As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar

domingo, 20 de novembro de 2011

Filme: Contágio

Não deixem de ler o post do Samir Elian no Blog Meio de Cultura (cliquem AQUI). Muito interessante a criação de um painel de divulgação do filme Contágio (Contagion, 2011). Com a ajuda de microbiologistas e usando uma mega placa de cultura... olhem o link, é melhor. E não deixem de ler a postagem no blog do Samir.


Em tempo, o blog Meio de Cultura pode ser considerado um microblog?

Do blog da CEMIG: Usina Solar Fotovoltaica em Sete Lagoas

Seguindo os princípios e valores estruturados na conduta sustentável que a Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig adota, será construída, em Minas Gerais, a Usina Experimental de Geração Solar Fotovoltaica, com capacidade de 3 MW, que equivale ao fornecimento de energia de aproximadamente mil residências. A implantação da usina foi viabilizada por um amplo projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Cemig, que visa o estudo da tecnologia solar na geração de energia elétrica, em parceria com a empresa Solaria, fabricante espanhola de painéis fotovoltaicos, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O projeto da usina solar, que será construída em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, contará com investimentos da ordem de R$ 40 milhões, sendo cerca de R$ 25 milhões para a viabilização da usina solar. “Essa será a primeira instalação de energia solar fotovoltaica conectada à rede distribuição no estado e a segunda, no Brasil, a produzir energia solar em caráter comercial”, destaca o gerente de Alternativas Energéticas da Cemig, Marco Aurélio Dumont Porto.
O objetivo do projeto é desenvolver na Cemig o conhecimento necessário para tornar, no futuro, a geração de energia solar viável e benéfica para a Empresa, o setor elétrico brasileiro e a sociedade. “A Usina Experimental de Geração Solar Fotovoltaica é uma demonstração do empenho da Cemig em desenvolver tecnologias que prezem pela utilização de energia limpa”, reforça Marco Aurélio.
As obras para a construção da usina estão previstas para iniciarem em janeiro de 2012, e a conclusão, para abril de 2012. Assim que concluída a construção da planta, serão realizados estudos para analisar e diagnosticar o desempenho da usina e sua relação com o sistema de distribuição.
A usina será construída em um terreno de oito hectares, cedido pela Prefeitura de Sete Lagoas. O parque gerador contará com três unidades, uma de grande porte com capacidade de geração de 2,5 MW, a segunda de médio porte de 0,45 MW e a terceira equipada com modernas tecnologias para realização de estudos e pesquisas.
Segundo Marco Aurélio, Sete Lagoas foi escolhida por ter localização privilegiada próxima a Belo Horizonte e ao Aeroporto de Confins, além de apresentar um índice de radiação satisfatória e por concentrar ações do projeto Cidades do Futuro, por meio do qual a Cemig está testando a automação das redes de distribuição e modernização do sistema elétrico no âmbito da tecnologia smart grid (redes inteligentes). 
Comentário: A busca de energias alternativas é muito interessante, sem dúvida alguma, e merece nossos aplausos. Mas a notícia parece um pouco requentada. Ano passado, nessa mesma data, falava-se do início das obras para janeiro de 2011 (veja AQUI). Também fiquei com duas dúvidas: O terreno não era de 6 hectares (veja último parágrafo AQUI)? O terreno foi doado para a Solaria ou para Cemig?

Jacaré capturado em Sete Lagoas (notícia no Estado de Minas)

Jacaré é capturado em garagem de casa em Sete Lagoas  
O animal foi solto na manhã deste domingo em terreno da Embrapa Sete Lagoas
Cristiane Silva
Fonte: Estado de Minas (clique AQUI)
Publicação: 20/11/2011
Os moradores de uma casa em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, levaram um susto no fim da noite de sábado. Ao chegarem à residência, no Bairro Cidade de Deus, eles encontraram um jacaré na garagem. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente da cidade, o réptil mede 1,70 metro e pesa cerca de 50 quilos.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e capturou o animal, que foi levado pelos militares. Segundo a PM, a casa onde o jacaré foi encontrado fica próxima a uma região alagada. O animal foi solto na manhã desde domingo em no terreno da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Sete Lagoas.  
Fotos: jornal Estado de Minas
Comentário: Se é no bairro Cidade de Deus, deve ser jacaré da Lagoa Grande, Lagoa das Piranhas, Lagoa Comprida, Lagoa dos Remédios ou Lagoa Capão do Poço (que não é junto à Cidade de Deus, mas vá lá saber.). Temos lagoas, bem mais do que sete. A existência de animal desse porte é importante na região para que as pessoas percebam que ainda existe vida silvestre de expressão, apesar da insistência do bicho-homem para acabar com todos os habitats possíveis. Não, não foi na Arena do Jacaré!!!

sábado, 19 de novembro de 2011

A APA da Serra de Santa Helena estaria regulamentada? (Ou pelo menos com os estudos prontos?)

Vejam só o comentário do Ênio Eduardo, ex-secretário de Meio Ambiente de Sete Lagoas. O comentário foi feito na postagem sobre a audiência pública sobre o Parque Estadual da Serra de Santa Helena e refere-se aos fatos mencionados por mim (cliquem AQUI).

Limites aproximados da APA da Serra de Santa Helena. Aliás, só agora me lembrei que não vi os empreendedores defendendo nem o Parque Estadual e nem a APA.
Estaria ocorrendo algum tipo de equívoco na questão da regulamenta da APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra de Santa Helena?
Ramon, sabe o que eu não estou entendendo nesta história toda?
Veja bem, quando assumi a Secretaria de Meio Ambiente em 2007, o Lairson me passou os estudos de regulamentação da APA de acordo com a lei do SNUC de 2000. É bom lembrar que a APA existe e está regulamentada e tem plano de manejo, isto ocorreu em 1998 e foi regulamentada pelo ex-prefeito Cecé.
A regulamentação de acordo com o SNUC, foi objeto de TAC da Prefeitura com o MP. Os estudos foram realizados pelo convênio Prefeitura/CODEVASF. O Lairson encaminhou tudo dentro dos conformes. O Estudo teve profissionais qualificados - teve o Estudo Pedológico do Luiz Marcelo, o Mapeamento das Nascentes, a demarcação da área da Lagoa e da área alagável, teve RCA/PCA, foram colocados os marcos com a delimitação proposta (está certo que a parte de baixo do terreno da Fazenda Arizona está fora dos limites da APA). Mas lembro muito bem que para o restante da Fazenda Arizona, ela estaria dentro da área de Preservação Permanente. A APA foi dividida em três grandes áreas.
O Estudo está na SEMMA. Durante a minha passagem por lá, encaminhei o estudo para a Procuradoria. A Procuradoria protocolou o projeto de regulamentação à Câmara. Aí sim, ele ficou paradinho na Comissão de Constituição e Justiça. Antes de sair do Governo, fiquei sabendo que o Projeto foi retirado da Câmara pela Procuradoria.
O fato é que o Estudo existe, foi gasto dinheiro público para fazê-lo e agora estou ouvindo dizer que não tem estudo porque a SEMMA tem falta de funcionários e coisa e tal.
Tem coisa truncada nisto. Confesso não estou entendendo nada.
Você tem alguma nova informação que eu não sei? Tenho certeza que o Dr. Ernane Araújo tem uma cópia desta proposta de regulamentação no MP, pois fui eu que encaminhei para ele, uma vez que fazia parte do TAC enviar uma cópia para o MP.
Desculpe a confusão, mas tem caroço neste angu. Paro por aqui, fiquei com náuseas só de ler o seu relato.
O Ênio faz uma declaração importantíssima. 
E agora? 
Dr. Lairson e Dr. Ernane, nos socorram com mais informações.

Iluminação de Natal e Buritis


Recentemente escrevi sobre a colocação inadequada da iluminação de Natal nas palmeiras imperiais da orla da Lagoa Paulino, usando grampos (veja AQUI). Anteontem vi, com grande preocupação, que um dos buritis também recebeu as tais lâmpadas. A preocupação especial com os buritis é porque são protegidos e imunes de corte por legislação municipal. Portanto, não devem ser expostos a doenças (que podem ser causadas pela perfuração dos caules).
Observei atentamente e tirei algumas fotos. PARECE que não foram aplicados grampos no buriti. Depois vou lá com mais calma (e talvez uma escada... que mico,  hein?) para verificar. Na parte inferior foi usada uma tira de plástico e na parte superior foi usado o arame, mas PARECE estar preso apenas por pressão. Espero! Se for isso mesmo, está ótimo. Em outras palavras: tem como fazer corretamente, né? E ainda economiza grampos!
Imagens abaixo:




Ramon Lamar de Oliveira Junior

Caixa d'água da Boa Vista

Só para saber: está tudo bem lá? As trincas me assustam um pouco.

Caixa d'água da Boa Vista em 18 de novembro de 2011.
O assunto foi amplamente noticiado nos meses de maio, junho e julho. A licitação para a reforma (ou para os estudos sobre a reforma) foi feita em julho/2011. Ou não foi? E as obras? Até janeiro do ano que vem, né? (Clique AQUI)
Estamos aguardando...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Audiência Pública sobre o Parque Estadual da Serra de Santa Helena

A Audiência Pública sobre o Parque Estadual da Serra de Santa Helena pecou pela não apresentação do projeto e de suas prováveis delimitações. Alguns dos presentes (e acho que não eram poucos) mal sabiam do projeto e do alcance em termos de área ou mesmo do local onde poderia ser posicionado (alguns tiveram a impressão que o Parque Estadual era o Boulevard Santa Helena). Outro pecado foi a não explanação inicial sobre a diferença de APA e de Parque Estadual, que já expliquei AQUI no blog. Na verdade, senti que o deputado André Quintão (autor do projeto) estava um pouco acanhado ou constrangido com a condição que havia sido montada para a audiência pública. Instituída a mesa dos trabalhos, percebi que o tema central da audiência logo passaria para o segundo plano, infelizmente.

