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sexta-feira, 4 de março de 2011

Somos Quem Podemos Ser (Engenheiros do Hawaii)

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter 




Usei uma parte da letra dessa música no post anterior. Daí veio a vontade de postar a letra da música, da poesia, aliás. Gostaria muito de ver uma interpretação do Absinto Muito para essa música. E aí, que tal?

Notícia requentada: SL "Cidade do Futuro"

Li em vários jornais setelagoanos que circulam hoje, notícias referentes ao convênio entre Prefeitura Municipal e CEMIG, dentro do projeto denominado "Cidades do Futuro". Eu mesmo já havia questionado aqui se o tal projeto estava moribundo, pois a primeira notícia que tive dele foi em dezembro de 2009 (veja imagem ao lado, do setelagoas.com.br, e clique aqui para ver a notícia inteira).
Nada contra o projeto, muito pelo contrário. Também já relatei aqui as novas luminárias de LED que estão sendo utilizadas na Praça Dom Carmelo Mota e no primeiro quarteirão da Professor Abeylard. Nos comentários, o Marden Santos aproveitou para lembrar da iniciativa das luminárias como um passo do Cidades do Futuro. A criação da UNIVERCEMIG (que até agora só percebi como uma mudança de nome do que já existia antes), a possível implantação da usina de geração de energia solar (no Bairro Cidade de Deus) e a instalação de "medidores inteligentes" em fase de testes em algumas residências (clique aqui) não são notícias tão novas assim para ganhar destaque de manchete de primeira página.
Apenas achei estranho, talvez engraçado, até as fotos do evento de 2009 terem sido usadas. Depois, li no pezinho de algumas notícias: "SECOM". Como diriam os Engenheiros do Hawaii "sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão". Na falta de notícias, ou do interesse de cobrir determinadas notícias, vamos de press release do SECOM (Secretaria de Comunicação).

No momento, a minha preocupação quando se fala em "Sete Lagoas, Cidade do Futuro", é outra. Haverá futuro? Haverá sete lagoas?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 3 de março de 2011

ACORDA, SETE LAGOAS!!!

Fiquei sabendo que a tal Comunidade Fora Maroca, criada no orkut para viabilizar a passeata realizada no dia 18 último e para conectar as pessoas no sentido de praticarem uma cidadania mais participativa está dando frutos.
Foi sugerida a criação de um Movimento Acorda Sete Lagoas.
Se os objetivos são esses mesmos, de dar uma sacudida na vida da cidade, buscando a participação dos cidadãos contra um certo cheirinho de opressão que sentimos no ar, tem todo o meu apoio. Realmente, estamos nas mãos de entidades que não estão conseguindo captar os anseios da população. 

ACORDA, SETE LAGOAS!

A questão envolvendo a Lagoa da Chácara é apenas mais um caso. São muitos: a novela do Hospital Regional, o Hospital Municipal, o trânsito e a ausência do policiamento de trânsito, a Guarda Municipal que quase não se vê, o som automotivo absurdo, a "estação de transbordo",  o prédio da Nova Câmara, o terreno da Rede Ferroviária, o mato, os buracos, os preços dos combustíveis, os indigentes nas ruas, as queimadas na Serra de Santa Helena, os esgotos correndo pelas ruas e chegando até nossas lagoas,  os focos de dengue e os casos "inconclusivos" da doença, o Teatro Redenção...

ACORDA, SETE LAGOAS! ACORDA!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Vendendo gato por lebre II: o RIMA do Boulevard e o Plano Diretor

Trecho do Relatório de Impacto Ambiental do famigerado Boulevard Santa Helena.
Ao ler o trecho acima, do RIMA do Boulevard, percebi uma coisa que o Flávio de Castro vem falando, falando e falando: estão confundindo PLANO DIRETOR com LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO. E, a meu ver, a confusão é proposital. Está cheirando àquela história de "uma mentira contada mil vezes , torna-se uma verdade" (frase atribuída ao mentor da propaganada nazista, Joseph Goebbels).
O Plano Diretor, de inspiração na Constituição Federal (como já comentado aqui), não determina que a área da Fazenda Arizona seja Zona de Expansão Urbana. O Plano Diretor, na hierarquia das leis, é superior à Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Recentemente, questionei o vereador Renato Gomes sobre essa questão. Que o assunto seja levado urgentemente à Câmara de Vereadores, pois é com base na tal ambiguidade da comparação dos dois textos que todo o trabalho de preservação da área verde pode ser jogado por terra.
Peço licença e já vou transcrevendo para cá o texto que o Flávio publicou em seu blog sobre a questão (aqui):

Esclarecimento ao Ramon Lamar
A questão
... o Ramon Lamar colocou o seguinte comentário:
 
Flávio,
desculpe usar esse tópico para isso, mas não sei como é o seu gerenciamento de tópicos antigos.
Peço para você ler o primeiro parágrafo da página 127 do RIMA e me informar se aquilo que está escrito lá corresponde à realidade. Acho que confundiram PD com LUOS. E se confundiram, foi de propósito. Corresponde à parte II do RIMA, disponível o link no meu blog.
Abraços

O esclarecimento
Este parágrafo, de fato, faz uma confusão entre a LUOS (LC nº 07/1991) e o Plano Diretor (LC nº 109/2006). A caracterização da área como sendo uma ZEU-II está, exclusivamente, na LUOS. Nesse caso, o terreno delimitado pelas avenidas Nações Unidas e Prefeito Alberto Moura (Perimetral) e pelas ruas Doutor Sebastião de Paula Silva e Cachoeira da Prata está integralmente numa ZEU-II. A parte acima da Perimetral está parcialmente nesta zona; acima da cota 900, localiza-se numa Zona de Preservação Ambiental / ZPA.
O Plano Diretor, através de seu macrozoneamento, caracteriza a área, integralmente, como Zona de Interesse Ambiental, em duas modalidades: ZIA-1 (acima da Perimetral) e ZIA-3 (entre a Perimetral e aquelas vias citadas). O § 7º do art 68 do PD considera como ZIA-1, "as áreas em que há o interesse público de proteção ambiental, que compreende, dentre outras, a APE da Gruta do Rei do Mato".  Não há, como se vê, previsão de consórcio entre interesse ambiental e uso habitacional na ZIA-1, o que ocorre na ZIA-2, que não se aplica ao caso. Já a ZIA-3 refere-se, no § 9º do mesmo artigo, a "área prevista para implantação do centro adminsitrativo em que há o interesse de equilíbrio entre proteção ambiental".
Este é o imbróglio jurídico que envolve o problema: a LUOS/1991 autoriza o parcelamento da gleba; o PD/2006, veda. E ambos os dispositivos estão vigentes...

Então, eu pergunto: Quantas enganações dese tipo vamos encontrar no processo inteiro? E a Câmara dos Vereadores, vai ajudar a desatar esse nó ou vai ficar apenas olhando "o circo pegar fogo"?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

As gameleiras e, para variar, o SAAE.

Puxa vida, juro que não é perseguição minha em relação ao SAAE. 
Mas vejam só: (1) minha rua vaza esgoto direto, é o Rio de Esgoto Professor Abeylard, (2) alguém coloca uma bomba no SAAE no quarteirão do meu prédio, insisto querendo saber se já sabem o culpado e não tenho nenhuma informação, (3) abrem uma vala do lado do meu prédio, tampam de maneira porca, o asfalto cede e o carro da minha esposa afunda na rua... e agora?
Agora, acho que todos que lêem o blog sabem, defendo as gameleiras centenárias da antiga estrada dos tropeiros (clique aqui para ler um dos posts sobre elas). Hoje, passo ao lado delas para o trabalho mensal de fotografá-las e registrar seu comportamento (trabalho que venho fazendo desde setembro último, junto com a arquiteta Regina Márcia, como parte de um estudo a ser publicado) e o que vejo? 
O SAAE abriu um buraco no asfalto lá perto para encontrar mais uma nascente do Rio de Esgoto da Professor Abeylard. Construiu um poço de visitação da rede (aliás, com um acabamento ímpar) e usou o quê para demarcar o perigo? Galhas das gameleiras. Que devem ter sido cortadas com facão, enxada ou picareta suja de fezes. Aí as árvores adoecem, morrem e não vai adiantar ninguém reclamar.

Gameleiras ao fundo e suas galhas em volta do buraco e do poço. Não é porque a obra vai ficar debaixo da terra que tem que ser feita de maneira tão rudimentar. Clique nas imagens para ampliar.

