Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
(Trecho de poema de Eduardo Alves da Costa, 1936)
Já publiquei quatro vezes sobre a TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS. Para quem quiser entendê-la (acho bom) basta ler o primeiro link (clique AQUI). Mas pode ver as demais AQUI, AQUI e AQUI. Costumava demorar um mês ou dois antes que alguém da prefeitura percebesse o problema e tomasse uma atitude.
Agora temos uma historinha do mesmo tipo na Praça da Feirinha (Dom Carmelo Motta). Primeiro foi um banco arrancado. Depois o segundo e o terceiro... na mesma "rua" da praça. Vamos esperar arrancarem todos? Ou já podemos fazer alguma coisa?
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| O primeiro banco arrancado. Já está assim faz tempo. Hoje ainda havia um pedaço de lixeira sobre ele, como se fosse um túmulo. Nem vou comentar da poça de água que ali é constante. |
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| O segundo banco arrancado... |
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| ... e o terceiro banco. Todos na mesma "rua" da praça. |
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior