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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carro estacionado na calçada: tem que multar!!!

De uma hora para outra, após anos de bagunça e nada de conscientização, comerciantes começaram a ser repreendidos para impedir o estacionamento de carros nas calçadas de forma a prejudicar os pedestres. Bom, há algumas (e não são poucas) calçadas que mesmo sem carro o trânsito do pedestre é impossível. Podíamos olhar isso também, né?
E esse carrão parado há vários dias na calçada? Pô! Tem que multar, rebocar e leiloar!!!


Enquanto isso, as agências de automóveis "a céu aberto" proliferam na cidade...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Que tal plantarmos mais arbustos?

Meu irmão, de vez em quanto, vem com umas ideias muito heterodoxas (para não dizer que são malucas mesmo). Mas acho que dessa vez ele acertou na veia. Em um comentário no Facebook sobre a questão da poda e manutenção de árvores na nossa cidade, ele postou:
"Árvores grandes são para cidades que têm o cuidado e podas devidas. Nós temos é que plantar arbustos!"
Ainda acredito que é possível termos árvores de maior porte, especialmente em praças. Acredito (tenho que acreditar!) que um dia vamos ter um serviço eficiente de poda, remoção de parasitas e tal. Mas tenho visto que o número de árvores em especial no centro da cidade tem diminuído demais. As implicações sobre a temperatura ambiente, umidade do ar e, claro, poluição visual são flagrantes. Observe o trecho abaixo, extraído do trabalho "Arborização Pública como Estratégia de Sustentabilidade Urbana" que pode ser acessado clicando AQUI:
"Quando a área urbana tem uma cobertura vegetal de pelo menos 20%, grande parte da radiação solar recebida é usada para evaporação mais que para aquecer o ar. Junto com o esfriamento pela transpiração, a sombra das árvores pode ajudar a refrescar o local, evitando o aquecimento de superfícies artificiais que estão sob a cobertura arbórea. Estes efeitos podem reduzir a temperatura do ar em até 5ºC (AKBARI et al, 1991)."
Sugiro a leitura do texto inteiro, principalmente para quem ainda não entendeu a importância das árvores no contexto urbano. O trabalho em questão foi publicado por arquitetos (não é coisa de biólogo ecoxiíta, ecochato, que-vive-no-mundo-da-Lua - como normalmente somos rotulados). Uma das constatações do texto é que no verão as árvores (até mesmo os arbustos) provocam uma importante diminuição da temperatura e no inverno (quando caem as folhas) ocorre o inverso, permitindo uma temperatura mais agradável o ano todo. Claro que aí vem o problema das podas bem feitas e da varrição das folhas caídas. Coisas que devem ser pagas com o dinheiro dos muitos impostos que pagamos.
A figura abaixo, extraída do texto, mostra a redução da temperatura sob a árvore ou sob o arbusto.

in Arborização Pública como Estratégia de Sustentabilidade Urbana, MASCARO, Juan José; DIAS, Ariane Pedrotti de Ávila; GIACOMIN, Suelen Debona. Universidade de Passo Fundo, RS, Brasil.

 Cinamomo, Sibipiruna e Extremosa. Fotos: Ramon L. O. Junior

Voltando à questão dos arbustos, diversas são as vantagens para sua aplicação nas calçadas da região central - atualmente praticamente desprovidas de vegetação: facilidade de poda, não interferem com a fiação, estando bem podadas não prejudicam o trânsito de pedestres, fornecem algum grau de sombreamento também para os carros estacionados, são de fácil reposição e baixo custo, necessitam de menor quantidade de água, melhoram o aspecto visual pois geralmente possuem flores em alguma época do ano, não destroem calçadas, a população (donos dos imóveis) podem fazer pequenas podas e manutenção.
Algumas espécies que poderiam ser adotadas: chorão-mexicano, espirradeira, extremosa, hibisco e ipê-de-jardim. Claro que alguns cuidados específicos são necessários, por exemplo em relação à espirradeira que pode provocar grave intoxicação quando ingeridas suas partes (é importante que as crianças sejam educadas desde cedo em relação a riscos desse tipo).

 Chorão-mexicano e espirradeira.

 Hibisco e Ipê-de-jardim. (Fotos: Ramon L. O. Junior)

Então, que tal pensarmos mais sobre o assunto?

 Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A especulação imobiliária na Serra do Cipó: final feliz? [Alguma relação com Sete Lagoas?]

NOTÍCIA PUBLICADA NO JORNAL ESTADO DE MINAS, EM 08fev2012. COMENTÁRIOS EM VERMELHO.
Pressão livra Serra do Cipó de prédios 

Prefeito veta projeto que previa verticalização do município. [Ôpa... quem propôs o projeto foi o próprio prefeito!]
 Flávia Ayer
Fonte: Jornal ESTADO DE MINAS, 08/02/2012
Graças à mobilização popular, o paraíso ecológico da Serra do Cipó, reduto de belezas naturais a 100 quilômetros de Belo Horizonte, na Região Central, parece, ao menos por enquanto, livre da ameaça da verticalização. O prefeito de Santana do Riacho, sede do distrito da Serra do Cipó, Agnaldo José da Silva, vetou proposição de lei de própria autoria [!] que permitia a construção de prédios de até cinco andares no município. O texto havia sido aprovado pela Câmara Municipal no fim de dezembro, no apagar das luzes do ano legislativo e sem o conhecimento dos moradores. [Votação no apagar das luzes, uma das práticas mais usadas "com boas intenções"!] A população reagiu à proposta e recolheu mais de 2 mil assinaturas de pessoas contrárias à medida, em um abaixo-assinado e uma petição virtual. Na justificativa do veto à proposição de lei, o chefe do Executivo argumenta que houve “inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público” [Uia! O prefeito contrariou o interesse público!]. “Decidi descartar a proposição, por ter tido uma imagem negativa e, de certa forma, não ter discutido o texto com a população” [como assim "de certa forma"?], conta Agnaldo, que afirma não ter intenção de apresentar nenhum outro projeto para alterar a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Santana do Riacho.
Inicialmente, o prefeito havia defendido a proposta de permitir a construção de prédios no município, que abriga o Parque Nacional da Serra do Cipó, para resolver o problema de habitação na região e, segundo ele, proteger o meio ambiente. “Queríamos diminuir o número de loteamentos, para prejudicar menos a natureza. Num lugar onde mora uma família, você poderia abrigar até 10, em ruas que já estão abertas”, diz Agnaldo [não me consta que o projeto iria bloquear a abertura de novos loteamentos]. De acordo com o prefeito, o projeto não tem como foco empreendimentos hoteleiros [convém lembrar que hotéis e pousadas na região são controladas até pelo IBAMA, o problema são prédios de apartamentos mesmo], mas construções direcionadas a programas como o Minha casa, minha vida, do governo federal. [Nossa! Que objetivo mais nobre!!! O problema é que a especulação imobiliária lá está de vento em popa. Será que o prefeito não sabia disso?]
A legislação municipal vigente, de 2001, limita a construção de edificações com mais de dois pavimentos. “Na época da elaboração do Plano Diretor, fizemos um trabalho intenso com a comunidade e nas escolas. Para mudar a lei, seria preciso fazer consultas públicas. A população quer ver a montanha e não um prédio em frente ao outro”, comenta o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Roberto Baruqui. [É... conheço cidades onde esse trabalho de consultas públicas também foi feito... e que o Plano Diretor já está sendo reformado a portas fechadas... depois a população é chamada para "referendar" as nobres intenções.]
A rejeição à autorização para a construir prédios no município partiu de moradores do distrito da Serra do Cipó, conhecido também como Cardeal Mota. A localidade concentra quase a metade da população de Santana do Riacho, estimada em 4,1 mil habitantes, e é o principal polo turístico da região, por ser a sede do parque nacional. Com quase 338 quilômetros quadrados, a unidade de conservação reúne nascentes, cursos d’água preservados, cachoeiras, além de grande importância ecológica marcada pela rica biodiversidade do cerrado. 
OBSERVAÇÕES: Parece que o pessoal que mora lá entendeu que "crescimento" não é sinônimo de "desenvolvimento". Há aspectos importantes que uma cidade deve procurar, e uma delas é a questão da qualidade de vida. Trânsito caótico, som automotivo, violência, insegurança... não são aspirações das populações, mas costumam acompanhar o crescimento desordenado. Espero que a motivação da ação popular seja essa mesmo. No fundo, dá uma certa "inveja boa" desse tipo de mobilização popular. Sete Lagoas tem uma tradição de criação de bairros populares que, muitas vezes, não possuem a infraestrutura necessária (veja as questões recentes sobre destinação de esgoto dos "Jardins dos Pequis"). Agora, estamos no limiar de criação de bairro nobre com impactos ambientais em uma das poucas áreas de vegetação nativa com certo grau de preservação. O interessante é que, em Sete Lagoas, a cidade cresce, cresce, cresce... mas os recursos para obras de infraestrutura urbana não aparecem. Fica difícil entender como a nossa prefeitura dá tantas desculpas de falta de dinheiro para obras absolutamente necessárias e ao mesmo tempo avaliza, via anuências, a criação de um grande número de quadras com as respectivas necessidades de manutenção viária, abastecimento de água, destinação e tratamento do esgoto... e por aí vai. Daí a minha preocupação com "discursos" e "ações".

Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Borboletas do gênero Anartia

Abaixo, a borboleta conhecida como pavão-branco (Anartia jatrophae) alimentando-se em uma inflorescência do tipo capítulo. Como o capítulo tem várias flores minúsculas, a borboleta demora-se bastante sobre ela, facilitando a obtenção de fotos. Observa-se a tromba sugadora, logo abaixo da antena.

Família: Nymphalidae. Espécie: Anartia jatrophae.
A borboleta seguinte é uma Anartia amathea, conhecida como pavão-escarlate ou pavão-marrom (nomes pouco usados no Brasil). Esta espécie tem uma certa preferência por jardins e ambientes brejosos. Na foto abaixo foi flagrada justamente junto ao chão de uma região encharcada.

Família: Nymphalidae. Espécie: Anartia amathea.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pau-ferro ameaçado pelos fungos

Já escrevi aqui no blog mais de uma vez sobre esse tipo de árvore. Numa das postagens (uma das primeiras do blog), solicitei a supressão de um pau-ferro da Praça Tiradentes, tomado por brocas e fungos (orelha-de-pau), que poderia cair a qualquer momento num local muito ocupado por escolares e por alguns eventos (clique AQUI). Em outra ocasião comentei sobre essas mesmas árvores na Av. Villa Lobos (veja o comentário do post clicando AQUI).
Particularmente, gosto muito dessa árvore. Repito aqui o texto já colocado no comentário citado acima:
"O pau-ferro é muito visado para o paisagismo por suas características ornamentais e de sombreamento. Apesar do porte, não possui raízes agressivas, o que é um fator importante de eleição para arborização urbana. Deve-se evitar, no entanto, o plantio em calçadas, sob fiação elétrica, e em locais de transito intenso de pessoas e carros, pois os ramos tendem a quebrar e cair em tempestades, oferecendo perigo. Como o próprio nome já diz, o pau-ferro possui madeira dura, densa, durável e resistente, de excelente qualidade para a fabricação de violões e violinos, e para construção civil, na construção de vigas, esteios, caibros, etc. Seu crescimento é rápido, principalmente nos primeiros anos. Em recuperação de áreas degradadas, o pau-ferro também é uma excelente escolha, por crescer bem em áreas abertas." (Fonte: http://www.jardineiro.net/br/banco/caesalpinia_ferrea.php)
Apesar de considerá-la uma árvore interessante para o uso urbano, especialmente em praças e canteiros centrais, sou forçado a concordar que isso só funciona bem se as árvores forem adequadamente tratadas. Raízes fracas e podas mal-feitas (como já referido AQUI e AQUI) são causas importantíssimas para a queda dessas árvores e, sinto informar, quase todos os paus-ferro de Sete Lagoas padecem desse mal. Mais do que uma avaliação anual ou bianual, já seria a hora de substituí-las por espécies mais adequadas. 
Caule comprometido pelas podas...
Lembro que, na primeira vez que participei do CODEMA, fizemos uma inspeção num pau-ferro do Jardim do Comércio. Lá se vão mais de dez anos. Fizemos algumas recomendações mas não propusemos a supressão da árvore. As recomendações não foram seguidas a contento e hoje minha opinião já é outra. Árvores mudam, envelhecem. Agora, vendo a dificuldade de se trabalhar preventivamente em árvores de tal porte, já sou favorável à substituição.
O motivo deste post está aí ao lado e abaixo: um pau-ferro da Av. Villa Lobos, quase esquina com a Rua Eng. José França, com fungos brotando do solo, provavelmente de suas raízes. Além disso o caule mostra os sinais das podas mal-feitas que provocaram o apodrecimento irrecuperável de partes dele. No ano passado foram feitas podas preventivas, porém praticamente todas levaram a lesões com risco de apodrecimento do caule. Não vejo outra saída. Se minha opinião vale alguma coisa, voto pela supressão e SUBSTITUIÇÃO de tais árvores por outras mais adequadas: magnólias ou quaresmeiras.
A situação dessa árvore foi informada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente que certamente fará uma inspeção e dará a solução adequada ao assunto.

