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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Triste aniversário: 65 anos do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki

Hiroshima caiu primeiro, em 6 de agosto de 1945. Nagasaki agonizou 3 dias depois, há exatos 65 anos, no 9 de agosto de 1945.


Escombros de Nagasaki, logo após o bombardeio americano.

Definitivamente, o mundo e a história das guerras mudava ali. Foi-se o tempo de Leônidas nas Termópilas (300 gregos bloqueando a invasão de dezenas de milhares de persas), foi-se o tempo das batalhas aéreas com mil aviões de cada lado, como aconteceu várias vezes na Segunda Guerra. Bastava um avião, agora. Uma única bomba. Milhares de vidas literalmente volatizadas. As estimativas contam em torno de 220.000 mortes em consequência direta das explosões, somadas as duas cidades. Mesmo os líderes japoneses, que viram Tóquio ser praticamente destruída nos bombardeios convencionais de 1944 e 1945 (que provocaram cerca de 150.000 mortes), não poderiam insistir mais naquela campanha. Quantas bombas atômicas ainda poderiam ser lançadas sobre o Japão?


Nuvem em forma de cogumelo produzida pela explosão nuclear sobre Hiroshima.

Discussões acaloradas ainda ocorrem sob essas cinzas. O Japão se renderia mesmo sem as bombas? O número de vidas perdidas teria sido menor sem o uso das bombas? A União Soviética estava pronta para invadir o Japão, terminar a guerra e fincar ali a bandeira do socialismo? Os americanos tiveram sua desforra de Pearl Harbor? Ou os americanos queriam apenas testar, num teatro real de guerra, o efeito devastador da nova arma que possuiam e assim mandar um recado a todas as outras nações?
Para nós restou um pesadelo e um libelo a favor da não-proliferação nuclear na forma da música "Rosa de Hiroshima", brilhantemente interpretada pelo Ney Matogrosso, em sua banda Secos e Molhados. Poucos sabem quem é o autor do poema: o grande Vinícius de Moraes.




ROSA DE HIROSHIMA

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada...

Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

4 comentários:

  1. Sei que isso não é piada, mas é intrigante. Do que é feito aquele arco da primeira foto? Foi o único que ficou de pé!

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  2. Deve ser de ferro fundido. Mas o caso da bomba x tsunami é fake. São arcos diferentes. Ambos resistentes, mas diferentes.

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  3. O Tori (nome do arco) é feito de madeira. Não se faziam de ferro fundido naquela época.

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    1. Obrigado pela informação, Marcos. Puxa vida, que madeira é essa, hein? Provavelmente deve ter ficado de pé por causa do efeito "floresta de postes telegráficos", ou seja, a explosão deve ter acontecido bem acima do arco. Como a pressão da onda de choque veio de cima, ele se sustentou. Acontece semelhante em explosões que ocorreram sobre florestas (as árvores do "epicentro" desfolham e ficam parecendo postes), como o caso da explosão sobre a taiga russa no início do século XX (Tunguska, Sibéria, 1908). Imagem em: http://4.bp.blogspot.com/-ylt2NqvnqY8/T6BfPm1obwI/AAAAAAAABck/D1XhIPiXMyA/s1600/tg3.jpg

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