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sábado, 7 de janeiro de 2012

Crassuláceas: adaptação e metabolismo

As crassuláceas (Crassulaceae) constituem uma família das Angiospermas Dicotiledôneas. Tais plantas armazenam água em suas folhas suculentas, ao contrário dos cactos que armazenam no caule (já que normalmente são destituídos de folhas). São plantas adaptadas a locais com restrição de água. A família inclui 1312 espécies distribuídos em 48 gêneros (veja dados atualizados AQUI).
As crassuláceas não são plantas de importância na agricultura ou na horticultura, entretanto têm importância em jardinagem e paisagismo. Kalanchoe (veja AQUI) é um gênero bastante conhecido de quem aprecia jardins e vasos que requerem poucos cuidados.

Crassulácea com flores. Gênero Echeveria.
Para sua adaptação metabólica aos ambientes com grande restrição de água, as crassuláceas desenvolveram (juntamente com algumas cactáceas) de uma forma de economizar água. As folhas das plantas possuem estômatos - aberturas microscópicas que permitem a entrada do gás carbônico para a fotossíntese. Tais estômatos também permitem a perda de água pela planta, fenônemo importante para outros processos (como a condução da seiva bruta), mas que pode levar à morte da planta por desidratação caso o solo seja muito seco. Para contornar o problema, os estômatos possuem mecanismos de abertura e fechamento. Em geral, as plantas abrem os estômatos durante o dia (e com a luz fazem a fotossíntese) e fecham durante a noite. As crassuláceas utilizam do sistema chamado MAC (Metabolismo Ácido das Crassuláceas) para uma maior adaptação aos ambientes restritos. Crassuláceas abrem os estômatos durante a noite (sendo mais fresco, a perda de água por transpiração é menor), absorvem o gás carbônico e o armazenam na forma de ácido málico. Durante o dia os estômatos fecham, diminui a transpiração e o ácido málico é convertido em carboidratos por outra via metabólica.

Outra crassulácea. Espécie Kalanchoe thyrsiflora.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

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