... e fungos comprometendo as raízes. Ameaça de queda.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

GRITO DE CARNAVAL: BOI DA MANTA E PERERÊ

Campanha Carnaval Sem AIDS.
Os blocos carnavalescos Boi da Manta e Bloco Pererê irão se apresentar, neste domingo dia 12 de fevereiro de 2012, das 10h às 12h, na feirinha do Bairro Nova Cidade. A apresentação conta com apoio do SERPAF – Serviço de Promoção ao Menor e à Família e a iniciativa é dos ESF’s Aeroporto, Nova Cidade, Belo Vale 1 e 2, Kwait, Orozimbo Macedo, Verde Vale, Bernado Valadares, e a UBS Luxemburgo. O intuito dos ESF’S é de despertar, com a proximidade do carnaval, a comunidade para a prevenção das DST’S - Doenças Sexualmente Transmissíveis e da AIDS. Segundo a enfermeira, líder do ESF Aeroporto, Paula Juliana de Souza, o evento começará às 8h da manhã com uma intervenção e abordagem na feira e ainda com a distribuição de panfletos, entrega de camisinhas, palestras e pedidos de exames para HIV no ESF Orozimbo Macedo, que fica na avenida em frente à feira. O encerramento será às 11h com a apresentação do Bloco Boi da Manta e suas marchinhas de carnaval. Tudo gratuito para comunidade. Para Paulinho do Boi e Dionei Teixeira – diretores do Bloco do Boi e do Pererê – A importância de estar junto com iniciativas dessa natureza respaldam a intenção e o desejo, das organizações carnavalescas, de termos um carnaval tranquilo e sadio. “Nós agradecemos muito o convite e a chance que os ESF’s nos deram para participar de uma ação tão importante para nossa cidade, muito em especial para o povo que mora na região leste e nunca tiveram oportunidade de estar conosco em nossa proposta carnavalesca” diz Paulinho do Boi. “Vamos dar um grito de carnaval contra a AIDS” diz Dionei Teixeira do Bloco Pererê.

Campanha Carnaval Sem AIDS
Dia 12/02/12
Local Feirinha do Nova Cidade
Hora 8h às 12h. 


Sete Lagoas – Carnaval 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Libélulas

Libélulas, em inglês dragonfly, são insetos da Ordem Odonata. Recebem um grande número de nomes populares como helicóptero, zigue-zague, cavalo-de-Judas, lavadeira e lavabunda. Esse último, sem dúvida, é o mais curioso. As libélulas costumam voar sobre espelhos d'água e "batem a bunda" na água. Na verdade, estão colocando os ovos na água onde as "larvas" (náiades) irão se desenvolver. Tal hábito já foi constatado como um problema nos pátios das montadoras, onde as libélulas depositam ovos sobre os carros, confundindo os reflexos em sua superfície com os produzidos pela água límpida. Os ovos se decompõem produzindo um ácido que ataca a pintura (leia mais AQUI). 
As libélulas possuem duas antenas minúsculas e olhos compostos que recobrem quase totalmente a cabeça. 
As libélulas são bons indicadores de qualidade ambiental pois a maioria das espécies é sensível às alterações da qualidade da água. São também predadoras de insetos e de peixes pequenos (larvas e alevinos), causando prejuízo na piscicultura (por isso os tanques com os peixes menores devem ser protejidos com tela).
As fotos a seguir foram obtidas hoje, na Fazenda do Hermínio, em Cachoeira da Prata. Clique para ampliar.






Não posso ver uma libélula sem lembrar do querido professor Ângelo Machado (ICB/UFMG), uma das maiores autoridades do mundo em relação a esse grupo de insetos.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Uma dica para fotografar libélulas: elas costumam pousar num ponto e depois voam e retornam a ele. Então é ficar preparado para o retorno. Não adianta sair correndo atrás delas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Esgoto correndo pela rua

Hoje à tarde, na esquina das ruas Paulo Frontin e Benedito Valadares.
Ainda bem que foto não tem cheiro...

É impressão minha ou eventos desse tipo estão ocorrendo em excesso?
Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Espaço... a fronteira final.