Aliás, ONDE ESTÃO OS VEREADORES QUE VÃO TOMAR PROVIDÊNCIAS PARA TORNAR AQUELAS ÁRVORES IMUNES DE CORTE? Porque do executivo eu só espero uma anuência para transformá-las em carvão ou serragem.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: E os autores do atentado à bomba? O resultado da investigação ia sair em 15 de janeiro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fotos do Olhares (I)

Durante algum tempo, assinei e publiquei fotos no site Olhares (http://br.olhares.com/ralj). Aproveito para colocar algumas aqui, espero que apreciem. 
Cliquem nas imagens para ampliar.











Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 1 de março de 2011

O RIMA do Boulevard Santa Helena

Para quem quiser ler o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do Boulevard Santa Helena:

Baixar o arquivo pdf clicando AQUI.

CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE (Constituição Federal)

Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.
§ 5º - São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.
§ 6º - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.

Em relação ao BOULEVARD SANTA HELENA, a questão que se coloca é a seguinte: quando um Relatório de Impacto Ambiental é feito num curtíssimo espaço de tempo (apenas 5 dias para avaliar a fauna de anfíbios, répteis, mamíferos e aves numa área 436 hectares) e não é feito o estudo hidrogeológico e geotécnico do local, podemos considerar que o RIMA foi bem feito e que o disposto no inciso IV do § 1º foi cumprido? 
A observação da fauna foi tão ruim que nem sequer foram registrados (visualmente ou nas entrevistas) morcegos na área do empreendimento (página 88 do RIMA). Aliás, só 5 espécies de mamíferos foram visualizadas (diretamente ou em rastros) as outras 24 espécies citadas surgiram de entrevistas com os moradores da região.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coruja buraqueira

Casal de corujas buraqueiras ou corujas-do-campo (Athene cunicularia, anteriormente Speotyto cunicularia) junto ao estacionamento do Shopping de Sete Lagoas.
"As corujas-do-campo são mais ativas durante o dia. Vivem nos campos, pastos, em áreas alteradas do cerrado. Constroem seus ninhos no chão, em buracos. São capazes de atacar, em voos rasantes, outras espécies e pessoas que se aventurarem como intrusos nas regiões próximas aos seus filhotes, nestas pequenas tocas."     blog VERDE VIDA
No trecho acima, escrito pelo colega Cláudio Gontijo, está implícita a questão fundamental da relação do homem com os outros animas e plantas: de quem é o espaço físico? 
O crescimento das cidades sempre aconteceu de forma a cumprir o entendimento que "o planeta é do homem e nos foi dado como presente". Mesmo que na tradição judaico-cristã tenhamos sido "expulsos do paraíso", acreditamos que a natureza foi criada para o nosso desfrute e deleite. Todos os seres vivos devem curvar-se ante a superioridade humana.
Os tempos mudaram, as convicções que temos hoje a respeito das intricadas relações que existem na "teia da vida" mostram que estávamos completamente equivocados. O caminho que percorremos - desde os estudos cataclísmicos da década de 1960 sobre os "limites do crescimento" até as conclusões atuais sobre o "aquecimento global" - mostra que erramos feio em achar que tínhamos o perfeito domínio de tudo.
Não é apenas uma questão de "salvem o bichinho". É a questão de preservar também as nossas condições de sobrevivência.

Quando vamos aprender a conhecer nossos limites? Quando vamos começar a desarmar a bomba-relógio que ativamos?

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Parque Natural Municipal Lagoa da Chácara: a única opção!

