ridículo!!!






quinta-feira, 10 de novembro de 2016

POLÊMICA NO ENEM 2016: ERROS DEMAIS NOS GABARITOS EXTRA-OFICIAIS (OU NO OFICIAL?)

O ENEM2016 foi um poço de polêmicas: invasões, fraudes, vazamento do tema de redação, uso de um tema de redação parecido com o de uma "prova fake" de 2015... e por aí vai. Então, vamos aproveitar e mudar o tempo verbal: foi ou é um poço de polêmicas? Passada a maior parte da discussão, faltando ainda a segunda e a terceira aplicações (PPL) uma coisa me chamou a atenção desde que os gabaritos extra-oficiais começaram a ser divulgados: discrepâncias. Depois vem a publicação do gabarito oficial e o que era provável se manifestou de forma inequívoca: erros demais, ou melhor, divergências demais. 
Abaixo, selecionei dois gabaritos extra-oficiais divulgados na internet por escolas consideradas ótimas, de renome nacional. Fixei nessas duas, que evidentemente não vou divulgar o nome, mas poderia ter escolhido outras versões de gabaritos ainda... com um número maior de divergências... contudo ligadas a sites e não a escolas físicas.

Clique nas imagens para ampliar.
Observem que, de acordo com os gabaritos da ESCOLA A e do MEC, há DUAS divergências no primeiro dia, ambas na prova de Ciências Humanas e suas tecnologias. E no segundo dia, de acordo com os gabaritos da ESCOLA B e do MEC, há OITO divergências, sete delas na prova de Linguagens e Códigos.
Desculpem, mas DEZ divergências eu acho muito e acho preocupante. E repito que, se eu tivesse escolhido outros gabaritos divulgados a divergência seria maior ainda (quem duvida é só pesquisar... é trabalhoso, mas dá para fazer).
O que está acontecendo? Se os professores, em grupo, estão tendo dificuldade de entrar em um consenso a respeito da resposta das questões do EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (há controvérsias se alguns assuntos abordados são de ensino médio mesmo), como estaria então a situação dos alunos que não podem consultar nada ou ninguém durante a prova, não têm formação acadêmica e ainda têm o tempo contado e a responsabilidade de zelar pelo futuro profissional???
Abaixo, as dez questões sobre as quais pairaram as dúvidas acima. O tamanho de algumas delas talvez explique um pouco da dificuldade DOS ALUNOS em achar a resposta:











Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Meçam as palavras ao comparar tragédias!

A razão do título desta postagem encontra-se abaixo, destacada em vermelho.
"Como é de costume, proliferou o exagero na internet - houve quem apontasse o desastre ambiental como o maior de toda a história. Bobagem. Trata-se, isto sim, do pior desastre do gênero em Minas Gerais e do mais grave do mundo tendo por causa o despejo de rejeitos minerais no ambiente - no caso da mineradora de Bento Rodrigues, três vezes maior que o da segunda colocada, a mina canadense Mount Polley, protagonista de episódio semelhante no ano passado."
Raquel Beer, in Lama Exterminadora, Revista Veja, edição 2453, pag. 64-65.

Título e trecho da matéria em questão.

