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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Manganês agora é um Minério de Ferro!

Atenção www.setelagoas.com.br, atenção SAAE, vamos repassar informações corretas para as pessoas, por favor. Erros elementares como esse são inadmissíveis.

MANGANÊS NÃO É MINÉRIO DE FERRO!

Diz o final da notícia, que as informações foram retiradas do Wikipédia. Wikipédia não é fonte de pesquisa confiável, mas mesmo lá, está assim:

"O manganês ( do francês manganèse ) ou manganésio ( designação preterida pela sua semelhança com o magnésio), é um elemento químico, símbolo Mn, número atômico 25 ( 25 prótons e 25 elétrons ) e massa atômica 55 u, sólido em temperatura ambiente.
Situa-se no grupo 7 ( 7B ) da classificação periódica dos elementos. Usado em ligas principalmente na do aço e, também, para a produção de pilhas.
Foi descoberto em 1774 pelo sueco Johan Gottlieb Gahn, reduzindo o seu óxido com carbono.
O manganês é um metal de transição de coloração branco cinzento parecido com o ferro. É um metal duro e muito frágil, refratário e facilmente oxidável. O manganês metálico pode ser ferromagnético, porém somente depois de sofrer um tratamento especial.
Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3, +4, +6 e +7, ainda que encontrados desde +1 a +7. Os compostos que apresentam manganês com estado de oxidação +7 são agentes oxidantes muito enérgicos. Nos sistemas biológicos, o cátion Mn+2 compete frequentemente com o Mg+2. É usado em liga com o ferro nos aços e em outras ligas metálicas."

Na Desciclopédia (que é uma versão pirata e humorística da Wikipédia) o manganês é descrito assim:

"Manganês é um elemento químico metal de transição, é constantemente confundido com seu irmão magnésio, mas também, quem foi o gênio que deu nomes tão similares a esses elementos?
O manganês é a esposa do ferro, sendo constantemente misturado com outros metais e oxidado. Apesar de ser o terceiro metal mais abundante do Planeta Terra não está entre os elementos mais conhecidos, uma vez que não é tão simples produzir venenos contra ratos usando manganês.
O manganês é um quase-ferro, por 1 próton e 1 elétron, é menos famoso. É extraído em tudo quanto é canto do mundo, mas ninguém se importa com essa inutilidade.
O manganês recebeu esse nome por ser um dos elementos encontrados na manga."

Ramon Lamar de Oliveira Junior
com informações do www.setelagoas.com.br, da wikipédia e da desciclopédia.

PS.: Para aqueles que gostam de humor químico (umas 4 ou 5 pessoas no planeta), existe a Comunidade de Picaretologia Química no Orkut (da qual sou dono) e é publicada a Revista Brasileira de Picaretologia Química (on line). Para ler os 3 primeiros números clique aqui (e depois vá trocando para rbpq02.pdf e rbpq03.pdf). Futuramente, escreverei mais sobre a revista e a comunidade. Desculpem eventuais erros de digitação nas revistas, ainda precisam passar por revisão. Mas  não se preocupem, a informação química está completamente errada!

Gincana do Blog (1)

Vamos ver se vocês conhecem Sete Lagoas.
De onde são essas fotos? (Tem umas bem fáceis)

Foto 1:

Foto 2:

Foto 3:

Foto 4:

Foto 5:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Denúncia no Estado de Minas

Só hoje percebi essa denúncia no Jornal Estado de Minas de 03 de setembro último. Como não tenho muitas informações sobre o assunto e a prefeitura não se manifestou no jornal, eu gostaria de saber mais detalhes. Alguém está a par desse fato?

O barbatimão para a Izabella

A gente fica emocionado mesmo com essas coisas. Recebi uma mensagem da Izabella no tópico sobre as flores do Cerrado Mineiro com os seguintes dizeres: "Oi meu nome é Izabella tenho 9 anos. Eu estava fazendo uma pesquisa pra escola sobre o barbatimão, essas fotos me ajudaram muito. Obrigada♥"
Muito bem, Izabella, seguem mais duas fotos do Barbatimão:

 Folhas, frutos e detalhe do caule do Barbatimão.

