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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Homenagem aos meus alunos... de todos os tempos!

Tantos alunos eu já tive, tantas turmas maravilhosas nos colégios (Promove, Dom Silvério, Regina Pacis, Impulso e Caetano), nos cursinhos (Promove, NDA, Corujão), nas faculdades (Unifemm e Santo Agostinho). Impossível fazer um pódio pois os degraus teriam que ser muito grandes para caber tanta gente legal, tantos "alunos-de-ouro". Escolhi esta foto ímpar para elogiar todos eles, todos são parte desse pote que podemos encontrar no final do arco-íris. Feliz Natal para todos vocês e que o ano de 2017 lhes traga muitas alegrias e realizações.


Mais fotos de ouro!!!

















sábado, 17 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

"Boulevard" da rodoviária de Sete Lagoas: resistirá até quando?

Eu digo desde quando aquele "Boulevard" da Rodoviária foi feito que aquilo é uma porcaria. Não houve dimensionamento algum ou nenhum estudo sobre o crescente volume de água das chuvas e do escoamento superficial. Não demora muito para aquela "obra" se destroçar numa chuva mais forte, levantada e arrancada pela força das águas. 
Em vez de fazerem uma mureta de contenção em todo o córrego, fizeram aquela porcaria pré-moldada! Nem pensem em atravessar por cima daquela lajota durante uma chuva forte! Essa passou perto! Confiram o vídeo com o nível do córrego nas últimas chuvas!

Trecho do vídeo feito por JM Idiomas - Sete Lagoas

Para quem não conhece a história, uma cheia violenta do Córrego do Diogo ocorreu na sexta-feira, dia 03 de março de 2006. Dois veículos foram arrastados para dentro do córrego, vitimando fatalmente três pessoas. Entre elas, meu ex-aluno Jomar Sales do Carmo. Na época, era prefeito o Ronaldo Canabrava. No ano seguinte foi construído e inaugurado pelo prefeito Leone Maciel o "boulevard" que levou o nome do Jomar. Pelo que me lembro a obra custou R$ 900.000,00. 
Na época pensei que iriam fazer algo que prestasse e o mais sensato era a colocação de murada de concreto ao longo de todo o trecho urbano do córrego onde não há uma faixa ciliar. Essa história de esconder curso d'água faz tempo que já não é mais uma boa solução. O ideal é recuperarmos os cursos d'água e lutarmos para melhorar a absorção de água pelo solo, permitindo a recarga dos aquíferos de que tanto dependemos. Aliás, impermeabilização do solo urbano em Sete Lagoas é um absurdo. Pelo Google Earth podemos ver quarteirões inteiros onde não há nem 10% de permeabilidade, isso a 30 passos da prefeitura!

No centro a Praça Barão do Rio Branco (praça da Prefeitura)... confiram se no entorno da praça os quarteirões têm 30% de área permeável como a legislação exigia (posteriormente, aqui em SL, uma "anistia" foi dada em 2012 para todos os imóveis irregulares com até 100% de impermeabilização).
Basicamente foi colocada uma laje pré-moldada sobre o córrego. Nada de alargar o leito. Nada de aprofundar a calha. Uma verdadeira bomba-relógio, pois se a enchente de 2006 passou por cima do local, por que motivos não acontecerá outra???
Claro que os jornais da época comemoravam com os releases de sempre. O http://metropolionline.com.br/ ainda dá a notícia, basta acessar clicando AQUI. Mas segue um pequeno trecho da ilusão criada e que qualquer um sabia que não seria concretizada: "O bulevar tem um projeto paisagístico arrojado que mudou a paisagem de parte da avenida Deputado Renato Azeredo. Jardins com plantas ornamentais e palmeiras compõem a nova paisagem do trecho próximo ao terminal rodoviário. Ainda no local a Prefeitura Municipal investiu em iluminação e também na recuperação de uma praça. Obras de drenagem pluvial e rede de esgoto na rua Coronel Américo Teixeira Guimarães e a construção de uma ponte de acesso à avenida Divino Padrão (Boqueirão) também fazem parte do projeto."
Certa vez presenciei alguns cadetes da PM em marcha e atividade física sobre o local. Com a marcha o piso tremia e, claro, logo passaram a se exercitar em outro local mais seguro.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Vídeo original em: https://www.facebook.com/JMIdiomas.com.br/videos/1373378329370349/

PS.: Eu já escrevi sobre esse assunto em maio de 2012... confira clicando AQUI, em agosto de 2010... confira clicando AQUI, em outubro de 2010... confira clicando AQUI e em janeiro de 2011... confira clicando AQUI.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dois TCCs sobre Arborização Urbana em Sete Lagoas apresentados em 2016

Segue o resumo do TCC da minha orientanda Nívea Labanca SOUZA, intitulado "Estudo Quali-Quantitativo e da Percepção dos Moradores em Relação à Arborização Urbana do Entorno da Faculdade Santo Agostinho de Sete Lagoas (Sete Lagoas,MG, Brasil)".


RESUMO: Para que a arborização urbana possa proporcionar todos os benefícios de que é capaz aos cidadãos, é necessário bom planejamento e estudos técnicos. Essa é a maneira destas áreas verdes colaborarem com a saúde mental, física e psicológica das pessoas. O presente estudo teve como objetivo a análise qualitativa e quantitativa da arborização urbana do entorno da Faculdade Santo Agostinho, abrangendo as ruas Atenas, Coimbra, Florença, Genebra, Milão, Nápolis, Nice e Turim, do bairro Jardim Europa, de Sete Lagoas, Minas Gerais. Também foi aplicado um questionário a 41 moradores dessas mesmas ruas escolhidos de modo aleatório, para avaliação da percepção sobre a arborização local. Foram identificados 100 indivíduos arbóreos de 24 espécies, sendo 15 nativas e 9 exóticas. Apenas 21 espécimes não mostraram sinais de podas incorretas. Alto grau de podridão e outros danos provocados principalmente por poda incorreta que sugerem a necessidade de supressão estão presentes em 14 dos espécimes analisados. Não foi observada a presença de plantas parasitas nos 100 indivíduos analisados. A quase totalidade dos moradores do entorno reconhece como principais vantagens da arborização a produção de sombra e sua capacidade de tornar o ar mais fresco. A principal desvantagem apontada relaciona-se com a escuridão e e sensação de insegurança à noite. 56% dos moradores têm o interesse de melhorar a arborização plantando e cuidando de alguma árvore em sua calçada. A quantidade de árvores por quilômetro de calçada e a área verde por habitante na região estudada ficou abaixo dos valores recomendados. As calçadas largas permitem que tal situação seja corrigida no futuro.

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E do meu outro orientando, Filipe Giovani Domingos ARAÚJO, intitulado "A valoração arbórea como instrumento de conscientização dos benefícios das florestas urbanas".



RESUMO: As florestas urbanas promovem benefícios através das suas funções ambientais como: redução das ilhas de calor, ciclagem dos nutrientes, abrigo para fauna, melhoria da qualidade do ar e valorização de imóveis e espaços urbanos. É necessário valorar as florestas urbanas para se demonstrar objetivamente a importância das mesmas para a sociedade e políticas públicas. O presente trabalho utilizou o Método STEM (Standard Tree Evaluation Method), adaptado as condições locais, para a valoração monetária da arborização da Praça Barão do Rio Branco, em Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil. A modificação de alguns critérios fez-se necessária para facilitar a atribuição dos valores numéricos usados para a valoração das 32 árvores presentes na praça. Os dados foram registradas em tabelas e multiplicados por um valor inicial para se obter o valor de cada árvore em dólares americanos, em seguida convertidos para a moeda local. A valoração de cada árvore variou de US$ 2,700.00 a US$ 32,400.00, totalizando um valor de US$ 222,330.00. Os resultados obtidos são compatíveis com as determinações feitas por outros autores no Brasil, o que leva a apoiar a utilização do Método STEM para as nossas cidades. A metodologia utilizada mostrou-se importante no processo de Educação Ambiental e pode embasar novos valores para as multas aplicadas por poda ou supressão de árvores.

Discurso de formatura para meus afilhados do Colégio Impulso / Dezembro - 2016

Direção do Colégio Impulso,
Colegas professores e funcionários,
Amigos e familiares dos formandos,
Formandos do Terceiro Ano do Ensino Médio.

