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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Máximos e mínimos possíveis no ENEM 2011

O INEP/MEC divulgou a tabela de mínimos e máximos atingidos no ENEM 2011, escancarando um problema que eles mesmos criaram com a TRI (forma de calcular as notas). Nem acertando todas as questões, o candidato consegue nota 1000 nas disciplinas objetivas. Na prova de redação é possível porque a correção é feita uma a uma na forma tradicional (apesar de estarem surgindo suspeitas de "terceirização da correção": professores contratados para corrigir teriam pago a conhecidos para ajudarem a corrigir as provas... será?).


Tal forma de cálculo (veja uma tentativa de explicação AQUI - considerando agora que é um pouco pior pois não tem como se obter a nota 1000, achatando ainda mais o universo de notas possíveis), aliada à existência de um bônus de 15% na UFMG para quem cursou as 4 últimas séries do ensino fundamental e o ensino médio na rede pública (incluindo os egressos de Colégios Técnicos Federais e Colégios Militares de grande qualidade de ensino) e se autodeclarou afrodescendente (sem necessidade alguma de comprovação e declarada e assumidamente sem qualquer controle da universidade) provoca uma distorção gigantesca na nota dos candidatos.
Ótimos candidatos, que muito se esforçaram nos estudos, com suas famílias fazendo das tripas coração para pagar escola particular ou conseguindo bolsas por seus próprios merecimentos (uma vez que várias escolas particulares dão bolsas para alunos carentes com alto rendimento) não conseguiram vaga para sequer participar da segunda etapa da UFMG. 
Confira também, clicando AQUI, que 109 candidatos (isso mesmo, cento e nove) foram convocados em segunda chamada para preencher as vagas de medicina no vestibular do ano passado da UFMG. Motivo? Muitos candidatos de outros estados, usando as notas do ENEM-Nacional, se inscreveram, passaram na segunda etapa, mas preferiram ficar em seus estados (onde também devem ter sido aprovados). Contando com os que não passaram e os que passaram e aqui ficaram, dá uma "invasão" de centenas de candidatos que impedem que os mineiros sequer cheguem à segunda etapa. Esse tipo de invasão, em sua maioria de candidatos que podem viajar e até pensar em se estabelecer longe de casa, é uma forma de ajudar alunos mais carentes?
Será que essa é a grande ideia do ENEM?
Será que esse é o grande plano da UFMG ao adotar o ENEM como primeira etapa?
Francamente? 
NOJO!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

(ATENÇÃO ESTA POSTAGEM REFERE-SE AO VESTIBULAR UFMG 2012. A UFMG JÁ CORRIGIU A FALHA PARA O SEU VESTIBULAR 2013)

8 comentários:

  1. É meu amigo... Confesso que fico mesmo desanimado! Desmotivado a dar aulas! Antes tínhamos uma ideia relativa dos alunos que certamente não ficariam de fora da universidade. Hoje nem sequer isso podemos mais estimar! Como explicar a nossos alunos que mesmo com um bom gabarito, corre-se o risco de ter sua nota reduzida? É justo isso? Como incentivar uma turma de alunos a estudar para uma prova cujo volume de matéria é extremamente extenso e que não teremos tempo hábil para trabalhar minunciosamente todos os tópicos, uma vez que as datas de abril e outubro são pouco favoráveis a isso? É desolador!

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  2. Falou tudo, Fernando.
    Educação feita por burocratas (ou burrocratas) não poderia dar em outra coisa...

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  3. Análise perfeita e concordo plenamente com a conclusão!

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  4. Como estudante me vejo desmotivado. Desde que esse novo e 'revolucionário' método de avaliação foi adotado, ele só meu deu dor de cabeça. Virou piada entre meus colegas, a gente estudava pra prova tentando adivinhar qual seria o erro da prova no ano, pra tentar se livrar dele...

    Prova roubada, gabarito invertido, falta de questões, prova pré-testada vazada e como dizem o pessoal, esse ano eles superaram porque trocaram as notas da gente...

    Não tem condições. Não é preciso estar em uma universidade, ter um título pra saber que o antigo vestibular da UFMG era superior a esse ENEM em questões operacionais e acredito em até avaliação mesmo. Mas quem somos nós, meros estudantes desse país varonil... Afinal, o ENEM vai solucionar TODOS os problemas da educação...Aham, sei. A maioria das escolas públicas(99,9%) continuam com os piores resultados...

    Resta a consciência tranquila de ter feito a nossa parte e não perder o ânimo... Espero que esses incompetentes sumam, e não prejudiquem mais ninguém.

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  5. Vejo com profunda tristeza esta situação, sobretudo na UFMG, que tinha em seu concurso vestibular uma marca de credibilidade e qualidade.

    Egoisticamente falando, ainda bem que não preciso prestar vestibular hoje. Enquadraria-me, em minha época, neste perfil de aluno que você citou. Minha família não tinha tantos recursos, faziam esforço para me manter em boas escolas e as prórpias escolas particulares me ajudaram com bons descontos nas mensalidades devido ao meu desempenho. Só prestei vestibular em universidade pública, para não ter o desapontamento de só conseguir passar nas particulares e não poder cursar. Teria grande chances de não passar neste vestibular de hoje em detrimento de cabeças-de-bagre. Ainda sou do tempo que a UFMG queria em seus bancos os melhores alunos, independente de qualquer outra rotulagem.

    Esta é genialidade de querer gerar igualdade por demérito e não por mérito. É realmente de dar asco.

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  6. Estou simplesmente pasma diante deste quadro de máximos e mínimos, ao descobrir que errei 2 questões em humanas e minha nota dista 100 pontos da máxima! Não sei nem o que dizer, porque as vezes parece que a gente não se esforçou, não deu o máximo que podia e ai fica querendo culpar o sistema que é pra tirar o peso das próprias costas...
    É o primeiro ano que estudo pra valer pra vestibulares e me sinto além de indignada, sem vez e sem voz !
    Como disse o Saulo " Prova roubada, gabarito invertido, falta de questões, prova pré-testada vazada e como diz o pessoal, esse ano eles se superaram porque trocaram as notas da gente..."
    Sinceramente, é a única hipótese na qual consigo acreditar no momento, se é que ainda acredito em alguma coisa !

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  7. Boa tarde!

    em minha opiniao, a UFMG nunca foi um modelo de universidade. Estudei dois cursos ali e um deles era simplesmente horroso. E' bom lembrar que uma universidade nao deve ser considerada como boa simplesmente porque tem alguns cursos bons. Um criterio mais abrangente desta qualidade cientifico-educacional seria dado pelo conjunto de todas as faculdades. A UFMG nao passava este teste - pelo menos no meu tempo - e tenho minhas duvidas que o passe nos tempos atuais.

    Ao contrario do que o Fred argue, a UFMG cometeu erros garrafais com seus vestibulares. Por exemplo, um em particular que entorpeceu a vida de muitissimas de pessoas: trocaram os gabaritos das provas e os resultados publicados, obviamente, eram em parte falsos. Me lembro de ver manifestaçoes destas pessoas prejudicadas la' no campus e logo, los correspondentes processos judiciais. E nesta epoca nao existia ENEM... Por outro lado, tambem e' certo que os meios pessoais/informaticos da epoca eram menores.

    Que o ENEM erre sistematicamente nao isenta a UFMG de seus proprios erros nem a coloca como um modelo a seguir. Sao dois aspectos que, em minha opiniao, nao deveriam ser confundidos.

    Boas festas a tod@s!

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  8. Certo, Claret. Mas uma coisa é errar esporadicamente, outra é fazer do erro a norma. E a UFMG continuou errando em sua fórmula de conversão, como já expus em outro post.
    Abração grandão pra todos aí. Até para seu amigo, o Alonso. É época de alegrias!!!

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