 Aspecto da planta inteira. Serra do Cipó, Minas Gerais.

"Barbatimão (Stryphnodendron) é uma árvore de porte médio e, por vezes, até pequeno, de casca rugosa e galhos tortuosos. Folhas compostas pinadas de folíolos arredondados. Flores esbranquiçadas ou avermelhadas pequenas e dispostas em espigas. O fruto é uma vagem comprida, carnosa, grossa, com uns 10 centímetros de comprimento. Ocorre principalmente do Pará a São Paulo, Bahia, Minas e Goiás. O povo usa infusões da casca para certas enfermidades." (modificado de Nossas Madeiras, de Eurico Santos, Editora Itatiaia, Belo Horizonte.)
O barbatimão é usado na medicina popular para vários fins: hemostática (parar hemorragias), emética (provocar vômito), antisséptica, antidiarreica, antiescorbútica (contra o escorbuto - deficiência da vitamina C) e antiasmática, entre outros usos.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Lagoa da Catarina: ex-cartão postal.

Foto tirada dia 25 de setembro de 2010.

As chuvas estão chegando e a imagem da lagoa da Catarina vai melhorar (isso se a enxurrada não arrastar  novamente "toneladas" de lixo lá para dentro). Vamos assumir a necessidade de recuperar a lagoa ou vamos perder mais um cartão postal da "cidade turística"? Com a vinda das chuvas, as obras (se existirem) ficarão para o próximo ano. A Lagoa do Cercadinho melhorou muito com a intervenção da SEMMA, enfrentou o inverno seco sem secar totalmente, como ocorria nos anos anteriores. 
Já temos o "como fazer". Façamos!

 Foto tirada dia 23 de Fevereiro de 2010. O lixo que foi carreado pela lagoa após uma
chuva forte. A matéria está lá no blog No Prelo (clique aqui).

Ah, em tempo, a Ilha das Flores continua abandonada. No final do ano passado foi noticiado que uma escola de paisagismo faria o projeto para a recuperação paisagística da ilha (clique aqui). Então vamos lembrar a turma, pois o prazo de execução é em 2010. Vamos lá que ainda dá tempo. Quem sabe inauguramos no aniversário da cidade? Prefiro lembrá-los do compromisso assumido do que posar de malvado em janeiro e anunciar bombasticamente uma promessa não cumprida.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Inflorescência da Mamona (Ricinus communis - Euphorbiaceae)

A mamona é uma verdadeira praga no que diz respeito à sua propagação. Espalha-se com uma velocidade espantosa em um terreno baldio. A razão é simples, os frutos secos explodem e lançam as sementes longe. A planta não precisa lá de muitos cuidados e cresce vigorosamente. Mas a mamona também é fonte de óleo, (óleo de rícino), biodiesel e por aí vai. Existem questões técnicas sobre a utilização do óleo de mamona na mistura do biodiesel, o Ministério das Minas e Energia e a ANP (Agência Nacional de Petróleo) não são favoráveis, a EMBRAPA acha que os problemas técnicos podem ser solucionados. Na verdade, ficamos sem saber se o problema é verdadeiramente técnico ou econômico. Acredito que o cultivo da mamona seria muito interessante para famílias de baixa renda, aproximando-se do modelo indiano para a produção do álcool de cana. Os eventuais subsídios governamentais para essas famílias seriam uma forma de redistribuição de renda bem mais interessante do que simples programas assistencialistas. Fico achando que o governo prefere financiar os plantadores de soja...
Bom, deixemos de lado a política da mamona e voltemos à biologia da tal oleaginosa A planta apresenta uma curiosidade em suas flores. As flores são de sexos separados, ou seja, flor masculina com pólen e flor feminina com ovário (que origina o fruto). Mas  ambos os tipos de flores estão no mesmo cacho. As flores masculinas embaixo e as femininas em cima.
A foto abaixo mostra uma região do cacho. As flores masculinas estão na metade esquerda, uma inclusive sendo visitada por inseto polinizador (uma pequena vespa). Nas flores femininas o ovário, em forma de mamona (fruto) já em desenvolvimento. Está aí um bom exemplo da diferença entre ver e enxergar. Todo mundo vê cachos de mamona, mas raramente enxerga os cachos em flor com flores de dois tipos diferentes. Alguns dizem que essa capacidade de observação é que distingue os biólogos das outras pessoas. Pode ser. Viva o "olho de biólogo", então!


Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 25 de setembro de 2010

Notícias agitam o balneário: deu no Niu Iórqui Táimes.

(Clique na imagem para ampliar)

Parecer da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas

A dependência química é um problema social que afeta as cidades brasileiras e, em especial, as localizadas nas regiões metropolitanas. Em Sete Lagoas, não é diferente. Localizada a 70 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade também enfrenta a presença do crack e de outras drogas. No entanto, contrariamente ao informado por O TEMPO, em 21 do mês corrente, o município constrói, sim, um trabalho de assistência social e não está desatento e inerte à questão.
A prefeitura consolida um plano de ações que apresenta resultados de médio e longo prazo, articulando a tríade prevenção, combate e reinserção. O governo municipal entende que somente repreender os usuários não é a solução mais apropriada, a qual vem através de ações intersetoriais, integrando assistência social, saúde e segurança nos espaços urbanos.
Em Sete Lagoas, um novo caminho é oferecido aos dependentes químicos através da abordagem diária realizada por assistentes sociais, que oferecem alimentação, higienização e estada. O tratamento do usuário de droga também é realizado por meio de encaminhamento à comunidade terapêutica de recuperação ou grupo de autoajuda.
Com respeito às decisões e escolhas individuais, a administração municipal dá a oportunidade de retorno aos estudos, possibilitando o aumento da escolaridade, assim como a qualificação profissional e o direcionamento ao mercado de trabalho. Tais medidas são trabalhadas, em paralelo, com a reinserção familiar desses sujeitos, visando assegurar os resultados conquistados.
Cabe ressaltar que, nas áreas com vulnerabilidade e risco social, quatro centros de Referência da Assistência Social acompanham as famílias, apresentando os rumos para uma vida melhor e mais digna.
Dentro dessa visão integrada de enfrentamento, a segurança pública recebe atenção especial, com o trabalho ostensivo das polícias Militar e Civil para evitar o aumento da criminalidade decorrente do uso de drogas, e, em especial, do crack. A força policial ainda procura destituir quadrilhas de traficantes e retirar os entorpecentes de circulação. Especificamente na região central da cidade, 27 câmeras do sistema de monitoramento eletrônico Olho Vivo auxiliam a atuação policial 24 horas por dia.
Para trazer mais celeridade ao trabalho de enfrentamento do crack e outras drogas, uma força-tarefa será montada a partir de outubro, reunindo as secretarias de Assistência Social, de Meio Ambiente e de Obras e a Guarda Municipal, com envolvimento da comunidade por meio dos conselhos municipais de Assistência Social e de Defesa Social.
Desse modo, mais do que uma questão localizada de polícia, o trabalho da Prefeitura de Sete Lagoas é focado em estabelecer políticas públicas de enfrentamento que consolidem uma agenda efetiva, pensando as drogas em todas as esferas, a partir da noção de problema social.

MÁRIO MÁRCIO CAMPOLINA PAIVA
PREFEITO DE SETE LAGOAS
 

Sapucaia: Lecythis pisonis (Lecythidaceae)

A sapucaia é uma árvore nativa da Mata Atlântica Brasileira. Atinge grande porte e no mês de setembro torna-se totalmente cor-de-rosa. A maioria das pessoas, que não tem o hábito de observar adequadamente as plantas, julga tratar-se de flores. Mas a coloração rosada vem das folhas novas. As flores apresentam coloração branca-arroxeada. Em Sete Lagoas somos brindados com algumas belas floradas de sapucaias, como a que existe aos fundos do casarão e do Mercado Municipal e algumas outras, mais novas, espalhadas pela cidade.
Os frutos da sapucaia são grandes cumbucas que se abrem (pixídios) liberando as sementes ou castanhas. O ditado popular "macaco velho não mete a mão em cumbuca" refere-se ao fato dos macacos meterem as mãos por dentro da abertura do fruto para pegarem as sementes. Quando tentam tirar as sementes, as mãos cheias não passam pela abertura do fruto e o macaco inexperiente fica ali preso sendo alvo fácil de caçadores. Mas isso é coisa de macaco novo e afobado. Macaco velho já passou por esse apuro e não cai mais nessa.

