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terça-feira, 27 de julho de 2010

Animais descendo da Serra de Santa Helena

Temos recebido denúncias do atropelamento de animais no trecho da Avenida Perimetral na área da Fazenda Arizona. Pelas denúncias, foram atropelados no mínimo uma jaguatirica e um veadinho no local. Infelizmente, as pessoas não se lembraram de fotografar e aí fica complicado.
Nas fotos seguintes, um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) que desceu da Serra de Santa Helena e resolveu passear na Escola da CEMIG. Os amigos da CEMIG enviaram as fotos já faz algum tempo e aproveito para registrá-las aqui. Aliás, por várias vezes a Polícia Ambiental foi chamada na CEMIG para atender esse tipo de ocorrência.

O tamanduá no momento de ser capturado para voltar à natureza.
Se pudesse falar, o tamanduá pediria socorro e mais atenção com seu habitat.

Outro visitante da Escola da Cemig, nas fotos seguintes extraídas de um vídeo feito por funcionários da escola, é uma jiboia (
Boa constrictor). Solicitei ao amigos que trabalham na CEMIG tantas imagens e outros documentos que tenham sobre a situação de encontro com esses animais. É muito importante que a população setelagoana saiba que são animais silvestres que estão em risco, aqui bem pertinho da gente. Sei que muitos não estão nem aí, nem ligam, mas nós biólogos temos obrigação de alertar enquanto é tempo.

É importante que algo seja feito para a preservação desses animais que, por motivo ou outro, descem a serra e encontram as ruas, casas ou a morte na perimetral. Pedimos sensibilidade com o problema. Se é para preservar, a hora é agora. Depois não haverá jeito.
Um abraço ao pessoal da CEMIG, em especial ao cunhado Alexandre pelo envio das imagens.



Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

2 comentários:

  1. Boa Noite Ramon, a cada dia mais um alerta.
    Infelizmente é assim mesmo precisamos bater na mesma tecla,sempre. A conscientização é devagar não devemos esmorecer.
    Belo projeto este seu, parabens!
    Celle

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  2. A destruição ou alteração do seu habitat compromete uma complexa teia alimentar e pode determinar a migração. É inútil (sem o preparo necessário) tentar tocá-los, não são mansos. Normalmente encontram-se em alto grau de estresse, doentes, desorientados. Nestas situações o melhor é o contato com a Polícia Ambiental (31- 2123-1600 /2123-1601/ 2123-1605) (0800622121)ou o Corpo de Bombeiros (193).

    Valeu, Ramon.

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