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domingo, 12 de setembro de 2010

Moradia eleitoral

dBem, a continuar desse jeito está resolvido o deficit de moradia no Brasil!
PROGRAMA MINHA PLACA, MINHA CASA.
Basta uma eleição a cada 6 meses!!!

Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tucanos no Parque da Cascata

Na tarde do último dia 30 de julho, avistamos 4 casais de tucanos sobrevoando o Parque da Cascata. Infelizmente, as câmeras digitais não se prestam muito a esse tipo de registro súbito. Senti falta da velha câmera convencional.
Os animais não saíram muito nítidos nas fotos, mas mesmo assim coloco aqui o registro pois acho que vale a pena. A fotografia é um documento, mostra tanto as coisas belas como as mazelas, é objeto de estudo e objeto de admiração. A documentação fotográfica tem uma enorme  importância no trabalho do biólogo.

Clique na imagem e observe 5 tucanos acima dos traços vermelhos.
Desculpem o recurso tosco, mas "sublinhar" os tucanos foi a única opção.

Clique na imagem e procure os dois tucanos. Um deles está acima à direita. 
O outro, abaixo à esquerda, entre os ramos.

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Cala-se uma voz em Sete Lagoas.

Faleceu o jornalista Fred Rezende.
Vítima de um acidente de moto, o jovem jornalista nos deixou. Perda lamentável para nossa cidade, em especial para os amigos e admiradores do seu trabalho.  Perda para muitos que nem sequer o conheciam, que nem sabiam que esse menino era inquieto e insistente na procura pelos fatos.
Não é fácil ser jornalista. Não é fácil escarafunchar notícias. Descobrir a verdade dos fatos e saber noticiá-la é uma arte. Arte que o Fred em conjunto com o amigo Marcão, faziam com ar de crianças travessas no blog No Prelo e no rádio.
Não é fácil ver um talento pulsante como esse partir. É doloroso ir ao velório e ver tantos jovens assustados, vendo a morte levar um companheiro assim tão precocemente. Ver a dor dos pais na dura inversão do caminho da vida, despedindo-se do filho, do único filho.
Fica aqui o meu sentimento para com a família e para com os grandes amigos que o cercavam.
Fica aqui o meu luto por sentir que a Sete Lagoas perdeu um grande patrimônio.
Esteja em paz, Fred. Seu trabalho lançou sementes que encontrarão terra boa. Onde estiver, tenha certeza disso.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Crime na Serra de Santa Helena II - Novo Foco

Mais fogo, agora na segunda-feira.
Eu já imaginava que até o próximo fim-de-semana teríamos novos focos de incêndio na Serra de Santa Helena. Pena que, quem deveria mesmo vigiar e tomar providências não imaginou a mesma coisa.
Segunda-feira, 6 de setembro de 2010, meio-dia... e o fogo toma conta de mais um trecho da Serra de Santa Helena.
Seltur, antecipe-se. Contrate rondantes em caráter de urgência para o perímetro do Parque da Cascata Não esperem o cartão postal inteiro virar cinzas.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Desisto!
Acabo de voltar da Serra de Santa Helena (06/09/2010, 15 horas). Acreditei que o Parque da Cascata já estaria liberado hoje, pelo menos para observarmos a situação e o impacto ambiental ocasionado pela queimada. Chego lá e o porteiro foi radical. NÃO PODE!  Disse que o fogo lá dentro está incontrolável. Que os bombeiros estão trabalhando lá. De novo, nada de faixa avisando da interdição. Apenas a faixa que avisa do preço de entrada e dos horários do parque. Achei que um biólogo e ex-brigadista poderia ser útil. Não sei porque eu acho essas coisas.
Conversei antes de ir e lá em cima, por telefone, com o Dr. Lairson Couto, secretário de Meio Ambiente. Lairson me disse estar desolado por vir tentando, desde o início do ano, instituir a Brigada de Combate a Incêndio. Disse ele que "alegam falta de verbas". Lembro-me da METRÓPOLE DO FUTURO, do BALNEÁRIO INDUSTRIAL de renda per capita de R$ 18.000,00 por ano. Per capita!!! Uhuuuuu!!!
Fico pensando se vale a pena levar alunos ao Parque da Cascata, como levei no último dia 22 de agosto. Elogiar as melhorias que foram feitas. Mostrar aspectos do cerrado e da mata. Tentar levantar a bola e depois, nem ao menos poder registrar o que está acontecendo lá em cima. 
Fico pensando... melhor não pensar.