O amigo Flávio de Castro, Secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, afirma em seu blog ao responder a uma indagação sobre o famigerado Boulevard Santa Helena:
"A se observar o Plano Diretor, a parte acima da Perimetral na direção da encosta da serra não é parcelável porque está configurada como Zona de Interesse Ambiental; e a parte triangular só pode ser utilizada para implantação de um Centro Administrativo consorciado com uso ambiental. No Plano Diretor não há autorização para uso habitacional."
E ainda em um post sobre a Audiência Pública:
"O Plano Diretor veda a ocupação residencial da área, sob qualquer modalidade. Como o Plano Diretor é o principal instrumento de política urbana por força constitucional [CF, art. 182, §§1º e 2º], colocá-lo de lado a favor da aplicação exclusiva da atual Lei de Uso e Ocupação do Solo é arriscado. Esse risco recomendava, a meu ver, o caminho da negociação. E é bom lembrar que licenciamento urbanístico é competência exclusiva de municípios. Isso também é matéria constitucional. Significa dizer que, mais hora, menos hora, o projeto de parcelamento de solo terá que ser apresentado para licenciamento municipal. Por essas razões, eu, ingenuamente, inferi que o sistema SUPRAM/FEAM arbitraria apenas as diretrizes de ocupação ambiental e não entraria na seara urbanística. A audiência mostrou outra coisa: o projeto de parcelamento de solo já está pronto e é ele que está sendo licenciado ambientalmente, sem que tenha sido trazido à prévia apreciação dos órgãos municipais competentes. Para quem não sabe, o único órgão competente no caso é o Departamento de Licenciamento de Obras. O ideal é que isso chegasse a ele já acordado publica e socialmente. Não sendo assim, o diálogo acabará por dar lugar a uma discussão jurídica nada simples."
Como afirma o Flávio, o Plano Diretor tem sua origem na Constituição Federal:
“Art. 182 – A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
§ 1º – O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2º – A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor."
O nosso Plano Diretor, então, não nos deixa outro uso para a área. Inicialmente, eu - ingênuo tal e qual o Flávio - até pensava na possibilidade de um uso em consenso da área, com alguns lotes em áreas degradadas. Agora, observando a participação dos empreendedores na Audiência Pública da última quinta-feira e, especialmente, à luz da nossa legislação não posso defender uma outra proposta que não seja a desapropriação de toda a área (com a devida indenização aos proprietários) e o estabelecimento do Parque Municipal Natural Lagoa da Chácara.
Endurece-se de lá, endurece-se de cá. Dura lex, sede lex (dura é a lei, mas é a lei).
Não haverá mesa de negociação.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Praça do Canaã em evolução.

O Igor Vanucci pediu e eu fui lá conferir. Como está a Praça do Canaã depois das reformas? 
Aliás, o blog deve muito à Praça do Canaã. Foi por causa de um comentário sobre ela, e a demora da aceitação do texto pelo www.setelagoas.com.br (que esperava um parecer da prefeitura sobre minhas críticas, parecer que nunca veio) que resolvi não depender da imprensa para falar (ou escrever) o que eu penso (clique aqui para visitar o primeiro assunto postado no blog). Sempre com fundamento, nunca pelo prazer de criticar. Prezo muito aqueles que sabem responder às críticas de forma técnica ou, no mínimo, bem humorada. Por isso, prezo muito o SAAE (alvo de muitas críticas minhas e de muita gente), mas que procura sempre dar uma resposta aos meus questionamentos, respostas às vezes tão boas que faço questão de divulgar (como a justificativa para as obras do PAC ÁGUA e a questão dos entupimentos da rede de esgoto provocados por um sem-número de objetos que são ali lançados indevidamente). 
Todos nós erramos, e erramos o tempo todo. Quando, na correria do dia a dia, resolvemos lançar ao ar ou aos modens nossas palavras, temos que ter consciência que alguém vai ler, gostar, rir, se emocionar, torcer o nariz, apelar, criticar ou apenas acenar e sorrir. A amiga blogueira e ex-aluna Carolina Feérica sabe bem disso, mestra que é de trabalhar os textos de forma dinâmica. Mutáveis, estáveis, e sempre lindos (apesar de às vezes ser difícil entender logo de cara o que se passa naquela cabecinha).
Digo e repito: não faço aqui críticas pessoais. Se algumas são entendidas como tal, peço desculpas antecipadas ou tardias. Minhas mãos sempre estão estendidas para o diálogo. As críticas que poderiam ser lidas como críticas pessoais procuro não externá-las, mas sou imperfeito, às vezes escapam.
Tenho muitas críticas (e não são pessoais) à forma como foram e são conduzidas as questões referentes a “parques e jardins” na cidade. Jardim não é só arte. Jardim também é técnica. Técnica e arte juntas fazem um som maravilhoso. Sem as duas, como sói acontecer aqui na terrinha, o resultado é ou beira o desastre. Para quem conhece, é como o Lula Molusco tocando sua clarineta.