Lua, ontem à noite.
Júpiter e seus satélites na noite de 25 de janeiro.
Júpiter no software Stellarium no mesmo horário da foto acima.
 Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Fotos em câmera Fuji Finepix S3300

As capivaras ficaram para trás

Recebi o comentário do leitor Cláudio Antônio Vieira, que transformo neste post (muitos visitantes do blog não leem os comentários, razão da transformação em postagem) como alerta e cobrança das autoridades, especialmente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente:
Caríssimo Sr. Prof. Ramon Lamar,
em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa de criar uma plataforma de divulgação e debates de temas de caráter ambiental de relevância municipal. Vê-se bem que, além de excelente professor, é um cidadão exemplar.
Por falar em alimentos e já que o foco deste blog é o meio ambiente, gostaria de trazer ao seu conhecimento o seguinte: Capivaras estão morrendo de fome na Lagoa da Boa Vista!
O IBAMA interditou o mini-zoológico e determinou a transferência dos animais para outros locais; por isso, as verbas que eram dirigidas ao funcionamento deste foram suspensas. Só que a entidade não cogitou na possibilidade de haver espécimes que ficassem para trás, por serem de difícil captura. Houve: as capivaras. Algumas estão sendo colhidas pela comunidade local, que as mata, assa e come; as demais estão morrendo de inanição.
Isso é de uma crueldade absurda: como não há quem faça algo a esse respeito?
A propósito, a comunidade as está colhendo com mais facilidade porque, além de estarem debilitadas pela desnutrição, elas estão se distanciando do espelho-d'água da lagoa em busca de alimentos. Antes, fugiam dos algozes simplesmente mergulhando na lagoa.
Agradeço antecipadamente pela atenção!
Um Abraço.
Cláudio Antônio.

Cláudio Antônio, muito obrigado pelo alerta. Confesso que não estava a par dessa situação. Realmente é lamentável que os animais tenham sido "deixados à própria sorte". Eu já havia sido alertado pela veterinária do minizoo que outro problema poderia acontecer: diversos pássaros iam ao local para se alimentarem dos restos da alimentação dos outros animais. Entre eles, muitos tucanos. Quanto a isso, avisei o pessoal da SEMMA que a disponibilização dos alimentos não poderia ser cortada sumariamente. Vou transformar seu comentário numa postagem, com sua licença, e cobrar da SEMMA. Obrigado!
Ramon Lamar de Oliveira Junior
Está dado o recado. Agora vamos aguardar o posicionamento das autoridades responsáveis que, tenho certeza, não se furtarão a tomar providências.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Afinal de contas, quantas toneladas de alimentos?

Duas matérias publicadas no setelagoas.com.br

Matéria 1: Jogo das Estrelas em Sete Lagoas arrecada 18 toneladas de alimentos neste ano (link AQUI).

Matéria 2: Prefeitura divulga informações sobre a doação dos alimentos arrecadados na partida Amigos do Mancini  (link AQUI)

Trechos das notícias: Eram dezoito toneladas... a estimativa era de mais de dez toneladas... a estimativa não se confirmou...

Não estou desconfiando de desvio de alimentos e coisas desse tipo. Acredito que as pessoas envolvidas na ação são pessoas sérias e que jamais fariam coisa desse tipo. Mas estou triste é com o discurso eloquente num tema tão importante para quem está precisando desses recursos. Por que dar tanta ênfase a uma arrecadação de 18 toneladas e depois - pela leitura dos textos - chegamos à conclusão que foram menos de 10 toneladas e ninguém fala o valor exato?

Afinal de contas, quantas toneladas foram arrecadadas?

Formação de professores

Hoje, conversei demoradamente com meu colega Alex, também professor. Entre os vários assuntos, surgiu a questão da formação de professores. Com ampla experiência nas escolas públicas, o Alex é muito mais gabaritado a falar sobre o assunto do que eu. Confesso não ter muito conhecimento sobre os meandros da escolas públicas, uma vez que sempre lecionei em escolas particulares. Contou-me o Alex, fato confirmado por outros colegas, que as escolas públicas em Sete Lagoas estão com dificuldades de contratação de professores com licenciatura (imagino que o problema não se restrinja à nossa cidade). O problema ocorre praticamente em todas as disciplinas. É grande o número de professores que são contratados para cobrir essas lacunas mas que, em verdade, são bacharéis oriundos da enfermagem, nutrição, engenharia etc. E que muitas vezes aceitam esses cargos só até que apareça um emprego na área de sua formação, quando simplesmente abandonam seus trabalhos na escola.
Talvez seja a hora das faculdades de Sete Lagoas perceberem essa carência e criarem cursos que, ao menos, forneçam capacitação pedagógica para quem deseja "enfrentar" uma sala de aula. Há anos que não atuo mais nessa área de formação de professores, portanto não estou a par das alternativas viáveis para que isso seja feito (se é que pode ser feito). Lembro das licenciaturas curtas, dos cursos emergenciais realizados em cidades mais afastadas de Belo Horizonte pela PUCMinas e de algumas situações que hoje não existem mais. Entendo perfeitamente a razão da extinção das licenciaturas curtas, mas não entendo que não se enxergue que uma pessoa sem preparação acadêmica para trabalhar em sala de aula precisaria de alguma orientação nesse sentido.
Hoje vivemos aqui um paradoxo: ampliou-se o acesso ao ensino fundamental e médio, mas não ampliou-se, na mesma proporção, a formação de licenciados para essa tarefa. E aí as contratações temporárias correm o risco de passar a ser regra e não exceção.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

