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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre eclipse, árvores e garças.

Enquanto se formava a fila de adolescentes que aguardavam a venda de ingressos para a exibição do Eclipse (da saga do Crepúsculo dos vampiros e lobos), outro eclipse ou crepúsculo acontecia bem pertinho. Parece que as garças finalmente conseguiram matar a enorme figueira próxima ao cinema. Uma poda de remoção das parasitas (ervas-de-passarinho) foi tentada, como o uso de um desfibrilador num paciente moribundo, resta aguardar o resultado.

Foto tirada em 30 de junho de 2010

As folhas já estão muito danificadas pelo excesso de guano (cocô de aves, para ser mais exato) e o solo comprometido pelo excesso de nutrientes que "queima" as raízes (um efeito osmótico, na verdade). Resignada, a árvore caminha para o mesmo destino da paineira que existia na ilha ao lado da Ilha do Milito, batizada romanticamente como "Ilha das Garças" (havia uma plaquinha ridícula lá com esse nome... vou ver se ainda está lá).

A mesma árvore em novembro de 2008

O assunto é deveras complexo. É o confronto da ecologia clássica ("vamos proteger todos os bichos e plantas") com a ecologia urbana ("mas espera aí, a cidade é nossa!").
Claro que ninguém pensa em sair matando as garças, mas elas já poderiam ter sido conduzidas (ou "tocadas") de volta ao seu ambiente natural. Por diversas vezes sugeri à SEMMA que fogos de artifício fossem lançados ao lado da árvore no momento do pouso das garças, para inibi-las. Fogos "de lágrimas", daqueles baratinhos que são vendidos no Mercadão. Uns três fogos por noitinha e as aves seriam obrigadas a procurar um abrigo mais afastado do centro da cidade. Bom, foi uma sugestão. Talvez pudessem parar alguns daqueles carros com som automotivo ensurdecedor tocando o Créu lá embaixo a noite inteira. (Já liguei para o 190 várias vezes para reclamar deles. Nenhuma providência foi tomada, então eles devem ser legais... seriam úteis pelo menos uma vez. Já peço desculpas aos moradores das proximidades.) Porém nada foi feito e o resultado está aí.

A garça e a Lagoa Paulino... cada vez mais rasa.

Agora é saber, se a figueira realmente morrer, para onde elas irão. Há uma outra paineira lá bem perto, ou podem ir para as palmeiras imperiais (já tentaram ficar por ali perto da praça Francisco Sales).
Garças são muito bonitinhas, mas a presença delas é sinal de uma coisa: as lagoas estão com problemas. Garças gostam de águas rasas onde podem ficar comendo caramujos e peixes. A presença delas em abundância na cidade também nos indica este problema que preferimos não querer enxergar. A Lagoa Paulino está extremamente rasa, recebendo um volume grande de terra e detritos durante as chuvas (principalmente próximo à Ilha do Milito). Então vamos empurrando com o abdômen, até onde for possível...

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 27 de junho de 2010

Ipê Roxo e Paineira

Atendendo a pedidos da grande amiga e arquiteta Regina Márcia Moura (que visita o blog mas se enrola toda na hora de postar os comentários).



Tabebuia avellanedae (T. impetigosa)


Chorisia speciosa (Ceiba speciosa)

Sete Lagoas muitas vezes nos brinda com floradas espetaculares de ipês roxos, ipês amarelos, sibipirunas, paineiras e da sapucaia dos fundos do Mercadão.

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 26 de junho de 2010

Lagoa da Boa Vista: mirantes, poluição e eutrofização.

O Jornal Sete Dias publicou matéria sobre a situação dos mirantes da Lagoa da Boa Vista. Como a matéria on line não traz fotos, resolvi colocar duas aqui. E também uma outra mostrando a poluição e eutrofização da lagoa.



Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Recorte e guarde para as próximas eleições.

