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domingo, 4 de março de 2012

Ecologia em boca de político é apenas discurso!

E não é a pura verdade?
Durante as campanhas eleitorais todos são verdes, todos são defensores do meio ambiente, da qualidade de vida e da sustentabilidade. Menos alguns deputados, que se posicionam exatamente ao inverso porque sabem que seus votos são certos e garantidos. Mas você já viu candidato a prefeito, governador ou presidente ganhar uma eleição "baixando o sarrafo" no meio ambiente? Também já viu algum deles tapando os ouvidos para os pedidos daqueles que financiaram suas campanhas (ou financiarão a próxima)?
A última eleição presidencial foi marcada pela "onda verde" da conveniência de se aliar à Marina Silva para depois disputar os despojos no segundo turno. Depois... tome NOVO CÓDIGO FLORESTAL e BELO MONTE (só para ficar em dois projetos em que o governo despeja toda sua força pela aprovação e realização). Cadê o "discurso de campanha" no NOVO CÓDIGO FLORESTAL, Dona Dilma? Onde estão os avanços para reduzir as emissões de gás carbônico, onde está a proteção da biodiversidade, a proteção das encostas e matas ciliares, a proteção do solo contra a erosão e contra as queimadas? Nem um milímetro para frente... quilômetros para trás. Como mentor, o Aldo Rebelo, dito "comunista". Basta dizer que é uma daquelas figuras que pratica o "esporte" de ser ministro de qualquer área.
A situação, no momento, está assim (segundo a agência noticiosa Agência Brasil):
A votação do Novo Código Florestal Brasileiro, marcada para a próxima terça-feira (6mar2012), na Câmara dos Deputados, vai enfrentar fortes resistências dos setores ambientalista e científico. Mesmo assim, o governo não abre mão de ver a matéria aprovada definitivamente, como está, nesta semana.
A primeira batalha a ser enfrentada pelos defensores do texto será com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que já se manifestou contrária à proposta da forma como saiu do Senado. Os cientistas da SBPC querem mudanças na matéria e o veto de alguns trechos colocados pelo senador Jorge Viana (PT-AC) – que foi o relator do projeto no Senado.
Um dos pontos que mais preocupa os cientistas é a redução das áreas de preservação permanente (APP) nas margens de rios. Um documento entregue pela SBPC ao relator da matéria na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), e apoiado pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), aponta que as APPs serão reduzidas em 50% com o novo texto.
Esse e outros trechos teriam que ser suprimidos pelo relator, na opinião dos cientistas. Caso isso não ocorra, a SBPC fará uma movimentação social para pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar o projeto.
Paulo Piau, por sua vez, explicou à Agência Brasil que não pode incluir novas mudanças no projeto, uma vez que ele já passou pela Câmara e pelo Senado, e, agora, será apenas revisto. “Recebi um documento deles. Tudo aquilo que for importante para a gente colocar dentro do que foi negociado e que for permitido pelo regimento, a gente pode colocar. Mas eles pedem muita coisa que não é mais possível”, justificou.
Segundo o relator, as discussões sobre o novo código não serão encerradas com a votação de terça-feira. Uma série de outros projetos relacionados ao assunto deverá surgir, segundo o relator. É o caso, por exemplo, de proposições que tratam da agricultura irrigada, setor que não recebeu atenção especial no código que está para ser votado. Para Piau, os parlamentares deverão “rever [o tema] após a revisão”. “Muita coisa vai continuar sendo discutida. A discussão não se esgota agora”, avaliou.

Sobre a promessa de manifestações em todo o país pedindo que a presidente Dilma vete o projeto, caso ele seja aprovado, Piau diz que é uma posição política e não acredita que a pressão dê resultados. Ele também não deve mexer no texto para atender aos parlamentares do Amapá sobre a redução das reservas legais em terras indígenas no estado.
Independentemente de os deputados suprimirem alguns dispositivos ou manterem integralmente o texto enviado pelo Senado, a matéria terá votação conclusiva na Câmara e será encaminhada, na sequência, para sanção presidencial. (Fonte: Agência Brasil)
É, senhor Paulo Piau, olha que a pressão popular algumas vezes gera resultados. Não se esqueça que as eleições por aqui ocorrem na primavera. Não que eu ache que alguém ou algum partido político é "salvador da pátria" e possa mudar esse jogo que está aí. Muitas espécies ainda serão extintas antes que a natureza seja compreendida.

Schizodon nasutus ou piau-cheiroso. Esta é uma das espécies de piaus que existem por aí. Com uma dieta variada, predominantemente herbívora, o piau depende muito dos alimentos produzidos pelas matas ciliares que estão ameaçadas pelo Novo Código Florestal Brasileiro. O piau mais famoso é o piau-três-pintas (e outros piaus querem ficar mais famosos ainda), mas resolvi homenagear o piau-cheiroso por ter sido objeto de estudo em meu primeiro trabalho científico publicado. Fonte da imagem: http://imageshack.us/photo/my-images/228/peixe.jpg/sr=1
Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: O deputado Paulo Piau é mineiro, engenheiro agrônomo e produtor rural. Pertence a um partido chamado PPS (Partido Popular Socialista). Passou também pelo PFL e pelo PP.

Um comentário:

  1. Já dizia Cacique Seatlle ao Presidente da América do Norte em 1854...
    "O homem morrerá de uma grande solidão de espírito sem as árvores e sem os animais"...
    Estamos fazendo jus a suas palavras.

    Acredito que o inferno seja aqui!!!
    Sendo Deus, tão justo e onipotente, não poderia desejar nada mais triste aos seres vivos, seu auto extermínio por pura ganância e interesses... O que fizemos, para estarmos fazendo parte deste quadro lastimável??? Pelo visto, não saímos do primeiro degrau da escala evolutiva...

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