Sapucaia próxima ao Casarão e Mercado Municipal

Sapucaia próxima ao "Santuário"

Detalhes das folhas e flores

 Cumbuca da Sapucaia.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os cavaletes que tanto incomodam: legislação do TSE

Amigos, 
leiam a instrução 131 da resolução 23191 do TSE (cliquem aqui) e ajudem a fiscalizar os malditos cavaletes que se espalharam por Sete Lagoas e pelo Brasil inteiro. Abaixo, o artigo 11, que trata especificamente do assunto. Acho que está na hora de encaminharmos ao juiz eleitoral as denúncias para que os candidatos sejam punidos.



Convém observar (parágrafo 2o) que os cavaletes e similares estão proibidos nos "bens de uso comum" conforme o CÓDIGO CIVIL ou seja: ruas, PRAÇAS, pontes, estradas, bancos de jardim etc.
Os cavaletes dos candidatos estão em todos os lugares, inclusive sobre os gramados das praças e apoiados em árvores, afrontando a legislação. E muitos deles passam a noite inteira na rua, não são recolhidos às 22 horas. Como os partidos políticos podem ser tão desorganizados? Como a justiça eleitoral aceita isso calada, sem adverti-los e multá-los? Realmente são cidadãos acima das leis, privilegiados em todos os sentidos. Dá vergonha.

Cavaletes "dormindo" na Monsenhor Messias após as 22 horas.As mensagens foram descaracterizadas em programa de edição de imagens. Cadê a advertência aos partidos/políticos? Cadê as multas?
 Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Absinto Muito II

Ontem recebi a notícia: o Absinto Muito havia ganhado as páginas do jornal Estado de Minas. Está lá, na página 4 do Caderno de Cultura, com os comentários pra lá de elogiosos do Kiko Ferreira, produtor da Rádio Inconfidência.

O blog manda um abração para os garotos da banda. Muito sucesso é o mínimo que vocês merecem por trazer um som tão especial para nossa Sete Lagoas.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Flor do Pequizeiro

O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é uma planta quiropterófila, ou seja, é polinizada por quirópteros. Tá bom, quirópteros são os morcegos. Pronto!
As plantas possuem adaptações para facilitar a polinização. Cada caso é um caso. Nessas flores, não adianta ter cor forte e berrante pois os morcegos são praticamente cegos. Flores pequenas também não teriam vez, pois os morcegos se orientam por ecolocalização (eco produzido pelos sons que eles emitem). Algumas flores pequenas são polinizadas por morcegos (caso do abacate) porque ocorrem em cachos.
As flores do pequizeiro possuem muitos estames (essas varetinhas finas e brancas com uma bolinha na ponta) onde são produzidos os grãos de pólen. Tanto pólen é necessário para garantir que o mesmo seja efetivamente transportado de uma flor para outra, possibilitando a reprodução.
Muitas vezes as pessoas não compreendem porque uma espécie, como o pequizeiro, é protegida. Na verdade, penso que todas deviam ter algum grau de proteção. Afinal há uma teia ligando todas as espécies de seres vivos, uma teia de relações de interdependência. Mas proteção exige bom senso e, verdadeiramente, esse é um artigo escasso.
Pequizeiros são protegidos (imunes de corte) em Minas Gerais. Contudo foi sancionada e publicada em 26/07/2008 a modificação da Lei 10.883, de 1992, que lhes dava esse status. A mudança admite o abate do pequizeiro apenas quando necessário à execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou de relevante interesse social, mediante prévia autorização do poder público. O empreendedor deverá plantar um número bem superior de pequizeiros- 25 vezes o número de árvores suprimidas - e acompanhá-los por cinco anos, garantindo a eficiência da medida e o acesso da população aos frutos do pequizeiro. A maior motivação para essa alteração, em caráter imediatista, foi a questão dos 400 pequizeiros  que se encontravam no terreno da AMBEV, aqui em Sete Lagoas. Resta saber até onde irá a autorização do poder público no futuro. 
A ética ambiental, como toda forma de ética, sofre mudanças no tempo e no espaço. Espero que, no futuro, ainda sejamos éticos o suficiente para entender quais áreas já estão ambientalmente degradadas, preferencialmente podendo receber indústrias e quais ainda se mantêm com pouco impacto ambiental, merecendo a preservação. Espero também que áreas não venham a ser degradadas propositadamente hoje para servirem a objetivos escusos amanhã.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mais da Serra do Cipó

