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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Imprensa?

Algumas perguntinhas...

- Por que alguns assuntos que em qualquer lugar do planeta dariam notícia de primeira página por vários dias, em Sete Lagoas, mal aparecem nos jornais online? Geralmente, como "cantinho de tela" dá um trabalho pra achar.

- Por que alguns jornais online de Sete Lagoas colocam o espaço para comentários dos leitores mas simplesmente não os publicam? Ou será que os leitores não comentam? Eu fiz dois comentários mês passado e estou esperando até hoje eles aparecerem. E olha que nem era crítica... era comentário apenas...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A NASA e suas NOTÍCIAS SENSACIONALISTAS

Toda vez que a NASA precisa de verbas ela aparece com factoides. Agora é que :

"Vida fora do planeta será descoberta em uma década, segundo a Nasa"

A cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, afirmou que há "fortes indícios" de que existe vida fora do planeta e que os humanos descobrirão "outras formas de vida na próxima década".





COMENTÁRIO: Obviamente que não duvido nada da existência de vida microbiana, animal, vegetal, plasmática, gasosa ou seja lá o que for no imenso universo que ocupamos. Mas essa história de "fortes indícios" nada tem de ciência. Lembrando que já falharam naquela história da bactéria que usava Arsênio no DNA (onde teve coletiva de imprensa, data marcada, vídeos bonitinhos e musa dos ETs).

Para a história das bactérias com arsênio, clique AQUI.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Muita calma nessa hora: curso de medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015

O Curso de Medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. A mudança integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira, 8, pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no País e melhorar a formação dos profissionais. Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, num prazo de 180 dias.
O programa, batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. 
O curso seria constituído de dois ciclos. O primeiro ciclo seria semelhante aos cursos atualmente oferecidos teria duração de seis anos (mas fala-se também na possibilidade de cinco anos). O segundo ciclo, de dois anos (obrigatório para os cursos das universidades públicas e particulares), implica na obrigação de atuar em serviços públicos de saúde (no primeiro ano na rede de atenção básica e no segundo ano em serviços de urgência e emergência). O segundo ciclo também seria um período onde o estudante estaria em processo avaliativo. Caso o estudante seja de faculdade privada, não pagará mensalidade durante os 2 anos do segundo ciclo. No segundo ciclo, os estudantes (com um registro provisório) receberiam uma bolsa financiada pelo Ministério da Saúde, com valor ainda indefinido, provavelmente entre R$ 2.900,00 e R$ 8.000,00. O estudante só receberá o diploma e o registro permanente depois de completar os oito anos de formação
Outras propostas como redução de um ano do curso de residência para algumas especialidades (medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral) e inclusão na contagem de tempo para curso de mestrado ainda serão avaliadas pelo Conselho Nacional de Educação. 
O formato de oito anos poderá não ser definitivo, podendo ocorrer a redução do primeiro ciclo para cinco anos (de novo, sob debates no CNE). A ideia da proposta é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos. 
A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. (Ahn? E por que é chamado de MAIS MÉDICOS?) A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente. 
Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços. 


COMENTÁRIO: De novo, o Ministério da Educação parece ter parido uma boa ideia (como no caso do NOVO ENEM, já amplamente esmiuçado aqui no blog). Resta saber se será realmente uma boa ideia (que funcionará) ou cairá na vala comum dos programas sem verba adequada, sem fiscalização, sem condições de trabalho e sem qualidade de ensino. Propostas vindas de cima para baixo, que precisarão de discussões depois (no Conselho Nacional de Educação ou onde quer que seja), tendem a ser emendadas e remendadas à revelia dos interesses da população. E novamente levantam a questão: a saúde no Brasil é um problema exclusivo da falta de médicos (em quantidade e/ou qualidade)? E os outros profissionais da área de saúde? E os horários malucos a que tantos profissionais estão sujeitos? Enquanto isso, nós professores aguardamos a melhoria das condições de trabalho e remuneração já faz muito tempo. É trágico comparar uma ponta da corda (ENEM = Estados Unidos e Medicina = Inglaterra/Suécia) com a outra ponta onde o ensino fundamental e médio tem uma qualidade sofrível. 
E foge pela tangente o tema da formação de professores (para os ensinos fundamental, médio e até mesmo do superior). A situação, que hoje é precária, apresenta tendência de piorar muito (abandono em busca de outras áreas de atuação e aposentadoria estão rapidamente diminuindo o plantel de professores experientes). Já enfrentamos falta de professores em diversas áreas, com um déficit geral de aproximadamente 300.000 professores só no ensino fundamental e médio (número gigantesco quando comparado com as quase 24.000 vagas que se pretende criar na medicina). 
Agora, é acompanhar o desenrolar dos fatos, entender as propostas e posições favoráveis e contrárias. Certamente, o Conselho Federal de Medicina não irá engolir tão facilmente as medidas propostas/impostas. 

PS.: A piada pronta é inevitável. Ficou para 2015 para aproveitarmos os estádios elefante-branco (por exemplo os de Brasília e Amazonas) como hospitais padrão-FIFA?

terça-feira, 2 de julho de 2013

ATENÇÃO: CONSELHO MUNICIPAL DA JUVENTUDE

O Projeto de Lei Ordinária nº 89/2013, de iniciativa do prefeito de Sete Lagoas, dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Juventude. Pode ser acessado através do site da Câmara Municipal: www.setelagoas.mg.leg.br em “Processo Legislativo” à esquerda. A seguir surgirá um formulário em branco onde deverão ser preenchidos os campos “nº da matéria” (89), “ano” (2013) e na opção “tipo autor” selecione executivo.
Conforme publicação do Jornal do Legislativo (ano V, nº 89, de 30/06 a 31/07/13), a Câmara publicou o edital de audiência pública nº 9, para discutir aquele projeto de lei. 
A audiência será no dia 15 de julho (segunda-feira), com início às 17h30min. 
O registro de presenças e identificação será às 17h.

Precisamos do máximo de divulgação possível pra que as pessoas se interessem a fim de que o conselho, quando criado, seja de fato um órgão de efetiva fiscalização.
Seria ótimo que as pessoas tomassem conhecimento com certa antecedência até pra poder preparar argumentos, críticas e estudar o projeto de lei.
Abraço, Arnaldo Neto.
Jovens, participem e lutem por um conselho representativo e paritário!

domingo, 9 de junho de 2013

Jacarés, opiniões e contradições

O site setelagoas.com.br publicou a notícia abaixo que pode ser lida integralmente clicando AQUI.


Uma pessoa (não vou citar nomes, está lá para quem quiser conferir) perguntou nos comentários:
"- Biólogos que é isso ? Cada hora num bairro?"
Respondi-lhe:
"(Nome), a cidade vai crescendo horizontalmente e os bairros resultantes de novos loteamentos cada vez mais se colocam em locais onde antes era ambiente natural. Então, o encontro com animais selvagens não é uma surpresa. Já tivemos eventos com o aparecimento de lobo guará e jaguatirica na perimetral, lobo guará dentro das obras da Arena do Jacaré e esses casos de jacarés aí no Bougainville. Cascavéis também já andaram perturbando o sossego em outros bairros. A questão fundamental é o (des)preparo das pessoas e dos responsáveis (Polícia Ambiental e Bombeiros) para lidar com o problema. Ainda vamos ter muitos eventos do tipo, pois novos loteamentos estão surgindo em áreas semelhantes.
Abraços. (Ramon Lamar, Biólogo)"
Depois de algumas intervenções de outros leitores (alguns mais exaltados que outros), alguém escreveu (não sei se se dirigindo à minha resposta ou de outros que foram mais incisivos (sublinhados por minha conta):
"É isso aí (nome), ele fala isso porque não foi na casa dele que encontraram o bicho. Sabemos de toda esta balela sobre invadir o espaço dos animais, mas fazer o quê, a própria prefeitura e órgãos responsáveis liberam estes loteamentos, então se agora esta acontecendo isto alguém tem que fazer alguma coisa. Ah não já sei, quando alguém ou pior uma criança for até morta por um bicho desses aí sim eles vão tomar providência. Ou se alguém matar um desses bichos aí o Ibama, direitos humanos rsrsrsrs aparece."
Direcionamentos à parte (não interessa se estava se referindo à minha resposta ou outra), detectei um problema interessante de ser discutido: uma espécie de falso referenciamento como justificativa de opiniões formadas incorretamente. 
Observemos os trechos sublinhados.
Primeiro a pessoa diz que a invasão do espaço dos animais é uma balela. E depois justifica sua opinião (de que é uma balela) porque a prefeitura e os órgãos responsáveis liberam os loteamentos. Oras, alguma inconsistência no raciocínio está ocorrendo aqui. 
Se a questão da invasão do espaço dos animais é uma balela, como esses animais surgiram nos referidos locais? A cidade cresce e invade o espaço dos animais. Isso não é balela, é fato! Podemos discutir é "se a cidade precisa crescer" e "em qual direção ela pode crescer". Afinal de contas, estamos aí com um daqueles clássicos problemas de ecologia urbana. A cidade é o ambiente do homem. A cidade precisa crescer. Como crescer?
A outra inconsistência é considerar que se a prefeitura e os órgãos responsáveis (que refletem a mesma política da prefeitura, nesses casos) liberaram, então está tudo bem e há uma espécie de garantia de que os jacarés, cobras e outros bichos não deveriam aparecer. Oras, a prefeitura libera ou não libera loteamentos com base em diversos critérios e posso garantir que nem todos são absolutamente técnicos. E nós biólogos, gestores ambientais e engenheiros ambientais estamos constantemente avisando que tal ou tal situação pode ser problemática. A aprovação de certos loteamentos (dependendo do porte) se dá por votação no CODEMA, onde o número de representantes com formação na área biológica, ambiental ou até mesmo urbanística representa a minoria. A discussão não é completamente técnica e a votação nem sempre leva em conta tais critérios. Assista a uma votação recente com diversas ressalvas e que passou por unanimidade. O critério fundamental é o progresso: a cidade precisa crescer e os bichos e plantas que se virem. Bom, quando os bichos aparecem nas casas das pessoas a coisa é tratada com "incidente" isolado. Claro que não é a expressão da verdade.
Não estou aqui para aconselhar ninguém sobre o quê comprar e onde comprar. Mas na questão de lotes, seria muito interessante analisar a história pregressa do local. Com base nisso, a decisão de comprar e ali residir envolve o entendimento da possibilidade de risco de aparecimento de algum visitante indesejável como os da citada reportagem.
É mais ou menos por aí.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 8 de maio de 2013

PROIBIÇÃO SOBRE SOM AUTOMOTIVO PODE VIRAR LEI EM SETE LAGOAS

Segue o texto do anteprojeto de lei, aprovado em 30 de abril e encaminhado para o prefeito transformar em Projeto de Lei e retornar para a Câmara Municipal:

Restringe o som automotivo no Município de Sete Lagoas e dá outras providências. 
Art. 1º – Nas vias públicas em que estejam situadas escolas, creches, clínicas médicas, psicológicas ou psiquiátricas, consultórios dentários, postos de saúde, pronto atendimentos, hospitais e asilos, fica excluída a circulação de veículos, particulares ou comerciais, equipados com aparelhos de som cuja emissão de ruídos seja igual ou superior a 40 (quarenta) decibéis. 
Parágrafo único – A medição da produção de ruídos fica a cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sem prejuízo da ação do 25º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais mediante convênio assinado com a Prefeitura de Sete Lagoas quando se tratar de infração tipicamente de trânsito. 
Art. 2º – A fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, quando constatar inobservância desta Lei, sujeitará o infrator às seguintes penalidades: 
I – multa de R$ 500,00 (Quinhentos reais) quando a emissão de ruídos for entre 40 (quarenta) e 49 (quarenta e nove) decibéis;
II - multa de R$ 1.000,00 (Hum mil reais) quando o ruído for de 49 (quarenta e nove) a 59 (cinquenta e nove) decibéis;
III – multa de R$ 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais) quando o ruído for acima de 60 (sessenta) decibéis;
IV – multa de R$ 100,00 (Cem reais) em caso de reincidência por infração cometida, sendo o cálculo da multa feito de forma cumulativa a partir da primeira multa. 
Art. 3º – Os recursos financeiros advindos da arrecadação das multas serão destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.

Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data de publicação.
Sala das Sessões, 27 de março de 2013. 
Vereador DALTON ANTÔNIO DE AVELAR ANDRADE (PT) 

JUSTIFICATIVA
Outras cidades, tanto de grande quanto de médio porte, têm enfrentado esste problema urbano diante de tantas, frequentes e tamanhas reclamações apresentadas pela população, cansada de tantos ruídos nas vias públicas. Em Sete Lagoas a realidade não é diferente. Várias, dezenas, centenas de pessoas protestam contra o absurdo que toma conta das ruas, avenidas e praças da cidade, seja a que hora do dia for.
Homens e mulheres; idosos e crianças, enfim, todos sofrem com os altos ruídos que saem de potentes caixas de som instaladas em veículos. Esses, por sua vez, além de incomodar a população, altera o ritmo normal do trânsito, que já é fator de preocupação das pessoas que administram esta cidade. Logo, não resta outra alternativa que não seja esta: restringir.
A cidade é de todos e para todos. Os direitos são iguais. As diferenças hão que ser respeitadas. 
Sala das Sessões, 27 de março de 2013. 

COMENTÁRIO: Espero que funcione, mas se depender de decibelímetro e medição, acho que podemos esquecer. Além do mais, nos bairros mais afastados o som vai continuar da pesada! Sinceramente, acho que o anteprojeto pode ser muito melhorado. Resta a possibilidade do prefeito poder tornar a lei mais restritiva para todos os horários e todas as vias. E proibir a instalação de som na carroceria de pick-ups a não ser para uso comercial (arghh!) ou para competições em locais adequados (Marte, por exemplo). Em que pese o propósito positivo do vereador Dalton, ainda fica a dúvida... e o projeto do Claudinei da Legislatura passada, engavetou de vez? Em vez do VETA, agora podemos começar a campanha do AMPLIA A LEI, PREFEITO!

sábado, 27 de abril de 2013

Maioridade Penal, a questão virou uma disputa política... infelizmente.

A ideia de redução da maioridade penal virou uma questão ideológica (ou mercadológica?), uma disputa entre PT e PSDB (e suas respectivas bases)? Ambos recrutam juristas, advogados, professores de Direito Penal... uma legião com conhecimento do assunto e com capacidade para debater o tema. Aliás, não sou eu, um biólogo, o mais indicado para tratar do tema. Mas como o blog vem seguindo uma tendência de ser também um pouco do repositório do que de mais importante vem acontecendo à nossa volta (concordemos ou não), me arrisco a escrever algumas linhas (mas principalmente compilar alguns dados).
A revista Carta Capital, alinhada às teses petistas, politiza mais ainda ao afirmar: "A violência aumenta porque au­mentou a miséria. Os anos 1990 foram os anos do festival do mercado: os pobres ficaram mais pobres e alguns ricos, nem todos, mais ricos.". Interessante é a revista citar os anos 1990 como "aumentadores da miséria e do crime" e não concluir que, sendo essa hipótese verdadeira, "os anos seguidos do comemorado avanço na redução da miséria dos governos petistas deveriam ter eliminado pelo menos um pouco dessa violência". Estamos observando justamente uma escalada da violência e dos crimes hediondos perpetrados por menores.
Bom, como ficamos então com a hipótese da revista Carta Capital? 
Já os dois recentes crimes ocorridos em São Paulo, que abalaram o Brasil inteiro - o assassinato da dentista Cinthya Magaly, queimada durante um assalto em São Bernardo do Campo (onde agora é imputado o incêndio a um menor de 15 anos) e do estudante Victor Hugo Deppman, assassinado em frente à sua casa por um menor às vésperas de completar 18 anos - prometem virar bandeiras em relação à questão. Por mais que acreditemos na existência e necessidade do perdão, é muito difícil a experiência de tentar se colocar como um dos familiares próximos das vítimas. Você perdoaria tais crimes e acataria sem mágoas no coração as consequências do arcabouço penal vigente relacionado a esses casos?
O governador tucano, Geraldo Alckmin, posicionou-se em relação ao ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) ao afirmar que o mesmo não dá resposta a crimes mais graves cometidos por adolescentes. Em sua interpretação "é inconcebível que quem tem 17 anos e 11 meses cometa crimes hediondos e não passe de três anos na Fundação Casa". Continuou considerando o ECA como sendo uma boa lei para proteger o direito da criança e do adolescente, mas que não dá respostas a crimes muitos reincidentes e crimes hediondo, homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro, estupro e estupro de vulnerável.
Pesquisa divulgada pela Secretaria de Opinião Pública do Senado, feita em outubro passado, dá conta que 89% dos brasileiros defendem a diminuição da maioridade penal no País. A pesquisa entrevistou 1.232 pessoas em 119 municípios e apontou divergências sobre a idade para a maioridade penal: 16% entendem que deva começar aos 12 anos; 18%, aos 14 anos, e 35%, aos 16. Ainda há uma parcela de 20% que acredita que indivíduos de qualquer idade podem ser presos. Apenas 7% concordam com a fixação dos 18 anos, vigente atualmente, como idade-limite para a maioridade penal.
Há projetos em tramitação antiga no Congresso Nacional para redução da maioridade penal não em todos os casos, mas nos casos de crimes considerados hediondos e repetitivos.
Esse assunto vai render bastante. 
Enquanto isso, aguardamos alguma ação efetiva que nos tire da condição de termos que ficar protegidos "atrás das grades".

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fotos do pós-atentado, em Boston (USA)

O blog está ficando internacional. 
Nosso correspondente internacional, Renato Andrade, estava nos Estados Unidos exatamente no período do atentado ocorrido na Maratona de Boston. Renato havia viajado para participar de um Congresso de Fisiologia na cidade de Boston, mas antes, afortunadamente, estava em New York.
No instante em que fiquei sabendo do atentado, tentei imediatamente entrar em contato com ele via e-mail. A resposta tranquilizadora só veio no final da noite, dizendo que ele estava na outra cidade e por lá tudo estava tranquilo. Só iria para Boston na quinta-feira (o atentado foi na segunda).
De quinta para sexta-feira foi "a confusão" em Boston, não bastasse a presença do presidente Obama, foi quando ocorreu a perseguição dos dois "suspeitos do atentado" na madrugada, a morte de um e a "caçada humana" para encontrar o outro. Transportes parados, comércio fechado, Renato relatou momentos de tensão.
As fotos abaixo foram tiradas no sábado (20 de abril, durante o dia) e as outras na noite de domingo (21 de abril). Interessante, nas primeiras fotos é a presença da polícia técnica no local, dias após o atentado; e nas fotos feitas à noite, as homenagens ao mortos e feridos.





 Fotos: Renato Ferreira de Andrade

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

NOVAS TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA RESIDENCIAL

"A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou nesta quinta-feira (7) a lista atualizada das tarifas residenciais de energia com o desconto determinado pelo governo federal em 24 de janeiro. As reduções variam de 18% a 25%, dependendo da concessionária, e os valores não contemplam tributos e outros itens que fazem parte da conta de luz, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a taxa de iluminação pública.O desconto se deve à renovação antecipada das concessões de energia que venceriam entre 2015 e 2017 - concedidas por mais 30 anos em troca da redução no preço da tarifa cobrada - e da eliminação de encargos federais sobre a conta de luz."
(FONTE: www1.folha.uol.com.br/mercado/1227823-aneel-divulga-tarifa-de-energia-residencial-com-desconto-veja-lista-completa.shtml)
Em destaque as tarifas da CEMIG e da ELETROPAULO.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como (não) se vota com transparência!!!

O vídeo mostra como foi feita a votação da correção dos salários dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários de Sete Lagoas (MG) para o próximo mandato (2013-2016). O salário é corrigido de 4 em 4 anos. O aumento dos vereadores (33%) ficou um pouco acima da inflação do quadriênio (que deve ficar em torno de 26%), mas por que o percentual do prefeito e vice-prefeito foi maior? Estavam congelados há mais tempo? Há uma explicação?


Mas acima de tudo, por que votar sem sequer fazer parte da pauta divulgada? Era o último prazo para fazer essa votação? (Não, não era!). Ninguém questionou nada? Ninguém sequer perguntou qual era o projeto de lei que estava em votação?
Lamentável, lamentável...

O espaço do blog está aberto para alguma justificativa plausível. Até agora não li uma justificativa ao menos razoável. Mas por favor, quem se habilitar a justificar, responda aos questionamentos acima.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ação irregular dos "cristaleiros" na Serra de Santa Helena

Não deixem de ler a matéria do Celso Martinelli no Jornal Sete Dias. Como já havia sido alertado pelo Sargento Silvânio Mendes, na Audiência Pública da APA da Serra de Santa Helena, e também pelo pessoal da ADESA e pelo Max Tadeu. O problema é grave, e pela localização, poucas pessoas na cidade sabem que está acontecendo. Cliquem AQUI.

Abaixo, duas imagens que ilustram a matéria:


sábado, 30 de junho de 2012

Legislando em causa própria (e longe do povo).

Desculpe, Celso Martinelli, mas reproduzo seu texto aqui com algumas marcações (ver o texto na íntegra clicando AQUI).

VEREADOR GANHARÁ MAIS 33%, PREFEITO, 43% E VICE 63%

Aprovados verbalmente e por unanimidade a entrada de última hora de dois projetos que sequer estavam na pauta inicial divulgada pela Câmara Municipal de Sete Lagoas, foi aprovada para a Legislatura 2013-2016 reajuste salarial para vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.
Desta forma, os vereadores e demais agentes políticos eleitos na eleição deste ano passarão a ganhar o seguinte: de R$ 7.490,00 para R$ 9.989,17 (vereadores e secretários); de R$ 14.700,00 para R$ 21 mil (prefeito); e de R$ 9 mil para R$ 14.700,00 (vice-prefeito). Os reajustes significam aumentos, respectivamente, de 33%, 43% e 63%. 
Com a Câmara Municipal praticamente vazia, já que a votação de projetos pautados já haviam sido apreciados, foram então colocados em pauta os projetos de lei 75/2012 e 76/2012 - que fixa subsídios dos agentes políticos. Segundo Antônio Rogério (PMDB), presidente da casa, o não anúncio antecipado da votação destas matérias – que normalmente despertam interesse público – tem justificativa. “Não foi manobra para evitar que a população comparecesse em peso no Legislativo. Estávamos em dúvida quanto ao valor do índice a ser fixado. É que aguardávamos uma certidão da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para ver quanto recebe um deputado, já que o valor a ser recebido por um vereador não pode ultrapassar 50% do salário de um deputado”, explicou.
Segundo o presidente a certidão chegou de última hora. “Fomos responsáveis, o teto seria de R$ 11 mil se fôssemos seguir o índice de reajuste permitido por lei. Usamos o salário dos deputados como parâmetro, que hoje gira em torno de R$ 20 mil”, afirmou. Para acelerar o processo, após aprovação em primeiro turno, logo foi aberta reunião extraordinária para votação em segundo turno e redação final da matéria que fixa os subsídios que receberão vereadores, prefeito e vice – além dos secretários a serem nomeados – a partir de 2013. Aprovados por unanimidade, com assinatura de todos legisladores, para legitimar os valores, agora só resta o prefeito sancionar os projetos para futura publicação no Diário Oficial do Município.
Foram mantidas as verbas de gabinete dos vereadores, que passarão de 13 para 17 após a sucessão municipal deste ano. Anualmente são repassados para o Legislativo 7% do orçamento total do município. Em 2012 a Câmara referendou despesas na ordem de R$ 15.980.192,00. Com a perspectiva de aumento na arrecadação, o repasse consequentemente aumenta, desde que não ultrapasse os 7% previstos em lei. A verba de gabinete também foi mantida na última reunião. Além dos salários, os vereadores continuarão a ter à sua disposição para despesas com funcionários e gastos diversos recursos na ordem de R$ 12.050,00. Até o fechamento desta edição nenhum dos projetos votados e aprovados não estavam à disposição para consulta no site oficial da Câmara Municipal.
por Celso Martinelli
COMENTÁRIO: Era o último dia para votar? Se era, então deveria constar da pauta de qualquer jeito, mesmo que fosse para manter o valor ou dar um aumento tipo "inflação acumulada". Se não era, para que foi votado sem a população saber? E por que os índices são diferentes? Falaram anteriormente que o gasto da Cãmara não aumentaria com o número de vereadores porque se trata de um rateio. Não é o que a matéria dá a entender. O público já tinha ido embora mas todos os vereadores estavam presentes? Estranho... alguns vereadores vão embora sempre muito antes do final da reunião... não foi avisado a eles e nem ao público presente no meio da reunião que o assunto "talvez" entrasse em pauta? Outra votação-relâmpago?
Depois os BLOGUEIROS pedem um VETA MAROCA e os vereadores começam a disparar suas pérolas. 