Deputado Duílio de Castro, deputado André Quintão (autor do projeto do Parque Estadual da Serra de Santa Helena), deputado Célio Moreira (presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa) e vereador Antônio Rogério (presidente da Câmara Municipal).
A Audiência Pública foi definitivamente prejudicada pela introdução ampla, com direito a apresentação (pobre por sinal) do projeto do Boulevard Santa Helena (presença na mesa e no microfone para manifestações da população). Na verdade, os empreendedores não têm muito o que mostrar pois tudo o que pensam para a área está (espero) na dependência do que virá dos estudos que estão sendo feitos, em especial (para eles) do estudo geotécnico e hidrogeológico da área. Os impactos sobre os animais (em especial a avifauna que nidifica nos paredões rochosos parece ser coisa fácil de resolver - através da extinção ou expulsão das espécies, provavelmente). O corte de enorme área de cerradão para instalar um bloco inteiro de lotes (lembrada pelo Walter Matrangolo) parece ser apenas uma banalidade. As áreas alagáveis estão longe de merecer a atenção dispensada no artigo 2o do Código Florestal, que "mesmo intermitentes" devem ser tratadas como áreas de preservação permanente. Foram usados os mesmos slides da audiência pública sobre o boulevard , porém de forma muito mais desorganizada. Até o slide com a cachoeira do Véu da  Noiva, da Serra do Cipó, ainda estava lá no meio (como se fosse a paisagem da Serra de Santa Helena). Achei engraçado que tenham classificado a audiência pública do boulevard como sendo um evento "de cunho político". Engraçado, não entendi. Acho que evento de cunho político foi o que fizeram ali, naquele momento, mas deixa essa discussão para lá.

A cachoeira Véu da Noiva (Serra do Cipó) continua fazendo parte da apresentação do bulevarsantahelena. Clique AQUI.
A participação popular iniciou-se com as pessoas que se inscreveram, sem o menor conhecimento do projeto do Parque Estadual, para falar sobre a importância do "progresso" representado pelo Boulevard Santa Helena. Uma defesa desconexa, feita por pessoas que gosto e prezo muito, mas que pecaram por desconhecer a amplitude da questão ambiental. Estão amplamente perdoados, sei que estão eivados de boas intenções e preocupados com o abandono da área da fazenda (abaixo da perimetral). Interessante que, em momento algum, lembraram que o abandono é por parte dos próprios proprietários que deveriam ser responsáveis por cercar e limpar a área (a prefeitura não pode fazer limpeza de terrenos particulares). A citação de que ainda há peixinhos na Lagoa da Chácara e que a água naquela região surge a 98 centímetros na parte mais baixa e 1,90 metros na parte mais alta mostra que não estamos errados em questionar a construção de prédios por ali (de até 10 pavimentos como sugere o RIMA - veja abaixo - ou de quatro pavimentos como dizem agora os empreendedores). Independente da altura, podem afundar do mesmo jeito, prejuízo enorme para quem adquirir uma dessas unidades.

O projeto continua o mesmo. Quase um ano depois e nada mudou. Clique AQUI.
Em certa altura das falas populares, as ONGs foram tratadas como "antro de corrupção". Uma pena que não se consiga discernir que há pessoas boas e más, políticos bons e maus e ongs boas e más. Ouvi pedirem acesso às contas da ONG ADESA, basta ir na SEMMA. Creio que tudo está protocolado lá. Poderiam pedir acesso também ao livro da SEMMA com o destino da poda das árvores, que por convênio deveria ir para a ONG ADESA para manutenção da Brigada de Incêndio. Seria interessante olhar o que aconteceu como o referido convênio de março até setembro. #ficadika
Usei a palavra durante a audiência para tecer alguns comentários sobre a Fazenda Arizona e o empreendimento que lá se deseja construir. Pedi tempo igual ao dos empreendedores pois os mesmos usaram o microfone popular (de 3 minutos) e não o tempo que tinham direito na mesa constituída (que ficou, estrategicamente, para o final, para as réplicas-sem-tréplicas). Não era meu objetivo tratar desse assunto e sim da serra no geral, como deixei claro nas minhas primeiras palavras. Contudo, a reunião foi contamidada pelo tema, fazer o quê?. Mostrei, aproveitando o slide da implantação do bulevar, a área de nidificação das aves, a vasta mata existente e as áreas alagáveis próximas à Lagoa da Chácara onde o RIMA sugere edificações multifamiliares de 5 a 10 pavimentos. Em seguida, foi dito pelos empreendedores que faltei com a verdade e que não existe nada sobre prédios de 10 andares para aquela região porque a lei não permite e tal. Bom, o Plano Diretor está sob revisão e pode passar a permitir tudo. E o que falei consta do EIA/RIMA apresentado na audiência pública como o "porte mais indicado" para as tais edificações. Como disseram que eu tenho que ser mais informado, talvez fosse interessante que lessem o próprio RIMA (aquele que tem uns momentos CTRL-C/CTRL-V citando Lagoa Santa onde deveria ser Sete Lagoas). O trecho, constante da página 15 do Relatório de Estudos Geológicos, encontra-se a seguir:

Clique na imagem para ampliar.
Lembro que os empreendores do boulevard tiveram assento à mesa e direito à palavra em dobro por essa razão, inclusive direito à "palavra final". Não entendi. Era audiência pública e virou evento de marketing em momento e local inadequados, com público majoritariamente contrário ao empreendimento por conhecer mais profundamente sobre o tema.
No final da audiência o tema virou para a necessidade de regulamentação da APA Santa Helena, ponto que abordei em minha fala "estivesse a APA regulamentada e não estaríamos aqui reunidos, inclusive os empreendedores saberiam os limites permitidos para construção e provavelmente já estariam em obras nas regiões edificáveis". O pessoal da SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) justificou o atraso pela falta de funcionários (apenas 35 para olhar a cidade inteira). Dessa maneira, a SEMMA insiste em não assumir a culpa pela não-regulamentação. Mas considero que há culpa sim. A SEMMA deveria lutar, colocar a boca no trombone, pela abertura de concurso e contratação de mais pessoas para trabalhar esse tema e outros. Já aviso que não estou disponível, não quero emprego público e nem tenho ninguém a indicar. A falta de estrutura na SEMMA é fruto do desinteresse político de resolver essas questões. Aliás, senti falta do Cláudio Busu na reunião. Mas também senti falta do prefeito e de 10 vereadores (só foram o Claudinei, o Dalton e o Antônio Rogério). Interessante também que o presidente da Seltur estava presente e nem foi convidado para compor a mesa, retirando-se logo após o início da sessão.
Após a audiência conversei um pouco com o engenheiro Guilherme Rios da Starta Empreendimentos, responsável pela apresentação do projeto do boulevard, com o advogado dos donos da Fazenda Arizona e com o Flávio, proprietário da Fazenda. O Flávio, não preciso dizer é pessoa sempre muito gentil e disposta a conversar. Esclareci a ele que toda a minha discussão em relação ao bulevar é fruto da minha preocupação com a área no sentido da preservação ambiental (vegetação, fauna, áreas de recarga...) e de procurar informações sobre a segurança da construção nas áreas pretendidas (em especial dos prédios). Não sei se o Flávio realmente compreende minha preocupação já que de uma forma simplista vi (e intervi) em sua fala sobre quem é a "favor do progresso" e "contra o progresso" e que o projeto do bulevar precisa ser levado "à maioria silenciosa que apóia o progresso". Flávio, fico triste, mas entendo você. É um pouco difícil mesmo perceber que o que você pensa intimamente que são seus "inimigos" estejam verdadeiramente preocupados com a questão da área e não em busca de vantagens ou outros interesses. Mas por favor, não me chame - como terceiros comentaram - a trabalhar no projeto do bulevar. Acho que o que eu tinha para falar sobre o mesmo já está se encerrando e pode amplamente ser lido aqui no blog. Minha função é de alertar sobre o tema. Não quero no futuro ser visto como o "biólogo que sabia do problema e não falou nada", como tantas pessoas estão fazendo. Já tenho minha consciência traquila. Oro a Deus para que também dê a todos os interessados na construção do bulevar a mesma tranquilidade. Só assim as outras questões importante para Sete Lagoas poderão começar a ser discutidas.
Vamos então para a regulamentação da APA de Santa Helena, a regulamentação da APA do Paiol, a regulamentação da APA da Lagoa Grande e ao tratamento dos 95% do esgoto que é lançado no Ribeirão Jequitibá.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Foi muito bom conhecer o Deputado Célio Moreira, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa. Já havia assistido algumas outras audiências públicas coordenadas por ele (via TV Assembléia - veja AQUI) e admiro seu jeitão rigoroso mas acessível na condução do processo.

PS2.: Durante a audiência pública, o eng. Guilherme Rios disse que enviaria os estudos que já estão prontos sobre a arqueologia e a espeleologia da área para os interessados e que, em breve, enviaria também os estudos restantes, bem como a relação dos doutores da UFMG que estão indicados pelo Ministério Público para trabalharem na questão. Ao final da reunião, o engenheiro passou-me o cartão para contato. Escrevi e hoje obtive a seguinte resposta:
Boa tarde Prof. Ramon,
Conforme orientação da EPO Empreendimentos, os estudos de arqueologia, espeleologia, hidrogeologia, geofísica, geotecnia e biologia que estão em execução lhe serão encaminhados, bem como o nome de todos os profissionais envolvidos, tão logo estejam concluídos e protocolados na SUPRAM - Central, IPHAN e Ministério Público Estadual do Meio Ambiente.
Atenciosamente,
Guilherme Rios.
 Ok, continuamos no aguardo. Abraços e obrigado pela atenção.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Contra a Usina Belo Monte: Movimento Gota D'água

Assistam o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=TWWwfL66MPs



Desastres ambientais: será que existem os grandes e os pequenos?
Você ainda acha que a extensão de um desastre ambiental depende do quanto você se sente afetado? Do quão perto (no espaço ou no tempo) ele se encontra de você? Você ainda acha que sua pessoa é o centro do universo?
Desculpe-me, mas se você pensa assim (ou próximo disso) é porque ainda está na idade da pedra lascada.
Um desastre ambiental é tão mais extenso quanto menos pessoas se importam com ele. 
Quando nos importamos nós damos sentido às nossas dúvidas, às nossas incertezas, à nossa humanidade.
Mude de ideia. 
Você pode fazer alguma coisa.
E não se preocupe, você estará em boa companhia.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Mas de todo, se você acha que só desastres ambientais próximos merecem que você se empenhe para que não aconteçam, procure por aqui mesmo. Existem desastres acontecendo à sua volta ou esperando para acontecerem. Os incêndios criminosos na Serra de Santa Helena, a construção do Boulevard Santa Helena sobre a área de recarga dos nossos aquíferos e o lançamento de 95% do esgoto de Sete Lagoas no Ribeirão Jequitibá são exemplos.

Sobre plantas trepadeiras

Esta postagem tem sua razão a partir de um comentário da Fabiana (qual Fabiana?), enviado para um outro post. Conforme ela mesmo afirmou, não havia relação alguma com o assunto em pauta. Aguardei um pouco e agora vamos ao assunto. O comentário foi:
Ramon, sei que o que vou perguntar não tem relação alguma com o tópico, mas gostaria de saber qual seria a melhor trepadeira ornamental para que eu pudesse plantar no jardim de minha casa. Desculpe e obrigada. Fabiana
Puxa, Fabiana, não sei exatamente quais são as características do seu jardim, em especial o clima da região e a posição que o jardim se encontra em relação ao sol. Opções de trepadeiras existem várias, dependendo de uma série de características: iluminação, umidade, local de crescimento (muro, parede, tela, caramanchão, pérgula...). Também é importante saber se você quer flores ou apenas folhagem.
Selecionei algumas imagens para você. Quem sabe já é um ponto de partida. 

Jibóia (Scindapsus aureus)
Congéia (Congea tomentosa)
Tumbérgia-azul (Thunbergia grandiflora)
Tumbérgia-sapatinho (Thunbergia mysorensis)
Sete Léguas (Podranea ricasoliana)
Glicínia (Wisteria sp.) de clima temperado
Trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys)
Lágrima-de-Cristo (Clerodendron thomsonae)
Mande mais informações pelos comentários. Pode ser que exista uma trepadeira em especial que seja "a cara" do seu jardim.  

Consulte e explore também os links:

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quase um ano depois: Rua Abaeté, SAAE e justiça.

Quase um ano depois do ocorrido na rua Abaeté (veja AQUI) alguns dos moradores tiveram que entrar na justiça para conseguir o ressarcimento dos danos provocados pelo rompimento das manilhas e demora em identificar e resolver o problema. O SAAE foi protelando e protelando uma solução e, no último mês, aconselhou a "quem quiser que entre na justiça". Um morador contou-me tal "solução" bastante indignado. Mais de dez casas foram atingidas com problemas estruturais devido ao abatimento do terreno. Alguns não quiseram entrar na justiça pois temem represálias de várias naturezas. Trincas enormes e um prejuízo gigante. Só agora os moradores foram informados de que deveriam entrar na justiça. Pelo que sei, o SAAE não faz acordos para ressarcir quem se julga afetado pelas obras da autarquia. Tem que entrar na justiça para que o reembolso seja programado e feito. Custava ter avisado isso antes aos moradores, de forma oficial? Para quê a enrolação?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Por falar nisso, mês que vem, dia 15 de dezembro, teremos a festa de um ano de aniversário da "bomba no SAAE" perto aqui de casa. Foi prometido que os suspeitos seriam identificados em um mês. Nada! Um estardalhaço foi feito sobre "terrorismo para prejudicar o SAAE e a prefeitura". Continuamos, nós que moramos próximo aos poços artesianos, à mercê dos terroristas?

Audiência Pública: Criação do Parque Estadual da Serra de Santa Helena


O horário não é dos mais oportunos: numa quinta-feira pela manhã numa semana que já foi meio enforcada por um feriado. Mas a defesa do meio ambiente é assim mesmo, nunca tem os melhores palcos. Ainda bem que não são os piores atores que se apresentam!

Debate: "A reformulação do Ensino Médio"

O gabinete do Vereador Dalton Andrade, em parceria com Acisel e PUC Minas, convida para a 7ª edição do Projeto Viva Voz que desta vez debaterá “A Reformulação do Ensino Médio”, com a presença do Deputado Federal Reginaldo Lopes e da Superintendência Regional de Ensino de Sete Lagoas.
É crescente a demanda por profissionais capacitados no mercado de trabalho e este evento pretende mobilizar estudantes, entidades de ensino, gestores públicos e empresários para, juntos, debaterem as transformações ocorridas na educação profissional brasileira nos últimos anos e os novos projetos e programas que abrem horizontes para milhares de pessoas.
O evento será no dia 17 de novembro, quinta-feira, às 19h30, no Auditório da PUC Minas que fica na Rua Marechal Deodoro, 61, Centro (Beco do Ginásio). A entrada é franca. Mais informações no Gabinete do Vereador Dalton Andrade (3779-6328/3779-6329). 

Comentário: Não poderei estar presente ao evento pois leciono no horário do debate. Deixo algumas pergunta: Qual o impacto do NOVO ENEM no Ensino Médio? O ENEM deixou de ser uma avaliação do ensino médio e tornou-se orientador do processo? Como conciliar o cumprimento de todo do programa do ensino médio (incluindo aí os PCN) com o programa do ENEM, bem mais restrito especialmente na área de matemática? O ensino médio está sofrendo uma metamorfose pelo pragmatismo (passar no ENEM ou ajustar-se ao mercado de trabalho)?

domingo, 13 de novembro de 2011

Dente-de-leão (Taraxacum)


Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Lírio-amarelo (Hemerocallis)


Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

FRAUDE NO INEP: 30 milhões em contratos com empresas de fachada

Será que o ministro Haddad vai cair pela coisa mais corriqueira que tem abatido os ministros atuais? Fraude??? Não pelo malfeito nas três edições seguidas do ENEM que afetaram milhões de estudantes? De qualquer maneira, caindo já é um alívio (vamos ver até onde vai a apuração desse "causo"). Veja a matéria publicada no site do UAI (clique AQUI) e transcrita abaixo:

Esquema de fraude no Inep foi montado para lucrar mais de R$ 30 milhões  

O lucro viria de contratos na área de tecnologia contava com conivência de servidores públicos e apresentação de documentos idênticos.

Alana Rizzo e Juliana Braga

As quase mil páginas do Processo Licitatório 15/2011, cancelado pelo Ministério da Educação (MEC) na quinta-feira depois de denúncias do Estado de Minas, revelam como era fácil para o empresário André Luis Sousa Silva driblar a legislação e assinar contratos com o poder público. Atestados falsos, documentos iguais e a conivência de funcionários da administração pública ajudaram a montar o esquema que pretendia lucrar mais de R$ 30 milhões dos cofres públicos.
Mesmo depois das suspeitas de irregularidades na contratação das empresas de fachada, a Diretoria de Gestão e Planejamento do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), comandada por Dênio Menezes da Silva, emitiu documento atestando que “o certame licitatório foi realizado em perfeita conformidade com os princípios legais e ordenamento jurídico, que norteiam as contratações realizadas pela administração pública.” O ofício de 3 de novembro foi assinado também por Carlos Augusto dos Santos Almeida, coordenador de aquisições, e Luiz Augusto Lucinda.
Por ordem do secretário-executivo do Ministério da Educação, Henrique Paim, o processo seguiu na quinta-feira para a auditoria interna do Inep. Ao mesmo tempo, a pasta determinou o cancelamento do registro de preços e aguarda o resultado da investigação para remeter o caso, se necessário, para os órgãos de controle interno, como a Controladoria-Geral da União (CGU), e externo, no caso o Tribunal de Contas da União (TCU).
Sem fluxo de caixa e nenhum cliente, a Monal Informática, registrada em nome de Aristides da Silva Monteiro, de 84 anos, apresentou atestado de capacidade técnica falso. A empresa de tecnologia alega que nunca emitiu tal certidão e que a assinatura que consta no documento não é do proprietário e que a Monal nunca prestou esse serviço. Segundo os responsáveis pela licitação no Inep, os atestados exigidos no edital não foram checados e nem diligenciados.
Em 15 de agosto, o pregoeiro pediu que a Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais, onde trabalhava Paulo Henrique Castanheira, amigo de André, confirmasse se as propostas e a documentação técnica apresentada pelas vencedoras do pregão atendiam a pedido da diretoria. Um dia depois, a diretoria de Tecnologia do Inep, Andrea de Miranda Ramos Kern, confirmou a validade dos papéis.
No caso da DNA Informática, os atestados de capacidade técnica apresentados eram assinados pelo próprio Inep. Luiz Augusto Lucinda, coordenador-geral de Recursos Logísticos, garantiu que não existia nada que desabonasse a empresa registrada em nome da mãe e da avó de André Luis.
Tanto a DNA quanto a Monal participaram da pesquisa de preços anterior feita pelo Inep antes do pregão. Em uma das propostas, assinada por André Luis, ele usa o sobrenome da mulher, Alecrim, e assina como diretor-executivo da empresa registrada em nome da sua mãe e da avó. “Com sede em Brasília, a DNA conta uma equipe de profissionais e parceiros altamente capacitados para atender às necessidades dos clientes em todas as regiões do país”, afirma a proposta.
André Luis, “dono oculto” das empresas vencedoras (Monal, Jeta e DNA), tentou esconder a identidade, mas apresentou declarações idênticas de que não emprega funcionários com menos de 18 anos. Até mesmo a ressalva de que haveria “menor trabalhando como aprendiz” e a pontuação dos textos são iguais. A reportagem visitou as empresas e não encontrou aprendiz em nenhuma delas. Os documentos da Monal, assinados por Aristides, mudaram até de padrão durante o processo de licitação. O primeiro trazia um computador desenhado no canto do papel. O segundo, um círculo.

Relações negadas

O advogado de André, Expedito Júnior, sustenta que seu cliente não tem qualquer relação com a Jeta, empresa registrada em nome de músicos sertanejos. Porém, o registro do Sicaf da empresa que foi incluído no processo de licitação teve Karolina Silva Lima, secretária e futura sócia de André na Monal, como emissora. As propostas da Jeta também trazem assinaturas completamente diferentes. Ora o representante legal assina como José Franscico, ora como Chico Terra. Os contatos estão escritos a lápis na proposta. Apesar de já ter assinado um contrato de R$ 135 mil e prestado o serviço ao Inep, a empresa ainda não apresentou uma das garantias contratuais, exigidas em lei. De acordo com o Inep, o documento estaria sendo providenciado.
A reportagem procurou os envolvidos no esquema, mas não os localizou. Todas as instituições que atestaram a capacidade técnica das empresas que prestaram serviços para o Inep foram procuradas pela reportagem desde quarta-feira. A única que respondeu foi a Barracuda Networks, que confirmou que a Jeta é autorizada a revender seus produtos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Malfeito na calçada da Lagoa Paulino

Meu amigo, Cláudio Busu.
Sei que você não pode ser onipresente.
Sei que não tem como acompanhar tudo que está sendo feito.
Então, quando possível, permita-me que eu seja os seus olhos.
Por favor, dê um puxão de orelhas bem caprichado no (ir)responsável pelo conserto desse trecho da calçada da Lagoa Paulino (perto dos buritis).

Cidade turística com calçada assim?
Paciência, né?
Abração.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS2.: Acabo de receber telefonema da Alessandra Casarim. Ela foi ao local com o pessoal que está fazendo os remendos e eles juraram "de pé juntos" que o remendo é antigo e que não foi obra deles. Na imagem é possível ver um remendo mais à esquerda com areia por cima e também areia por cima do "remendo" maior. Fica o benefício da dúvida.

PS1.: Para quem ficou na dúvida sobre como são assentadas as calçadas de Copacabana e Leblon. Areia e cimento entre as pedras. As pedras não são assentadas de forma justaposta, mantendo-se nos locais sob pressão. Fotos abaixo:

Calçadão de Copacabana. Foto (Ramon L. O. Junior)
Dois detalhes do calçadão da praia do Leblon. Fotos (Ramon L. O. Junior)

Como comer nos pontos turísticos?

Descaso total com a estrutura dos pontos turísticos é a situação a que chegou a Ilha do Milito, com seu restaurante fechado (confiram a matéria do Celso Martinelli no Jornal Sete Dias clicando AQUI).
Celso cita, além da questão da Ilha do Milito, outros três locais sem um restaurante ativo: Lagoa da Boa Vista (Mirante), Parque da Cascata (está mais para lanchonete com refrigerante e salgadinho) e a Ilha das Flores da Lagoa da Catarina (sem comentários). De todos, o melhor é o do Parque da Cascata (pelo menos mata a sede e a fome). Também podemos citar a ausência de lanchonete no Receptivo da Gruta Rei do Mato (onde só funcionam máquinas de refrigerante e salgadinho - mas só aceitam determinadas notas). O alto da Serra de Santa Helena tem sua lanchonete modesta, quem diria que ela um dia seria a melhor opção para o turista?
Voltando ao restaurante da Ilha do Milito, faz um tempo que brincaram comigo dizendo que lá nunca dará certo porque "as pessoas daqui vão aos restaurantes (ou botecos) para ver os outros passando de carro ou para serem vistas em frente a uma garrafa de cerveja e uma porção de fritas, na ilha não tem como isso acontecer". Sou obrigado a concordar, deve ser por aí mesmo. Basta colocar dois telões para resolver o problema: um na calçada mostrando os frequentadores do restaurante da ilha e outro no restaurante mostrando quem passa na rua!


Tirando a brincadeira de lado (só rindo mesmo), é lamentável tudo isso, completamente lamentável. Não acredito que seja tão dificil fazer uma licitação para a ocupação dos pontos. Não é possível que se sonhe com teleféricos sem conseguir ao menos pensar no suporte mínimo aos turistas. A conclusão é simples: a Arena do Jacaré trouxe um holofote para Sete Lagoas. Milhares de turistas em potencial aportaram por aqui esse ano. Em fevereiro do próximo ano o Estádio Independência será reativado e o holofote setelagoano se apagará. Que fizemos para fidelizar o turista?
Quando os cursos de turismo aportaram em Sete Lagoas, coisa de 10 anos atrás ou um pouco mais, eu acreditei que poderia ser uma opção para a cidade se desenvolver nesse aspecto. Não deu em nada (ou em pouca coisa...).
Vai ser muito difícil o turismo ser alavancado por aqui: arborização urbana no geral em péssimo estado, praças e canteiros centrais sem manutenção constante (o esquema de Mutirão Viasolo é pra lá de fraco), calçadas mal cuidadas, ruas com pavimentação muito ruim, informação e sinalização turística deficientes e lagoas em estado de semiabandono. Em relação às lagoas, lembro que com pouco apoio e recursos o Lairson Couto conseguiu recuperar a lâmina d'água da Lagoa do Cercadinho. Agora, pedidos insistentes do prefeito para "embelezarem a cidade" estão saindo do discurso para uma ação modesta de capina, arrumação das calçadas e poda de árvores na Lagoa da Catarina, e um pouco na Lagoa Paulino também. Engraçado esse negócio do prefeito pedir tantas vezes e custar a ser atendido.
A essa altura do texto (se você chegou até aqui) você deve estar pensando: "esse Ramon é um pessimista". Tá bom, concordo! Acho que estou mais para realista, mas no tocar da carruagem aceito que me rotulem como pessimista. Mas me diga uma coisa, você é capaz de citar os pontos turísticos da cidade que estão em boa situação para receber os turistas? Se consegue aproveite e cite-os nos comentários (aliás já pedi isso aqui uma vez...). Com quantos pontos turísticos se constrói uma cidade turística? Você não está sendo otimista demais?
Um exemplo de ação que salva no meio dessa balbúrdia? O carnaval feito pelos blocos e pela Verde-Branco. Carnaval bacana, sem excessos, trazendo famílias e crianças para a praça. Aliás, já está passando da hora de apoiá-los. E aí Paulinho do Boi, Mestre Saúva e Mestre Campola? Os incentivos estão bombando para o carnaval 2012? Ou vamos ter o desfile cortado ao meio de novo pela falta de sensibilidade da turma do palco?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Leis ameaçadas: nunca antes na história da cidade...

Não sei se é um certo descaso com a construção das leis (que tramitam e são discutidas sem muita profundidade, colidindo com uma série de outras leis existentes), se é o fraco empenho em se fazer cumprir as mesmas ou se é a falta de vigilância das esferas que deveriam observar se as leis estão realmente sendo cumpridas. Também não sei se tudo isso é proposital (há momentos em que a gente começa a perceber tudo como uma grande conspiração para esconder o certo e legitimar o errado). Mas o certo é que estamos vivendo um certo "relaxamento" na aplicação das leis aqui na cidade.
Exemplos não faltam, entre eles três mais contundentes: carros com som automotivo no último volume circulam em frente às escolas, hospitais e pelas madrugadas sem sequer serem advertidos, vias públicas são utilizadas como vitrine para a venda de carros e uma drogaria recém-instalada vende ração para animais e uma série de outros produtos que não estariam de acordo com a regulamentação da ANVISA e que insiste em funcionar fora dos horários anteriormente estabelecidos (nesse caso não estou discutindo se está certo ou errado, estou apresentando a fragilidade do que antes se julgava uma lei sólida).
Agora, estamos às voltas com outra possibilidade: fortes boatos indicam que o PLANO DIRETOR da cidade vai ser alterado para permitir a regularidade de determinados empreendimentos imobiliários, notadamente o BOULEVARD SANTA HELENA. A Lei de Uso e Ocupação do Solo e o Plano Diretor são conflitantes em relação à construção do famigerado bulevar. Muito empenho e energia estão sendo gastos (aliás "gastos" é uma palavra muito boa) para se alterar o PLANO DIRETOR - lei de inspiração federal (hierarquicamente superior à Lei de Uso e Ocupação do Solo) - para facilitar a instalação de um empreendimento que certamente provocará enorme dano ambiental na região, além de comprometer a recarga dos nossos aquíferos e alterar o regime das águas no Córrego do Diogo.
Para alterar o PLANO DIRETOR são necessárias audiências públicas e votação na Câmara. Como as audiências públicas não estão sendo nada mais do que rituais (não são nem um pouco levadas em consideração - vide o caso do bulevar, novamente) e as votações variam extraordinariamente (vide aprovação unânime do PARQUE NATURAL MUNICIPAL DA LAGOA DA CHÁCARA e posterior apoio maciço ao VETO DO PREFEITO ao referido parque), fica difícil saber até onde a vontade popular terá oportunidade de se manifestar.
Cumpre àqueles que foram eleitos com o nosso voto (prefeito e vereadores) ficarem atentos com essas questões. 
O alerta está dado!

Cena do filme "Apaloosa - Uma cidade sem lei". Estamos voltando ao "velho oeste"?
Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PRATO DO DIA: ESCONDIDINHO DE BOULEVARD SANTA HELENA

Dinheiro x Ambiente
ESTÁ CORRENDO TUDO NA FORMA MAIS ESCONDIDA POSSÍVEL.
É LICENÇA DE DESMATAMENTO QUE NINGUÉM CONSEGUE VER. É ESTUDO ARQUEOLÓGICO OCULTO. É ESTUDO HIDROGEOLÓGICO QUE NINGUÉM FALA NADA A RESPEITO. ATÉ A CONVERSA DE REUNIÕES "SECRETAS", A PORTAS FECHADAS, PARA MUDANÇA DE PLANO DIRETOR NO SENTIDO DE FACILITAR O EMPREENDIMENTO (E MAIS ALGUNS OUTROS). 
E UMA ENORME DIFICULDADE DE CONSEGUIR INFORMAÇÕES NA SUPRAM, TODA VEZ QUE ALGUÉM LIGA OU VAI LÁ PEDINDO INFORMAÇÃO A DESCULPA É A MESMA: "O FUNCIONÁRIO ESTÁ DE FÉRIAS", "O FUNCIONÁRIO ESTÁ DE LICENÇA"... 
UM MONTE DE DENÚNCIAS ESTÃO CHEGANDO, MAS NINGUÉM, OBVIAMENTE, TEM CORAGEM DE DAR NOME AOS BOIS.
PODER ECONÔMICO É COMPLICADÍSSIMO.

MINISTÉRIO PÚBLICO: PRECISAMOS DE VOCÊS!
A AUDIÊNCIA PÚBLICA, ONDE O PROJETO FOI AMPLAMENTE REJEITADO PELA POPULAÇÃO SERVIU PARA QUÊ?

Imagem: http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_492/1270332778dEGW84.jpg

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

NOVA FÍSICA APLICADA AOS CHUVEIROS?

Amigos,
por favor, me expliquem essa propaganda que está sendo veiculada no portal UAI. 



O consumo de energia pelo uso do chuveiro depende do horário???
Fernando e Claret, essa é para vocês!