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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Risco de nova epidemia de dengue em Sete Lagoas

Acabo de ler uma matéria do Celso Martinelli (Jornal Sete Dias), na edição on line. Clique aqui para acessá-la. Destaco, abaixo, o primeiro parágrafo da mesma (grifos por minha conta):
O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na segunda-feira, aponta que Sete Lagoas tem índice de infestação do mosquito da dengue de 4,9%. O percentual é bem acima do desejado pelo Ministério da Saúde – abaixo de 1% - o que deixa a cidade em situação desconfortável. Pela tabela do Ministério, acima de 3,9% o risco de epidemia é iminente. No entanto, o secretário municipal de Saúde, Jorge Correa Neto, demonstra otimismo. Durante entrevista coletiva segunda-feira ele divulgou o plano de ações do município. “No verão a tendência é aumentar. Em janeiro de 2010 o LIRAa foi de 5,7%. Este ano está em 4,9%, o que revela uma queda considerável”, afirma.
O secretário está de brincadeira. Ou então acha que estamos numa cidade de imbecis. Das duas, uma. Desde quando passar de 5,7% para 4,9% é uma queda considerável, senhor secretário? Que matemática é essa? ACIMA DE 3,9% É RISCO DE EPIDEMIA IMINENTE, ENTENDEU? QUER QUE A GENTE DESENHE? Em termos estatísticos fica até difícil, só com esses dados, saber se a queda é ao menos significativa. Tenha dó. Reduza o otimismo e comece a alertar seriamente a população. 

Taí o desenho para entender melhor...
Analisemos este outro trecho da matéria:
O histórico aponta uma crescente da doença em Sete Lagoas: em 2008, 1.849 notificados e 1.428 confirmados; 2009: 1.550 notificados e 1.055 confirmados; e em 2010 foram 3.929 notificações e 3.299 comprovações da doença.
Vamos observar que, em 2010 tivemos 3299 casos comprovados da doença com um LIRAa de janeiro em 5,7%. Com a "queda considerável" para 4,9% podemos esperar (numa análise linear) cerca de 2800 casos para 2011. Coisa pouca, não? Depois é hora de decretar "estado de emergência", "estado de calamidade"... e por aí vai. Compras e contratações sem licitação e a farra da dengue!!! QUE BELEZA!!!
Mais um trecho da matéria:
Jorge Correa reforçou que a nova lei municipal nº 7.974, de 23 de dezembro de 2010, permite que os proprietários de imóveis que não adotarem medidas necessárias à manutenção de seu imóvel limpo sejam multados. O valor da multa varia de R$ 127,50 a R$ 1.020,00. “Ninguém foi multado ainda. Estamos na fase do trabalho educativo e notificações”, finaliza.
Eita!!! Então aproveita e veja, senhor secretário, a foto publicada pelo leitor Maurilo Campolina (aí mesmo no Sete Dias on line) como está a situação do terreno do SAAE na rua Aimorés. Vamos lá. Multe o SAAE. Exemplo começa é de cima!

Enquanto a prefeitura cria leis, como a divulgada em 07/01 no Jornal Sete dias, “A nova legislação municipal nº 7.974 de 23 de dezembro de 2010 foi publicada no Diário Oficial da Prefeitura de Sete Lagoas no dia 31 de dezembro de 2010”, para punir os responsáveis por imóveis que não os mantiverem limpos e livres de criadouros de mosquitos, ação por sinal muito boa para o combate a dengue, o próprio poder público parece não se preocupar “com o seu quintal”. Podemos observar isto pela situação em que se encontra a área dos reservatórios do SAAE situados à rua Aimorés, bairro N. Sra. do Carmo, que, conforme pode ser observado, é um exemplo de falta de cuidados com a limpeza, sem falar nas árvores que, antigas e de porte avantajado ameaçam cair ou perder galhos que podem comprometer o funcionamento dos reservatórios ou ainda os imóveis vizinhos. Texto enviado pelo leitor Maurilo Campolina. (Texto que acompanha a foto)
Ah, só para terminar, aproveite e olhe também pelas famílias que moram ao lado da LAGOA DO ESGOTO DO BREJÃO, cujas crianças estão com 4 protozoários diferentes ao mesmo tempo. Já que a matéria fala em ação integrada do governo, está na hora da Secretaria de Saúde exigir do SAAE e das outras secretarias relacionadas com a questão uma solução para o problema. Em Sete Lagoas não temos inundações, terremotos e deslizamentos... mas em compensação...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Um comentário:

  1. Ramon.

    Minha esposa é da FUNASA(cedida à Regional de Saúde do Estado/SL). Ela está preocupada. Pensamos que o pior é, ainda, a falta de boas campanhas no município.
    E mais. Obtive informações de que os agentes de saúde notificam a Prefeitura em relação aos lotes em risco, mas não ocorre absolutamente nada.

    Que Deus nos ajude.

    Abraço.

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