PS2: Incrível como a falta de informação segura prejudica nosso raciocínio. O olhar atento pela área queimada pode indicar a motivação do incêndio. Agora, de madrugada, veio em minha mente a possibilidade do motivo mais fútil para o crime: localizar minhocuçus na véspera de um feriado prolongado. Acabo de pedir ao Busu, via blog, que ele procure informações sobre a visualização por aqueles que estão(avam) participando do combate ao fogo de locais habitados por minhocuçus (para quem não sabe, a queimada facilita a localização das fezes dos minhocuçus e o encontro das galerias no solo).

domingo, 5 de setembro de 2010

Crime na Serra de Santa Helena

Repito abaixo o post que acabei de mandar para o Busu, em seu blog:

"Busu,
já fiz parte de uma brigada criada pelo Corpo de Bombeiros na década de 90 para combater incêndios na Serra de Santa Helena. A situação era muito precária e, pelo visto, assim permanece até hoje. Combatemos várias vezes apenas com galhos de árvores, em locais de difícil acesso e, às vezes, com equipamentos melhores do que o do Corpo de Bombeiros (lanternas e facões, por exemplo). Recebemos apoio apenas dos bombeiros, mais nada. Todo o equipamento era por nossa conta, até cordas para acessar os locais. Nem soro antiofídico tínhamos à disposição no Pronto Socorro, caso precisássemos.
Li no Sete Dias, há coisa de dois anos, que havia sido criada uma nova brigada voluntária ("a primeira de Sete Lagoas"). Espero que ainda estejam na ativa, mas sei que é difícil trabalhar em situações de risco sem auxílio.
Parabenizo a você, aos amigos que foram, o Corpo de Bombeiros e o pessoal da ADESA. Urge descobrir o responsável pelo crime. Não basta taxá-lo de "infeliz". Ele é um criminoso, um doente. Só quem já participou do combate a incêndio sabe o perigo que é um indivíduo desses à solta. Espero que a polícia não poupe esforços para encontrá-lo.
Abraços.

PS.: É necessário melhorar a vigilância em nossos parques e APAs, principalmente em épocas de seca como essa. Tivéssemos ali um ou dois vigilantes assalariados, à cavalo ou moto e o problema não existiria. Não basta colocar uma placa: "Parque da Cascata". Um "balneário industrial" com um PIB de 4.000.000.000 de reais tem que saber gastar melhor o seu dinheiro."

Abaixo, algumas imagens que obtive caprichando no zoom, enquanto explicava para minha filha o significado de um incêndio desses, principalmente para os animais que não têm como escapar do fogo porque fazem seus ninhos no chão ou nos arbustos. Morte certa para os filhotes. Mesmo os animais maiores podem ficar cercados pelas chamas, visto que ventava muito no momento. A pequena repetia a todo momento que só podia ser obra de alguém que tivesse ateado fogo. Pelo relato do Busu, ela estava certíssima.

Incêndio consumindo o cerrado da face leste da serra.

O clarão das chamas que arrasava a face oeste da serra,
em plena região do Parque da Cascata.

Os animais são, verdadeiramente, os que mais sofrem com queimadas. A maioria das plantas desse tipo de ambiente possui adaptações contra o fogo e, se acontecer uma chuva em breve elas brotarão com intensidade, procurando apagar as marcas do incêndio. Animais não têm essa sorte. Com o fogo, diversos animais migram da área e, como já discutido nesse blog, acabam sendo atropelados nas estradas que margeiam a região. É morrer ou morrer.

[...] [Continuação do post.]