Leia os "PS" abaixo.
Use nos próximos pleitos. É a “ficha-suja ambiental” de Sete Lagoas. Vereadores que mantiveram o veto do prefeito Maroca contra a criação do Parque Municipal Lagoa da Chácara. O projeto havia sido aprovado por unanimidade na Câmara (ou seja, com a anuência de todos eles) para depois ser vetado pelo prefeito... e o veto mantido pelos vereadores.
Todos eles preferem um condomínio de alto padrão (elitista, egoísta e antiecológico) do que o parque que protegeria nascentes, recarga de aquíferos, vegetação nativa, fauna, regulação do microclima e ainda serviria para o lazer saudável nosso e de nossos filhos.
Eles ainda têm tempo de mudar o jogo. Basta que exijam do executivo (prefeito) que um Projeto de Lei de criação do Parque Municipal seja apresentado pelo prefeito (afinal de contas, essa é uma das principais razões do veto do prefeito). Vamos lá, ainda há tempo de honrar os votos recebidos no último pleito.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS1.: O mais triste de tudo, para mim, é a presença de dois amigos no meio dessa lista. Mas como disse um professor meu certa vez... "você é amigo deles, mas eles são seus amigos?".

PS2.: Os vereadores Claudinei Dias (PT), Caio Dutra (PMDB) e Dalton Andrade (PT) se recusaram a votar, Renato Gomes (PV) e Reginaldo Tristeza (PSOL) não estavam presentes. Acho que isso quer dizer que eles são contrários ao veto do prefeito, pois a votação foi secreta (se eles tivessem votado, o veto seria mantido do mesmo jeito e não saberíamos quem votou contra). Mas de qualquer maneira, vemos que os partidos políticos não existem. Vereadores do PT (coligação com o PSDB do prefeito na eleição) seriam tanto a favor quanto contra. O vereador do PV seria contra o veto, mas a SEMMA (cujo secretário, também meu amigo, é do PV) apoiou o veto.

PS3.: "Por oito votos a zero a Câmara Municipal manteve o veto total do prefeito Mário Márcio Maroca (PSDB) ao projeto que prevê a criação do Parque Natural da Lagoa da Chácara, no bairro Canaã. A reunião realizada terça-feira foi marcada por uma polêmica: o veto foi aprovado mesmo sem o parecer da Comissão Especial constituída para analisar a matéria. Os vereadores Dalton Andrade (PT), Caio Dutra (PMDB) e Claudinei Dias (PT) deixaram o plenário como forma de protesto. O projeto não pode mais voltar para o Legislativo neste ano. A medida promete elevar as discussões sobre o uso de uma das principais áreas verdes de Sete Lagoas. Está agendada para terça-feira, 29, manifestação com passeata a partir das 13h na Alameda da Feirinha." www.setedias.com.br

PS4.: Como são as coisas! Passados 2 anos (este PS é de agosto de 2012), alguns mudam seu jeito de pensamento para melhor e outros mudam o pensamento para bem pior. Celsinho Paiva, após diversas conversas entendeu o posicionamento a favor da necessidade de uma maior preservação da região da Lagoa da Chácara.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para o meu avô.

Meu avô era passarinheiro. Daqueles que adoravam ir até a Serra do Cipó capturar papa-capins e canários-da-terra. Naquela época não havia IBAMA. Capturar e manter os bichinhos em gaiolas era uma farra para as pessoas. Meu avô tinha mais de 70 gaiolas. Uma rotina de trocar alpiste, colocar água, jiló... e vai por aí afora. "E olha, neto, esse é um pássaro-preto, esse é um cardeal, esse é um curió, esse é um azulão... e olha o canarinho, o papa-capim...".
O mundo mudou, meu avô. Mudou muito desde que você se foi em 1976. Hoje, queremos os passarinhos livres. Toda vez que vou à Serra do Cipó fico observando este casal de canários na Pousada Chão da Serra. Livres, felizes, pulando no gramado perto da gente, sem medo.

Sabe, meu avô, é mais bonito do que vê-los nas gaiolas, mais compensador, mais poético. Tenho certeza que você aprovaria essa mudança. Seria muito mais legal se você ainda pudesse andar comigo pelos caminhos do Cipó e me mostrar as tais espécies na natureza. Poderíamos ir naquela Rural verde. Seria muito bom.
O mundo mudou... mas muitas pessoas não mudaram, sabe? Ainda tem gente por aqui que prefere acabar com esse prazer dos passarinhos. Prefere cortar as poucas matas nativas que ainda temos e batizar os loteamentos que surgem com nomes que apenas evocam a falta que essas aves fazem... "Jardim do Bem-te-vi", "Bosque dos Canários", "Bairro dos Pintassilgos"...
Lamentável. Triste mesmo. Mas um dia essas pessoas vão mudar, só espero que não seja tarde demais.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 22 de junho de 2010

O IMMAC e a criação do Parque Lagoa da Chácara.

Saudações aos amigos do IMMAC (Instituto Municipal de Meio Ambiente e Cultura) em sua luta pela criação do Parque Municipal da Lagoa da Chácara. Luta difícil, renhida, daquelas que só são definidas após muitas batalhas.

Em seu blog, o IMMAC cita o exemplo de outras cidades [Parque Municipal criado em Betim/MG será custeado com recursos de multa ambiental] e fica o questionamento sobre os motivos pelos quais o exemplo não é seguido em nossa cidade. Mesmo com o apoio do Ministério Público [Doutor Ernane, receba sempre meus sinceros cumprimentos e reverências] parece faltar algo em Sete Lagoas. Nossa cidade não segue bons exemplos, apenas copia coisas às vezes monstruosas.
É o caso do Boulevard sobre o Córrego do Diogo. Nunca vi nada mais ridículo do que aquilo. Centenas de milhares de reais (dizem) foram gastos naquela aberração. Naquele local morreu um ex-aluno meu, num carro tragado pelas águas. O que todos queríamos desde muito antes do fatídico acidente era a construção das muretas no córrego. Ninguém pediu uma aberração daquelas que não serve para nada. Adoraria ver os que projetaram, elaboraram, aprovaram e construíram a obra marchando por cima da mesma num desfile de Sete de Setembro. O medo do desmoronamento em suas faces seria uma imagem surreal. Enquanto isso, enormes trechos do córrego continuam sem as muretas, esperando mais um carro ser tragado, e agora pior, para baixo do Boulevard.
Estamos vivendo a época da arte de cobrir córregos (Boqueirão e Diogo) em vez de recuperá-los. Cubram todos os córregos! Matem de vez a Lagoa da Chácara! Aproveitem e cubram também a Paulino, a Boa Vista, a Catarina... menos a José Félix (a nossa lagoa que não é pública). Depois vamos morrer juntos na falta de umidade no ar.
Então, respondo aos amigos do IMMAC: não falta nada para fazer o Parque Municipal da Lagoa da Chácara. O que acontece é que está sobrando ganância no homem. É a famosa expressão da Lei de Gérson ("Gosto de levar vantagem em tudo, certo?").
Que bom seria se o homem pudesse viver mil anos, assim seria obrigado a pensar no futuro e na consequência de suas ações.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Notícia: Sete Lagoas vai ganhar Programa Integrado de Gestão e Arborização para o município .

[Sobre matéria publicada no setelagoas.com.br em 21 de Junho de 2010]


Bastante louvável a intenção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) em estabelecer um diagnóstico da arborização urbana de Sete Lagoas, visando à futura adequação das espécies e criação de normas para arborização.
Sete Lagoas, como muitas outras cidades brasileiras, sofre com a inexistência de um setor qualificado para tratar das questões de arborização e paisagismo urbano. O comum, na maioria dos municípios, é colocar a questão nas mãos de pessoas indicadas politicamente para o cargo. Adubada dessa maneira, a desordem cresce e floresce exponencialmente.
Espécies inadequadas são plantadas muitas vezes pelos moradores, que desconhecem as características das árvores que estão colocando em suas calçadas, e em outras tantas vezes são adquiridas em lote pelo setor de compras da prefeitura, mais preocupado com o preço do que com a qualidade das mudas. Não é incomum prefeitos de várias cidades virem a público dizer que "plantamos 50 mil mudas"... só para mais tarde percebermos que são inadequadas, foram plantadas sob a fiação ou sob os postes de iluminação, invadem as redes pluviais e de esgotos, carregam pragas, destroem as calçadas etc etc etc.