A reforma da Praça do Canaã (Praça Martiniano de Carvalho) vem ocorrendo de forma parcelada. Primeiro foram as luzes, agora a vegetação. Espero que em breve seja arrumado o resto. Melhor pingar do que faltar, diz a sabedoria popular. Sobre uma praça pública, em especial a do Canaã, valem algumas considerações sobre aspectos abandonados ali até o momento, seguidos das ilustrações e comparações:

1) A terra não pode aparecer. Gramados e outras forrações devem ser planejados para encostar nas árvores e na margem das calçadas. Se a grama não for adequada para a sombra das árvores, devemos usar uma vegetação que suporte a condição (já escrevi sobre vegetação para sub-bosques - clique aqui).

Dois aspectos na Praça do Canaã e a forração chegando na borda do canteiro de uma praça em Caxambu, MG.
 2) A praça é para o uso público. É inadmissível que os bancos encontrem-se em péssimo estado de conservação ou destruídos. Fazer uma praça é pensar em seu uso, não apenas uma maquiagem.

Bancos destruídos na Praça do Canaã (lembram-se da Teoria das Janelas Quebradas) e bancos bem conservados na praça principal de Fortuna de Minas, MG.
3) Gramas e outras forrações misturadas. Se for para criar um desenho, uma marcação local ou resistir ao ambiente sombreado, tudo bem. Mas misturar gramas apenas porque era o único tipo disponível é lamentável. A colocação das placas de grama também deve ser bem feita, recortadas quando necessário. 

Gramas misturadas ou mal colocadas na Praça do Canaã e a o uso de duas forrações em Caxambu, a forração mais escura é adaptada à sombra da árvore.
4) O pingo-de-ouro usado como “bordadinho”, já ensina o meu mestre Gustaaf Winters, não dá para engolir. E isso virou uma mania nacional, para não dizer praga nacional. Nada contra manchas ou canteiros bem cuidados de pingo-de-ouro, mas em harmonia com a praça. E haja cuidados com a poda e manutenção! Totalmente desaconselhado para situações em que raramente se dá atenção de jardinagem à praça.

Bordadinhos na Praça do Canaã, inclusive um bordadinho duplo com roseira e pingo-de-ouro. Ausência de bordadinho no Parque das Águas, em Caxambu (esse exemplo também já é covardia, admito!)
 Para quem passa rapidamente pela praça, a melhora é evidente, inquestionável:


Inclusive, gostei desse canteirinho pela combinação de cores e espécies, pelo banco próximo ainda inteiro e, principalmente, pela limpeza sendo executada na praça (observe à direita):

Todas as fotos da praça foram feitas ontem (25/02/2011).
Igor, no mais é isso. Espero que tenha ficado satisfeito. Um grande abraço!

 Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

As igrejas e a Lagoa da Chácara

Perguntei em um post recente qual seria a posição dos partidos políticos em relação à questão da Lagoa da Chácara (aqui). Obtive respostas apenas do PT (por meio do Ênio Eduardo e das ações claras dos vereadores Claudinei e Dalton), do PV (por meio do presidente do partido, Rodrigo Viana) e, em outro tópico, uma manifestação do vereador Marcelo "Lico" Freitas  (PMN). As 3 manifestações são contrárias ao tal Boulevard Santa Helena. Os outros 4 partidos (PMDB, PP, PSDB e PSOL) ainda não se manifestaram. Certamente porque não conhecem o blog e a indagação, tenho certeza.
Agora vou fazer uma pergunta espinhosa. Uma incursão numa área difícil e de antemão peço desculpas se trato a questão de forma inapropriada. Em primeiro lugar aos representantes da Igreja Católica. Qual o posicionamento da Igreja Católica em relação ao empreendimento? Depois gostaria de saber o posicionamento das demais igrejas, religiões, seitas e demais profissões de fé. Pergunto para a Igreja Católica em primeiro lugar por uma razão simples: o empreendimento usa o nome de uma santa, que para nós é caríssima, Santa Helena.

 
Vejamos algumas informações sobre a santa, colhidas na internet:
"Ela se converteu para o catolicismo e fez vários atos de caridade, construiu várias templos e igrejas em Roma e na Terra Santa. Numa das suas viagens a terra santa, teria tido visões, que a ajudaram a descobrir a cruz na qual foi crucificado Jesus. A cruz foi encontrada numa cisterna no dia 3 de maio a leste do Monte Calvário. A história de Santa Helena encontrando a cruz é objeto de um poema muito celebrado chamado Elene de Cynelwulf.
Santa Helena não é uma santa somente porque ela encontrou a cruz de Cristo. Ela amava os pobres e vestia com modéstia e humildade. Euzébio escreveu que Helena passou seus últimos anos na Palestina, continuamente adorando e venerando ao lado de todos na igreja, humildemente vestida, igual as outras mulheres que estavam ali orando.
Em adição a isto, ela enfeitou as igrejas com ornamentos e decorações não esquecendo das mais simples capelas e dos pequenos vilarejos. Construiu basílicas no Monte das Oliveiras (A Eleona) e em Belém, viajando através de toda a Palestina, e era conhecida pela sua bondade com todos, pobre, soldados, e prisioneiros e muitos milagres foram a ela atribuídos.
Na arte litúrgica da igreja católica ela é mostrada: (1) Vestida como rainha e segurando uma cruz ou (2)Indicando a localização da Cruz, (3) a cruz sendo revelada a ela, em seus sonhos , (4) Organizando e supervisionando a busca da cruz, (5) Como uma lady medieval, com uma cruz e um livro como no mosaico Bisantino em Hagia, Sophia e nos mosaicos gregos ou (6) Com a cruz e os pregos, como nos mosaicos russos
Santa Helena é invocada contra o trovão e o fogo."           www.cademeusanto.com.br
Recentemente, a Arquidiocese do Rio de Janeiro levantou uma questão sobre o uso da imagem do Cristo Redentor sendo destruído em uma cena do filme "2012". Uma alegação da Arquidiocese é que "as imagens do Cristo Redentor constituem um símbolo religioso e que deve-se ter cautela ao utilizá-las".  
A imagem e o nome de Santa Helena também são um símbolo religioso. Santa Helena domina o nosso cenário e, no nosso imaginário, nos protege lá do alto da serra que leva o seu nome. Não me parece correto que seu nome seja usado a favor de um "empreendimento de alto padrão" rejeitado pela população presente na audiência pública que ali teve a oportunidade de conhecer sua real essência.
Admiro o posicionamento de todas as igrejas quando juntas procuram debater os grandes temas nacionais. Inestimável é a colaboração de padres, pastores e principalmente dos fiéis. Mas gostaria de saber a opinião sobre o empreendimento que se deseja construir. Que deixemos de lado, nas manifestações, as comparações entre as várias igrejas.
Costumo dizer em minhas aulas que "a ciência nos dá conforto material e a religião nos dá conforto espiritual".  Ambos são importantes. Não temos saúde sem o conforto material das roupas, dos alimentos e dos medicamentos que a ciência nos proporciona. A falta de saúde causada pelo inacessibilidade aos recursos mais básicos degrada e oprime o homem. Explico aos meus alunos, na maioria jovens que tantas vezes têm dúvidas sobre o tema, que o conforto espiritual é condição necessária para que possamos colocar a cabeça em paz em nossos travesseiros. 
É hora de resistir e evitar que o conforto material do luxo e da ostentação se sobreponha ao conforto espiritual. Vigiai e orai!

Texto e foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vendendo gato por lebre: Apresentação do Boulevard Santa Helena

Veja a foto abaixo, obtida durante a apresentação do Boulevard Santa Helena. Ela mostra a natureza exuberante (não discordamos) da região do empreendimento. Só que aquela natureza exuberante não é de Sete Lagoas.

Apresentação do empreendimento "Boulevard Santa Helena".
A cachoeira mostrada na foto é o Véu da Noiva, na Serra do Cipó. Enganação exuberante!!! Confira a foto seguinte, obtida em um trecho da "Trilha dos Escravos".

Cachoeira Véu da Noiva, na Serra do Cipó.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Abração para a Marília!

Acabo de saber, por meio do meu sobrinho Pedro Henrique, que sua professora Marília (Sociologia) está ajudando na divulgação da causa pró-Parque Natural Municipal Lagoa da Chácara. 
Marília, muito obrigado pela divulgação. Só assim, com o envolvimento de toda a comunidade, sabendo das reais propostas para a área, podemos ter sucesso na tentativa de conseguir manter e ampliar as áreas verdes da cidade.
Um grande abraço!!!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Limparam o lote e tocaram fogo!

Não se sabe dar outro destino aos restos das podas em Sete Lagoas?

Esquina da Villa Lobos com a Professor Abeylard. Hoje às 12:40.
Lote vago é uma mer...cadoria. O IPTU deveria ser 1000% a mais.
E viva a especulação imobiliária!!!

Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Audiência do Boulevard - 24/02/2011

Não adiantou apresentar um projeto surreal: calçadas de grama, casas sem muros, uma associação de moradores (AMOHELENA - Associação de Moradores do Boulevard Santa Helena) que fiscalizaria o cumprimento das diretrizes do projeto. Beleza não põe mesa e o projeto não caiu nas graças da população presente no auditório do UNIFEMM.
As falas das entidades e das pessoas me surpreenderam. Não porque eu esperasse coisa diferente do que foi dito, mas pela certeza que brotou dentro do auditório e se consolidou no discurso de todos contra a insanidade do empreendimento. Abraço especial ao Paulinho do Boi e seus alunos de teatro. Fantásticos. Outro patrimônio público a ser preservado e ampliado.

A comunidade atenta às explicações do empreendedor. O projeto-conceito teve a atenção da plateia, mas não teve a aprovação.
Rituais à parte, a mesa que coordenou os trabalhos concedeu seu próprio tempo para a explanação do empreendimento. Não sei se é praxe, mas pegou mal demais. Principalmente quando, ao final, não me concedeu tréplica por ter sido citado nominalmente pelo Leonardo Pittela, responsável pela execução e apresentação do EIA/RIMA. 
Após a audiência, no estacionamento do UNIFEMM, conversei com o Leonardo e expus qual seria o teor da minha tréplica. Afirmei a ele que as minhas suposições sobre a incapacidade do aquífero em abastecer a população do pretendido empreendimento, gerando mais dano ambiental, era baseada na suposição citada no próprio RIMA a respeito do uso dos poços profundos ter sido a causa da perda das nascentes do córrego do Diogo e da Lagoa da Chácara. Portanto, se eu estava errado ao supor tal fato, mais errados estavam os técnicos ao colocar tal suposição no RIMA. Disse a ele também que o episódio de alguém ter comentado que ele feriu a ética durante sua fala deveu-se ao fato dele ter emitido juízo de valor ao afirmar que a cidade (população, prefeitura, quem seja) não teria condições de manter um parque natural naquela área. Ele reconheceu o deslize e pediu desculpas, prontamente aceitas. Elogiei, como fiz durante minha fala, o trabalho da equipe técnica e frisei que ele omitiu uma importante afirmação a respeito do tempo de pesquisa da herpetofauna (anfíbios e répteis). Em sua fala, Leonardo afirmou que surpreendentemente poucas espécies desses animais foram encontradas, indicando degradação da área, mas omitiu que tal pesquisa foi feita em apenas 4 dias.

Pegada do mão-pelada, Procyon cancrivorus, mostrada na apresentação do RIMA. Conforme o RIMA, uma das espécies de dieta especializada que habita o local e requer áreas de grandes extensões para sua sobrevivência (página 95).
A seguir, o texto da minha fala, conforme foi protocolizado junto à mesa. O trecho final nem foi lido, em respeito ao tempo que havia estourado.

"Aqueles que vão decidir sobre a concessão da licença ao empreendimento certamente leram e releram o relatório de impacto ambiental e, objetivamente - com sua experiência acumulada saberão distinguir entre enganação e realidade.
O mundo mudou. Não estamos aqui falando apenas de um loteamento. Esse palco é uma batalha de uma guerra muito maior. Mas é nossa batalha. Leis foram feitas com a preocupação de preservar alguma coisa, tentando resguardar um futuro para nós todos. Vamos obedecê-las, em reverência aos que lutaram para a sua aprovação e aplicação.
O empreendimento proposto está localizado em uma região onde são observados afundamentos do terreno provocados pelo abatimento do solo. A área em questão é uma área de recarga dos aquíferos e amortecimento das cheias do Córrego do Diogo. A grande absorção de água dissolve a rocha lentamente, provocando a formação de tais afundamentos. Não sabemos como se encontra o subsolo na região, mas sabemos o que é o carste. Convivemos há anos com essas palavras e seus pesadelos derivados: cavernas no subsolo, dolinas de abatimento, proibições e limitações.
Próximo às áreas mais baixas e alagadiças do terreno, onde a água brota a menos de um metro de profundidade, são propostos prédios de 7 a 10 pavimentos, enquanto - nas linhas e entrelinhas - o relatório de impacto ambiental afirma que sondagens não foram feitas, correndo por conta e risco do proprietário do lote.
Dolinas formadas recentemente estão em alinhamento com a Lagoa da Chácara, indicando o possível - para não dizer absolutamente certo - fluxo subterrâneo de água nesta direção. Tal faixa está destinada a “áreas institucionais”. Quem sabe construímos ali uma escola, um hospital ou a nova sede da prefeitura. Na dúvida, pode-se optar pela encosta da Serra de Santa Helena, a outra área indicada como “institucional”. Com uma declividade de mais de 45 graus, vamos remexer a terra e reeditar deslizamentos que até hoje deixam grotões na face da Serra.
Para abastecer uma população de 20.000 pessoas que se intenciona colocar na área, sugere-se um poço profundo para remover 5 milhões de litros de água por dia, mesmo sabendo e afirmando que a retirada de água pelos poços artesianos deve estar diretamente relacionada com a agonia das nascentes do córrego do Diogo e da Lagoa da Chácara.
O empreendimento é uma aula de “educação ambiental”, uma aula às avessas, um exemplo a não ser seguido. Mas certamente terá o apoio de muita gente interessada em fazer projetos para casas “de alto padrão”, vender areia, tijolos, cimento e aparelhos de ar condicionado. Venda de aparelhos de ar condicionado aliás passará a ser o empreendimento mais lucrativo da cidade nos próximos anos, não só nas grandes lojas do Boulevard Santa Helena - se a insanidade da licença prévia for concedida - mas em toda a cidade, que perderá sua maior área verde urbana."

 Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: O Leonardo Pitella afirmou em sua fala a suspeita de que os poços profundos do SAAE, nos terrenos da Fazenda Arizona, não têm a outorga necessária para o funcionamento. Com a palavra, o SAAE.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Raios na madrugada

Na noite de ontem e na madrugada de hoje, clarões eram vistos no rumo da Lagoa da Chácara. Não consegui fazer uma boa foto sequer. A menos pior segue aí embaixo. Tudo estava muito embaçado, nebuloso. 
Hoje cedo, o amigo Flávio de Castro, em caminhada pela área (clique aqui), percebeu que a coisa não estava boa naquela região. Os pássaros estavam estranhamente calados. Só um cantava, como a acusar a situação: bemtevi, bemtevi, bemtevi...

Santa Helena, bem à direita, observa lá da igrejinha os raios sobre a região da Lagoa da Chácara.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Morador cansado, mas criativo!!!

Não aguentando mais ver o mato crescendo, o morador apelou (sem descer do tamanco) e deu aquela provocada no melhor bom humor. Hay que criticar, pero sin jamás perder el humor!

Clique para ampliar e leia a placa. Crédito da foto: Alex.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carnaval de Verdade 2011: O Boi Informa

Insensibilidade das autoescolas

O SAAE está "mandando a picareta" aqui na Rua Major Castanheira, esquina com a minha Professor Abeylard. É o tal de PAC ÁGUA. O trânsito está um caos. Já estava, quando o fura-fura acontecia na Paulo Frontin. O fluxo de veículos descendo a Villa Lobos aumentou muito.
Hoje, por volta das 9 e meia da manhã, contei 20 carros de autoescolas engarrafados no meio do trânsito (e uma carreta de autoescola também) em apenas dois quarteirões da Villa Lobos. Putzgrila!!! Canalizar as aulas para uma região cujo trânsito está comprometido é muita falta de consideração com os demais motoristas (e mesmo para com os autoalunos). Metade dos carros parados na Villa Lobos era de autoescolas. Brincadeira isso.
Ajuda aí, gente!!! Tenham bom senso. Procurem locais onde o trânsito já não se encontra problemático.
O mais absurdo é que é preciso um pedestre (não sou motorista) pedir isso!

Ramon Lamar de Oliveira Junior