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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Quando a imprensa se posiciona pela manchete.

O objetivo desta postagem é só para fazer pensar um pouquinho...




sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Mais uma lagoa desaparecendo???

Alguns moradores do entorno da Lagoa do Brejão (Lagoa do Guilton) estão preocupado com o recuo das margens. Segundo eles, mesmo em períodos anteriores de seca nunca se viu um recuo tão pronunciado. A suspeita está no excesso de poços de retirada de água nas proximidades e na retirada direta de água da lagoa.
Seguem-se as imagens... aguardemos as explicações...


(Fotos enviadas por moradores do entorno da lagoa.)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sobre pombos-correios

Notícia compilada do setelagoas.com.br... que por sua vez compilou da Agência Estado:

Pombos são apreendidos ao transportar celulares para cadeias
Quarta, 25 de Outubro de 2017  
Dois pombos foram capturados enquanto transportavam telefones celulares para presídios em São Paulo. As aves eram utilizadas para levar os aparelhos aos detentos da Penitenciária ASP Joaquim Fonseca Lopes, em Parelheiros, na zona sul da capital, e da Penitenciária I Mário Moura Albuquerque, em Franco da Rocha, na região metropolitana. 
Foto: Secretaria de Administração Penitenciária
Esta não foi a primeira vez que pombos foram utilizados para o transporte de celulares neste ano. Em fevereiro, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) noticiou que uma pomba foi capturada com um celular e uma bateria costurados ao corpo. Os agentes pegaram a ave no pavilhão da Penitenciária II Nilton Silva, também em Franco da Rocha. 
A SAP não soube informar o que aconteceu com os pombos-correio depois da captura, feita pelos próprios agentes de escolta e vigilância das unidades. Até o fim da tarde desta terça-feira, 24, as penitenciárias também não haviam divulgado o destino das aves. 
A Penitenciária I Mário Moura Albuquerque, em Franco da Rocha, foi inaugurada em 1998 e recebe presos em regime fechado e semiaberto. O local tem capacidade para 914 detentos, porém conta com 1.864, mais do que o dobro. 
Já a Penitenciária ASP Joaquim Fonseca Lopes, no extremo sul da capital, recebe apenas presos em regime fechado. O local, inaugurado em 2009, tem capacidade para 938 pessoas e abriga 1.429 detentos, segundo dados fornecidos pela SAP.
Com Agência Estado

Comentário: "O pombo-correio não leva uma mensagem espontaneamente a um determinado destino, como muita gente pensa. Ao invés disso, ele é transportado de seu local de origem até um certo ponto de partida, de onde ele saberá como retornar à sua casa." Em outras palavras, esses pombos são criados no presídio, levados para outro local, recebem o celular e voltam para o presídio. Quem se aproxima para pegar o celular é quem criou o animal. Ou seja... podem começar a investigar quem cuida dos pombos nesses presídios... o crime aí é INTERNO!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

DESABAFO

A gente não cansa de denunciar, coloca em risco muitas vezes a própria vida, fica desesperado com o desrespeito e os crimes ambientais que ocorrem aqui na cidade para alguém que nunca fez nada, absolutamente nada, achar que os "ambientalistas de Sete Lagoas" estão com os braços cruzados vendo o circo pegar fogo. A vontade é mandar tomar suco de caju! Essa não merece nem florzinha!
Para começar, tal pessoa deveria procurar o prefeito ou o vereador que a mesma elegeu (eles ganham para isso) ou o Ministério Público (que também ganha para isso) para dar conta das questões ambientais. Aposto que nem coragem de fazer denúncia tem. 
Aliás, pra fazer zueira com o teclado do computador na mão tá cheio de corajoso, para protocolizar uma denúncia e colocar a cara a tapa aparece uma meia dúzia que o faz por IDEALISMO! 
É revoltante ter que lecionar mais de 40 horas por semana (é... "defesa do meio ambiente" nunca pagou minhas contas, mas já gastei um bocado com isso), tentar ajudar em um punhado de demandas ambientais (ontem mesmo recebi uma grave denúncia por whatsapp, hoje recebi uma outra por telefone na hora do almoço... a gente tenta encaminhar), dar indiretas e diretas o tempo todo aqui no blog e nas redes sociais para alguém subir no alto de suas tamancas e vociferar como se os ambientalistas fossem os responsáveis pela caótica situação ambiental que persiste em vários locais de nossa cidade. 
Vai inverter as coisas assim lá no chapéu!!!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Entrevista para o Jornal Sete Dias sobre o problema das garças na orla da Lagoa Paulino

Qual espécie de ave que, normalmente durante a noite, habita palmeiras na orla da Lagoa Paulino?
São várias as espécies que procuram as palmeiras à noite para se abrigarem. As principais são espécies de garças brancas, socós e biguás.