Um caso comum (em Sete Lagoas temos vários desses) é a plantação de algumas espécies de Ficus nas calçadas ou canteiros centrais. O resultado futuro é desastroso, não só pela destruição causada pelas raízes como também pela possibilidade de queda da árvore sob forte ventania.
Isso sem falar das pragas como o cipó-chumbo, "fios de ovos" ou Cuscuta racemosa. Trata-se de uma parasita que depois de muitos anos ausente invadiu Sete Lagoas a partir de mudas contaminadas.


Cuscuta racemosa

E ganha um doce quem contar quantas de nossas árvores estão comprometidas pela erva-de-passarinho.
Estou na torcida por um bom trabalho da SEMMA e para que o mesmo aconteça sem intervenções perniciosas. Competência para tocar esse projeto não falta ao secretário Lairson Couto.
Abaixo, dois trabalhos realizados com meus alunos do Colégio Caetano, turma de 2007. Um deles sobre as espécies usadas no paisagismo urbano da cidade e o outro é um levantamento de problemas na arborização de um trecho de 500 metros da Avenida Vila Lobos . Os posteres impressos dos trabalhos foram doados à SEMMA.




Ramon Lamar de Oliveira Junior


sexta-feira, 18 de junho de 2010

NOVO ENEM: Prova ou Massacre?

(Publicado no site setelagoas.com.br em 09 de Dezembro de 2009)

No último final de semana, realizaram-se as provas do ENEM-2009, tido para o MEC como o substituto do vestibular. Como professor, responsável pela orientação de um grande número de estudantes, me inscrevi para a realização do tal exame. Por questões de segurança minha, dos meus alunos e do processo, não fiz as provas em Sete Lagoas e sim em Belo Horizonte. Lá eu fico livre das acusações levianas de que "ele só foi para passar cola para os alunos".

Pois bem, quais as minhas impressões sobre a prova? Considerei-as um verdadeiro massacre. Para quem não sabe, são 90 questões no sábado (Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e 90 questões no domingo (Códigos de Linguagem e Matemática), além de uma redação. No final das contas são as velhas; biologia, química, física, geografia, história, português, literatura e matemática (com uma dose de estatística), associadas a textos algumas vezes desnecessários e quase nunca pequenos.

A promessa oficial era acabar com o modelo ultrapassado e massacrante do vestibular, com questões inteligentes, de raciocínio, sem decorebas ou pegadinhas. Não foi o que vi. Muitas questões são similares a outras que já apareceram em várias provas de vestibular. Decorebas estavam lá, como saber fórmulas de Física não muito usuais, ou conceitos matemáticos menos usuais ainda. Pegadinhas também estavam lá e eu mesmo, com toda a minha experiência em provas, mas extenuado pela duração da mesma e pela leitura de tantos textos, caí em algumas. Em ambos os dias, após a resolução da sexagésima questão, a dor-de-cabeça era certa. Os textos tinham que ser lidos duas ou três vezes, pois o cérebro já saturado não conseguia captar a informação. Pela primeira vez na vida (e olha que já fiz uns 10 vestibulares, tendo sido aprovado em todos) fui obrigado a deixar 5 questões em branco e chutar ao final, pois simplesmente o tempo havia se esgotado.

Ao final, consegui 84% de aproveitamento, mas não sirvo como referência de nota e só citei o meu percentual para que entendam que não faço por brincadeira ou só para dizer que fui, mas para mostrar que levo a sério como sempre levei em todos os vestibulares que participei, seja como aluno ou como professor.

