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Você sabia que há um reator nuclear na UFMG?

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Pouca gente sabe, inclusive entre os próprios mineiros, que existe um reator nuclear em funcionamento dentro do campus da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Trata-se do TRIGA IPR-R1, instalado no atual Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), instituição vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Ele não produz eletricidade para a rede e está muito longe das dimensões de uma usina como Angra. É um reator nuclear de pesquisa, utilizado para ensino, treinamento, experimentos científicos, irradiação de materiais e produção de radioisótopos. Reator TRIGA IPR-R1 | Foto: Antonio Pereira Santiago

O Reator Nuclear da CNEN em Belo Horizonte

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Ciência, Segurança e Aplicações Pacíficas da Energia Nuclear 📍 O que é e onde está? O reator nuclear de Belo Horizonte está localizado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O CDTN está situado no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Pampulha. Esse reator, chamado TRIGA IPR-R1, é o único reator nuclear em funcionamento no estado de Minas Gerais e um dos poucos no Brasil. Diferente de reatores usados para gerar energia elétrica, como os das usinas nucleares de Angra (RJ), o TRIGA de Belo Horizonte é usado exclusivamente para fins científicos, tecnológicos e educacionais. 🧪 Para que serve esse reator? O TRIGA IPR-R1 é um reator de pesquisa, e suas principais funções são: Formação de profissionais da área nuclear, engenharia, física, medicina e biologia. Pesquisas científicas em diversas áreas: radioquímica, física de reatores, ciência dos materiais, meio ambiente e medicina. Produção de ra...

O Acidente com o Césio-137 em Goiânia: Uma Tragédia Radioativa no Brasil

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Em setembro de 1987, ocorreu em Goiânia (GO) o pior acidente radiológico da história do Brasil e um dos mais graves do mundo fora de usinas nucleares. O incidente começou quando dois catadores de materiais recicláveis, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, entraram nas ruínas do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), um hospital abandonado que havia deixado para trás um perigoso aparelho de radioterapia contendo césio-137, um material altamente radioativo. Sem saber do risco, os catadores desmontaram o aparelho e levaram a cápsula metálica para casa. Dias depois, a venderam para um ferro-velho de propriedade de Devair Alves Ferreira. Ao forçar a abertura da cápsula, encontraram um pó azul brilhante, que os encantou. A substância era cloreto de césio-137, e o brilho se devia à intensa radiação. Devair compartilhou o pó com familiares, vizinhos e amigos. Muitas pessoas o manipularam com as mãos, passaram no corpo e o colocaram em ambientes domésticos, sem imaginar que e...