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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tesourinha ou tesoureiro (Tyrannus savana)

Hoje, na praça Dom Carmelo Motta, um casal (ou dupla, sei lá... não consegui observar o detalhe do tamanho da cauda na hora e nas fotos não foi possível identificar) de tesourinhas parecia divertir-se num dos fios. Não usei flash nas fotos, pois temi que o mesmo pudesse afugentar as aves, por isso as fotos ficaram meio em silhueta. Todos que observavam (e não eram poucos, estávamos numa fila de caixa eletrônico), se divertiam com os movimentos das aves.


 Clique nas imagens para ampliar.

As informações seguintes adaptei de www.wikiaves.com.br (site que reúne boas informações de diversas fontes confiáveis).
Tyrannus savana, popularmente conhecida como tesourinha, tesoura, tesoureira e tesourinha-do-campo. A tesourinha é um ave passeriforme da família Tyranidae. Migrante inconfundível, onde passa em grupos de até centenas de indivíduos, em concentrações típicas nos meses de setembro e outubro. Dormem em uma mesma árvore ou árvores próximas quando estão migrando, seja em áreas naturais, seja em áreas urbanas.
Características: Apesar de não ser colorida, a leveza e graça do voo, bem como a distribuição de cores são muito chamativas. O capuz é negro e apresenta no meio do píleo uma coloração amarela, na maioria das vezes escondido, distingue-se contra a garganta e partes inferiores brancas. Dorso cinza uniforme, com destaque para a longa cauda. Há um discreto dimorfismo sexual, sendo que os machos possuem um prolongamento grande da cauda, especialmente das duas penas mais externas. Sua voz, com as cerimônias: “tzig” (chamada), sequência apressada “tzig-tzig-zizizi…ag, ag, ag, ag” (canto) que emite pousado ou em vôo, deixando-se cair em espiral, com a cauda largamente aberta e a posição das asas lembrando um paraquedas.
Alimentação: Grande consumo de frutos no período de migração. Dispersa a erva-de-passarinho no cerrado, com sua característica semente onde um pé adesivo ressalta-se. A polpa envolvente é uma das fontes principais de abastecimento na migração para o norte, mas como não ingere a semente, limpa o bico nos galhos, deixando presa a semente da próxima erva-de-passarinho. Frutos podem ser vistos em fios e arames, resultado dessa limpeza do bico. Em voo, consegue uma enorme destreza, alterando direção com facilidade, em perseguições mútuas ou à presa (insetos).
Reprodução: Os filhotes nascem no final do ano e em fevereiro/março voam para o norte, no segundo grande movimento de migração da espécie. Todas dirigem-se para a parte norte do continente, onde irão passar o outono/inverno austrais. O casal constrói um ninho ralo de gravetos porcamente amontoados. É comum os filhotes e ovos serem derrubados pelo vento. Os pais se revezam na criação dos filhotes.
Hábitos: Apesar de migrarem em grupos, em setembro os machos já estão exibindo seu característico voo territorial, pairando em espirais com asas e cauda abertos, ao mesmo tempo em que emite o canto longo e rápido, terminado com três ou quatro notas mais espaçadas. Localmente, procuram as áreas abertas, como os cerrados (daí a razão do savana em seu nome científico), pastagens e áreas de cultura, onde ficam pousadas em mourões de cerca, postes, fios e árvores isoladas. Também podem procurar as matas, ou até mesmo cidades.
Distribuição Geográfica: Talvez poucas aves conheçam melhor a América do Sul do que a tesourinha. Existem tesourinhas que vivem no sul (Argentina, Paraguai e extremo sul do Brasil), em várias outras partes do Brasil, no Caribe e no sul do México. Depois do verão, as tesourinhas migram aos milhares para a região da Amazônia, onde permanecem até o inverno acabar. No início da primavera, cada uma volta para a sua região de origem, onde vão reproduzir, criar os filhotes e começar tudo novamente no ano seguinte. Assim, as tesourinhas são muito abundantes nas regiões onde vivem, mas apenas em algumas épocas do ano. Em outras, desaparecem completamente.
 Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

7 comentários:

  1. Ramon,

    o quintal de minha casa era enorme. Quando tinha uns 6-7 anos ele ia desde da Quintino Bocaiuva ate' quase o cruzamento da Benedito Valadares com a Paulo Frontin. Nesta epoca, os tesoureiros abundavam no quintal mas tinham um predileçao por uma arvore que nao consigo lembrar o nome; so' sei que que era uma arvore que dava umas sementes muito duras.

    Depois, eu ja' adulto, os tesoureiros desapareceram com a construçao da casa de minha irma na B. Valadares. Uma pena...

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  2. Hummmm... vamos tentar identificar a árvore. Como eram as sementes? E os frutos? E as folhas? Lembra de algum outro detalhe?
    Abração!!!

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  3. Infelizmente, eu so' me lembro da cor das sementes. eram marron e que a arvore era muito alta.

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  4. Ramon,

    me lembro do formato vagamente; pareciam sementes de tamarindo mas um pouco maiores. E' uma pena que eu nao tenha guardado o nome. Minha mae sabia mas eu, na minha santa ignorancia, nao cuidei de guarda-lo.

    De todas formas, do ponto de vista pessoal, me lembro que minha irma Maria Clara e eu disputavamos quem via mais tesoureiros. Era uma brincadeira muito ingenua mas hoje me enche de profundas saudades.

    Um abraço,

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  5. Hummm... eu já suspeitava de alguma leguminosa. Geralmente são as sementes mais duras. Vou pesquisar...

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