Quem não participou da maratona não tem idéia do que aconteceu. Uma coisa é pinçar 5 ou 10 questões e resolvê-las em casa, no conforto, com todo o tempo do mundo (ao invés de 2 minutos e 40 segundos por questão - tempo inferior ao padrão de 3 minutos e 30 segundos adotado no vestibular da UFMG) e sem o compromisso de ser aprovado. E considere que a pressão pela aprovação triplica, pois o candidato estará concorrendo em 3 universidades e não em apenas uma. Se você quiser ter uma base de como foi à prova baixe-a no site (www.inep.gov.br), isole-se em uma carteira de madeira (às vezes desconfortável - uma aluna minha fez prova em carteira de criança no Ulisses Vasconcelos) e sem relógio (no primeiro dia veio apenas o aviso de 30 minutos para o final da prova - mas isso variou e alguns candidatos puderam usar relógio em outras salas de prova, mostra da desorganização e falta de um critério único).

Encerradas as provas, novo problema: o gabarito é divulgado cheio de erros de "inconsistência", conforme o MEC. O que é essa inconsistência? Eram 4 tipos de provas, com as mesmas questões em ordem diferente. Os "salvadores da educação nacional" não conseguiram compilar as respostas na ordem correta e embaralharam o gabarito. Contudo, vem o MEC ao final dizer que foi tudo bem, às mil maravilhas. Que a abstenção de 40% foi normal. Que não ocorreu nenhum incidente. Que todos estão felizes!!! Daí se conclui que, em breve, acontecerá outro massacre desse tipo. Resta orientar os candidatos aos futuros exames. Daí colho uma sugestão: não tentem resolver as questões na ordem que as provas estão colocadas. Resolvam 25 questões de cada prova primeiro e depois sigam alternando (10 de uma e 10 da outra) até acabar. Dessa forma vocês evitarão de ter de chutar metade de uma das provas ao final. E façam a redação primeiro, não deixem para o final, pois nem conseguirão pensar direito. Está aí a minha pequena colaboração, espero que seja de alguma valia na discussão do processo.

Agradeço ao setelagoas.com.br a oportunidade de manifestação.

Ramon Lamar de Oliveira Junior


[Bem, depois disso tudo somos surpreendidos com a UFMG adotando o ENEM em substituição à primeira etapa do seu vestibular, eliminando inclusive a prova de redação e a avaliação das obras literárias que já haviam sido indicadas. É, no entendimento do MEC e da UFMG todos estão felizes.]

Parque da Cascata: um recomeço?

Publicado no setelagoas.com.br em: 05 de Dezembro de 2009
Nos últimos meses, nós que visitamos com mais frequência o Parque da Cascata, temos percebido algumas mudanças interessantes. A reforma e colocação de novos bancos, disciplinação do trânsito local, reabertura da lanchonete (precisa melhorar) e limpeza das trilhas são um alento para quem já dava a área como perdida. Uma verdadeira luz no fim do túnel. Espero que doravante seja redobrada a atenção e o estímulo àqueles que lá trabalham, sem necessidade de projetos mirabolantes. A finalidade principal daquela área, rica em nascentes, é de preservação, paz e contemplação. O Parque da Cascata precisa ser um oásis de tranquilidade para todos nós, setelagoanos e turistas.

Teoria das janelas quebradas (1)

"Um exemplo que vale a pena conhecer:

