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sábado, 4 de fevereiro de 2012

As capivaras ficaram para trás

Recebi o comentário do leitor Cláudio Antônio Vieira, que transformo neste post (muitos visitantes do blog não leem os comentários, razão da transformação em postagem) como alerta e cobrança das autoridades, especialmente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente:
Caríssimo Sr. Prof. Ramon Lamar,
em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa de criar uma plataforma de divulgação e debates de temas de caráter ambiental de relevância municipal. Vê-se bem que, além de excelente professor, é um cidadão exemplar.
Por falar em alimentos e já que o foco deste blog é o meio ambiente, gostaria de trazer ao seu conhecimento o seguinte: Capivaras estão morrendo de fome na Lagoa da Boa Vista!
O IBAMA interditou o mini-zoológico e determinou a transferência dos animais para outros locais; por isso, as verbas que eram dirigidas ao funcionamento deste foram suspensas. Só que a entidade não cogitou na possibilidade de haver espécimes que ficassem para trás, por serem de difícil captura. Houve: as capivaras. Algumas estão sendo colhidas pela comunidade local, que as mata, assa e come; as demais estão morrendo de inanição.
Isso é de uma crueldade absurda: como não há quem faça algo a esse respeito?
A propósito, a comunidade as está colhendo com mais facilidade porque, além de estarem debilitadas pela desnutrição, elas estão se distanciando do espelho-d'água da lagoa em busca de alimentos. Antes, fugiam dos algozes simplesmente mergulhando na lagoa.
Agradeço antecipadamente pela atenção!
Um Abraço.
Cláudio Antônio.

Cláudio Antônio, muito obrigado pelo alerta. Confesso que não estava a par dessa situação. Realmente é lamentável que os animais tenham sido "deixados à própria sorte". Eu já havia sido alertado pela veterinária do minizoo que outro problema poderia acontecer: diversos pássaros iam ao local para se alimentarem dos restos da alimentação dos outros animais. Entre eles, muitos tucanos. Quanto a isso, avisei o pessoal da SEMMA que a disponibilização dos alimentos não poderia ser cortada sumariamente. Vou transformar seu comentário numa postagem, com sua licença, e cobrar da SEMMA. Obrigado!
Ramon Lamar de Oliveira Junior
Está dado o recado. Agora vamos aguardar o posicionamento das autoridades responsáveis que, tenho certeza, não se furtarão a tomar providências.

7 comentários:

  1. Muito obrigado pela atenção, Prof. Ramon Lamar!
    Espero que as autoridades competentes adotem as medidas cabíveis para o socorro das capivaras remanescentes.

    Um abraço!

    Cláudio Antônio.

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    1. Cláudio, o agradecimento quem deve fazer sou eu. Tenho lutado para que esse seja um espaço para divulgação científica, divulgação das coisas da cidade e, principalmente, para as pessoas que querem cobrar de forma consciente e responsável. Um grande abraço.

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  2. Olá Ramon e Cláudio, creio que as capivaras não foram recolhidas por ordem do próprio IBAMA, já que segundo eles são parte do bioma local. Caminhando pela orla da lagoa, também me incomodei com a situação delas. Magras, desprotegidas e acuadas naqueles pequenos canteiros. Não consigo entender, como pode haver uma convivência harmoniosa sendo a lagoa tão próxima de residências. O desconforto por parte das bichinhas é grande mais a população também corre riscos. Risco de ser 'atacado', risco de alguma entrar na pista e causar acidentes, e o pior, sendo essa espécie o prato preferido do carrapato-estrela corre-se o risco de uma infestação e disseminação da febre maculosa. O problema meus amigos, vai além da alimentação que por sua vez também é um fato desafiador. Visto que legalmente falando o Mini-zoo foi estinto de onde viria a verba para alimentá-las? . É preciso se pensar em um local de acordo com as exigências do IBAMA, onde haja comida para elas e entrar com pedido para remoção. Essa situação delicada requer rápidas providências já que no bando existem vários filhotes, o que sinaliza que a procriação sem controle dos animais continua.

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    1. Lilian, muito obrigado pelas informações. Quanto aos carrapatos, conversei com a Dra. Marcela (veterinária do minizoo) e ela me informou que as capivaras não estavam contaminadas com o carrapato transmissor da febre maculosa. Bom, não estavam naquela época - oito meses atrás - agora é outra história. Creio que a triste verdade por trás dessa história é que ninguém quer assumir os cuidados das capivaras pois a consideram uma "praga" devido a sua taxa de crescimento populacional altíssima. Lamentável.
      Aguardemos mais informações...

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  3. Deixo aqui uma ideia. Enquanto não tomam providências quanto ao local adequado para as capivaras, porque não procuram um meio de controlar a proliferação delas com a técnica de castração? Essa técnica poderia ser uma ação imediata que servirá como controle populacional para o futuro no local para o qual elas forem transferidas.

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  4. Prezado Anônimo (por favor, assine o comentário da próxima vez), a autorização para esse tipo de procedimento em animais da fauna nativa depende do IBAMA. Ou seja, é uma ótima sugestão mas acho que vamos esperar sentados...

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  5. Situação deveras complicada.... Quem poderá se interessar em se responsabilizar pelas capivaras? Não há habitat para a reinserção dos animais em Sete Lagoas. Não há lagoas que possam receber os animais, sem o risco de ocasionar um problema ambiental maior ainda.
    É muito triste ver uma notícia sobre animais estarem em situação delicadas, do ponto de vista de alimento, em pleno ex-zoológico. CadÊ a Secretaria de Meio Ambiente de Sete Lagoas? Ah... creio que estejam mais interessados em embelezar a cidade... esquecendo de diversos outros e EXTREMAMENTE importantes problemas ambientais da cidade.

    Rodrigo Assis.
    Setelagoano
    PS: Até hoje estou esperando uma resposta sobre a regulamentação das APA's e a proteção das áreas verdes, NÃO só as praças da cidade.

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