A lagoa é o principal atrativo para estas espécies?
Quando a lagoa encontra-se muito rasa (como está acontecendo agora na Lagoa da Boa Vista), a lagoa passa a ser sim um atrativo para as garças. Os biguás já preferem as águas um pouco mais profundas pois são excelentes mergulhadores e pegam os peixes dessa forma. Socós geralmente são vistos pescando nas margens. Mas a questão ali não é de "atrativo" ou "de alimentação" (apesar dos biguás serem vistos em atividade durante o dia). A questão é mais de abrigo.

Existe uma época do ano onde estas aves “visitam” mais Sete Lagoas?
Não, estas aves são de grande distribuição e não são migradoras típicas. São encontradas na região o ano inteiro.

Algum desequilíbrio ecológico estaria trazendo estas aves para o ambiente urbano?
Sim. Temos assistido uma diminuição das árvores que poderiam servir de abrigo noturno para essas aves ao redor da cidade. Muito desmatamento e muitos em regiões que possuem ambientes propícios para as aves se alimentarem durante o dia. Com esse desmatamento vem também a agressão às aves que é feita de todas as formas... de pedradas a tiros. Com isso, ao que tudo indica, as aves passaram a procurar as árvores e palmeiras do centro da cidade onde estão livres desse tipo de agressão. Todos que têm mais de 40 anos se lembram da "Ilha dos Pássaros", ao lado da Ilha do Milito, onde as garças acabaram matando a grande paineira que lá existia (agora existe uma outra no local).

O mau cheiro é muito forte e quem transita, trabalha ou faz atividades físicas na região convive com esta situação. Existe algum risco de doença caso haja contato com este tipo de excremento?
É sempre bom evitar contato com fezes de animais e isso vale muito para as fezes de aves silvestres. Na verdade, nem sabemos que tipo de contaminação esse contato pode trazer para a saúde humana. É amplamente conhecido o problema da psitacose, grave doença causada por um tipo de clamídia (bactéria) que pode ser transmitida pela poeira de fezes principalmente de papagaios e pombos. Sem ser alarmista, convém lembrar também de outras doenças como a gripe aviária. Portanto, a exposição às fezes é no mínimo um risco. 

Você apontaria alguma solução esta situação no sentido de preservar as aves e o ambiente?
A solução, ou um caminho para esta solução, já havia sido proposta pela Secretaria de Meio Ambiente na gestão passada. Entretanto, por alegadas razões financeiras da secretaria, o trabalho ficou mais na proposição do que na ação. Envolvia basicamente três partes. Primeiramente a redução da copa das árvores e palmeiras frequentadas pelas aves (no caso foi feita uma poda drástica nas árvores ao lado da Escola Arthur Bernardes e surtiu resultado, uma vez que a situação lá se encontrava insustentável para as aulas). Inclusive hoje já dispomos a nível nacional de uma norma técnica da ABNT para a poda de palmeiras que permite a remoção das folhas (fronde) num ângulo abaixo de 45 graus em relação ao plano horizontal. A segunda ação seria incomodar as aves com holofotes que seriam direcionados para as copas das árvores no sentido de forçá-las a mudar para outros locais. E a terceira, em caso extremo, seria o uso de fogos de artifício para provocar o incômodo. Com isso elas se veriam obrigadas a procurar abrigo em pontos mais afastados ou na periferia da cidade. Claro que, para isso funcionar corretamente, temos que aumentar o plantio das árvores que elas preferem em locais mais afastados e propícios, além de trabalhar também a educação ambiental para que não sejam perturbadas nesses outros locais.

A entrevista foi publicada juntamente com outras informações. Pode ser lida clicando AQUI.