As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com

domingo, 11 de dezembro de 2011

Construindo em terrenos contaminados (deu na Folha de S.Paulo)

A reportagem seguinte nos ajuda a entender um pouco da atual tendência em se procurar construir em terrenos alagadiços, áreas que deveriam ser ambientalmente protegidas ou, no caso, áreas que apresentam alguma restrição por problema de contaminação do solo. Mas consequências existem sim, pois a avaliação ambiental pode ser feita sem os devidos cuidados. O deslizamento do Morro do Bumba (abril de 2010, Niterói, RJ) foi devido à construção sobre área de antigo lixão e, mais recentemente, a questão do acúmulo de gás metano sob o Shopping Center Norte e condomínios próximos, também construídos sobre antigo lixão. Em várias cidades, casas e loteamentos (inclusive do MINHA CASA, MINHA VIDA) foram construídos em áreas alagadiças (clique AQUI, AQUI e AQUI, só para alguns exemplos).
Veja a matéria completa clicando AQUI.
Terrenos contaminados viram alvo de incorporadoras na capital
CARLOS ARTHUR FRANÇA
DE SÃO PAULO
A escassez de terrenos vazios na Grande São Paulo começa a mudar a feição de regiões industriais. Áreas antes abandonadas devido à contaminação no solo voltaram a ser vistas como espaço para construção. "Existe uma demanda crescente por análise de terrenos poluídos que vão receber prédios residenciais", avalia Elton Gloeden, geólogo da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
Só na capital, a Cetesb contabiliza 3.675 terrenos contaminados - dado de 2010. Na estimativa de Gloeden, o número pode subir para 5.000 no balanço deste ano. Aí estão áreas que foram fábricas e postos de combustíveis - alguns dos usos que podem afetar o solo.
Para o comprador de um apartamento, a prática não traz problemas. Só com a autorização da prefeitura e a avaliação da Cetesb é que o prédio terá seu Habite-se (autorização de ocupação). No entanto, o futuro morador deve estar ciente do processo de descontaminação, pois o tratamento pode deixar restrições de uso do terreno, como a proibição de poços artesianos. O risco é o de um síndico desavisado querer utilizar o lençol freático para fornecimento de água, por exemplo.
Em unidades compradas na planta, a dificuldade pode ser o cumprimento do prazo de entrega. Em Guarulhos (Grande São Paulo), as chaves de um residencial atrasaram por um ano devido a exigências feitas pela Cetesb.

2 comentários:

  1. Qualquer semelhança será mera coincidência...
    Ou não???
    Quando tem conhecimento, muito poderá ser cobrado...
    Com certeza!!!

    ResponderExcluir
  2. Puxa, Alessandra, acredita que nem percebi a coincidência?




    [modo ironia off]

    ResponderExcluir

Clique em "Participar deste site" e siga o blog para sempre receber informações sobre atualizações. O seu comentário será publicado após ser lido pelo administrador do blog.