Em três anos, o número de delitos em Nova Iorque foi reduzido à metade. O índice de homicídios é o menor dos últimos 30 anos. Para isso, foi utilizada a teoria das janelas quebradas: resolver os problemas enquanto ainda são pequenos.
Dois criminologistas da Universidade de Harvard, James Wilson e George Kelling, publicaram a teoria das "janelas quebradas" em The Atlantic, em março de 1982. A teoria baseia-se num experimento realizado por Philip Zimbardo, psicólogo da Universidade de Stanford, com um automóvel deixado em um bairro de classe alta de Palo Alto (Califórnia). Durante a primeira semana de teste, o carro não foi danificado. Porém, após o pesquisador quebrar uma das janelas, o carro foi completamente destroçado e roubado por grupos vândalos, em poucas horas.
De acordo com os autores, caso se quebre uma janela de um edifício e não haja imediato conserto, logo todas as outras serão quebradas. Algo semelhante ocorre com a delinquência.
A teoria começou a ser aplicada em Boston, onde Kelling, assessor da polícia local, recebeu a incumbência de reduzir a criminalidade no metrô - um problema que afastava muitos passageiros, gerando um prejuízo de milhões de dólares. Contudo, o programa não chegou a ser concluído por causa de uma redução orçamentária.
Em 1990, Kelling e Wilson Bratton, foram destinados a Nova Iorque e começaram a trabalhar novamente. O metrô foi o primeiro laboratório para provar que, se "arrumassem as janelas quebradas", a delinquência seria reduzida. A polícia começou a combater os delitos menores. Aqueles que entravam sem pagar, urinavam ou ingeriam bebidas alcoólicas em público, mendigavam de forma agressiva ou que pichavam as paredes e trens eram detidos, fichados e interrogados. As pichações eram apagadas na hora, e os "artistas" não podiam admirá-las por muito tempo.
Após vários meses de campanha, a delinquência no metrô foi reduzida em 75% e continuou caindo de ano para ano. Após o sucesso no metrô e nos parques, foram aplicados os mesmos princípios em outros lugares e em outras cidades. Não se afirma que os resultados obtidos sejam exclusivos destas medidas, mas a experiência de Nova Iorque repercutiu em todo o país."

Artigo extraído do jornal Interprensa - junho/1997

... Enquanto isso, na orla da Lagoa Paulino...


Fim de história de um pau-ferro da Praça Tiradentes.

O comprometimento do tronco de um pau-ferro.


Detalhe: Fungos e perfurações por brocas (insetos)


A causa: Poda mal executada (quase na horizontal), total falta de conhecimento técnico.


Resultado: Uma árvore condenada. (Denúncia já encaminhada à SEMMA.)


A poda mal feita na praça do Canaã aponta para o mesmo destino. Ainda há tempo de corrigir.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 17 de junho de 2010

PRAÇA DO CANAÃ: UMA REFORMA QUE FICOU NO QUASE

A Prefeitura Municipal de Sete Lagoas apressou-se em divulgar a melhoria da iluminação da praça do Canaã. Mas bem que poderia ter feito uma poda decente e técnica nas árvores e melhorado o aspecto dos jardins. Não se gasta mais fazendo uma poda correta, é o mesmo preço da poda errada... só que no futuro as árvores morrem quando a poda é mal executada.



A recuperação do sub-bosque é barata, diversas espécies são adequadas para isso e poderiam ser produzidas a custo irrelevante no horto municipal.





Mas também adianta muito pouco o velhinho aqui ensinar, pois essas palavras perdem-se no vento. Mas o velhinho não vai parar de falar.

Abraços,

Ramon L. O. Junior




"All those moments will be lost in time, like tears in rain."

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Blog do Ramon Lamar

Amigos,

estou começando hoje este blog para divulgar algumas impressões pessoais. Coisas típicas de biólogo e de professor, também muito ligado à questão da preservação ambiental e do paisagismo urbano.


Espero que apreciem.

Abraços,

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Ramon Lamar de Oliveira Junior foi segundo lugar geral no Vestibular UFMG 1982 (para Medicina) onde já havia sido aprovado como treineiro no ano anterior, para o mesmo curso. Foi ainda primeiro lugar geral no vestibular PUCMG 1982 e primeiro lugar geral no vestibular da Ciências Médicas 1982. Iniciou o curso de Medicina na UFMG e começou a dar aulas de biologia com autorização da antiga Delegacia de Ensino. Após dois anos lecionando apaixonou-se pela biologia e resolveu abraçar a carreira de biólogo transferindo-se para o Curso de Ciências Biológicas na UFMG. Formou-se em licenciatura e bacharelado. Posteriormente fez o mestrado na UFMG no mesmo laboratório onde concluiu seu bacharelado, trabalhando na área de reprodução de peixes.

Palavras-chave: biologia, ecologia, meio ambiente, natureza, paisagismo, paisagismo urbano, arborização, Brasil

Key words: biology, ecology, environment, nature, landscape, urban landscaping, afforestation, Brazil