Eis que nos encontramos aqui para pintar com as tintas da paleta da emoção pura as últimas cenas dessa etapa da vida de vocês conhecida como “Ensino Médio”. Essas mesmas tintas servirão também para pintar o final da etapa da adolescência – montanha-russa de sentimentos conflitantes – e o início do que se convencionou chamar de “vida de adulto” – etapa de decisões certeiras e irrevogáveis.
Só que não! Os sentimentos conflitantes acompanharão vocês em todos os dias da vida adulta e as decisões certeiras e irrevogáveis se mostrarão muito mais frágeis do que se possa imaginar.
Não há certezas. Não há fórmulas mágicas. Não há gurus a postos em cada esquina a nos dar conselhos sensacionais sobre a vida e o viver.
Há apenas três coisas, e se ainda tenho o direito de ensinar-lhes algo, gostaria que considerassem como importante.
A primeira e mais fundamental se chama VIDA. Essa merece ser enaltecida e valorizada em todos os momentos, principalmente naqueles mais difíceis e sombrios. Nada existe como estar vivo. Chorar hoje mas com a perspectiva de poder sorrir amanhã, depois de amanhã ou sei lá quando. A nossa VIDA é nosso maior bem e o maior de bem de muitos que verdadeiramente se importam conosco.
A segunda se chama ÉTICA. Façam sempre aquilo que seus sentimentos mais profundos lhes indicam como o correto. Não prejudiquem ninguém. Não fomentem a desunião. Não se vendam por preço algum. Não almejem o ilusório e insustentável caminho do mais fácil. 
A terceira se chama AMOR. Amem sempre. Comecem por amar a si mesmos. Entendam que ninguém é mais importante que vocês mesmos. Amem-se para poder amar na máxima dimensão todos os que merecem o amor de vocês. E são muitos. E serão amados de muitas formas, mas sempre com toda a força que as cordas dos seus corações suportarem. 
Sejam muitos felizes, meus afilhados. Sejam VIDA a pulsar em todos os caminhos que trilharem. Sejam ÉTICA até nas decisões mais simples. Sejam AMOR num mundo cada vez mais dividido e raivoso. Só assim poderemos construir o futuro que sonhamos. 
Fiquem bem na fé de cada um. 
Eu, na minha fé, rogo ao Grande Arquiteto do Universo que lhes mostre sempre a luz verdadeira.

Obrigado a todos vocês!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Exposição do Ivânio Cristelli

Local: Shopping Lagoa (Sete Lagoas)

O Mestre Ivânio Cristelli em sua exposição no Shopping da Lagoa Paulino (piso superior). Ivânio estará presente das 9h00 às 19h00 todo dia a partir de 19 de dezembro. Nos outros dias a exposição permanece aberta e você pode fazer contato pelos telefones disponíveis.

Foto: Ramon L. O. Junior

sábado, 10 de dezembro de 2016

Construção de tabelas e gráficos: escolhendo o número de classes.

A Amplitude Total (A) é a diferença entre o maior e o menor valor do conjunto de dados. Num exemplo de 60 indivíduos onde o valor máximo (xmax) seja 158u e o valor mínimo (xmin) seja 96u, A = 158u – 96u = 62u. Logo, a amplitude total da medida para os 60 indivíduos será de 62u.

Fórmula 1: A = xmax - xmin

Uma vez que os dados já estejam em ordem, podemos pensar em agrupá-los em classes, juntando os valores mais próximos, com a finalidade de construir uma tabela e, futuramente, um gráfico.
Como a escolha do número de classes é por tentativa, podemos iniciar com um valor máximo (k=25) e depois combinar estas classes até um valor mais razoável, onde distinguimos um padrão de distribuição, ou usarmos o bom senso e, por exemplo, com os dados variando de 96u a 158u, poderíamos escolher a amplitude de cada classe (h) igual a 10u. Começando a primeira classe com o valor 90u, e utilizando a amplitude constante (h=10u), teríamos a primeira classe de 90u a 100u; a segunda classe de 100u a 110u, etc, até a última classe de 150u a 160u. Desta maneira estaríamos construindo uma tabela com 7 (k=7) classes de tamanho 10u cada (h=10u) onde incluiríamos todos os dados.
Sturges elaborou uma fórmula para se construir tabelas e podemos utilizá-la se não estivermos dispostos a pensar muito em uma maneira de agrupar os dados.

Seja k = número de classes
n = número total de observações
h = amplitude de cada classe
A = amplitude total do conjunto de dados

Fórmula 2: k = 1 + 3,32 log n

Fórmula 3: h = A / k

No exemplo citado, k = 1 + 3,32 log 60 = 6,91; então k = 7 e a amplitude de cada classe seria h = 62/7 = 8,86. Usaremos h = 9.
Portanto, Sturges recomenda uma tabela com 7 classes com intervalos ou amplitudes de classe iguais a 9.
Antes de iniciar a construção da tabela, convém notar que o símbolo “|--” significa um intervalo fechado à esquerda e aberto à direita. Em outras palavras, se temos 96 |-- 105, isto significa que as observações de 96 a 104,99 estão incluídas neste intervalo e a observação 105 não está.
Como vimos, a fórmula de Sturges não precisa ser seguida à risca, é só uma boa escolha inicial.

(Adaptado da APOSTILA DE ESTATÍSTICA I
 do Prof. Alceu Cota Júnior – ICEX/UFMG)