Mais algumas imagens da Serra do Cipó, as três primeiras da flora do campo rupestre na Pousada Duas Pontes.
 
Arquitura do João-de-barro. É comum nesses "condomínios" que uma portinha fique para um lado e outra para o outro? Já é a segunda vez que percebo isso. Depois posto a foto do outro condomínio.
A lua entre os galhos da árvore morta, próximo à Pousada Carumbé.
O sol entre os ramos da árvore viva.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 19 de setembro de 2010

Parque Nacional da Serra do Cipó

Algumas fotos e curiosidades de um pequeno trecho do Parque Nacional, os primeiros 4 quilômetros até o Córrego das Pedras.
Caliandra, flor símbolo do cerrado.
Aranha da família Trechaleidae
Casulo de Trichoptera, insetos que passam a fase larval em água de ótima qualidade. O casulo, nesse caso, foi construído com grãos de areia do riacho.

Flores de uma Melastomataceae (família da quaresmeira).
Frutos da cagaiteira (Eugenia dysenterica), ainda verdes.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Caso Erenice, eleição e governo.

Imagino que o Caso Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil e recém afastada do ministério, não afetará em nada a eleição presidencial. A ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, está muito bem nas pesquisas. 
A minha preocupação é com o governo. O presidente Lula afirmou (e ainda afirma) no horário eleitoral que "o cargo de ministro-chefe da Casa Civil é o segundo cargo mais importante da República." Particularmente acho que o Presidente da República (executivo), o presidente do Congresso Nacional (Câmara + Senado Federal = legislativo) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (judiciário) seriam os cargos mais importantes da República (mas quem sou eu para divergir). Não vislumbro nesse meio a Casa Civil da República. Contudo, preocupa-me muito o fato de um escândalo justamente na Casa Civil. (que seria o segundo cargo mais importante da República - alguém já disse).
Aliás, sobre a Casa Civil, convém lembrar que durante os governos Geisel e Figueiredo foi ocupada pelo General Golbery do Couto e Silva, verdadeira eminência-parda ("poder por trás do trono") especialmente durante o governo Figueiredo. Realmente, naquela época o ministro-chefe da Casa Civil era importante... o mais importante da República!!!
Acredito que faltou transparência nas ações da Casa Civil e a falta de transparência é a mãe de todos os problemas. Esse negócio de tráfico de influências é terrível. É mais ou menos como pedir para a secretária sua amiga conseguir uma vaguinha de horário no dentista onde ela trabalha (só que em escala gigantesca). Urge que ministérios, secretarias (de estado e municipais) sejam cercadas de transparência em seus atos. Funcionários de carreira são importantes e devem ser valorizados ao extremo (em vez do nepotismo e das indicações meramente políticas), mas nem eles são imunes a problemas. Como disse o tio Ben (do homem-aranha): grandes poderes trazem grandes responsabilidades.
Sinceramente, espero que a ex-ministra Erenice Guerra consiga provar, para ter paz e tranquilidade pessoal, sua inocência frente à onda que se agiganta à sua frente. Denúncia é igual "galho na enchente"... você puxa uma e vem um tanto em seguida. Contudo, duvido que todas as pessoas à volta dela terão a mesma paz e tranquilidade.

PS.: Consultando a página oficial da Casa Civil da República, verifiquei que a "biografia da ministra" que ainda lá se encontra é a da Dilma Roussef.

Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

É possível resolver ou pelo menos remediar o problema?