Então proponho: VETA MAROCA! Motivo: não constava da pauta e as pautas têm que ser de conhecimento do povo. LEGISLATIVO, A CASA DO POVO!
  
PS1.: Não se preocupem, vereadores. Tem 90% de chance de vocês conseguirem derrubar o veto!
PS2.: Não questiono que vocês precisam de aumento (apesar de achar que o índice deveria ser o mesmo para todos). Sou a favor de que todos os salários no Brasil (inclusive presidente, ministros...) seja reajustado pelo índice do salário mínimo. O que não concordo é com essas manobras da "calada da noite".

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Regulamentação da APA Serra de Santa Helena e segurança pública

Acabo de ler matéria de capa em um jornal local sobre a questão da segurança na Serra de Santa Helena. Percebi uma certa inversão nas colocações. Advoga-se que é preciso melhorar a segurança da Serra antes de se pensar na regulamentação da APA. Na verdade, o caminho é na outra direção, com a regulamentação da APA, a região continua a contar com o patrulhamento da Polícia Militar (como vi duas vezes lá no último sábado, na parte da manhã e na parte da tarde) e passaria a contar com as ações mais efetivas da Polícia de Meio Ambiente. Quem esteve na Audiência Pública da APA, percebeu nas palavras do Sargento Mendes, como a Polícia do Meio Ambiente pode ser ainda mais ativa na área. 
Aliás, já defendi AQUI no blog que a sede da Polícia de Meio Ambiente deveria passar para o alto da Serra de Santa Helena, onde poderiam atender facilmente as ocorrências da área e teriam fácil acesso à perimetral, ou seja, ao restante da cidade.
Em relação aos incidentes ocorridos e relatados no jornal - especialmente do fim-de-semana de 9-10 de junho último - tenho um questionamento: em quais trilhas as pessoas estavam se movimentando quando foram abordadas? Obviamente que as pessoas podiam estar em locais adequados e mesmo assim serem vítimas de assalto. Esse é um problema geral. Nosso (e não só o nosso) contingente policial efetivo não mostra-se onipresente na cidade. Quantas pessoas já não foram assaltados à luz do dia no centro da cidade? Mas evidentemente, ao nos afastarmos de locais adequados (ou de horários adequados) o risco aumenta muito. Estou perguntando sobre o local da ocorrência porque tenho visto muitas pessoas usando trilhas "alternativas" apenas para não pagar ingresso para entrar no Parque da Cascata (R$ 2,00 ou R$ 1,00 para estudantes).
Observem na foto abaixo, obtida no último sábado por volta de meio-dia, quatro pessoas (descaracterizadas e assinaladas pelas setas vermelhas) correndo riscos ao desviarem da estrada para passar em meio a regiões de vegetação densa, sem a menor proteção para o cidadão (já que algumas propriedades na área nem cercas possuem), onde qualquer meliante pode ficar à espreita. E não só riscos com meliantes, mas também com animais peçonhentos ou outros tipos de acidentes.

Sábado, 16 de junho de 2012, 11h. e 40min. [Clique na imagem para ampliar.] Pessoas se arriscam ao percorrer rotas "alternativas" para subida ou descida da Serra de Santa Helena.
No mais, quero crer que a matéria tenha sido pensada como um alerta para as pessoas. Seria interessante que o jornal também tivesse citado algumas regras básicas que servem nesses locais e nessas situações: usar os caminhos e trilhas demarcados e por onde passa a polícia ou um maior número de veículos e pessoas, não andar em grupos pequenos, não levar objetos de valor, manter a calma sem reagir de forma agressiva.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 14 de junho de 2012

26 anos do Diário Boca do Povo

Polêmico porque é lido ou lido porque é polêmico?
Com a frase acima, e com todas as dificuldades que transitaram e transitam pelas empresas (jornalísticas ou não) nos últimos 26 anos, o "Boca" vem se mantendo nas bancas.
Acabei de ligar para o Paredão para cumprimentá-lo pelo feito.
Parabéns!!! 


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Manchete infeliz

Frente à aprovação do "Novo Código Florestal", com uma série de alterações que vão significar um dano ainda maior ao meio ambiente, a Folha de S.Paulo surge com essa manchete em sua edição digital:

Puxa vida!!! Isso é que é falta de sensibilidade com a questão ambiental!!! Espero que não seja impressa no jornal, pois seria um desperdício de árvores, de celulose.
Frente a mudanças tão sérias, que tantas discussões poderiam ter ensejado, vem a Folha preocupar-se com uma "derrota do governo". A derrota foi da sociedade, caramba! Muitos podem até achar que foi uma vitória da sociedade, do progresso, do ser humano... bla bla bla. Deixemos isso para discutir no futuro, quando mais encostas descerem sobre casas e quando mais rios escaparem dos seus leitos nas áreas urbanas.
Enquanto mirarmos apenas em "crescimento" e "lucro", não conseguiremos entender o que verdadeiramente significa "desenvolvimento". Desenvolvimento sustentável, então... nem pensar!
Até que a "derrota" do governo não foi tão grande assim, pois conseguiu devolver ao texto pelo menos a exigência de recomposição de 15 metros de Áreas de Preservação Permanente (APPs) em beira de rios pequenos. Se dependesse da bancada ruralista, não haveria nenhuma obrigação de recuperar essas áreas. O texto também suprimiu a parte que obrigava que a ocupação urbana em margens de rios seguisse as recomendações para as APPs (quem irá definir isso será o Plano Diretor de cada município... já viu, né?). Ainda há possibilidade de vetos por parte da presidente Dilma. Será?

