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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Chico e Zorma

Janeiro já se foi.
Mas levou consigo duas criaturas extraordinárias: Chico Labbate e Dra. Zorma.
Aprendi a admirá-las desde cedo. 
Primeiro foi o Chico Labbate, amigão do meu pai, sério, compenetrado... dava a impressão que ele estava pensando nos grandes problemas da humanidade o tempo todo. Às vezes um sorriso e raramente uma risada. Ele e meu pai demonstravam conhecer cada centímetro das redes de água e esgoto da cidade: tal rua é cano desse jeito, tal rua é manilha de barro, em tal esquina precisamos ficar atentos com o trânsito pesado... E as soluções para os funcionários do SAAE como o café da manhã para os operários no Mucury e o salário-mínimo 20% acima do piso nacional. Não raro estavam os dois acompanhando serviços de reparo do plantão, levando sanduíches para a turma fazer uma janta improvisada.
Depois a Dra. Zorma, que salvou-me e ao meu irmão da morte certa, naqueles tempos em que a gastroenterite levava embora mesmo. Com sua receita infalível de guaraná com um pouquinho de água para aliviar a desidratação, ela cativava as crianças (naquele tempo, guaraná era só em dia de festa... ou se a doutora mandasse). Mais tarde, a alegria e a admiração de tê-la como colega na FEMM. Eu trabalhava no laboratório da FAFISETE (que era no prédio da Faculdade de Direito) e frequentava o café do intervalo em meio aos grandes mestres da FADISETE. E ali, a Zorma dividia com a Dona Cléia (da secretaria) o papel de "minha mãe" naquele ambiente. As discussões da Zorma com o Dr. Marcelo Vianna, meu grande e inesquecível chefe, eram uma mistura aguda de pontos de vista, mas vencia sempre a admiração de um pelo outro, ambos dotados de grande saber sobre as leis e sobre a vida. 
Saudades demais dos dois. Muitas mesmo. 
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Um comentário:

  1. Nota 10 Ramon, conseguiu um fato inusitado: descrever os dois em somente dois parágrafos.
    Tentei ir ao seu velório e posteriormente cremação, mas as obras da BR040 não deixaram e fiquei no meio do caminho. Mas graças a Deus o Henrique, esposa e filha Bia me esperaram perto do CEASA e fomos almoçar juntos. Consegui sentir em somente três pessoas da família como se estivesse com a Zorma novamente. A compenetração do Henrique, o carinho e atenção de sua esposa e as tiradas, sorriso, respostas rápidas e curtas da neta da Zorma, Beatriz (Bia). Depois fui ao aeroporto com eles, foi uma tarde memorável, nem parecia que vieram de um velório. As pessoas espíritas, como a Zorma era, tem uma visão bem mais sadia da morte do que nos pseudo-católicos, a Bia me falou no dia da morte: A minha vão não está mais aqui...
    Mas acho que está sim, em cada sorriso, em cada mão que afaga um enfermo, num abraço, em uma caridade matando a fome de quem precisa, em qualquer gesto para manter uma vida ou que mantenha um bebê sadio, lá estará Zorma. Pq. ela muito maior do que isso tudo que nos cerca!

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