domingo, 12 de setembro de 2010
Moradia eleitoral
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Tucanos no Parque da Cascata
Cala-se uma voz em Sete Lagoas.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Crime na Serra de Santa Helena II - Novo Foco
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| Mais fogo, agora na segunda-feira. |
Conversei antes de ir e lá em cima, por telefone, com o Dr. Lairson Couto, secretário de Meio Ambiente. Lairson me disse estar desolado por vir tentando, desde o início do ano, instituir a Brigada de Combate a Incêndio. Disse ele que "alegam falta de verbas". Lembro-me da METRÓPOLE DO FUTURO, do BALNEÁRIO INDUSTRIAL de renda per capita de R$ 18.000,00 por ano. Per capita!!! Uhuuuuu!!!
Fico pensando se vale a pena levar alunos ao Parque da Cascata, como levei no último dia 22 de agosto. Elogiar as melhorias que foram feitas. Mostrar aspectos do cerrado e da mata. Tentar levantar a bola e depois, nem ao menos poder registrar o que está acontecendo lá em cima.
PS2: Incrível como a falta de informação segura prejudica nosso raciocínio. O olhar atento pela área queimada pode indicar a motivação do incêndio. Agora, de madrugada, veio em minha mente a possibilidade do motivo mais fútil para o crime: localizar minhocuçus na véspera de um feriado prolongado. Acabo de pedir ao Busu, via blog, que ele procure informações sobre a visualização por aqueles que estão(avam) participando do combate ao fogo de locais habitados por minhocuçus (para quem não sabe, a queimada facilita a localização das fezes dos minhocuçus e o encontro das galerias no solo).
domingo, 5 de setembro de 2010
Crime na Serra de Santa Helena
já fiz parte de uma brigada criada pelo Corpo de Bombeiros na década de 90 para combater incêndios na Serra de Santa Helena. A situação era muito precária e, pelo visto, assim permanece até hoje. Combatemos várias vezes apenas com galhos de árvores, em locais de difícil acesso e, às vezes, com equipamentos melhores do que o do Corpo de Bombeiros (lanternas e facões, por exemplo). Recebemos apoio apenas dos bombeiros, mais nada. Todo o equipamento era por nossa conta, até cordas para acessar os locais. Nem soro antiofídico tínhamos à disposição no Pronto Socorro, caso precisássemos.
Li no Sete Dias, há coisa de dois anos, que havia sido criada uma nova brigada voluntária ("a primeira de Sete Lagoas"). Espero que ainda estejam na ativa, mas sei que é difícil trabalhar em situações de risco sem auxílio. Parabenizo a você, aos amigos que foram, o Corpo de Bombeiros e o pessoal da ADESA. Urge descobrir o responsável pelo crime. Não basta taxá-lo de "infeliz". Ele é um criminoso, um doente. Só quem já participou do combate a incêndio sabe o perigo que é um indivíduo desses à solta. Espero que a polícia não poupe esforços para encontrá-lo.
Abraços.
PS.: É necessário melhorar a vigilância em nossos parques e APAs, principalmente em épocas de seca como essa. Tivéssemos ali um ou dois vigilantes assalariados, à cavalo ou moto e o problema não existiria. Não basta colocar uma placa: "Parque da Cascata". Um "balneário industrial" com um PIB de 4.000.000.000 de reais tem que saber gastar melhor o seu dinheiro."
[...] [Continuação do post.]
Acabo de retornar da Serra de Santa Helena. Fui até lá para ver se alguma ajuda, como biólogo e ex-brigadista, era necessária. Fui informado pela funcionária da portaria que o Parque da Cascata estava interditado. Conversei com o pessoal da ADESA que autorizou a minha entrada, assumindo as responsabilidades pelos "estragos" que eu lá faria e que o registro das imagens era importante. Em seguida a direção do parque não permitiu a entrada, alegando ordens expressas do Corpo de Bombeiros de que ninguém estaria autorizado a entrar na área. Resolvemos contornar o incêndio pela estradinha que vai até as grandes antenas. Quando demos meia-volta, um rapaz, não sei se funcionário do parque, sugeriu esse mesmo caminho. Algumas imagens estão aí. O incêndio perdura e agora dentro da mata que contorna o lago da represa. Já se passaram 24 horas do início do fogo. Combater fogo dentro de mata fechada é quase impossível. Normalmente o trabalho dos bombeiros ou brigadistas nessa hora é fazer um rescaldo e evitar o aparecimento de mais focos, pouco há para ser feito além disso.
Ficou patente a pouca organização da Seltur para cuidar do problema. Nem um cartaz ou faixa explicando que o parque estava fechado (desses que se imprime até no computador). A funcionária dava a mesma explicação para dezenas de carros dos visitantes desinformados que chegavam à portaria. Ela também nos informou que o incêndio teve três focos iniciais, ou seja, incêndio criminoso, sendo um deles, pasmem, próximo à portaria do parque. Talvez o delinquente tenha tentado até iniciar novos focos, sem sucesso. Volto na mesma tecla: existisse algum tipo de ronda no parque, principalmente nessa época de sequidão, e não teria ocorrido o problema. Deve ser muito oneroso para a prefeitura e para a Seltur a contratação de rondantes, imagino. Fiquemos agora com o prejuízo ambiental.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Serra do Cipó
Monumento do Juquinha, homenagem aos catadores de sempre-vivas.Um dos cartões postais de Minas Gerais.
Trilha dos escravos, trecho da Estrada Real.Passeio obrigatório, prepare o seu fôlego, é morro acima!
Minhas sugestões de hospedagem:
Pousada Chão da Serra: www.chaodaserra.com.br
Pousada Fazenda Monjolos: www.fazendamonjolos.com.br/
Pousada das Pedras: www.pousadadaspedras.net/
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Vamos desempatar esse jogo?
Gol contra (12 min do primeiro tempo, "frango do nosso goleiro"):Poluição das lagoas. (É com essa água limpinha que carros
são lavados no entorno da Lagoa Paulino.)
Gol a favor (43 min do primeiro tempo, "gol chorado, bateu na trave e entrou"):Patrimônio histórico.
Gol contra (7 min do segundo tempo, "gol de bola parada não pode"):Patrimônio ameaçado pela lentidão. Dezenas de acordos assinados... e nada.
Gol a favor (32 min do segundo tempo, "belo gol de voleio"):O céu é o limite. Sem poeira seria melhor ainda.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Sete Lagoas: O Balneário Industrial (segundo a Veja).

(1) cenário bucólico: retrata as belezas da vida do campo, o dia a dia dos pastores e ovelhinhas, os costumes ingênuos, a tranquilidade do contato com a natureza, o rio de esgoto que passa em frente ao meu prédio, as nuvens de pó de carvão, o som bovinomotivo nas madrugadas...
(2) casas de veraneio dos ricos de Belo Horizonte: Sete Lagoas só tem pobres. As fazendas ou haciendas em torno dos nossos lagos são propriedades dos ricaços de Belo Horizonte, que, inclusive, voam para cá de helicóptero (já que a roça não tem sequer um campo de pouso).
(3) às margens dos seus lagos: lagos são resultantes da transformação em grande escala da superfície terrestre, ou seja, são muito maiores do que as lagoas. Exatamente o que temos aqui. O que está errado então é o nome da cidade, precisamos mudar para Sete Lagos, é mais grandioso e os ricaços vão se sentir mais valorizados!
(4) região balneária: região onde podemos realizar banhos. Aliás, a natação em nossas lagoas (ou lagos) é altamente recomendável e o sol em nossas praias é o melhor do país.
(5) frenesi do anel industrial: é grande a movimentação de veículos, principalmente grandes caminhões, carretas e bitrens ao redor de nossas siderúrgicas, da IVECO e da AMBEV. Tão grande que já se pensa em aumentar de 6 para 12 pistas de alta velocidade.
(6) Durante a última crise financeira internacional, essas empresas não só mantiveram viva a economia de Sete Lagoas como também ajudaram a absorver os 4000 desempregados da siderurgia: A última crise deve ser aquela dos Estados Unidos, né? Depois já teve a da Grécia e também dos tachos de cobre e alambiques. Na tal crise americana, a IVECO e suas associadas cortaram turnos de serviço, deixaram muita gente na mão-de-calango, deram férias coletivas, demitiram os mais novos de casa sumariamente. Foi um Deus-nos-acuda! Agora retomaram os turnos de trabalho e estão em pleno vapor. Não acredito que tenham empregado nem 100 dos alegados 4000 defenestrados da siderurgia. E se as siderurgias estão demitindo, não é por causa de crise nova. Isso é história antiga (sem minério, sem carvão e dolar em queda, o quê as siderúrgicas vão fazer aqui?).