Acabo de retornar da Serra de Santa Helena. Fui até lá para ver se alguma ajuda, como biólogo e ex-brigadista, era necessária. Fui informado pela funcionária da portaria que o Parque da Cascata estava interditado. Conversei com o pessoal da ADESA que autorizou a minha entrada, assumindo as responsabilidades pelos "estragos" que eu lá faria e que o registro das imagens era importante. Em seguida a direção do parque não permitiu a entrada, alegando ordens expressas do Corpo de Bombeiros de que ninguém estaria autorizado a entrar na área. Resolvemos contornar o incêndio pela estradinha que vai até as grandes antenas. Quando demos meia-volta, um rapaz, não sei se funcionário do parque, sugeriu esse  mesmo caminho. Algumas imagens estão aí. O incêndio perdura e agora dentro da mata que contorna o lago da represa. Já se passaram 24 horas do início do fogo. Combater fogo dentro de mata fechada é quase impossível. Normalmente o trabalho dos bombeiros ou brigadistas nessa hora é fazer um rescaldo e evitar o aparecimento de mais focos, pouco há para ser feito além disso.
Ficou patente a pouca organização da Seltur para cuidar do problema. Nem um cartaz  ou faixa explicando que o parque estava fechado (desses que se imprime até no computador). A funcionária dava a mesma explicação para dezenas de carros dos visitantes desinformados que chegavam à portaria. Ela também nos informou que o incêndio teve três focos iniciais, ou seja, incêndio criminoso, sendo um deles, pasmem, próximo à portaria do parque. Talvez o delinquente tenha tentado até iniciar novos focos, sem sucesso. Volto na mesma tecla: existisse algum tipo de ronda no parque, principalmente nessa época de sequidão, e não teria ocorrido o problema. Deve ser muito oneroso para a prefeitura e para a Seltur a contratação de rondantes, imagino. Fiquemos agora com o prejuízo ambiental.

Fogo ainda alto na mata próxima ao lago da represa.
Impossível combater esse tipo de incêndio com os recursos que temos.

Extensão da área queimada na face oeste da serra,
na trilha de acesso ao Parque da Cascata.

Um picapau do campo (Colaptes campestris) observa desanimado por entre
os galhos de uma árvore chamuscada pelo incêndio. Acho que eu e ele
estávamos com a mesma sensação triste de não poder fazer nada.

Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cerrado mineiro: flores

Caliandra, a flor-símbolo do cerrado. (Calliandra dysantha)

Flor do pequizeiro. (Caryocar brasiliense)

Fedegoso. (Cassia sp.)

Barbatimão. (Stryphnodendron sp.)

Sensitiva, mimosa, dormideira, mariazinha-fecha-a-porta. (Mimosa pudica)

Pimenta-de-negro, pimenta-de-macaco, imbira. (Xylopia aromatica)

Ananás-do-cerrado. (Ananas ananassoides)

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Circelle, pegue a câmera fotográfica e vamos para o mato fotografar!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Serra do Cipó

aMorar em nossa região e não conhecer a Serra do Cipó é um pecado extremo. Mas ainda dá tempo de ser absolvido.

Orquídeas crescendo entre pedras. Só para olhar e fotografar. Nem pense em coletar.

Monumento do Juquinha, homenagem aos catadores de sempre-vivas.
Um dos cartões postais de Minas Gerais.

Trilha dos escravos, trecho da Estrada Real.
Passeio obrigatório, prepare o seu fôlego, é morro acima!

Sempre-viva "chuveirinho" (Actinocephalus bongardii).

Cachoeira da Capivara (momentaneamente interditada por falta
de sensibilidade dos donos da área).

Cachoeira Grande.

Cachoeira do Tomé.

Cachoeira de Baixo e ponte sobre o rio Cipó (MG 010).

Cachoeira Véu da Noiva.

Minhas sugestões de hospedagem:

Pousada Chão da Serra: www.chaodaserra.com.br
Pousada Fazenda Monjolos: www.fazendamonjolos.com.br/
Pousada das Pedras: www.pousadadaspedras.net/

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vamos desempatar esse jogo?

