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Mostrando postagens com o rótulo ecologia

Dia do Urubu: os injustiçados faxineiros da natureza!

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Neste primeiro sábado de setembro é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre os Urubus e Abutres , uma data criada para chamar a atenção para a importância ecológica e para a conservação dessas aves. Poucos animais carregam uma reputação tão ruim quanto os urubus. Associados à morte, à sujeira e ao lixo, aparecem frequentemente como símbolos de ambientes degradados. Do ponto de vista ecológico, porém, a história é quase o contrário: os urubus estão entre os mais eficientes agentes de limpeza da natureza e prestam um serviço ambiental que dificilmente percebemos enquanto eles estão presentes. Um livro que eu adoro! Cândido Urbano Urubu, de Carlos Eduardo Novaes. A literatura também pode ajudar a mudar nosso olhar sobre animais que, apesar da má fama, desempenham funções essenciais nos ecossistemas.

Adaptação das cidades e cidades resilientes: como podemos preparar nossos centros urbanos para um planeta em transformação.

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Introdução Imagine acordar em uma cidade onde a temperatura já ultrapassa 30 °C antes das nove horas da manhã. À tarde, o calor alcança valores próximos de 40 °C, o asfalto parece irradiar calor para os pedestres e o consumo de energia elétrica dispara devido ao uso de aparelhos de ar-condicionado. Horas depois, uma tempestade intensa descarrega, em menos de duas horas, o equivalente à chuva esperada para quase um mês inteiro. As ruas transformam-se em rios, veículos são arrastados pela correnteza, hospitais interrompem atendimentos, escolas suspendem as aulas e milhares de pessoas ficam sem energia elétrica. Até poucas décadas atrás, esse cenário poderia ser considerado excepcional. Hoje, tornou-se relativamente comum em diversas partes do planeta. O século XXI está sendo marcado por uma nova realidade climática. Eventos extremos — ondas de calor, chuvas torrenciais, secas prolongadas, incêndios florestais, tempestades severas e elevação do nível do mar — estão ocorrendo com maior fre...

A EUTROFIZAÇÃO DA LAGOA PAULINO ATINGIU ÍNDICES ALARMANTES EM JULHO DE 2026

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Meus amigos, seguem algumas imagens e explicações do evento cíclico que vem acontecendo na Lagoa Paulino. Essa eutrofização de ulho de 2026 foi extremamente preocupante. Já dei muitos alertas e explicações aqui no blog . Pesquisem no blog para entenderem o tema, há ao menos 20 publicações sobre o tema até agora (podem pesquisar pela palavra chave "eutrofização"). É um assunto que acompanho já tem muito tempo!     Fotos tiradas em Julho de 2026 No inverno, com a ausência de chuvas (não há renovação da água, pois a lagoa praticamente não tem minadouro próprio, pois estão soterrados em assoreamento) e com o céu azul e muita radiação solar, ocorre a proliferação das algas. Nessas condições, os peixes movimentam o fundo da lagoa em busca de alimentos e acabam suspendendo uma grande quantidade de sedimentos nas águas. O sedimento contém nitratos e fosfatos, essenciais para a reprodução das algas de forma descontrolada. As algas morrem e vão para a superfície, impedindo que a luz c...

A Revolução Silenciosa das Latinhas: Reciclar Alumínio é um Ato de Inteligência Ambiental e Econômica

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Em um mundo que busca urgentemente soluções sustentáveis, a reciclagem do alumínio se destaca como um dos exemplos mais bem-sucedidos e completos de economia circular em ação. Mas você sabe por que esse ato aparentemente simples — jogar uma latinha no lugar certo — tem um impacto tão extraordinário? A resposta está numa comparação direta entre dois processos: a produção do alumínio "virgem" (primário) e a transformação do alumínio reciclado.  Vamos começar pela fonte. O alumínio primário nasce da bauxita, um minério extraído em minas a céu aberto. Seu processo de transformação é um gigante devorador de energia. Apenas a etapa final, a eletrólise, onde a alumina se transforma em metal, consome cerca de 15.000 kWh de energia elétrica para cada tonelada produzida. Isso é o equivalente a manter uma casa comum funcionando por uma década. Agora, pense naquela latinha de refrigerante ou cerveja que você segurou hoje. Para derretê-la e transformá-la em uma nova, gasta-se apenas 5% ...

REVISITANDO O GLIFOSATO E SUA SEGURANÇA

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Nos últimos meses, o debate sobre o glifosato ganhou um novo capítulo decisivo. Um dos estudos mais citados para sustentar a segurança do herbicida — publicado em 2000 e amplamente usado por agências reguladoras no mundo todo — foi oficialmente despublicado após 25 anos. A decisão ocorreu porque vieram à tona indícios graves de conflito de interesse: o artigo utilizava exclusivamente dados fornecidos pela própria Monsanto, sem estudos independentes, e havia suspeitas de ghostwriting, com trechos escritos por funcionários da empresa sem a devida declaração. Esses fatores comprometeram a confiança nas conclusões e levantaram questionamentos sobre a integridade científica por trás do documento. A despublicação tem implicações profundas. Por décadas, esse estudo serviu como um dos principais pilares para validar a segurança do glifosato, especialmente quando associado ao uso do Roundup e de culturas geneticamente modificadas para resistir ao herbicida, como a soja transgênica. Essa tecnolo...