(7) uma série de fornecedores que se instalaram nas imediações de suas plantas: bom, existem séries pequenas, né? E que plantas seriam essas? Coitados dos pequizeiros, cagaiteiras, paus-santos, paus-terras e paus-terrinhas!!!
(8) classe média com novas necessidades - e disposta a gastar com prazeres mais refinados: prazeres são necessidades? Até certo ponto eu diria que sim, mas alguns são apenas supérfluos e necessidade de autoafirmação. A maioria desses prazeres refinados resume-se à luta para comprar um carro em 72 vezes, regozijando-se em mostrá-lo em volta do Lago Paulino. É o glamour do carro, já identificado na década de 80 por um amigo nosso, infelizmente já falecido. O prazer de uma boa leitura, por exemplo, é coisa que poucos conhecem. Só temos duas livrarias para 220.000 habitantes. Em breve teremos uma no Shopping (vem aí o glamour do Shopping!), onde poderemos comprar livros de autoajuda e guias turísticos de New York e Paris.
(9) agência de babás que atende uma clientela de mães com agenda lotada de dia e ávida por desfrutar a noite: ficar com os filhos, curti-los, vê-los crescer... isso é uma parte fundamental do desfrutar a vida. Esse prazer não volta. Lamentável essa parte da matéria. Até entendo que babás são necessárias, mas não apenas para motivos fúteis. E se as mães setelagoanas estão com essas ideias, temo mais ainda pela ideia dos pais. É a igualdade de direitos, né? "Se ele pode ir pro boteco e exibir carro, eu também posso... cadê a babá que não chega?"
(10) uma enoteca: sem comentários, aliás, apenas um. O negócio agora é saber saborear um vinho mesmo que detestável. Vinho bom é aquele que cada um gosta. Eu gosto de vinho tinto suave (doce mesmo). Se não tiver, prefiro um refrigerante.
(11) elite nascente é ávida, naturalmente, por condomínios luxuosos. Construídos por empresários locais, eles exibem a riqueza de seus compradores e ajudam a aquecer a economia de Sete Lagoas: ué, os ricaços não eram os belorizontinos? Está aí aberta a possibilidade de transformar a Lagoa da Chácara em um megapluscondominioluxuoso. Dane-se o resto. O negócio é se exibir. (O Ministério da Saúde adverte: Esse trecho está com forte cheiro de matéria paga.) No fim das contas, estamos procurando é apenas isso? Ter e mostrar que tem? Não seria melhor Ser, apenas?
Ah, e tem o título da figura que ilustra a linha de produção da AMBEV: DINHEIRO ATÉ A TAMPA. Socorro, reforcem a polícia setelagoana!!!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Arborização sob fiação elétrica

Infelizmente, as calçadas são muito estreitas (como acontece em quase todas as cidades), mas como é uma rua de menor trânsito, não chega a causar transtornos. Parabéns aos moradores que escolheram uma arborização adequada, dentre as que temos disponíveis.
Ambas, evidentemente, apresentam também seus problemas. A espirradeira é uma planta tóxica, ou seja, a ingestão de partes da planta pode causar problemas, especialmente para as crianças. Mas cabe a todos nós alertarmos as crianças sobre isso. Afinal de contas, são raras as plantas que não são tóxicas. A quase totalidade delas está nas hortas! A falsa-murta está proibida no estado de São Paulo pois acredita-se que ela pode hospedar um parasita dos laranjais.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Cruzeiro ajudando o Corinthians
Ah, torço muito pelo Cruzeiro, pelo Atlético, pelo América e pelo Democrata. Mas não quando eles jogam contra o Corinthians!!!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Dilma não foi ao debate na Canção Nova
Tremenda "bola fora" da candidata. Falou em dormir cedo porque tinha panfletagem no outro dia. Indicou vídeo do Pato Fu. Contou as aventuras do dia. Nem ao menos para justificar sua ausência ao debate. Lamentável.
Claro que há a hipótese de um assessor(a) ser a verdadeira Dilma que posta no Twitter e, num lapso temporal, postou as abobrinhas em hora imprópria. Não posso acreditar que a própria Dilma não estivesse assistindo ao debate pela TV ou internet. Pelo visto, cabeças vão rolar.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Vinháticos do Parque da Cascata
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| Copa de um dos vinháticos do Parque da Cascata. (Plathymenia sp) |
Melhor do que o arame farpado seria um aviso da proibição de remover a casca e punições cabíveis. Os turistas apenas podem ver uma placa no pé de cada árvore com o nome da espécie (cortesia do CDL), nenhuma informação sobre as mesmas. Aí está um bom serviço para a SELTUR, SEMMA e ADESA. Que tal olhar a situação dos vinháticos e providenciar a identificação e informações sobre outras árvores do parque. Os visitantes certamente irão apreciar.
Será que leram o blog???
E o importante não é só a beleza e organização. O mato alto nas margens da estrada pode receber, por exemplo, uma bituca de cigarro e iniciar uma queimada daquelas assustadoras, quanto mais nessa época do ano.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Lixeiras no papel e o papel das lixeiras
(A) - Ah, até que tinha lixeira aqui, mas foi depredada.
(B) - Lixeira só tem no centro da cidade, aqui é bairro, não precisa. (???)
(C) - Estamos fazendo uma licitação para ver qual empresa venderá publicidade nas lixeiras. (???)
(D) - O gato comeu!!!
(E) - Lixeira? O que é isso?
Quando vejo iniciativas de colocação de lixeiras nas calçadas, já tenho, admito, um preconceito: serão lixeiras de péssima qualidade, de manuseio complicado para esvaziamento, frágeis, com o único objetivo de colocar uma publicidade. Ou então serão lixeiras para lixo reciclável, coloridas e bonitinhas... aí o caminhão do lixo vem e junta tudo na caçamba.
Recentemente, li sobre um projeto de lei em discussão ou aprovação na Câmara Municipal sobre lixeiras para lixo reciclável. Aliás, dois projetos, um vinculando a panfletagem nas ruas à instalação das tais lixeiras. Só temo que, no final das contas, fiquem como as da foto abaixo.
Lixeiras no centro da cidade (final da Monsenhor Messias). Eram coloridas e para lixo reciclável.
Como não há uma coleta seletiva eficiente, estão todas verdes.
Será que um dia a ideia amadurece?
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Campo Rupestre da Serra do Cipó: Flores
Os campos rupestres, também conhecidos como campos de altitude, são formações que ocorrem exclusivamente no alto de algumas serras brasileiras, situadas numa altitude média acima de 900 m. São em geral, campos abertos e atravessados por inúmeros riachos e rios permanentes; as temperaturas neste ecossistema são extremas no inverno, às vezes abaixo de 0°C. A maior parte dos campos rupestres está localizado em Minas Gerais (Parque Nacional da Serra do Cipó e no Parque Natural do Caraça), na Bahia (Serra de Jacobina, na Chapada da Diamantina) e em Goiás (Chapada dos Veadeiros e Serra do Pirineus).
O solo é pedregoso, possui baixa capacidade de retenção de água e as formações rochosas são muito comuns, crescendo a maior parte das plantas nas pequenas frestas erodidas. Como após as chuvas as águas escoam rapidamente por sobre as rochas, não há formação de lençol freático. O ambiente portanto é seco, e as plantas desenvolveram adaptações diversas para resolver o problema da falta de água. A biodiversidade deste ecossistema é grande, variando inclusive de uma região para outra. As plantas são quase todas rasteiras, encontrando-se, arbustos baixos.
As raras árvores não passam dos 2 m de altura. Diversos tipos de Líquens, Orquídeas e Sempre-vivas são encontradas na região, além de inúmeras outras plantas de grande valor ornamental, como o Paepalanthus, por exemplo. A fauna dos campos rupestres é rica em espécies de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos, além de uma infinidade de insetos.
Cliquem nas fotos para ampliá-las e apreciá-las melhor.













































