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terça-feira, 26 de abril de 2011

Para não esquecer do RIMA do Boulevard Santa Helena (II)

2) ESTUDO GEOLÓGICO

Leiam atentamente os dois trechos (páginas 15 e 20, respectivamente) do Relatório de Estudos Geológicos da área do empreendimento que se pretende construir:

Página 15 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar).
Página 20 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar).
Para início de conversa, ESTUDO GEOLÓGICO que é bom mesmo, nem foi feito. Mal mal foram identificadas áreas de risco de abatimentos e deslizamentos.
Não consigo entender: "A área comercial e de condomínios multifamiliares, CORRETAMENTE, encontra-se concentrada em posição com maior probabilidade de abatimentos." E aí indica-se um porte dos prédios de até 10 pavimentos. Como é possível fazer essa sujestão sem conhecer o subsolo? Pretende-se "desviar" das possíveis áreas problemáticas, mas será viável? Quando descobrirão que não é possível e mudarão a ocupação para lotes comuns? Quem será maluco de comprar lote numa área que já vem com essa tarja?
Aí vem o outro trecho que começa falando que para se planejar bem a cidade é necessário conhecer a geologia do seu sítio de implantação. Clap clap clap. Então deveriam ter feito um estudo geológico decente, não?  
E aí fala-se - meio jocosamente - em "dengue cultivada em brejos lacrimejantes alçados à condição de nascentes"! Por acaso existe algum estudo mostrando a ocorrência de larvas de mosquitos nos tais brejos lacrimejantes? Está no RIMA? Ou essa frase foi feita apenas para apavorar os inocentes moradores da cidade?
Melhor seria paralisar todo o processo de licenciamento da área até que um estudo sério seja feito, já que o relatório mesmo concorda que "o conhecimento até aqui alcançado é insuficiente, tendo sido possível apenas uma discriminação muito ampla". Aliás, o último trecho em destaque é como um "lavo minhas mãos", "não me responsabilizo por nada até que um estudo de verdade seja feito", mais ou menos isso.
Para finalizar, ainda estamos aguardando a resposta do SAAE em relação ao provável esgotamento da Lagoa da Chácara pelo uso dos poços profundos e sobre a aventada ausência de outorga para extração de água nos poços do SAAE na região.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Se há larvas de Aedes aegypti nos "brejos" da Fazenda Arizona, cabe à Secretaria Municipal de Saúde fazer a verificação e multar os proprietários do terreno. Pode ser?

Um comentário:

  1. Sete Lagoas tem de tudo não é? Estudos que nunca foram feitos, fiscalizações inacabadas, ordens invertidas posteriormente, são as ingerências do poder publico aplicados em escalas inimagináveis. Não sei se os dirigentes são alçados ao cargo para o bem da cidade, ou para se dar bem na cidade. Seria um estudo de caso para cientistas de várias formações, para se chegar talvez a vários consensos!

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