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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vamos cuidar das nossas calçadas?

Estou tentando retomar uma discussão de um assunto iniciado (não sei quando... não achei o link) no Blog do Flávio de Castro. Lembro que uma estatística de mobilidade urbana foi apresentada e alguém comentou algo comparando o alto índice de deslocamentos a pé com o péssimo estado de conservação de nossas calçadas. (Flávio, se você achar o tópico, coloca aí nos comentários que eu transfiro para cá.)
Abaixo uma estatística do tipo, mostrando a importância dos deslocamentos a pé, aqui em torno de 35% (lembro que lá era mais):


Fonte: Federação Nacional dos Engenheiros: nota técnica
produzida para o projeto Cresce Brasil
+ Engenharia + Desenvolvimento - Agosto/2009

Quero chegar exatamente no mesmo ponto que foi questionado: Como nossas calçadas estão terríveis!!! Como é possível deslocar-se a pé sem o risco de tomar um tombo em cada deslocamento? Tanta preocupação com trânsito, poluição, custos, buracos nas ruas... e as calçadas desse jeito?
Hoje fui acompanhar minha mãe em uma caminhada da casa dela ao supermercado. Coisa de um quilômetro, mais ou menos. Fiquei assustado, pois ela não tem como andar nas calçadas. Muitas vezes é obrigada a andar na rua. Fiquei pra lá de preocupado. Ela está nas vésperas de completar 80 anos, se locomove muito bem, atenta e tudo... mas não tem mais aqueles reflexos. Puxa vida! Em outras caminhadas, com minha filha, já contamos 40 obstáculos para o pedestre em apenas um quarteirão!!!
Já passa da hora de grande parte dos nossos conterrâneos se conscientizarem da necessidade de cuidar das calçadas. Muitas estão destruídas, esburacadas, cheias de mato ou com declividades absurdas e obstáculos de todo tipo. Passei por uma calçada novinha, de prédio novinho, de menos de um metro de largura com declividade de uns 30 graus... e com piso que não me pareceu muito bom para esses dias de calçadas molhadas pela chuva. Não vou mostrar fotos porque conforme diz meu biólogo amigo, Renato Andrade, posso estar incorrendo no erro de "ferir suscetibilidades". 
Que cada um olhe para a sua própria calçada com o olhar do pedestre que por ali procura transitar e pergunte a si mesmo. Está legal? Estou fazendo a minha parte na colaboração para uma cidade melhor? Ou só vivo de reclamar do prefeito, do governador, da presidente, dos vereadores, dos deputados, dos senadores...?
Vamos lá, gente! Não custa quase nada arrancar o matinho que começa a crescer... antes dele virar uma "floresta". Um pouco de cimento e areia e muitas calçadas ficam transitáveis. Sei que tem custo, claro que tem, mas não é nada alarmante... e pode ser feito aos poucos. Na maioria das vezes é conserto que pode ser feito sem contratar mão-de-obra alguma. 
Tem coisa que só depende da gente, de cada um de nós.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

3 comentários:

  1. Adorei o "Gentileza Urbana"...
    Se tem um assunto que me motiva é o da mobilidade... Talvez por falar tanto nisto, meu filho esteja hoje, cursando Engenharia da Mobilidade rsrrsrs...( se eu tivesse uns 20 anos, estaria na carteira ao lado....rsrsrsr...)
    Bom, a NBR ABNT 9050/2004, tem como objetivo propiciar o acesso, aos espaços de uso coletivo sejam eles edificados ou não... Além disto, vejo não apenas como uma mera exigência legal, mas principalmente, como garantia do direito à cidadania... Nesse sentido, a cidade e seus espaços devem ser pensados de forma funcional,
    democrática e para "todos" sem exceção... Onde além dos portadores de necessidades especiais, se incluem os idosos, grávidas e crianças, que
    correm riscos eminentes por transitarem pelos passeios de acessos mal projetados e planejados.
    Desculpe ter alongado... Mas realmente, este assunto me fascina...

    Postagem...INCLUSÃO SOCIAL – RESPONSABILIDADE DE TODOS
    30 Jun 2010

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  2. Ramon assino em baixo da sua mensagem!
    É triste chegar na cidade após uma viagem e ter que reconhecer que nossa cidade ficou pra trás... Que existem cidades mais limpas e bonitas mais adiantadas que a nossa,tão descuidada!
    O setelagoano era bairrista e sentia orgulho de sua cidade! Não havia lugar melhor no mundo,para se morar, se lembra? Ninguem queria ir embora nem para estudar!
    Tudo mudou, me recuso a aceitar nossa cidade estar aquém do que tem condições de ser.
    Está na cultura, na condição financeira, na má vontade do povo, na mentalidade da maioria da população esta queda de posição?
    Vamos cada um de nós se modificar, sair do conformismo, da indolência e cuidarmos da nossa porta? Lembrei-me agora de minha mãe, ja idosa, chamava atenção dos lavadores de carro que sujavam seu passeio, quebravam as árvores, e acabavam com as plantas e gramas da lagoa. Ela fazia sua parte de cidadã!
    Assim devemos agir, procurando cuidar melhor daquilo que podemos...

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