LEITURA COMPLEMENTAR

Meio milhão de professores da educação básica ensina, nas salas de aulas da rede pública brasileira, disciplinas sobre as quais não aprenderam durante o curso superior. Nos mais variados colégios brasileiros, profissionais formados em matemática dão aulas de física e professores de educação física dão aulas de biologia, por exemplo. Eles representam quase um quarto dos 1.977.978 educadores dessa etapa.
Dados do Censo Escolar 2009 tabulados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que pouco mais da metade (53,3%) dos professores que atuam no ensino médio na rede pública têm formação compatível com a disciplina que lecionam. O total é de 366.757. Nas séries finais do ensino fundamental, etapa na qual as matérias começam a ser dadas por professores de áreas específicas, a proporção é ainda menor: 46,7% de 617.571 docentes.
O levantamento feito pelo Inep considerou apenas a inadequação dos professores que já possuem diploma de curso superior. A quantidade de docentes que atua nos colégios brasileiros sem ter freqüentado uma universidade também é grande: 152 mil, como divulgou o iG. Os números revelam que a maior distorção está na área de exatas, na qual os profissionais formados nos cursos de licenciatura do País são insuficientes para suprir a demanda. (Fonte: http://quimicacomtecnologia.blogspot.com/2010/06/meio-milhao-de-docentes-da-aulas-sem.html)

Temporada de caça aos raios 2012

A temporada de caça aos raios em 2011 foi bem fraca. Esse ano está mais fácil, afinal de contas é cada pé-d'água que está caindo...
O raio da foto abaixo foi capturado anteontem.



Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Raio estranho

Durante a tempestade de ontem à noite, tentei fotografar alguns raios, mas estava impossível. Então resolvi filmar um pouco. Qual não foi minha surpresa ao capturar um raio muito estranho, veja na segunda foto abaixo, centésimos de segundo depois do primeiro raio. O trecho do vídeo está postado em www.nucleodeaprendizagem.com.br/raio12.avi. Sugiro diminuírem a velocidade do vídeo ou irem frame a frame para observar a sequência dos raios.

Raio normal. Observem, do lado direito do prédio central, a caixa d´água da Boa Vista.
Raio "estranho", centésimos de segundo depois. Frames do mesmo vídeo.
Local da imagem, durante o dia (agora há pouco).
Imagens e dúvida: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dois pesos?

Trecho de notícia divulgada hoje na Folha de S.Paulo (clique AQUI para ler a notícia completa):

Se pedir asilo ao Brasil, cubana terá que deixar blog

O assessor internacional da Presidência Marco Aurélio Garcia disse nesta quinta-feira que a cubana Yoani Sanchez não poderá manter seu blog com críticas ao regime castrista caso peça asilo ao Brasil.
Ele disse acreditar que Yoani não usará o visto brasileiro, que recebeu ontem, para pedir asilo ou refúgio político."Acho difícil para ela manter esta atividade [o blog] como exilada. O exilado político não pode ter atividade política no país que o recebe. Não me parece que ela queira isso." 
Enquanto isso, o italizano Cesare Battisti - também considerado exilado político em nosso país - pode lançar livros contando suas versões das histórias sobre sua vida de ativista.
Um pouco estranho, não?

Descrição do Blog Generación Y, da Yoani (versão em português, clique AQUI).

Notícia recente sobre Cesare

Cobrando reposição de árvores no local

A sibipiruna da Teófilo Otoni foi suprimida corretamente porque apresentava problemas graves, relatados nesta postagem AQUI. Entretanto, a reposição da mesma foi feita com concreto escondendo o local.

Efeito "antes" e "depois".

A sibipiruna morta nas marges da Lagoa Paulino foi finalmente suprimida, conforme solicitado AQUI no blog. Mas a reposição...

 Efeito "antes" e "depois".

Ao ver a postagem do Fernando Dantas no Facebook, compartilhada do "Mundo Certo", não pude deixar de lembrar desses exemplos. Valeu, Fernandão!!!

"Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores." Observem os desertos em que algumas ruas centrais de Sete Lagoas estão se transformando. Nem a Avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo e do Brasil é assim.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

 PS.: Blog em multiplataforma é complicado (aqui, no Facebook, no Twitter). Às vezes as respostas vão para o local errado. Abaixo o "diálogo" com a Secretaria do Meio Ambiente sobre o tema em pauta. 



Texto do José Serra (PSDB) sobre o ENEM

Para ler no site original, clique AQUI. Leia os comentários ao final.
REPROVADO NO ENEM
O Estado de São Paulo - 26jan2012
O Enem — Exame Nacional do Ensino Médio — foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso,  precisava de um  instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano, com o propósito de subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas nos casos do ensino fundamental e do universitário. Nada mais adequado do que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.
O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar que as universidades levassem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições de ensino superior faziam isso.
Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula o manteve sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que “acabaria com a angústia” de milhões de estudantes ao por fim aos vestibulares tradicionais.
A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.
O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso — ou peneira — para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para “extinguir os vestibulares” e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar e evitar falhas, irregularidades e colapsos. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro, Fernando Haddad, cresceu em vez de diminuir. E por quê?
Porque a um engano grave se juntou a inépcia. Vamos ao engano. Em 2009, o Enem passou a usar a chamada “Teoria de Resposta ao Item” (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados “vestibulandos”. Infelizmente, recorreu-se à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) desde 1995,  prova que não seleciona candidatos – pretende mostrar o nível em que se encontra a educação,  comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.
Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes – TCT), renovou a “angústia”. O “candidato” não tem ideia da pontuação que lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o “novo” Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente,  selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículum desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidades discrepantes.
A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do “chute” daquele decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas, como critério de seleção, vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares “tradicionais”, como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas; uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas — que não comportam o chute.
O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de Redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O país inteiro soube de um aluno da escola Lourenço Castanho, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de “anulada”, passou para 880 pontos — o máximo possível é mil. Outro, ao receber uma explicação sobre seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o “chute” não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.
É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações, costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.
Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado “o” vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano — promete-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT se esqueceu de cuidar desse particular no afã de “mostrar serviço” — um péssimo serviço!
O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixava. O nosso papel é investir no esclarecimento.
COMENTÁRIO: Uma pena, o José Serra só investir nesse assunto agora quando o foco é a disputa da prefeitura paulistana com o Haddad. Fica difícil separar o que é posicionamento do que é política-eleitoral. Na última campanha presidencial o tema já era bastante visível graças ao desastre do ENEM-2009, com os mesmos questionamentos em relação à correção das redaçõs, do uso da TRI e da lisura do processo. Entretanto, não querendo brigar com a questão do "acesso ao PROUNI" (verdadeira falácia, pois o ENEM antigo também garantia esse acesso) o então candidato José Serra preferiu não se manifestar de forma mais incisiva. Enviei recados por meio dos perfis oficiais no twitter aos principais candidatos (José Serra e Dilma Roussef), como imagino que milhares também fizeram. Sei que não usam o twitter diretamente, mas por meio de assessores - mas não havia outra forma possível de contato. Solicitava a todos uma maior reflexão sobre o tema. Serra resolveu acordar para o tema de forma extemporânea e Dilma manteve tudo como dantes. Belo texto, o texto do José Serra, falou (ou falaram para ele, nunca se sabe) com muita propriedade sobre o tema, levantando todos os pontos sobre o assunto. Mas ficou parecido com aquele quadro do antigo programa do Jô "Suado" Soares em que o sujeito era ofendido e no momento de dar a resposta só falava "Ah é, é... Ah é, é?". Muito depois se recobrava do susto e da inércia e dava a resposta que deveria ter dado antes. Faltou o candidato José Serra dizer o que faria para consertar tais erros. Pode ir pensando a resposta para um próximo texto...


Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Finalmente algumas notícias sobre o Boulevard Santa Helena

Na tarde de ontem, reuni-me com o representante da EPO-Engenharia, engenheiro Dr. Guilherme Rios. Finalmente recebi a relação dos "doutores da UFMG", propalados na reunião de Audiência Pública na Câmara dos Vereadores em 17 de novembro de 2011, indicados pelo Ministério Público para realizar estudos para subsidiar a decisão do SUPRAM em relação ao projeto do condomínio apresentado. Também conversamos a respeito de alguns estudos já concluídos, mas que ainda não nos foram encaminhados.