Aproveito a frequência do SAAE ao meu blog para fazer um questionamento simples. É possível resolver ou remediar o frequente vazamento de esgoto que ocorre na Rua Professor Abeylard? Se é possível, quando será feito? Há um cronograma? Há uma esperança? 
A situação já está se tornando insustentável. Seguem mais duas fotos do "rio de Esgoto", em local bem conhecido pelo SAAE.

Fotos tiradas na manhã de 14 de setembro de 2010.
Saudações.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Geometria setelagoana irrigativa: a moderna ciência da irrigação.

Gente, peço desculpas. Eu juro que procuro entender certas coisas, mas não consigo. Vejo que até existe uma boa vontade, um afã de acertar, de fazer direitinho e bonitinho... mas os resultados são muito estranhos. Minha visão crítica não consegue enxergar só a boa intenção. Infelizmente (para meu automartírio) eu capto um pouco além: como seria bom se as boas intenções viessem seguidas de uma boa execução das ideias.
A irrigação dos canteiros da Praça Dom Carmelo Mota é uma das coisas mais estrambóticas que já vi. Primeiro, parte do gramado foi destruído para a colocação do encanamento (fiquei sabendo que foi obra do SAAE, verdade?) e depois pessimamente reconstituído (foi?). Depois os locais da maioria dos aspersores e a força do jato d'água dos mesmos não foram sequer calculados mentalmente. 
Colocar um aspersor quase na borda de um canteiro de 14 metros de largura (foto 1) é de uma capacidade ímpar. Colocar um aspersor fora do centro de um jardim em círculo (foto 2) já é extrapolar. E quem fica bem molhado mesmo é o asfalto (asfalto mesmo) dos caminhos da praça. E os passantes não podem passar.

Foto 1: o aspersor para molhar asfalto.
Foto 2: o aspersor excêntrico (fora do centro).
Se não havia lugar melhor (e no caso do jardim circular já sei que vão argumentar que  há uma árvore quase no centro do mesmo) talvez não devessem ter colocado os aspersores (ou optado por dois aspersores de varredura de 90 graus em posições diametralmente opostas... (mas isso é grego para o irrigador responsável - clique aqui para ver um aspersor de 90 graus por R$ 7,66). 
Quer que eu desenhe? (risos) Vai um croqui horroroso abaixo, para servir como tradução do grego.
Croqui horroroso.
No final das contas, está aí. Croqui horroroso e consultoria (de graça), encanamento (o dinheiro já foi gasto, pergunte a quem fez), 2 aspersores (R$ 15,32), uma obra bem executada: não tem preço.

Tá bom, vou ser otimista: pelo menos aumenta a umidade do ar!!!

Fotos, texto e croqui horroroso: Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 12 de setembro de 2010

Ipê amarelo (que escapou da queimada) observa a cidade.

Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Crime na Serra de Santa Helena III - Uma semana depois

Estive na região da queimada na Serra de Santa Helena para verificar como a área está se recuperando da fogo recente. Mesmo não tendo ocorrido chuva substancial (alguns milímetros apenas na quarta-feira), a vegetação já mostra sinais de recuperação. O problema maior é mesmo a fauna. 
As plantas do cerrado são bem adaptadas para resistir ao fogo: casca espessa e órgãos vegetativos enterrados no solo são os aspectos mais visíveis, salvando as árvores, os arbustos e a vegetação herbácea. Excetuando-se as formigas e cupins (que sobrevivem em suas galerias), nenhum outro inseto foi observado na área da queimada, bem como nenhum aracnídeo, seu inimigo natural. O cenário conduz para a recuperação da vegetação e a invasão por insetos (que se dispersam mais facilmente), sem o controle de seus principais predadores.
Em relação aos vertebrados, na área queimada, observou-se algumas verdadeiras (columbiformes), um gavião caminhando pelo solo queimado à procura de alguma presa que viu lá do alto e uma pele recém trocada de uma cobra (talvez o alvo do gavião, já que os dois achados eram próximos). 
No próximo domingo devo fazer mais registros.

Capim em processo de recuperação.
Pau-santo (Kielmeyera) com início de brotamento de folhas.


Pele de cobra recém trocada.
Gavião procurando alguma presa na região da queimada.
 Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior