Crime na Serra de Santa Helena III - Uma semana depois

Estive na região da queimada na Serra de Santa Helena para verificar como a área está se recuperando da fogo recente. Mesmo não tendo ocorrido chuva substancial (alguns milímetros apenas na quarta-feira), a vegetação já mostra sinais de recuperação. O problema maior é mesmo a fauna. 
As plantas do cerrado são bem adaptadas para resistir ao fogo: casca espessa e órgãos vegetativos enterrados no solo são os aspectos mais visíveis, salvando as árvores, os arbustos e a vegetação herbácea. Excetuando-se as formigas e cupins (que sobrevivem em suas galerias), nenhum outro inseto foi observado na área da queimada, bem como nenhum aracnídeo, seu inimigo natural. O cenário conduz para a recuperação da vegetação e a invasão por insetos (que se dispersam mais facilmente), sem o controle de seus principais predadores.
Em relação aos vertebrados, na área queimada, observou-se algumas verdadeiras (columbiformes), um gavião caminhando pelo solo queimado à procura de alguma presa que viu lá do alto e uma pele recém trocada de uma cobra (talvez o alvo do gavião, já que os dois achados eram próximos). 
No próximo domingo devo fazer mais registros.

Capim em processo de recuperação.
Pau-santo (Kielmeyera) com início de brotamento de folhas.


Pele de cobra recém trocada.
Gavião procurando alguma presa na região da queimada.
 Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

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