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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Crime na Serra de Santa Helena II - Novo Foco

Mais fogo, agora na segunda-feira.
Eu já imaginava que até o próximo fim-de-semana teríamos novos focos de incêndio na Serra de Santa Helena. Pena que, quem deveria mesmo vigiar e tomar providências não imaginou a mesma coisa.
Segunda-feira, 6 de setembro de 2010, meio-dia... e o fogo toma conta de mais um trecho da Serra de Santa Helena.
Seltur, antecipe-se. Contrate rondantes em caráter de urgência para o perímetro do Parque da Cascata Não esperem o cartão postal inteiro virar cinzas.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Desisto!
Acabo de voltar da Serra de Santa Helena (06/09/2010, 15 horas). Acreditei que o Parque da Cascata já estaria liberado hoje, pelo menos para observarmos a situação e o impacto ambiental ocasionado pela queimada. Chego lá e o porteiro foi radical. NÃO PODE!  Disse que o fogo lá dentro está incontrolável. Que os bombeiros estão trabalhando lá. De novo, nada de faixa avisando da interdição. Apenas a faixa que avisa do preço de entrada e dos horários do parque. Achei que um biólogo e ex-brigadista poderia ser útil. Não sei porque eu acho essas coisas.
Conversei antes de ir e lá em cima, por telefone, com o Dr. Lairson Couto, secretário de Meio Ambiente. Lairson me disse estar desolado por vir tentando, desde o início do ano, instituir a Brigada de Combate a Incêndio. Disse ele que "alegam falta de verbas". Lembro-me da METRÓPOLE DO FUTURO, do BALNEÁRIO INDUSTRIAL de renda per capita de R$ 18.000,00 por ano. Per capita!!! Uhuuuuu!!!
Fico pensando se vale a pena levar alunos ao Parque da Cascata, como levei no último dia 22 de agosto. Elogiar as melhorias que foram feitas. Mostrar aspectos do cerrado e da mata. Tentar levantar a bola e depois, nem ao menos poder registrar o que está acontecendo lá em cima. 
Fico pensando... melhor não pensar.

PS2: Incrível como a falta de informação segura prejudica nosso raciocínio. O olhar atento pela área queimada pode indicar a motivação do incêndio. Agora, de madrugada, veio em minha mente a possibilidade do motivo mais fútil para o crime: localizar minhocuçus na véspera de um feriado prolongado. Acabo de pedir ao Busu, via blog, que ele procure informações sobre a visualização por aqueles que estão(avam) participando do combate ao fogo de locais habitados por minhocuçus (para quem não sabe, a queimada facilita a localização das fezes dos minhocuçus e o encontro das galerias no solo).

3 comentários:

  1. Ramon, o Busu me disse que você foi barrado na portaria do Parque.

    Liguei para o Luciano Lyra, perguntei a ele se precisavam de alguma ajuda e também o perguntei o porquê que a sua entrada foi barrada. Eu disse ainda da sua importância como Ex-Brigadista e como profissional da Biologia e que isto poderia ajudar em muita coisa.

    Ele se limitou a responder que estava tudo sobre controle e que amanhã o Parque estaria aberto para visitações. Me disse também que você queria apenas tirar fotos.

    Eu fiquei estupefato e disse a ele que precisando ele poderia contar.

    Aproveitei e perguntei também se havia envolvimento de outros órgãos da Prefeitura no combate ao incêncio. Ele me disse que nestas horas todo mundo some.

    Por outro lado Ramon, queria apenas comentar que por mais boa vontade que o Lairson tenha, ele sempre tem uma explicação cuja a responsabilidade ele sempre coloca nas mãos dos outros.

    Sabemos muito bem que o incêndio desta magnitude no Parque da Cascata e na Serra como um todo é a mais cabal conseqüência da falência do modelo de gestão da municipalidade.

    Ramon, vou escrever algo sobre isto, uma vez que vivi em 2007, como Secretário do Meio Ambiente em Sete Lagoas, a experiência de enfrentar um incêndio no Parque da Cascata. Foi um grande incêndio, mas não teve a proporção do atual. Na época, propus ao Prefeito a construção de um Sistema Ambiental em Sete Lagoas, que pudesse estabelecer a intersetorialidade entre os diversos órgãos que trabalham, de uma forma ou de outra, com os recursos ambientais.

    Evidentemente que esta idéia não foi para frente, pois os propósitos políticos da época não comportavam pensar em organizar o Setor Ambiental da Cidade. Pelo visto, ainda não comporta.

    O incêndio é a "crônica da morte anunciada" das questões ambientais em Sete Lagoas.

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  2. Ênio,
    eu não queria "apenas tirar fotos". Eu queria, pelo menos, já que foi alegado "incêndio incontrolável" poder tirar fotos para avaliar o estrago. Mas isso vou tentar fazer outro dia.
    Pena que muita informação já terá se perdido.
    Não achei que precisaria desfiar um rosário de razões para que eu estivesse lá. Até mesmo pelo "sumiço" de todos, acho que seria alguém para colaborar.
    Ultimamente tenho feito cursos na área de Manejo de Áreas Verdes, incluindo parques, e também sobre recuperação de áreas degradadas. Acho que é meio difícil esperar que todos, principalmente aqueles que não se formaram na área, compreendam o trabalho dos biólogos.
    De qualquer maneira, continuo aqui às ordens. A vontade, como ser humano, é desistir e deixar para lá. Mas a porção biólogo fala bem mais alto e é por causa dela que ainda tento colaborar com a cidade.
    Quanto ao Lairson, ele apenas está enfrentando os mesmos problemas que você enfrentou e citou acima: "as propostas são feitas, mas os propósitos políticos não comportam achar soluções".
    Contudo, não entendo a questão como "morte anunciada". Apenas como mais um capítulo da "crônica" que espero, ainda espero, um dia ter um final feliz.
    A esperança ainda está na caixa de Pandora.
    Abração e obrigado pela presença.

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  3. "Quando queimarmos a ultima árvore, e envenernarmos o último rio veremos então que NÃO SE PODE COMER DINHEIRO..."

    (Autor Desconhecido)


    Aí então, depois disso, quem sabe, iremos rever conceitos e prioridades...

    Espero que seja feito algo antes...

    Saulo

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