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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O DOCUMENTO AMBIENTALISTA DE 1996 (Sete Lagoas)

Em 1992, escrevemos um documento que foi encaminhado aos candidatos à prefeito. Em 1996, refizemos alguns pontos e novamente encaminhamos aos candidatos. O documento de 1996 pode ser acessado clicando AQUI. Hoje, cópia do documento foi encaminhada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na pessoa do secretário Cláudio Busu.

Autoria: 
  • ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA OLHOS D'ÁGUA
  • BRIGADA ATIVA
  • GRUPO BAMBUÍ DE PESQUISA ESPELEOLÓGICA
  • GRUPO PRO-LAGOAS DE ESTUDOS AMBIENTAIS
O documento consta do levantamento de problemas e propostas de soluções. Suas considerações finais (fazendo referência ao documento anterior) são as seguintes:
Conclusões: A CIDADE QUE QUEREMOS
Terminamos este documento recolocando a mesma questão que há quatro anos inspirou nossa reflexão: Onde você gostaria de morar? Naquela ocasião, concluímos que devemos ficar por aqui mesmo, que não devemos abandonar o ambiente que construímos, mesmo que ele se apresente degradado e inóspito, que devemos assumir nosso papel de reconstruir e cuidar do desenvolvimento de nossa cidade, que não somos apenas moradores, somos cidadãos.
Hoje, recolocamos a mesma questão porque ela ainda é pertinente. Ainda não definimos oficialmente uma Política Municipal de Meio Ambiente, não atacamos efetivamente as principais causas da degradação, não conhecemos suficientemente os nossos problemas ambientais. Ainda estamos empenhados em denunciar a degradação quando poderíamos estar construindo um futuro sustentável.
Nossa cidade, como a maioria das cidades brasileiras, ainda é a cidade do desperdício e da desigualdade. Não nos esquivamos de admitir que existe a desordem, a espoliação, a dispersão, a insalubridade, a desarticulação, a segregação, a clandestinidade, a ineficiência. Contra todos estes atributos negativos reafirmamos nosso compromisso com a educação, com a consciência, com a solidariedade, com a vontade, com a esperança, com o trabalho. Certamente teremos que ir muito mais além, mas é imprescindível que caminhemos juntos.
Nosso futuro comum não pode estar cada vez mais comprometido. Conseguimos alguns pequenos avanços mas não conseguimos superar problemas essenciais. Isto pode ser percebido claramente quando comparamos o conteúdo do documento que apresentamos há quatro anos à sociedade com o que hoje elaboramos. Hoje temos mais condições de avançar, resta-nos avançar efetivamente.
Precisamos avançar principalmente na integração das políticas municipais de desenvolvimento, coordenando a geração do emprego, o estímulo à industrialização, a formação profissional, os currículos escolares, a ação social, as ações de saúde pública, a expansão da infra-estrutura urbana, e as demais políticas públicas com o princípio da sustentabilidade. Reconhecer a fragilidade e a essencialidade do ambiente ecologicamente equilibrado.
Precisamos avançar também na consciência crítica de toda nossa comunidade. Urge o entendimento da questão de Ecologia Urbana em sua forma mais ampla. Basta uma leitura superficial deste documento para que se entenda definitivamente que a preocupação ambientalista é uma preocupação com o homem e com seu destino. Não estamos questionando o desmatamento da Amazônia! Não estamos questionando o efeito estufa ou o buraco da camada de ozônio! Não estamos trazendo para esta reunião estes problemas mundiais... estamos falando de nossa rua, nosso bairro, nossa cidade...
É com essa esperança e com essa cobrança que continuaremos a discutir, debater e estudar a questão ambiental. Desta forma, gostaríamos de ser lembrados no futuro não como os que lutaram para salvar um único e desfolhado arbusto, mas como os que propuseram questionamentos que visavam salvar toda a floresta.

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