A área da Fazenda Arizona, aos pés da Serra de Santa Helena e a sobreposição com o anteprojeto proposto pela EPO-Engenharia para a colocação de mais de 1600 lotes na área, com amplo comprometimento das áreas verdes do local. Agora vem a promessa de modificações e adaptações a partir dos estudos em andamento. Continuamos em alerta...
Cumpre salientar que, para mim, não faz a menor diferença se o profissional é graduado, especialista, mestre ou doutor na área. O importante é que ele faça um trabalho sério, competente e comprometido. Tal trabalho, analisado por pares, é que sustenta a eficiência da prática científica em qualquer grau ou escala de comparação. Sendo assim, quando se afirma por diversas vezes que "são doutores da UFMG" que estão realizando os estudos, tal não deixa de ser uma forma de menosprezar a gigantesca parcela da população que não possui tal título - mas que também pode ser igualmente competente, parceira e legitimada pelos seus conhecimentos - enquanto ao mesmo tempo procura-se dar uma certa "chancela oficial e acadêmica" ao que se fala.
Verifica-se da lista recebida de nove profissionais (e não dez como divulgado), que apenas 2 deles são realmente doutores (conforme dados de suas referências no CNPq). A lista também inclui doutorandos, mestres e graduados. Tive o trabalho de fazer uma primeira verificação nos Currículos Lattes de todos eles e, pelos trabalhos listados, percebo que a maioria encontra-se em ótimas condições para realizar os estudos propostos. Digo a maioria porque para alguns não consegui localizar os currículos na plataforma do CNPq. Parto agora para tentar o contato direto ou indireto com os mesmos para solicitar mais informações sobre o andamento dos trabalhos.
A conversa transcorreu em ótimo nível, com diversas explicações pertinentes do Dr. Guilherme Rios. Realmente, um ótimo interlocutor escolhido pela EPO e pelos proprietários da área. Conversamos genericamente sobre diversas questões e sobre a necessidade de adaptações do anteprojeto original em função das características que, pouco a pouco, se observam na área - resultado também dos estudos complementares a cargo da EPO. 
Grande parte da conversa se deu em relação às questões hídricas, mas a desconsideração nos cálculos apresentados sobre a parcela de água que sofre evaporação após as precipitações ainda deixou-me com a "pulga atrás da orelha" no que diz respeito à capacidade de manutenção dos lençóis locais para sua exploração. Inclusive, os cálculos apresentados, contradizem a suspeita do EIA/RIMA sobre as causas do secamento da Lagoa da Chácara estarem relacionados com a explotação das águas pelo SAAE.
Uma ponta de tristeza, durante a discussão dos assuntos, se deu em relação à aventada impossibilidade de recuperar a Lagoa da Chácara como espelho d'água. Acredito que todos os esforços devem ser feitos em relação à essa recuperação em qualquer forma que seja destinado o futuro da área.
Também comentamos sobre possíveis imperativos que impediriam qualquer forma de uso do terreno para os fins propostos de urbanização, muito dependentes ainda dos estudos de geotecnia.

Segue-se a lista dos profissionais da UFMG e outras instituições, recomendados pelo Ministério Público. Caso os profissionais referidos tenham acesso a esse post e puderem colaborar com alguma informação aqui mesmo, pelos comentários, será motivo de grande alegria. Caso algum dos seguidores do blog conheça algum dos profissionais e possa entrevistá-lo sobre mais detalhes, também seria muito proveitoso.
Flávio Fonseca do Carmo - ICB/UFMG
Mestre em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre

Felipe Fonseca do Carmo - ICB/UFMG
Bioespeleólogo

Luciana Hiromi Yoshino Kamino - ICB/UFMG
Doutora em Biologia Vegetal

Pedro Lage Viana
Doutor em Biologia Vegetal (UFMG)

Augusto Cezar Francisco Alves
Biólogo-Ornitólogo (UFMG)

Paulo Durães P. Pinheiro (ICB/UFMG)
Biólogo-Herpetólogo

Guilherme Leandro Castro Corrêa
Biólogo-Mastozoólogo (PUC-Minas)

Camila Tavares Gradim (IGC/UFMG)
Geóloga

Juliana Moris
Arquiteta

Em seguida a lista dos estudos complementares realizados a cargo da EPO-Engenharia:
Arqueologia e Espeleologia: Arqueólogo Márcio Walter de Moura Castro
Eletroresistividade: Antônio Cláudio Foscolo
Geotecnia: Prof. Edézio Teixeira
Hidrogeologia: Daniel Bertachini (MDGeo - Serviços de Hidrogeologia)
Vamos, portanto, à cata de mais informações.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bonitinho...

Aí o maridão chega com uma comidinha na boca e entrega para a esposa... legal!

 Clique nas imagens para ampliar.

Fotos: Ramon L. O. Junior