 

Ao lado, a imagem de algumas notícias publicadas no mesmo momento...

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vale do Sereno: como o mundo é pequeno!!!

Assisti, agora há pouco, reportagem no MGTV sobre o licenciamento de obras de prédios (ou "torres") no Vale do Sereno (Nova Lima) sem a realização de audiências públicas. Torre é um nome bonito, né? Como o assunto chamou minha atenção, li em alguns sites mais informações sobre os empreendimentos. Encontrei algumas informações muito interessantes. Aconselho aos seguidores do blog, se tiverem interesse no tema, que procurem as informações aí pelo Google. Uma das informações mais interessantes que li foi:
"[...]Apesar da solicitação apresentada pelos relatores no parecer, Ângela Lima(Secretária de Educação) e Roney Bernardes (Jardins de Petrópolis), para realização de audiência pública para a região antes da aprovação de qualquer empreendimento, os conselheiros [do CODEMA local] presentes entenderam que não se justificava audiência pública para um único prédio mesmo sabendo que nas mesmas quadras já estão projetados outras 03 TORRES da mesma altura. Dessa forma concederam as licenças, mas decidiram encaminhar MOÇÃO AO PREFEITO SOLICITANDO AUDIÊNCIA PÚBLICA URGENTE PARA A REGIÃO DO VALE DO SERENO. [...]" (Fonte: www.sosnovalima.com.br)
Vale do Sereno (Nova Lima), com suas declividades acentuadas, matas e nascentes.
Lendo o link acima, completamente, e outros links sobre o assunto, concluí que o mundo é muito pequeno. E pequeno por duas razões:
1) Os mecanismos de ação para a aprovação de empreendimentos em áreas que deveriam ser protegidas e resguardadas são extremamente semelhantes. Seguem um mesmo rito... população à parte.
2) [MODO IRONIA ON] O mundo está tão pequeno, com tão poucas áreas para se construir (!), que é preciso escolher áreas ambientalmente sensíveis para abrigar o ser humano. [MODO IRONIA OFF]
Se alguém tiver mais informações, compartilhe aqui, ok?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 28 de março de 2012

Jogar desse jeito fica difícil: sai Chico, sai Millôr... cadê os reservas?

A perda do Chico Anysio já foi um problemão. Agora, perdemos também o Millôr Fernandes. Assim é brincadeira, ou melhor, acaba com toda a brincadeira.
Da referência ao Chico ainda guardo o LP do Coalhada, que ganhei num aniversário por volta dos 14 ou 15 anos do amigo Rogério. Piadas boas, algumas hoje recicladas fracamente pelos "novos humoristas"... e uma crítica social por trás do tema. Mas hein!!!
Do Millôr, guardo as leituras de suas páginas na revista Veja, em pleno período da Ditadura Militar (aquela que alguns agora insistem em afirmar que nunca existiu). Piadas, ou relatos, às vezes complexos, difíceis. Para entender a linguagem do mestre, eu tive que começar a entender de política nacional (e por tabela de política local). E como era difícil entender de política naqueles tempos plúmbeos. Achei o máximo quando o Millôr revelou que ele já havia nascido com pseudônimo. Era para se chamar Milton, mas o escrivão fez uma avacalhação e o cortado do "t" foi parar em cima do "o", com um "n" feio no final. Pronto, estava ali uma espécie de predestinação. Jamais vou esquecer de um texto que ele escreveu sobre um anúncio da Petrobras (texto publicado na Veja... veja lá se a Veja faz isso hoje) em que ele desmonta, linha após linha tudo o que o próprio anúncio dizia. Inclusive a fala do primeiro parágrafo, de que a Petrobras não visava lucro, com outra fala no meio do texto em que o lucro é exaltado. (Vou tentar garimpar esse texto no site da Veja... acho que vale a pena.)
Recentemente, crítico de tudo... foi parar na prova do Enem 2009. Será que os elaboradores do sistema do Enem entenderam a crítica? [Bastaria olhar para dentro do MEC e dos ministérios em volta... que solidão!]

Charge do Millôr no ENEM-2009.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 5 de março de 2012

Faixas na orla da Lagoa Paulino (e outras coisinhas...)

Seguem-se trechos matéria do nosso querido Celso Martinelli, no Jornal Sete Dias (para a matéria completa, clique AQUI):
Cidade sofre com lixo e faixas irregulares
Celso Martinelli (05mar2012)

O acúmulo de lixo em diferentes regiões de Sete Lagoas - sendo a maior parte por falta de consciência dos próprios moradores - e de faixas particulares anunciando eventos diversos na região da Lagoa Paulino são exemplos de diferentes tipos de poluição que crescem na cidade. A esquina da rua João Andrade com Cel. Américo Teixeira, bairro São Geraldo, virou um verdadeiro depósito de lixo domiciliar. Para tentar barrar o problema, a Secretaria do Meio Ambiente anuncia o "Programa de Educação e Mobilização Social” (PESMS), e também o "Agente Ambiental Voluntário". O objetivo é incentivar a população a denunciar os sujões.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Cláudio Ribeiro Busu, a Lei 4.040/89 - nos Decretos 1879/82 e 4161/2010 - proíbe a colocação de faixas em logradouro públicos, sendo as únicas excessões os eventos culturais, filantrópicos ou de interesse público após autorização da Secretaria de Meio Ambiente. “No caso das faixas colocadas na orla, as mesmas foram apreendidas e uma multa foi encaminhada aos empreendedores responsáveis por elas”, conta. As multas são a partir de R$ 200,00, com o valor aumentando em casos de reincidência.
Segundo Cláudio Busu o "Programa de Educação e Mobilização Social” e o "Agente Ambiental Voluntário" visam trabalhar a questão do lixo. O público alvo é de moradores e estudantes da rede municipal de ensino. “Além desses projetos, estamos desenvolvendo um novo que foca a conscientização de postura ambiental, principalmente sobre jogar lixo em vias públicas”, acrescenta. Busu completa que a Secretaria de Meio Ambiente está de portas abertas para receber sugestões e reclamações, seja pelo (31) 3771-9441 - ou na rua Quintino Bocaiúva, nº 618, centro.
COMENTÁRIO 1: Convém lembrar também que, mesmo autorizadas, ou mesmo sendo de eventos promovidos pela prefeitura, as faixas não podem ser afixadas em árvores (no que estão incluídas as palmeiras da orla da Lagoa Paulino ou da Praça do Canaã - só para citar as preferidas). AQUI, AQUI, AQUI e AQUI estão alguns exemplos. Sem contar o caso da faixa que ficou mais de um mês afixada em uma palmeira referente ao Leilão da Prefeitura: veja o famoso vídeo publicado no Facebook clicando AQUI.



COMENTÁRIO 2: Aproveito para destacar a notícia vinculada no setelagoas.com.br sobre o início de mais uma fase do Estudo Hidrogeológico (clique AQUI) que veio ilustrada com a foto da instalação do SAAE perto aqui de casa. Aquela da BOMBA MISTERIOSA e desse eterno vazamento que aparece na foto e que faz belas poças o ano inteiro neste quarteirão da Professor Abeylard. Reclamações já fiz várias, uma delas AQUI.


A foto que ilustra a matéria foi extraída do http://blogdosaae.blogspot.com.

domingo, 4 de março de 2012

Ecologia em boca de político é apenas discurso!

E não é a pura verdade?
Durante as campanhas eleitorais todos são verdes, todos são defensores do meio ambiente, da qualidade de vida e da sustentabilidade. Menos alguns deputados, que se posicionam exatamente ao inverso porque sabem que seus votos são certos e garantidos. Mas você já viu candidato a prefeito, governador ou presidente ganhar uma eleição "baixando o sarrafo" no meio ambiente? Também já viu algum deles tapando os ouvidos para os pedidos daqueles que financiaram suas campanhas (ou financiarão a próxima)?
A última eleição presidencial foi marcada pela "onda verde" da conveniência de se aliar à Marina Silva para depois disputar os despojos no segundo turno. Depois... tome NOVO CÓDIGO FLORESTAL e BELO MONTE (só para ficar em dois projetos em que o governo despeja toda sua força pela aprovação e realização). Cadê o "discurso de campanha" no NOVO CÓDIGO FLORESTAL, Dona Dilma? Onde estão os avanços para reduzir as emissões de gás carbônico, onde está a proteção da biodiversidade, a proteção das encostas e matas ciliares, a proteção do solo contra a erosão e contra as queimadas? Nem um milímetro para frente... quilômetros para trás. Como mentor, o Aldo Rebelo, dito "comunista". Basta dizer que é uma daquelas figuras que pratica o "esporte" de ser ministro de qualquer área.
A situação, no momento, está assim (segundo a agência noticiosa Agência Brasil):
A votação do Novo Código Florestal Brasileiro, marcada para a próxima terça-feira (6mar2012), na Câmara dos Deputados, vai enfrentar fortes resistências dos setores ambientalista e científico. Mesmo assim, o governo não abre mão de ver a matéria aprovada definitivamente, como está, nesta semana.
A primeira batalha a ser enfrentada pelos defensores do texto será com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que já se manifestou contrária à proposta da forma como saiu do Senado. Os cientistas da SBPC querem mudanças na matéria e o veto de alguns trechos colocados pelo senador Jorge Viana (PT-AC) – que foi o relator do projeto no Senado.
Um dos pontos que mais preocupa os cientistas é a redução das áreas de preservação permanente (APP) nas margens de rios. Um documento entregue pela SBPC ao relator da matéria na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), e apoiado pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), aponta que as APPs serão reduzidas em 50% com o novo texto.
Esse e outros trechos teriam que ser suprimidos pelo relator, na opinião dos cientistas. Caso isso não ocorra, a SBPC fará uma movimentação social para pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar o projeto.
Paulo Piau, por sua vez, explicou à Agência Brasil que não pode incluir novas mudanças no projeto, uma vez que ele já passou pela Câmara e pelo Senado, e, agora, será apenas revisto. “Recebi um documento deles. Tudo aquilo que for importante para a gente colocar dentro do que foi negociado e que for permitido pelo regimento, a gente pode colocar. Mas eles pedem muita coisa que não é mais possível”, justificou.
Segundo o relator, as discussões sobre o novo código não serão encerradas com a votação de terça-feira. Uma série de outros projetos relacionados ao assunto deverá surgir, segundo o relator. É o caso, por exemplo, de proposições que tratam da agricultura irrigada, setor que não recebeu atenção especial no código que está para ser votado. Para Piau, os parlamentares deverão “rever [o tema] após a revisão”. “Muita coisa vai continuar sendo discutida. A discussão não se esgota agora”, avaliou.

Sobre a promessa de manifestações em todo o país pedindo que a presidente Dilma vete o projeto, caso ele seja aprovado, Piau diz que é uma posição política e não acredita que a pressão dê resultados. Ele também não deve mexer no texto para atender aos parlamentares do Amapá sobre a redução das reservas legais em terras indígenas no estado.
Independentemente de os deputados suprimirem alguns dispositivos ou manterem integralmente o texto enviado pelo Senado, a matéria terá votação conclusiva na Câmara e será encaminhada, na sequência, para sanção presidencial. (Fonte: Agência Brasil)
É, senhor Paulo Piau, olha que a pressão popular algumas vezes gera resultados. Não se esqueça que as eleições por aqui ocorrem na primavera. Não que eu ache que alguém ou algum partido político é "salvador da pátria" e possa mudar esse jogo que está aí. Muitas espécies ainda serão extintas antes que a natureza seja compreendida.

Schizodon nasutus ou piau-cheiroso. Esta é uma das espécies de piaus que existem por aí. Com uma dieta variada, predominantemente herbívora, o piau depende muito dos alimentos produzidos pelas matas ciliares que estão ameaçadas pelo Novo Código Florestal Brasileiro. O piau mais famoso é o piau-três-pintas (e outros piaus querem ficar mais famosos ainda), mas resolvi homenagear o piau-cheiroso por ter sido objeto de estudo em meu primeiro trabalho científico publicado. Fonte da imagem: http://imageshack.us/photo/my-images/228/peixe.jpg/sr=1
Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: O deputado Paulo Piau é mineiro, engenheiro agrônomo e produtor rural. Pertence a um partido chamado PPS (Partido Popular Socialista). Passou também pelo PFL e pelo PP.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A especulação imobiliária na Serra do Cipó: final feliz? [Alguma relação com Sete Lagoas?]

NOTÍCIA PUBLICADA NO JORNAL ESTADO DE MINAS, EM 08fev2012. COMENTÁRIOS EM VERMELHO.
Pressão livra Serra do Cipó de prédios 

Prefeito veta projeto que previa verticalização do município. [Ôpa... quem propôs o projeto foi o próprio prefeito!]
 Flávia Ayer
Fonte: Jornal ESTADO DE MINAS, 08/02/2012
Graças à mobilização popular, o paraíso ecológico da Serra do Cipó, reduto de belezas naturais a 100 quilômetros de Belo Horizonte, na Região Central, parece, ao menos por enquanto, livre da ameaça da verticalização. O prefeito de Santana do Riacho, sede do distrito da Serra do Cipó, Agnaldo José da Silva, vetou proposição de lei de própria autoria [!] que permitia a construção de prédios de até cinco andares no município. O texto havia sido aprovado pela Câmara Municipal no fim de dezembro, no apagar das luzes do ano legislativo e sem o conhecimento dos moradores. [Votação no apagar das luzes, uma das práticas mais usadas "com boas intenções"!] A população reagiu à proposta e recolheu mais de 2 mil assinaturas de pessoas contrárias à medida, em um abaixo-assinado e uma petição virtual. Na justificativa do veto à proposição de lei, o chefe do Executivo argumenta que houve “inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público” [Uia! O prefeito contrariou o interesse público!]. “Decidi descartar a proposição, por ter tido uma imagem negativa e, de certa forma, não ter discutido o texto com a população” [como assim "de certa forma"?], conta Agnaldo, que afirma não ter intenção de apresentar nenhum outro projeto para alterar a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Santana do Riacho.
Inicialmente, o prefeito havia defendido a proposta de permitir a construção de prédios no município, que abriga o Parque Nacional da Serra do Cipó, para resolver o problema de habitação na região e, segundo ele, proteger o meio ambiente. “Queríamos diminuir o número de loteamentos, para prejudicar menos a natureza. Num lugar onde mora uma família, você poderia abrigar até 10, em ruas que já estão abertas”, diz Agnaldo [não me consta que o projeto iria bloquear a abertura de novos loteamentos]. De acordo com o prefeito, o projeto não tem como foco empreendimentos hoteleiros [convém lembrar que hotéis e pousadas na região são controladas até pelo IBAMA, o problema são prédios de apartamentos mesmo], mas construções direcionadas a programas como o Minha casa, minha vida, do governo federal. [Nossa! Que objetivo mais nobre!!! O problema é que a especulação imobiliária lá está de vento em popa. Será que o prefeito não sabia disso?]
A legislação municipal vigente, de 2001, limita a construção de edificações com mais de dois pavimentos. “Na época da elaboração do Plano Diretor, fizemos um trabalho intenso com a comunidade e nas escolas. Para mudar a lei, seria preciso fazer consultas públicas. A população quer ver a montanha e não um prédio em frente ao outro”, comenta o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Roberto Baruqui. [É... conheço cidades onde esse trabalho de consultas públicas também foi feito... e que o Plano Diretor já está sendo reformado a portas fechadas... depois a população é chamada para "referendar" as nobres intenções.]
A rejeição à autorização para a construir prédios no município partiu de moradores do distrito da Serra do Cipó, conhecido também como Cardeal Mota. A localidade concentra quase a metade da população de Santana do Riacho, estimada em 4,1 mil habitantes, e é o principal polo turístico da região, por ser a sede do parque nacional. Com quase 338 quilômetros quadrados, a unidade de conservação reúne nascentes, cursos d’água preservados, cachoeiras, além de grande importância ecológica marcada pela rica biodiversidade do cerrado. 
OBSERVAÇÕES: Parece que o pessoal que mora lá entendeu que "crescimento" não é sinônimo de "desenvolvimento". Há aspectos importantes que uma cidade deve procurar, e uma delas é a questão da qualidade de vida. Trânsito caótico, som automotivo, violência, insegurança... não são aspirações das populações, mas costumam acompanhar o crescimento desordenado. Espero que a motivação da ação popular seja essa mesmo. No fundo, dá uma certa "inveja boa" desse tipo de mobilização popular. Sete Lagoas tem uma tradição de criação de bairros populares que, muitas vezes, não possuem a infraestrutura necessária (veja as questões recentes sobre destinação de esgoto dos "Jardins dos Pequis"). Agora, estamos no limiar de criação de bairro nobre com impactos ambientais em uma das poucas áreas de vegetação nativa com certo grau de preservação. O interessante é que, em Sete Lagoas, a cidade cresce, cresce, cresce... mas os recursos para obras de infraestrutura urbana não aparecem. Fica difícil entender como a nossa prefeitura dá tantas desculpas de falta de dinheiro para obras absolutamente necessárias e ao mesmo tempo avaliza, via anuências, a criação de um grande número de quadras com as respectivas necessidades de manutenção viária, abastecimento de água, destinação e tratamento do esgoto... e por aí vai. Daí a minha preocupação com "discursos" e "ações".

Ramon Lamar de Oliveira Junior