Que comparação mais medíocre foi feita pela articulista da revista, na tentativa de minimizar os acontecimentos de Minas Gerais. Analise bem, os trechos seguintes, sobre os dois acidentes anteriores que foram comparados com a recente tragédia da SAMARCO/VALE/BHP BILLITON: 
“Em 18 de janeiro de 2000, um vazamento de 1300 metros cúbicos de óleo foi o responsável por mudar o cenário da Baía de Guanabara e contaminar grande parte do ecossistema de mangues no entorno. Um duto da Petrobrás que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d'Água, na Ilha do Governador, rompeu-se antes do raiar do dia, provocando um vazamento do óleo combustível nas águas da baía. A mancha se espalhou por 40 km². O episódio entrou para a a história como um dos maiores acidentes ambientais ocorridos no Brasil. O vazamento afetou milhares de famílias que viviam da pesca e de atividades ligadas ao pescado. Na época, a Petrobras pagou uma multa de R$ 35 milhões ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e destinou outros R$ 15 milhões para a revitalização da baía.” 
(Baseado em informações de www.oeco.org.br)
“No Brasil, em março de 1975, um acidente rompeu o casco do navio-tanque iraquiano Tarik Ibn Ziyad no canal central de navegação da baía de Guanabara liberando cerca 6000 metros cúbicos de óleo. Várias praias foram atingidas nas cidades do Rio de Janeiro e de Niterói, tanto no interior da baía quanto na costa oceânica. O óleo provocou incêndios em áreas de manguezal, em torno da baía, e a contaminação afetou seriamente as comunidades animais da zona entremarés.” 
(Baseado em informações de www.cienciahoje.org.br)
Comparemos os eventos acima com o vazamento ocorrido na SAMARCO/VALE/BHP BILLITON, que, de acordo com o IBAMA, chegou a 50 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos e a matemática nos mostrará a dimensão do acontecido nas terras e águas mineiras e, por extensão, capixabas. Talvez pudéssemos citar outros eventos internacionais para comparação, aí de forma muito mais sensata, para afirmar que o acidente mineiro está abaixo da escala de outros acidentes mundiais de outra natureza. O vazamento do poço da British Petroleum (BP) no Golfo do México (2010) atingiu o volume de 700 milhões de metros cúbicos de petróleo e gerou uma multa de 80 bilhões de reais. Perto desses acidentes, os dois derramamentos de óleo citados na matéria são filhotes. Isso sem contar os 2 bilhões de metros cúbicos de petróleo lançados no Golfo Pérsico em 1991 por ordem de Saddam Hussein para atrapalhar a invasão americana na primeira guerra do golfo.
O acidente causado pelas atividades um tanto inconsequentes da SAMARCO/VALE/BHP BILLITON e suas circunstâncias pode merecer uma série de terminologias. Mas "bobagem", termo usado pela articulista, merece no mínimo um pedido de desculpas. Se não for pelo estrago ambiental, que seja muito justa e irreparavelmente pelas vidas perdidas e pelos sonhos enterrados na lama ao longo de todo o trajeto dos rios contaminados e até na foz, no Espírito Santo.
Mas façamos um breve review de alguns fatos: 879 quilômetros de rios, com uma largura média de 200 metros (apesar de já em Governador Valadares a largura ultrapassar 300 metros, e na foz ter aproximadamente 1000 metros)... o que computa quase 176 quilômetros quadrados de área de grande biodiversidade (passando inclusive dentro do Parque Estadual do Rio Doce, unidade de proteção integral) cobertos pela lama de composição até agora incerta (mas que é muito eficiente em eliminar a fauna aquática). Por enquanto uma contaminação de cerca de 100 quilômetros quadrados na foz do Rio Doce, em área de mangue, com reprodução de crustáceos, peixes, aves e desova de tartaruga marinha nas praias. Ameaça real sobre no mínimo 11 espécies do Rio Doce que já estavam ameaçadas de extinção e outras 70 espécies que não estavam em extinção mas são endêmicas das regiões afetadas, ou seja, foram colocadas em situação de risco ou já estão extintas (em outras palavras, podemos até ter o rio de volta em 10 ou 20 anos, mas essas espécies nunca mais). Todo o comprometimento do modo de vida de uma tribo indígena de grande riqueza cultural, os Krenak, umbilicalmente ligados ao Rio Doce em todas as suas tradições. Multas e penalizações (citadas inclusive no próprio artigo em torno de 1,5 BILHÃO de reais) que podem chegar a 20 BILHÕES DE REAIS, tanto para a indenização das populações humanas afetadas, como para trabalhar a recuperação ambiental. Acho que esses bilhões citados acima estão bem acima da multa paga pela Petrobrás no valor de 50 milhões, citada anteriormente, o que pode ajudar a nossa articulista a ter uma melhor visão do que chamou de bobagem.
Até por elegância, o pedido de desculpas pelo uso inapropriado de tal palavra é o que podemos esperar. Aliás, pedido de desculpas que o diretor-presidente da SAMARCO/VALE/BHP BILLITON disse que não cabia no caso do acidente e dezessete dias depois do rompimento da barragem foi obrigado a pronunciar.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FURA-OLHO ATACA NA COLETA SELETIVA

Amigos,
vejam os depoimentos de duas amigas no Facebook. Não é para indignar-se?
"Já há bastante tempo eu venho separando, com cuidado e carinho, a cada semana, muitos materiais recicláveis para o caminhão da coleta seletiva que passa no meu bairro todas as manhãs de segundas feiras. Mas hoje eu presenciei algo inacreditável: uma caminhonete tipo Pampa cinza, cujo motorista parava em cada lixeira, recolhendo todo o lixo que deixamos nos passeios, destinado ao caminhão de coleta, que logo depois passou. Claro, já não havia mais nada para eles recolherem. Os funcionários do caminhão chegaram a comentar que não virão mais buscar, porque eles não têm mais conseguido levar nada! Estou indignada, se contar ninguém acredita! O cara já conhece os percursos e os dias certos, chega antes e recolhe o lixo que poderia beneficiar inúmeras famílias que vivem disso na cooperativa.... Meu Deus! Onde vamos parar com todo o oportunismo, mau caratismo e ganância das pessoas? Roubam o ganha pão de quem praticamente não tem nada... A cada dia me torno mais descrente dos seres "humanos".... É o fim, do fim, do fim da picada!!!!" J.V.
"Isso aconteceu na minha rua, vigiei e retirei os materiais separados da porta e fiquei vigiando o caminhão da coleta chegar e combinei deles buzinarem e levamos p fora, também fiquei indignada J., mas na minha rua foi uma caminhonete maior....então são vários..." V.J.
Complicado demais!!! Que tem muito picareta roubando o serviço ou o comércio dos outros eu sei que está cheio aqui em Sete Lagoas, mas picareta roubando lixo é meio muito, né?

domingo, 12 de julho de 2015

Lastimável estado de conservação da Ilha do Milito


Estive neste domingo visitando a Ilha do Milito e tomei um susto daqueles. O estado de conservação desse nosso patrimônio público está muito ruim. Calçadas desmanchando em alguns pontos, jardins ressequidos, pedras e tijolos perigosamente próximos a grandes paredes de vidro, janelas quebradas e varrição inexistente. Muitos turistas e cidadãos sete-lagoanos estiveram por lá, principalmente com crianças. Alguns paravam na ponte e nem arriscavam a entrar pois o abandono já é bem percebido da calçada da lagoa.
Precisamos de um engajamento conjunto da Secretaria de Obras, da Codesel, da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo para que - apesar do não funcionamento do restaurante - o ponto de visitação seja adequadamente mantido. Até a Secretaria de Saúde poderia verificar o estado de dois grandes painéis da Campanha contra a Dengue que estão jogados sobre a casa de máquinas da fonte e um outro encostado nas paredes de vidro (será que esses painéis não são mais úteis?). Até pedalinho estragado está estacionado sobre o canteiro... faz tempo.
Abaixo as fotos feitas na tarde deste domingo.








Se necessário, clique nas imagens para ampliar.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 10 de janeiro de 2015

ABSURDO: Barragem em área de preservação da Serra de Santa Helena.

Nunca vi uma coisa tão acintosa. 
Desrespeitando completamente o conceito de APP (Área de Preservação Permanente) - proteção de 30 metros nas margens de qualquer curso d'água (por menor que seja), foi construída uma pequena barragem em um dos cursos d'água da Serra de Santa Helena e canos recolhem a água sabe-se lá para qual uso. Onde está o IGAM que não vê uma coisa dessas???
As fotos abaixo foram postadas nas redes sociais.




Ah, para quem não sabe, o local é uma cachoeira, na parte de trás da Serra de Santa Helena!!! Veja os mapas.

Localização e coordenadas no Google Earth.
Visão mais ampla da área onde se pode ver o Parque da Cascata (embaixo à direita) e área da capela (em cima, à direita).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mau-cheiro incomoda nas noites e madrugadas

Avança a noite e um cheiro forte e incômodo se espalha pela cidade. Pelo menos é o que temos percebido nas últimas semanas. A origem do estranho fenômeno, conforme os moradores próximos, está na Agrogen. De acordo com a empresa foi identificado “como um problema pontual e operacional, devido a quebra de equipamento de processamento da Fábrica de Farinhas e Óleos” (veja link da matéria AQUI, no site do setelagoas.com.br). Há dois dias, a empresa informou por meio de nota que o problema havia sido corrigido (veja AQUI). Só que não. Ontem à noite a situação estava bastante complicada e moradores do entorno, bem como vários bairros da cidade, reclamaram nas redes sociais sobre o assunto.
Pelo que fui informado por terceiros, trata-se de uma tecnologia de reprocessamento de restos aviários para fabricação de ração para animais, ou seja,  formulação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais. No processo, as matérias-primas são encaminhadas a um misturador, onde são adicionados insumos, tais como a farinha e vísceras, farinha de penas, farinha de carne e ossos.
A ideia, no geral, até não parece ser ruim, mas tudo indica que o procedimento falha com uma certa frequência. E de acordo com quem mora bem lá perto, o cheiro é insuportável e muita gente passa mal de madrugada.
O mais notável é o tanto que a "nuvem" atravessa a cidade e incomoda diversos bairros, seguindo a direção do vento dominante leste-oeste. Mas como o vento muda, a reclamação já atinge cerca de 50% da malha urbana.
Cumpre registrar que o licenciamento das atividades da empresa, bem como a fiscalização do funcionamento, estão a cargo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD/MG) e Superintendência Regional de Regularização Ambiental Central Metropolitana (SUPRAM/Central - Tel: (31) 3228-7703). A Fundação Estadual do Meio Ambiente, FEAM, também é responsável pelo assunto (Tel.: 0800-283.6200).
A imagem abaixo foi construída a partir das queixas dos cidadãos nas redes sociais, indicando os bairros que têm sofrido com o problema atmosférico.