Clique nas imagens para ampliá-las.

Gol a favor (10 min do primeiro tempo, "o valor de jogar em casa"):
Paisagem das lagoas.


Gol contra (12 min do primeiro tempo, "frango do nosso goleiro"):
Poluição das lagoas. (É com essa água limpinha que carros
são lavados no entorno da Lagoa Paulino.)


Gol a favor (43 min do primeiro tempo, "gol chorado, bateu na trave e entrou"):
Patrimônio histórico.


Gol contra (7 min do segundo tempo, "gol de bola parada não pode"):
Patrimônio ameaçado pela lentidão. Dezenas de acordos assinados... e nada.


Gol a favor (32 min do segundo tempo, "belo gol de voleio"):
O céu é o limite. Sem poeira seria melhor ainda.


Gol contra (40 min do segundo tempo, "bola mal recuada, desatenção da defesa"):
Imagine se os comerciantes fizessem isso!
(Essas "peças publicitárias" têm qual retorno?)


Ainda temos alguns minutos e os acréscimos. Reação, Sete Lagoas, reação!!!

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sete Lagoas: O Balneário Industrial (segundo a Veja).

Para quem não teve o "prazer" de ler a matéria da última Veja.



Em seguida, 11 trechos comentados:

(1) cenário bucólico: retrata as belezas da vida do campo, o dia a dia dos pastores e ovelhinhas, os costumes ingênuos, a tranquilidade do contato com a natureza, o rio de esgoto que passa em frente ao meu prédio, as nuvens de pó de carvão, o som bovinomotivo nas madrugadas...
(2) casas de veraneio dos ricos de Belo Horizonte: Sete Lagoas só tem pobres. As fazendas ou haciendas em torno dos nossos lagos são propriedades dos ricaços de Belo Horizonte, que, inclusive, voam para cá de helicóptero (já que a roça não tem sequer um campo de pouso).
(3) às margens dos seus lagos: lagos são resultantes da transformação em grande escala da superfície terrestre, ou seja, são muito maiores do que as lagoas. Exatamente o que temos aqui. O que está errado então é o nome da cidade, precisamos mudar para Sete Lagos, é mais grandioso e os ricaços vão se sentir mais valorizados!
(4) região balneária: região onde podemos realizar banhos. Aliás, a natação em nossas lagoas (ou lagos) é altamente recomendável e o sol em nossas praias é o melhor do país.
(5) frenesi do anel industrial: é grande a movimentação de veículos, principalmente grandes caminhões, carretas e bitrens ao redor de nossas siderúrgicas, da IVECO e da AMBEV. Tão grande que já se pensa em aumentar de 6 para 12 pistas de alta velocidade.
(6) Durante a última crise financeira internacional, essas empresas não só mantiveram viva a economia de Sete Lagoas como também ajudaram a absorver os 4000 desempregados da siderurgia: A última crise deve ser aquela dos Estados Unidos, né? Depois já teve a da Grécia e também dos tachos de cobre e alambiques. Na tal crise americana, a IVECO e suas associadas cortaram turnos de serviço, deixaram muita gente na mão-de-calango, deram férias coletivas, demitiram os mais novos de casa sumariamente. Foi um Deus-nos-acuda! Agora retomaram os turnos de trabalho e estão em pleno vapor. Não acredito que tenham empregado nem 100 dos alegados 4000 defenestrados da siderurgia. E se as siderurgias estão demitindo, não é por causa de crise nova. Isso é história antiga (sem minério, sem carvão e dolar em queda, o quê as siderúrgicas vão fazer aqui?).
(7) uma série de fornecedores que se instalaram nas imediações de suas plantas: bom, existem séries pequenas, né? E que plantas seriam essas? Coitados dos pequizeiros, cagaiteiras, paus-santos, paus-terras e paus-terrinhas!!!
(8) classe média com novas necessidades - e disposta a gastar com prazeres mais refinados: prazeres são necessidades? Até certo ponto eu diria que sim, mas alguns são apenas supérfluos e necessidade de autoafirmação. A maioria desses prazeres refinados resume-se à luta para comprar um carro em 72 vezes, regozijando-se em mostrá-lo em volta do Lago Paulino. É o glamour do carro, já identificado na década de 80 por um amigo nosso, infelizmente já falecido. O prazer de uma boa leitura, por exemplo, é coisa que poucos conhecem. Só temos duas livrarias para 220.000 habitantes. Em breve teremos uma no Shopping (vem aí o glamour do Shopping!), onde poderemos comprar livros de autoajuda e guias turísticos de New York e Paris.
(9) agência de babás que atende uma clientela de mães com agenda lotada de dia e ávida por desfrutar a noite: ficar com os filhos, curti-los, vê-los crescer... isso é uma parte fundamental do desfrutar a vida. Esse prazer não volta. Lamentável essa parte da matéria. Até entendo que babás são necessárias, mas não apenas para motivos fúteis. E se as mães setelagoanas estão com essas ideias, temo mais ainda pela ideia dos pais. É a igualdade de direitos, né? "Se ele pode ir pro boteco e exibir carro, eu também posso... cadê a babá que não chega?"
(10) uma enoteca: sem comentários, aliás, apenas um. O negócio agora é saber saborear um vinho mesmo que detestável. Vinho bom é aquele que cada um gosta. Eu gosto de vinho tinto suave (doce mesmo). Se não tiver, prefiro um refrigerante.
(11) elite nascente é ávida, naturalmente, por condomínios luxuosos. Construídos por empresários locais, eles exibem a riqueza de seus compradores e ajudam a aquecer a economia de Sete Lagoas: ué, os ricaços não eram os belorizontinos? Está aí aberta a possibilidade de transformar a Lagoa da Chácara em um megapluscondominioluxuoso. Dane-se o resto. O negócio é se exibir. (O Ministério da Saúde adverte: Esse trecho está com forte cheiro de matéria paga.) No fim das contas, estamos procurando é apenas isso? Ter e mostrar que tem? Não seria melhor Ser, apenas?

Ah, e tem o título da figura que ilustra a linha de produção da AMBEV: DINHEIRO ATÉ A TAMPA. Socorro, reforcem a polícia setelagoana!!!


Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arborização sob fiação elétrica

Na foto seguinte temos as espirradeiras floridas (Nerium oleander) e, mais abaixo, a falsa-murta (Murraya sp). Observe que não é tão difícil conseguir espécies vegetais adequadas para locais sob fiação.


Infelizmente, as calçadas são muito estreitas (como acontece em quase todas as cidades), mas como é uma rua de menor trânsito, não chega a causar transtornos. Parabéns aos moradores que escolheram uma arborização adequada, dentre as que temos disponíveis.
Ambas, evidentemente, apresentam também seus problemas. A espirradeira é uma planta tóxica, ou seja, a ingestão de partes da planta pode causar problemas, especialmente para as crianças. Mas cabe a todos nós alertarmos as crianças sobre isso. Afinal de contas, são raras as plantas que não são tóxicas. A quase totalidade delas está nas hortas! A falsa-murta está proibida no estado de São Paulo pois acredita-se que ela pode hospedar um parasita dos laranjais.

Texto e Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cruzeiro ajudando o Corinthians

O Cruzeiro enfrenta o Corinthians hoje, em Uberlândia. Uberlândia é quase São Paulo. É a mesma coisa que enfrentar o Flamengo em Juiz de Fora. Não sei se o Timão vai aproveitar e faturar uns pontinhos, mas o episódio serve para mostrar o cabeçafraquismo dos dirigentes cruzeirenses. Trocar a Arena do Jacaré ou mesmo o Ipatingão por um estádio numa região lotada de corintianos. A sorte do Cruzeiro é que meu Corinthians é totalmente irregular. Vamos ver.
Ah, torço muito pelo Cruzeiro, pelo Atlético, pelo América e pelo Democrata. Mas não quando eles jogam contra o Corinthians!!!

Corintianos comemorando vitória sobre o Cruzeiro no Pacaembu em 2006.

Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dilma não foi ao debate na Canção Nova

A candidata do PT, líder nas pesquisas eleitorais, faltou ao debate das TVs católicas, transmitido pela Canção Nova alegando "problemas de agenda". Entretanto, a candidata publicou em seu Twitter, antes e durante o debate, as seguintes mensagens.

O Twitter da candidata Dilma.

Tremenda "bola fora" da candidata. Falou em dormir cedo porque tinha panfletagem no outro dia. Indicou vídeo do Pato Fu. Contou as aventuras do dia. Nem ao menos para justificar sua ausência ao debate. Lamentável.
Claro que há a hipótese de um assessor(a) ser a verdadeira Dilma que posta no Twitter e, num lapso temporal, postou as abobrinhas em hora imprópria. Não posso acreditar que a própria Dilma não estivesse assistindo ao debate pela TV ou internet. Pelo visto, cabeças vão rolar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vinháticos do Parque da Cascata

Copa de um dos vinháticos do Parque da Cascata. (Plathymenia sp)
O turista quer tirar fotos. Agora então, com o advento das câmeras digitais e celulares que fotografam e filmam, virou mania mundial. Daí os "pontos turísticos" devem apresentar locais que os simbolizam, que as pessoas possam fotografar e depois mostrar aos amigos dizendo: "Eu estive lá!"

Sequoia e turistas: Parque Nacional das Sequoias (Califórnia, USA). Fonte: http://jalopnik.com
Em Sete Lagoas não temos sequoias, mas temos outras árvores bem bonitas e interessantes. Três delas encontram-se no Parque da Cascata. São três vinháticos centenários com cerca de 20 metros de altura. Trilhas foram construídas exatamente para levar o turista até elas. Duas pessoas seriam suficientes para abraçar o tronco e sair na foto. Mas não tem como tirar essa foto. Os vinháticos estão cercados por arame farpado, provavelmente para impedir que sua casca seja arrancada para ser usada em chás ou "garrafadas".

Vinhático (Plathymenia sp) cercado por arame farpado.
Melhor do que o arame farpado seria um aviso da proibição de remover a casca e punições cabíveis. Os turistas apenas podem ver uma placa no pé de cada árvore com o nome da espécie (cortesia do CDL), nenhuma informação sobre as mesmas. Aí está um bom serviço para a SELTUR, SEMMA e ADESA. Que tal olhar a situação dos vinháticos e providenciar a identificação e informações sobre outras árvores do parque. Os visitantes certamente irão apreciar.

Fotos dos vinháticos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Será que leram o blog???

dEm 30 de julho, publiquei a foto abaixo que mostra o capinzal no acesso para o Parque da Cascata. Mais adiante até que a estrada estava mais bem cuidada.

30/julho/2010

Qual não é a minha surpresa, ao voltar ontem ao parque, ver que o trecho já estava capinado e com os meio-fios pintados, como se vê na foto seguinte. Pena que só ficou bonito após as férias, né?
E o importante não é só a beleza e organização. O mato alto nas margens da estrada pode receber, por exemplo, uma bituca de cigarro e iniciar uma queimada daquelas assustadoras, quanto mais nessa época do ano.

22/agosto/2010

Não sei se alguém da Seltur leu o blog e deu o toque lá. Por via das dúvidas, no próximo ano eu aviso em maio, para eles terem tempo de se organizarem e cuidarem da estradinha antes das férias, para que os turistas e até mesmo nós setelagoanos que frequentamos o parque, possamos sentir que o mesmo não se encontra abandonado. Vários trechos da trilha foram consertados e cimentados. Parabéns, continuem assim. É o caminho certo.

Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lixeiras no papel e o papel das lixeiras

- Jogue o lixo na lixeira.
- Mas cadê a lixeira?

(A) - Ah, até que tinha lixeira aqui, mas foi depredada.
(B) - Lixeira só tem no centro da cidade, aqui é bairro, não precisa. (???)

(C) - Estamos fazendo uma licitação para ver qual empresa venderá publicidade nas lixeiras. (???)

(D) - O gato comeu!!!

(E) - Lixeira? O que é isso?

Quando vejo iniciativas de colocação de lixeiras nas calçadas, já tenho, admito, um preconceito: serão lixeiras de péssima qualidade, de manuseio complicado para esvaziamento, frágeis, com o único objetivo de colocar uma publicidade. Ou então serão lixeiras para lixo reciclável, coloridas e bonitinhas... aí o caminhão do lixo vem e junta tudo na caçamba.
Recentemente, li sobre um projeto de lei em discussão ou aprovação na Câmara Municipal sobre lixeiras para lixo reciclável. Aliás, dois projetos, um vinculando a panfletagem nas ruas à instalação das tais lixeiras. Só temo que, no final das contas, fiquem como as da foto abaixo.

Lixeiras no centro da cidade (final da Monsenhor Messias).
Eram coloridas e para lixo reciclável.
Como não há uma coleta seletiva
eficiente, estão todas verdes.
Será que um dia a ideia amadurece?

Por que não tentamos coisas diferentes, mais inteligentes? Veja na foto abaixo uma lixeira, colocada pelo próprio lojista, em sua calçada. Onde? Holambra, SP.

Lixeira em Holambra, SP.

Quem sabe não estamos precisando de iniciativas como essa? Na próxima semana, colocarei uma dessas na frente da minha escola (Núcleo de Aprendizagem) na Rua Monsenhor Messias. Orientarei o porteiro para só deixá-la na calçada quando ele estiver efetivamente na portaria. Ao fim do dia, transfere-se o lixo para um saco plástico para recolhimento. Vamos tentar. Depois eu conto os resultados.

Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: A lixeira foi colocada na frente do Núcleo De Aprendizagem e está sempre disponível quando o porteiro se encontra na frente do prédio. O resultado foi excelente. Outros comerciantes da região central também adotaram o mesmo esquema, como a Loja Beco, também na Monsenhor Messias. (26/03/2013)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Campo Rupestre da Serra do Cipó: Flores

Os campos rupestres, também conhecidos como campos de altitude, são formações que ocorrem exclusivamente no alto de algumas serras brasileiras, situadas numa altitude média acima de 900 m. São em geral, campos abertos e atravessados por inúmeros riachos e rios permanentes; as temperaturas neste ecossistema são extremas no inverno, às vezes abaixo de 0°C. A maior parte dos campos rupestres está localizado em Minas Gerais (Parque Nacional da Serra do Cipó e no Parque Natural do Caraça), na Bahia (Serra de Jacobina, na Chapada da Diamantina) e em Goiás (Chapada dos Veadeiros e Serra do Pirineus).

O solo é pedregoso, possui baixa capacidade de retenção de água e as formações rochosas são muito comuns, crescendo a maior parte das plantas nas pequenas frestas erodidas. Como após as chuvas as águas escoam rapidamente por sobre as rochas, não há formação de lençol freático. O ambiente portanto é seco, e as plantas desenvolveram adaptações diversas para resolver o problema da falta de água. A biodiversidade deste ecossistema é grande, variando inclusive de uma região para outra. As plantas são quase todas rasteiras, encontrando-se, arbustos baixos.

As raras árvores não passam dos 2 m de altura. Diversos tipos de Líquens, Orquídeas e Sempre-vivas são encontradas na região, além de inúmeras outras plantas de grande valor ornamental, como o Paepalanthus, por exemplo. A fauna dos campos rupestres é rica em espécies de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos, além de uma infinidade de insetos.

Fonte: Atlas Climatológico do Brasil - Ministério da Agricultura, Era Verde? - Ecossistemas brasileiros ameaçados - Zysman Neiman - 18ª edição - Atual Editora


Cliquem nas fotos para ampliá-las e apreciá-las melhor.

Inflorescência de Coccoloba cereifera, planta só encontrada na Serra do Cipó.


Quaresminha (Microlicia)



Rosa-do-campo (Kielmeyera rubriflora)


Arnica-da-serra (Lychnophora ericoides)

Uma espécie de sempre-viva.

Microlicia ?

Eriocaulon sp

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior