As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar

quinta-feira, 14 de julho de 2011

INTENSIVO ENEM-UFMG

Pelos telefonemas e visitas que recebemos no Pré-Vestibular Núcleo De Aprendizagem (NDA, para os íntimos) já deu para perceber que muita gente, mas muita gente mesmo, ainda não percebeu que o ENEM agora é a primeira fase do vestibular da UFMG. Muitas vezes são os pais que procuram a escola e eles não têm obrigação de saber que tudo mudou nos últimos dois anos. Frequentemente perguntam se haverá só preparação para o ENEM e nada de preparação para a primeira etapa da UFMG. Difícil para eles acompanhar tantas mudanças.
As matrículas para as novas turmas já estão abertas desde meados de junho. As aulas terão início no dia 26 de julho. As datas tendem a ficar muito estranhas por causa dessas mudanças. Fica a dúvida se o pessoal vai se adaptar a tantas novidades. E a primeira semana de aulas não será moleza: carga concentrada de Física, Química, Matemática e Biologia. A preparação para o ENEM encerra na véspera da prova, na segunda quinzena de outubro. Não há tempo a perder.
Novembro começa com o curso de preparação para a Segunda Etapa da UFMG, nossa grande especialidade, oferecendo todas as disciplinas, conforme a necessidade e especificidade de cada curso.
Agora é aproveitar esses 10 dias de descanso e imersão total a partir de 26 de julho...

Núcleo De Aprendizagem - Pré-Vestibular
19 anos de experiência em Ensino Pré-Universitário

PS.: Informações atualizadas na home page. Clique aqui e depois em Matrículas 2011/2.

Por que caem as árvores? (2)

As raízes já foram discutidas no tópico I (cliquem aqui). Agora é a vez da copa das árvores e de outros aspectos relevantes.
As árvores são barreiras físicas à passagem do vento. Fato tão simples deveria ser melhor entendido e melhor interpretado. Tudo aquilo que se fizer (ou não se fizer) que a consequência seja o aumento da área da copa, ocasionando bloqueio dos ventos, provocará fortes trações sobre o caule (e sobre a raiz fragilizada, discutida no tópico I). Tal tração (torque ou alavanca) poderá levar à queda das árvores, fenômeno comum nas fortes ventanias e "chuvas de vento".
Apesar da consequência ser absolutamente clara, muitos não identificam a causa inicial para os tombamentos provocados pelo vento. São muitas as possibilidades, entre elas convém citar:

1) Fragilidade da madeira.
2) Ausência de poda, formando um maciço que bloqueia o vento.
3) Podas mal feitas, fragilizando o caule ou alterando a distribuição de peso.
4) Localização inadequada das árvores.

Vamos a elas:

1) Fragilidade da madeira
Pinheiros (Pinus ou Araucaria) possuem as fibras que constituem a madeira organizadas de forma quase paralela. Como as fibras não trançam umas com as outras ao longo do tecido, a madeira torna-se fraca em relação a trações e torções do caule. Daí aquele sonho do "pinheirinho-de-Natal" (geralmente a Araucaria excelsa) pode tornar-se um pesadelo quando ele ameaça (e às vezes cumpre) cair sobre as casas. Outro exemplo de árvore que cresce verticalmente muito rápido e também possui madeira de qualidade muito ruim (apesar de não ser um pinheiro) é o chorão ereto (Salix nigra var. columnaris). Quando foram plantados na orla da Lagoa Paulino e em alguns outros pontos da cidade (Lagoa da Boa Vista, Lagoa da Catarina e Lagoa do Brejão), foram saudados como "belas essências". A verdade veio alguns anos depois quando começaram a sucumbir aos ventos. Creio que não restou nenhum na Lagoa Paulino.

Salix nigra var. columnaris (chorão ereto) na Lagoa da Boa Vista.
2) Ausência de poda, formando um maciço que bloqueia o vento.
É o caso mais comum em nossa cidade. Poda só existe para desviar a árvore da fiação elétrica. Essa semana, por milagre dos milagres, as árvores do canteiro central da Villa Lobos - minhas vizinhas - estão sendo podadas. A poda, para ser bem feita, deve eliminar os galhos inferiores que se encontram fragilizados por estar sob a sombra dos galhos superiores. Avaliar tal situação depende de uma certo conhecimento e sensibilidade. Na sombra, a taxa de fotossíntese torna-se muito baixa e o ramo não produz o açúcar que necessita, tornando-se parasita do restante da planta. Basta colocar-se sob a copa de uma árvore e ver a quantidade de galhos mortos ou enfraquecidos em seu "miolo". A poda também alivia o peso da copa e cria "furos" por onde o vento pode passar sem provocar muito efeito de alavanca. A remoção das pragas, em especial a erva de passarinho, tem grande importância pois a tal parasita tende a compactar ainda mais a copa da árvore, aumentando o peso e o torque.

Ficus benjamina é uma recordista em formar copas extremamente densas. Isoladas em áreas abertas, como o espécime acima, são pontos de resistência ao vento. Não admira que uma outra nessa mesma praça já tenha caído há alguns anos.
3) Podas mal feitas, fragilizando o caule ou alterando a distribuição de peso.
Aqui se encontram as podas técnicas da CEMIG (terceirizadas, na verdade) para desviar a copa das fiações e as podas nada técnicas de destopamento das árvores (podas pra lá de radicais). A ideia de afastar a copa das fiações é precedida de um erro grave: deveria existir um "Plano de Arborização Urbana" proibindo o uso de determinadas espécies nas calçadas que possuem fiação aérea. As já existentes seriam gradativamente substituídas. Um plano de arborização é trabalho de longo prazo, uns 10 a 15 anos para estar plenamente executado, ou seja, ultrapassa o mandato de um prefeito (o que é um grande problema). Com a arborização adequada não veríamos certas podas ridículas que criam verdadeiros monstros urbanos. Já o destopamento, amplamente condenável (já postei sobre isso aqui), cria um futuro emaranhado de ramos que acaba bloqueando ainda mais o vento (além de todas as outras consequências citadas no post referido anteriormente - slide reproduzido abaixo).

Slides apresentados na palestra de Pedro Mendes Castro, da  Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, em evento realizado em 2010 pela SEMMA. [Clique nas imagens para ampliar]

O destopamento (ano passado) e a "bola de ramos em formação" (essa semana). Sem contar a fragilização do caule e os outros efeitos apontados no slide do Pedro Mendes Castro.

Isso aí é o que a CEMIG chama de podas bem feitas. Tenha santa paciência!!!

4) Localização inadequada das árvores.
Árvores de caules e raízes frágeis em "corredores de vento", árvores junto a prédios e marquises, árvores (e palmeiras) na borda de taludes... São muitas as localizações inadequadas para árvores. Aqui, em Sete Lagoas, tenho uma certa preocupação com as palmeiras no talude do Córrego do Diogo. Também o desvio que as árvores produzem para sair da sombra de prédios ou de marquises produz uma distribuição irregular do peso, com o que contribui a poda para remover os ramos da construção. De qualquer maneira, é uma questão que deve ser sempre observada com precaução.

Palmeiras imperiais e flamboyants no talude do córrego do Diogo. (Crédito da imagem: Google Street View)
Há muito trabalho a ser feito na questão da arborização urbana. Vamos começar, né?

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PARQUE ESTADUAL DA SERRA DE SANTA HELENA

CONVITE

O presidente da Frente Parlamentar e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Sete Lagoas, vereador Claudinei Dias (PT), convida para a apresentação do Projeto de Lei nº 2.173/2011 que cria o Parque Estadual da Serra de Santa Helena no Município de Sete Lagoas (já protocolado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais) pelo presidente da Comissão de Participação Popular, Deputado Estadual André Quintão(PT) que estará presente.

DIA: 26 de julho (terça-feira)
HORÁRIO: 15 horas
LOCAL: Serra de Santa Helena (em frente à Capela)

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE É UM COMPROMISSO DE TODOS!
SUA PARTICIPAÇÃO É IMPORTANTE NA LUTA EM DEFESA DO PARQUE!
*  VENHA PARTICIPAR! *

sábado, 9 de julho de 2011

Variação biológica, ipê roxo, ipê amarelo e ipê rosa

Falo sempre para os meus alunos que uma das coisas que eles precisam entender na biologia é a ideia de variação biológica. É graças a ela - essa mistura fantástica de genes (incluindo aí a formação de novas formas alélicas) - que temos a enorme diversidade até mesmo dentro da mesma espécie. 

Variação na ipomeia: clique aqui para acessar a página do Daniel.
Por isso não classificamos uma planta inteira a partir de apenas uma flor. Vai que a flor é uma variação. Um bom exemplo está ao lado, uma ipomeia de seis pétalas fotografada pelo Daniel (vizinho de praia, em Ubu/ES). O normal nas ipomeias é a existência de cinco pétalas, como mostra a imagem da Ipomoea pes-caprae (clique aqui):



Mas o exemplo aí acima é um caso de variação morfológica. Hoje fui fotografar um ipê amarelo que está em plena floração perto do UNIFEMM e constatei uma bela variação fisiológica. Há 15 dias fotografei uma floração bem discreta em dois ipês rosa da praça Dom Carmelo Motta. Geralmente, o ipê roxo é o primeiro a florir (agora em julho). Em seguida vem a floração do ipê-amarelo (agosto/setembro) e do ipê rosa (setembro/outubro). Tudo isso com muitas variações, um mês mais cedo ou um mês mais tarde em algumas floradas discretas. Antes de pensarmos em mudanças climáticas e tudo o mais, pensemos na maravilha da diversidade dos seres vivos. Ninguém é igual a ninguém (o que não quer dizer que haja os melhores e os piores).

Ipê-roxo do Regina Pacis: flores na época esperada!

 Ipê-amarelo próximo ao UNIFEMM: um pouco precoce!

Ipê-rosa da praça Dom Carmelo Motta: bastante apressadinho!

Deixo-lhes um trecho da obra do sujeito que soube, como ninguém, perceber a diversidade da vida:

"É interessante contemplar um riacho luxuriante, atapetado com numerosas
plantas pertencentes a numerosas espécies, abrigando aves que cantam nos ramos,
insetos variados que volitam aqui e ali, vermes que rastejam na terra úmida,
se se pensar que estas formas tão admiravelmente construídas, tão diferentemente
conformadas, e dependentes umas das outras de uma maneira tão complexa,
têm sido todas produzidas por leis que atuam em volta de nós."
Charles Darwin, A Origem das Espécies
 
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Até quando?

Bueiro em ferro fundido da safra 1999. [Clique na imagem para ampliar]
Não, gente! Não estou perguntando até quando o SAAE vai durar nessa queda de braço entre a autarquia, o prefeito, os vereadores, a população e a COPASA.
Estou querendo saber até quando esse bueiro irá durar. Afinal de contas, tampas e mais tampas de bueiros são roubadas e vendidas (quem compra?). Esse da foto deve estar bem preso (ou então o preço não está compensando).

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Uso da água das nossas lagoas

"A Prefeitura Municipal de Sete Lagoas publicou na quinta-feira (29/04/2010) passada o decreto número 4.066, que prevê a interdição das Lagoas Paulino, Boa Vista e Cercadinho, consequente a proibição de 'qualquer atividade de pesca, coleta e consumo de organismos aquáticos, uso de água ou práticas desportivas que impliquem banho ou contato com a água'. De acordo com o decreto, as pessoas que desrespeitarem a proibição estarão sujeitas à apreensão de todo o material utilizado, seja na pesca ou na lavação de carros, e outras penalidades, como multa."
www.portalsete.com.br


Será possível que a população que paga para ter seus carros lavados com essa água não se dignou a olhar para dentro da lagoa e ver a qualidade do serviço que está recebendo (e o estrago que é feito na margem da lagoa)? São muitos carros "zero quilômetro", alguns muito caros, sendo lavados com água contaminada. Isso é uma questão de saúde pública! Onde está a vigilância sanitária? Onde está a Guarda Municipal para fazer cumprir o decreto municipal? Onde está o Ministério Público?
Senhor Prefeito e senhores vereadores, vocês conseguem dormir tranquilos quando percebem que as leis que redigem e aprovam são assim tão descabidamente desrespeitadas? Onde estão as vozes destoantes?
Francamente, que péssimo exemplo!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pessoa desaparecida. Vamos ajudar...

Kléber do Carmo foi visto pela última vez no Município de Lagoa Santa, Minas Gerais. Segundo seu cliente, ele entrou em um ônibus com destino a Belo Horizonte, e depois disso não se tem mais notícia dele.
Então, se alguém tiver alguma informação, por favor, envie para informe7@yahoo.com.br .

Agradecemos antecipadamente a atenção de todos.


NOTÍCIA BOA: A FAMÍLIA JÁ TEVE NOTÍCIAS DO KLÉBER. BREVE COLOCAREI MAIS INFORMAÇÕES (ASSIM QUE AS TIVER).
AGRADECIMENTO A TODOS!!!

Uma composta (Compositae ou Asteraceae)

A maior família botânica, são 50.000 espécies em 900 gêneros. Margaridas, girassóis, crisântemos, absinto, alface e outras tantas que têm inflorescências do tipo capítulo.


Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Estudo para a Avenida Castelo Branco (doado para a SEMMA)

Doamos para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na manhã de ontem, o estudo para a reformulação paisagística da Avenida Marechal Castelo Branco, principal via de entrada/saída da cidade. Optamos por sugerir uma alteração de baixo custo sem interferências arquitetônicas, um paisagismo bastante clean, com a manutenção e recuperação das palmeiras imperiais. Para a rotatória do Boqueirão sugerimos a colocação de mais palmeiras licuri, de porte mais modesto.
A grande novidade (em se considerando nossa região, mas que já vem sendo executada com sucesso em várias cidades) é a substituição da grama (que mais parece mato) pela grama amendoim. Essa forração é bastante adaptada ao nosso clima (nativa do cerrado), não precisa de muita irrigação (só nas fases iniciais) e não precisa de poda (eliminando um problema em vias de trânsito intenso). A grama amendoim ainda tem uma floração discreta. 

A grama amendoim ou amendoim forrageiro. Link da imagem original (clique aqui).
Sugerimos a remoção de todos os arbustos do canteiro central e transferência dos mesmos para outras praças ou canteiros. O motivo é que ali eles não se adaptaram, fustigados pelo deslocamento de ar dos veículos.
Outras alterações são necessárias, em especial o afastamento de postes de iluminação próximo a BR-040, a redução ou eliminação dos retornos e conversões pelo canteiro central, a construção de uma rotatória na entrada do Bairro Jardim Universitário e a colocação de placas indicando a velocidade da via que em alguns trechos é de 40 km/h e em outros é de 60 km/h, nunca mais do que isso (já é assim, mas poucos sabem e quase ninguém respeita). Mas tais questões são de competência da Secretaria de Trânsito e da Secretaria de Obras.
O estudo (é curto, não se preocupem) pode ser lido clicando aqui.

Ramon Lamar de Oliveira Junior
Adriana Drummond
Regina Márcia Moura

terça-feira, 5 de julho de 2011

Praça PARQUE PRIMAVERA (Projeto doado)

Recentemente, eu, a Regina Márcia e a Adriana Drummond fizemos um projeto para uma praça que poderia ser feita no Bairro Primavera (em frente ao Santa Helena Primavera), na saída para Jequitibá. Sabemos que é improvável a implantação da mesma. Mas sabem como ela é? Tem uma pista de caminhada de 400 metros em torno da praça, permite a absorção da água das chuvas, preserva todas as árvores de cerrado (incluindo pequizeiros, pau-terra, cagaiteiras, jatobás e araticum), um "berçário" onde as mudas dessas árvores estão em crescimento natural, um monumento em referência à Caliandra (flor-símbolo do cerrado), um espaço amplo para eventos (feira de comidas, de artesanato, festa popular), uma área de academia ao ar livre e uma área para esportes radicais (skate, por exemplo), irrigação adequada e iluminação em LED, árvores/arbustos frutíferos (acelora e pitanga) para atrair e manter pássaros, bancos brutos de pedra (sob as árvores) e bancos de ferro e madeira. Gastamos ali umas 50 horas de atividade (sem contar o trabalho no AUTOCAD). E estamos dando o projeto de graça. A doação foi feita para o Supermercado Santa Helena Primavera e, por informação que recebemos, seria encaminhado para a prefeitura. Onde é que um biólogo, uma arquiteta e uma artista plástica se juntam para fazer esse tipo de trabalho? (texto modficado a partir de post anterior)
A imagem do projeto está aí. Cliquem para ampliar. Esperamos que gostem!


Abaixo algumas espécies presentes no espaço, todas preservadas pelo projeto!

Cagaiteiras.
Pau-terra
Pequizeiro
 Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Projeto: Regina Márcia Moura, Adriana Drummond e Ramon Lamar

segunda-feira, 4 de julho de 2011

LUTANDO POR UMA ESCOLA (E.M. América Cheles Fernandino)

A Alessandra Casarim, nossa querida "Tia Alessandra" do Pequeno Príncipe, está em uma luta das mais sérias. Lutando por uma escola, pela oportunidade de estudo para dezenas de crianças. Aliás, lutando por toda uma comunidade. Pessoas como ela são raras, pensam primeiro no bem estar dos outros, pensam e agem para que o melhor aconteça para todos. Reproduzo aqui duas matérias do blog da Alê. Mas visitem o blog e ajudem a apoiar essa luta. Cliquem aqui.

"Estimados leitores deste blog,
Precisamos da ajuda de todos, para conseguirmos um telefone público para a Escola Municipal América Cheles Fernandino, localizada a Rua São Sebastião, S/N, Povoado de Morro Redondo, Sete Lagoas, MG. Esta comunidade, precisa urgentemente deste aparelho para melhoria da qualidade de vida e segurança da população local que não possui qualquer meio de comunicação no caso de uma emergência. Fica evidenciado portanto, que até a data de hoje, nem a escola nem o posto de saúde que fica em frente à mesma, não possuem qualquer tipo de aparelho telefônico.
Alessandra Casarim - 17/06/2011"


 "FALTA INTERESSE !!!!!!!!!!!!!
Estamos com uma escola municipal rural, sem telefone fixo ou público ...em frente, tem um posto de saúde sem qualquer tipo de aparelho telefônico também... Enviei uma carta a 3 vereadores e a um deputado, recebi resposta de 2, mas nada ainda foi feito... O pior,  conversando com outro vereador sobre o assunto, ele teve a coragem de me dizer, que esta escola está para ser fechada... ACREDITAM NISSO???
Não vou desistir...tem 36 crianças que dependem deste espaço, exatamente aonde está inserido... 
FECHAR??? Pode ser, MAS TRABALHO EU VOU DAR. PODEM TER CERTEZA!!!
Preciso apenas do apoio de amigos e pessoas que possam abraçar esta escola comigo.
Alessandra Casarim - 04/07/2011"

Quando o Light não é tão Light.

Observem os rótulos abaixo:

 Hellmann's Light e Hellmann's Limão.

Tem hora que fica difícil escolher um alimento light. O caso acima é muito interessante. A maionese sabor limão tem menos calorias (e até menos gorduras totais e sódio) do que a maionese light. Não dá para entender, não dá mesmo! A UNILEVER tem alguma explicação?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Claro que a maionese convencional (sem ser a "limão") é bem mais calórica (valores indicados na parte de baixo do rótulo da "light").

domingo, 3 de julho de 2011

O lixo e a humanidade: múltiplas leituras.

Eu estava fazendo uma caminhada matinal na orla da Lagoa Paulino e vi aqueles "restos da farra". Isso sempre me entristece muito, pois vejo que a conversa de "responsabilidade ambiental" e "cuidados com o planeta" absolutamente não chegou nem perto de atingir de verdade todas as pessoas. Lixo no chão, lixo na lagoa... uma lástima. (Foto ao lado)


Contudo, isso era apenas o começo. Tomei um susto quando cheguei na praça Dom Carmelo Motta. Nunca a tinha visto daquele jeito. E, ontem à noite, passeando com a família por lá e saboreando um yakisoba na Comida Oriental, não pude deixar de elogiar as barracas de artesanato e comidas. Certamente um bom passeio para o turista que estivesse nos visitando. Um programa bem legal, do tipo que se gosta de ver e participar. Mas agora o cenário era outro. Não era a "Praça da Feirinha", era uma praça de guerra. Lixo por todo lado.

Parei para conversar com alguns funcionários da limpeza pública. Disseram que era sempre daquele jeito, um caos. E então veio o tapa na cara, algo que eu não havia percebido. Não eram apenas copos, pratinhos e guardanapos espalhados aleatoriamente por todos os lados. A grande maioria do lixo estava antes dentro de sacos de lixo ou mesmo nas lixeiras. Durante a madrugada, procurando o quê comer, algumas pessoas rasgaram os sacos e espalharam o lixo pelo local. Confesso, doeu!

Tem conhecimento que dói. Doeu saber que está ali, muito perto de nós a miséria humana. Mas doeu, principalmente, saber que a Assistência Social poderia fazer um trabalho ali pelas madrugadas. Será que faz? Por favor, digam que sim. Digam que visitam o local e encaminham as pessoas para abrigos. Digam que fornecem alimento, água, cobertores, produtos de higiene.
Amigos, fiquei muito triste. E ainda estou. Sei que muitos vão dizer que é puro vandalismo, que é questão de polícia e tal. Claro que as garrafas na lagoa, em frente aos botecosdaorla são isso mesmo. Mas aqui na praça a situação é outra. Vejam as fotos abaixo e tentem permanecer impassíveis. Não terá como. Cliquem nelas para ampliar, mas já vou avisando, as imagens ficarão na memória por mais tempo do que vocês gostariam.









Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Para a Feérica Carolina

Puxa, Carolina, vi esta rosa e obviamente lembrei-me de você.  Aliás, não sei se foi a rosa ou a parede que mais me chamou a atenção. Muitos sentidos nesta imagem, não?



Abração!
Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Para o blog da Carolina, clique aqui.

sábado, 2 de julho de 2011

De pertinho...






Para usar como fundo de tela. As duas últimas: pau-brasil e sapucaia.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Faixa de pedestres em Sete Lagoas

É incrível, mas a única faixa de pedestres que é respeitada na cidade é a da Monsenhor Messias (mais ou menos respeitada, uma aluna minha já foi atropelada sobre a faixa). Prova da grande falta de educação de nossos motoristas. É claro que os pedestres às vezes abusam - tem maluco que entra de uma vez na faixa, podendo provocar acidentes.

Faixa de pedestres em frente ao futuro Museu de Mineralogia, Arte e Tecnologia.
Agora há pouco, estava eu ali na praça Dom Carmelo Motta. Para atravessar na faixa, em frente ao futuro Museu de Mineralogia, Arte e Tecnologia (notícia boa essa, não?), foi um custo. Uns 12 carros passaram. Nenhum se dignou, ao menos, a diminuir a velocidade. Com o tal do insulfilm ficou mais fácil ainda ignorar os pedestres. É o famoso "nem te ligo". E olha que ali tem rebaixamento da calçada e tudo mais para a travessia até dos cadeirantes.
Difícil, né? Parece que é só multando mesmo: "A indústria da multa" X "a indústria de infrações".

Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A tipuana e a erva-de-passarinho.

A tipuana (Tipuana tipu) é aquela árvore frondosa da praça Alexandre Lanza. No final do ano, ela costuma cobrir-se com flores amarelas. Algumas pessoas confundem tudo, e acham que é um exemplar de pau-brasil. Veja as imagens abaixo:

 Tipuana da praça Alexandre Lanza e suas flores.

Uma árvore tão bonita merecia mais atenção. O problema dela é que não existe fiação alguma passando por lá, então não ocorrem podas. Mas também, mesmo que fossem feitas podas o problema atual iria persistir. Qual é o problema?
A tipuana, como a gigantesca maioria da arborização urbana da cidade, está coberta com erva-de-passarinho. A erva-de-passarinho (Struthantus flexicaulis) é uma planta parasita que retira a seiva bruta da planta hospedeira, matando-a lentamente ou provocando alterações que levam a queda de galhos, por exemplo. No caso, observem as fotos abaixo, a parasita já está coberta de frutos. São exatamente esses frutos que são ingeridos por pássaros. As sementes viáveis são eliminadas nas fezes dos pássaros sobre outras árvores e a praga sofre dispersão maior ainda.


Detalhe dos frutos da erva-de-passarinho.
Já passou da hora da Secretaria de Meio Ambiente realizar uma campanha de erradicação das plantas parasitas. Há que se assumir a responsabilidade dos cuidados com a arborização urbana. Atualmente, não há cuidado algum. Muito raramente - como foi feito nas castanheiras da Monsenhor Messias e nos paus-ferro da Villa Lobos há coisa de seis meses - é realizada alguma poda para evitar quedas (e podas muito mal feitas, no caso dos paus-ferro com destopamento de várias árvores). No entanto, não se aproveitou do momento da poda para retirar as parasitas: absurdo. Poda mesmo, quem faz é a CEMIG (através de empresas terceirizadas). E que podas terríveis!
Não vejo lá muitos direitos para quem não exerce seus deveres. Como pode a SEMMA pensar em multar quem poda a árvore em frente à própria casa se a Secretaria não cuida como deveria das árvores da cidade? Vamos lá, gente, vamos fazer um Plano Municipal de Arborização Urbana. Vamos estabelecer calendários de podas preventivas, programa de remoção de parasitas, programa de substituição de árvores inadequadas como as figueiras, flamboyants e castanheiras nas calçadas ou outras gigantescas que se encontram sob a fiação... vamos!!!
Dá para fazer? Afinal de contas, a economia da cidade está indo bem ou mal das pernas? Na hora dos delírios para atrair novas e mais empresas, somos dotados de uma economia pujante. Na hora de gastar dinheiro com coisas necessárias (como o caso da Biblioteca Pública), estamos quebrados? Transtorno bipolar, só pode.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Antes que algumas pessoas fique nervosinhas, estou cansado de saber que o problema não começou no atual mandato. Mas também estou cansado de saber que se não começarmos a ter planos de trabalho, os problemas nunca serão resolvidos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A fita de magnésio e o ferro nas provas de química.

Estratégias para reduzir o ferro nas provas de química: 
fita de magnésio no bolso traseiro da calça resolve?

Pk. Ramon
Os primeiros relatos sobre a utilização de metais com grande potencial de oxidação (ou cujos íons têm baixo potencial de redução, conforme desejado pela IUPAC - International Union of Pikaretologic Applied Chemistry) para reduzir o ferro onipresente nas provas de química nos é dado por ninguém menos que Charles Daruin. O ilustre naturalista, um primor nas teorias biológicas, era notadamente fraco na disciplina de química e sempre recorria a esse artifício, porém utilizando-se de um pedaço de zinco, não tão bom redutor como o magnésio.
Magnésio metálico foi bastante usado por outros ilustres com Ainstáin e Carlos Dumont de Antares (para citar um brasileiro famoso). Ambos tiveram resultados promissores que muito os auxiliaram a não ser reprovados nessa disciplina.
Para testar a hipótese da redução do ferro nas provas de química utilizando-se fitas de magnésio no bolso traseiro foram escolhidos 90 estudantes do ensino médio. Os estudantes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos. Os três grupos foram submetidos a um exame de química constando 10 questões discursivas com 2 ítens cada uma, cada item sendo valorado em 5 pontos. O grupo I apenas fez a prova sem nenhum auxílio redutor, uma fita plástica foi colocada no bolso de cada estudante para anular o efeito placebo. O grupo II recebeu uma fita metálica de zinco de 1,0 grama no bolso traseiro e o grupo III, uma fita metálica de magnésio com a mesma massa e com o mesmo uso.
Os resultados encontram-se na tabela abaixo.

TABELA I

DESEMPENHO DOS ESTUDANTES SUBMETIDOS AO EXAME DE QUÍMICA
NA AUSÊNCIA E NA PRESENÇA DE REDUTORES.


GRUPO
NOTA MÉDIA E DESVIO-PADRÃO
I
31,3 ± 7,4
II
43,4 ± 20,2
III
75,1 ± 8,3


Os resultados indicados na tabela I não deixam margem a divagações. A presença do metal magnésio no bolso traseiro tem um efeito indubitavelmente positivo na redução do ferro nas provas de química. A utilização do zinco também tem um efeito importante, mas o alto desvio-padrão acabou tornando-o não-significativo.
Outras pesquisas deverão ser feitas utilizando-se fragmentos contendo a mesma quantidade de matéria em mol, já que 1,0 grama de magnésio possui mais entidades do que 1,0 grama de zinco.
Influência de outras entidades também foi descartada realizando-se o experimento em uma sala blindada tipo “Gaiola de Phara Day”, que impede a presença de entidades malignas que possam alterar o resultado.
Gostaríamos de agradecer ao CNPk pelo aporte financeiro necessário ao desenvolvimento da pesquisa, e em especial à turma de professores que elaborou a prova durante uma cervejada e corrigiu-a enquanto assistíamos a uma exibição desmotivada da seleção brasileira de futebol.

Referências

DARUIN, Charles. Zinc, iron and chemistry exams. Britannic Chemical Magazine, Londres, 1845.
WRITER, Ghost. Anotações sobre a vida das celebridades. Editora Revista Caras, Rio de Janeiro, 2005.
DAY, Phara. Blindagem contra a penetração de entidades malignas, lobisomens, mulas-sem-cabeça e sacis, Revista Folk-lórica Mineira, Belzonte, 2001.

Ramon Lamar de Oliveira Junior
in Revista Brasileira de Picaretologia Química,
Ano I, número 1.

Lendas da Lagoa Paulino

O Flautista
 
Dizem os mais antigos, que numa das mexidas que todo prefeito fez na orla da Lagoa Paulino (essa no comecinho da década de 60), foi escrita na calçada, aquela calçada portuguesa de pedrinhas brancas e pretas, a pauta do hino da cidade. Isso foi perto da ilha do Milito. Claro que na inauguração tinha banda de música e tal. O flautista, trompetista ou clarinetista da banda (sei lá, são várias versões) empolgou-se ao ver a pauta no chão e resolveu conferir se a mesma estava correta. Deu um show à parte. Começou a andar pela calçada tocando a melodia. Talvez já estivesse meio alto (festa sempre tem uma bebida alcoólica, ou duas...). Acontece que perdeu o equilíbrio e caiu na Lagoa com flauta e tudo.


Avião na Lagoa Paulino
 
Dizem também que nesta época foi feita a iluminação com postes das margens da Lagoa Paulino. Ficou muito bonito... uma "gracinha"... aquelas luzinhas todas enfileiradas. Poucos dias depois, um aviãozinho teco-teco, meio perdido procurando o aeroporto Carlos Prates de BH, achou que tinha chegado e começou um procedimento de pouso ao ver aquelas luzinhas enfileiradas através do céu enevoado. Arremeteu na última hora, seguiu caminho e pousou em BH bastante assustado.

Ramon Lamar de Oliveira Junior
in Causos & Abluções de Sete Lagoas
(Comunidade do Orkut)

Marcha da Maconha: uma contradição.

Gente, perdoem se eu estiver errado, mas fiquei com uma dúvida. Consultei alguns jornais e sites e não tive a resposta. Por favor, vocês podem me esclarecer?

Aconteceu alguma Marcha da Maconha depois que o Supremo Tribunal Federal liberou as manifestações?

Hein?