Imagem obtida por meio do Google Earth, onde foram marcados os bairros de onde têm surgido reclamações.
Imagem e Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Como ficou a Serra de Santa Helena após a festa em honra a Santa Helena e à Santa Cruz.


O poster em formato A0 está sendo providenciado. Deveria ficar exposto nos locais públicos com um espelho do lado. No espelho, os responsáveis pela situação acima e por todo o lixo espalhado pela cidade. Seja pela ação, seja pela omissão ou seja por não se fazer entender suficientemente bem a respeito da necessidade de preservação ambiental (me incluo nessa última categoria).

Fotos: no alto e à direita (Marta Villefort), embaixo à esquerda (Ramon Lamar)

domingo, 21 de abril de 2013

Mais dois problemas na orla da Lagoa Paulino

Hoje, minha máquina fotográfica ficou nervosa...
Dois problemas que requerem ação urgente:

- A escavação na orla da lagoa que ameaça desbarrancar a calçada (como aconteceu na Lagoa da Boa Vista).


- Mais um ato de vandalismo, na "diversão" de empurrar a contenção na direção da lagoa.


Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior (em 21 de abril de 2013)

Perigo na calçada da Lagoa Paulino

Apareceu de ontem para hoje...

Atenção para não enfiarem o pé no buraco... as bordas cortantes da ardósia vão fazer um estrago.
E lá dentro, de prêmio, a fiação. Mais cuidado ainda...
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior (em 21 de abril de 2013)

UMA SEMANA DEPOIS... MELHOROU BASTANTE, NÃO?


Uma semana não foi suficiente para providenciar uma nova tampa para a calçada...

 Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior (em 28 de abril de 2013)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Aqui jaz um pouquinho dos seus impostos. (3)

Não tem solução mesmo, né?

Aproveitei que estava no Jardim Europa fotografando a paineira branca e achei bom registrar um de nossos grandes elefantes brancos que nem chegaram ao final. [Foto: Ramon L. O. Junior]
Mais aqui: http://ramonlamar.blogspot.com.br/2011/08/aqui-jaz-um-pouquinho-dos-seus-impostos.html

sábado, 6 de abril de 2013

Em tempos de dengue, vazamento continua no SAAE da rua Professor Abeylard.

Continua o danado do vazamento, já denunciado diversas vezes neste blog. Aliás, este é o SAAE DA BOMBA (DINAMITE), aquela que não sabemos a procedência até hoje.

Rua Professor Abeylard, 282: o endereço do desperdício de água e de um provável foco do mosquito da dengue.
- Pô, Ramon, você não cansa de falar desse vazamento?
- Não!!!
- Nem cansa de perguntar sobre a BOMBA?
- Também não!!!

Problema no Padrão de Energia da Praça do CAT (Praça Wilson Tanure)

PARTE I (06 DE ABRIL DE 2013)

O amigo Cinésio Rocha, durante o MUTIRÃO CIDADANIA na Praça Wilson Tanure, identificou uma irregularidade no padrão de energia da praça. Fui ao local hoje e fotografei o problema, bem mais sério do que eu imaginava. Ficamos no aguardo de soluções...
Confiram as imagens abaixo:

Acho que a foto acima permite localizar bem onde o problema se encontra.
Observem a fiação exposta e uma das caixas do padrão abertas.
Detalhe da fiação exposta. 
E para finalizar, olhem o conteúdo da caixa do padrão que está aberta. Isso é na NOSSA cidade! Os cidadãos responsáveis por jogar esse lixo estão entre nós. Dá para imaginar isso???

PARTE II: (18 DE ABRIL DE 2013)

Recebi e-mail do amigo Pedro Mendes (CEMIG-BH) relatando que uma equipe da CEMIG-SL compareceu ao local e procedeu ao isolamento dos fios que colocavam a integridade de terceiros em risco. Entendo, pela ação desenvolvida, que o restante da responsabilidade sobre o padrão de energia cabe à Prefeitura Municipal ou algum outro (que já deve ter sido notificado a respeito). Daí esperamos o fechamento definitivo das caixas dentro dos bons cuidados preventivos de acidentes. 
Entendo até que a CEMIG foi além de suas responsabilidades na busca de uma solução paliativa imediata, pois parece ser este um caso de notificação dos responsáveis e exigência do reparo (como acontece quando defeito similar ocorre em nossos padrões residenciais). 
Agradeço a todos da CEMIG que participaram da busca da solução, em especial ao Pedro Mendes, Magna, Roberson, Jonathan e José Aparecido.

Isolamento dos cabos que se encontravam expostos no padrão da praça Wilson Tanure. 

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior