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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Praças e recomposição de sub-bosque

Dia da inauguração da praça. 
Uma festa só. 
Prefeito, vereador, secretários de meio ambiente, turismo, educação e mais uma leva que não entende nada do assunto estão ali para bater palmas, discursar ("nunca antes na história dessa cidade...") e principalmente aparecer nas fotografias, nem que seja como o tradicional "papagaio-de-pirata". 
A área verde da praça está toda gramada, as mudas de árvores com cerca de 2 metros de altura prometem "para breve" uma praça fresquinha e aconchegante. Ali as crianças poderão brincar sob o olhar tranquilo das mamães e dos papais. Be-le-zu-ra!!!
Contudo, após dois ou três anos a grama não existe mais em grande parte da praça. Especialmente debaixo das árvores, que agora frondosas não deixam a luz chegar para o trabalho fotossintético do gramado. O prefeito já é outro, mudou tudo, e não há razão para se tentar recuperar a praça. Afinal de contas, não adianta plantar grama debaixo das árvores. A grama vai morrer de novo. Porcarias de árvores!!!

Ilha do Milito: cartão postal não pode ser desse jeito!
Ô cabecinha fraca (cabus fraquismus, como diz um frequentador assíduo deste blog). O crescimento natural das árvores cria um novo microclima na praça: o sub-bosque. E um novo microclima exige uma nova vegetação rasteira. Grama não é a única forração possível para praças. Existem várias espécies que bem suportam (e adoram) a sombra. Como muitas dessas espécies possuem grandes folhas coloridas, a praça ganha em beleza. As mulheres que apreciam plantas em casa sabem muito bem disso. Uma bela folhagem pode ser tão bonita quanto uma flor. Aliás, o que seria da maioria das begônias (clique aqui) se não tivessem uma folhagem tão interessante?
Por sugestão do meu mestre e guru do paisagismo, Gustaaf Winters, faça uma visita ao site www.racosta.com.br. Depois clique em produtos e confira as calatéias, alocásias, heras, filodendros e difenbáquias. 
A partir disso, cumpra-se um dos mandamentos do paisagismo: o solo do canteiro não deve ficar exposto!
Simples demais, não é? Então o que estamos esperando? Mãos a obra!!!
Como em Sete Lagoas é quase impossível a adoção de uma praça (já estamos tentando há vários meses e nada), esperamos que o pessoal responsável por essa área aprenda um pouco aqui e comecem a fazer as coisas de uma maneira mais técnica. 

Texto e foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

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