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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Estudo Hidrogeológico

Capturei o texto abaixo (mais o link) do Jornal Sete Dias, edição on line.

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

O estudo hidrogeológico é uma necessidade para o desenvolvimento de Sete Lagoas e um pedido antigo de todos aqueles que estudam a questão. Não podemos continuar enxugando o subsolo, lançando poluentes ou construindo em cima de quais rochas não sabemos.
Contudo, fica uma pergunta e eu gostaria que aqueles mais esclarecidos do que eu nesses meandros das licitações, concorrências e tomadas de preço me esclarecessem:

- Se o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) que determinou a realização do Estudo Hidrogeológico já cita que o estudo está orçado em R$ 600 mil, como funciona a Tomada de Preços? Será uma Tomada de Preços ou a comparação das técnicas, resultados e análises?

Desde já agradeço os esclarecimentos.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Raios múltiplos!!!

Está aberta a temporada de caça aos raios. Com as chuvas chegando (e chegando forte), aumenta a expectativa pela ocorrência dos raios e relâmpagos. Óbvio que um raio é um espetáculo terrível da natureza,  uma descarga elétrica que pode ser fatal mesmo indiretamente. Mas visto a uma distância segura, não tem como deixar de admirá-lo.
Fotografar um bom raio está entre as ambições de todo fotógrafo. Seguem duas fotos de raios que particularmente gosto muito.

Raio-coração sobre Sete Lagoas, Minas Gerais.

Raio-maluco-doido-pirado na Praia de Ubu, Espírito Santo.

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Podas Técnicas: bem feitas no padrão CEMIG

Pode parecer muito estranho, aliás é muito estranho, mas o padrão CEMIG para as podas das árvores próximas à fiação é esse mesmo. Verifiquem que não há preocupação em retirar as ervas-de-passarinho (desde que elas não atrapalhem a fiação)... e muito menos ainda, com a estética.

As podas da direita e da esquerda da imagem acima são do padrão "Bozo". 
A poda do centro segue o padrão "Corcunda de Notre Dame".

Precisamos, como já disse em outra postagem, de um Plano Municipal de Arborização. A situação dessas árvores exige que, aos poucos e de maneira pensada e transparente, sejam substituídas. Pretendo escrever mais sobre isso aqui no blog, argumentando tecnicamente e com imagens que mostram soluções para a arborização da cidade. É possível e nós precisamos disso. Precisamos aumentar a nossa arborização, mas de maneira correta e sustentável. Não podemos mais criar essas aberrações.

Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Condomínios de João-de-Barro

Aqui mesmo no blog, na postagem "Mais sobre a Serra do Cipó" (aqui), coloquei uma imagem de casas de joão-de-barro lado a lado, uma virada em direção oposta da outra. Abaixo seguem dois condomínios de duas casas na Avenida Villa Lobos. Claro que, nessa  hora, postes de energia são utilizados para suportar as casas. Novamente, um dos condomínios tem as casas com as portas em posição oposta. No outro, que não deu para fotografar do lado das portas por causa da posição do sol (fico devendo), as portas estão na mesma posição.



Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 3 de outubro de 2010

Onda verde? Até onde vai a consciência ambiental dos nossos políticos?

Não bastassem os cavaletes amarrados nas árvores e postes ou em cima das praças, fora dos horários e fora dos dias permitidos (em tudo contrariando a legislação eleitoral)...


Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 2 de outubro de 2010

PERGUNTA SOBRE O STF

Amigos advogados, políticos e outros palpiteiros da área que porventura sigam o blog.  Como sei que vocês entendem muito mais dessas "gambiarras" jurídicas que eu, gostaria de fazer uma pergunta (perguntar não ofende).
Se o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL anulou o aparato legal que exigia a apresentação de dois documentos para votar, não voltamos à situação anterior, ou seja, basta o título OU o documento de identidade?
Ao que me parece, ao exigir apenas o documento com foto o STF legislou, coisa que não é da competência dele. O que acham?
Abraços,
Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SAPUCAIA AMEAÇADA DE SUPRESSÃO

dO Dr. Lairson Couto confirmou-me ontem que há um pedido de supressão da Sapucaia do fundo do Mercado Municipal e Casarão. Tal pedido vem provocando fortes dores de cabeça na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A construção de um edifício ameaça a árvore, protegida por legislação municipal que a torna IMUNE DE CORTE. Sete Lagoas só possui três árvores imunes de corte: a sapucaia em questão e as duas palmeiras-buriti das margens da Lagoa Paulino.


 A continar assim, em breve a imagem acima será só concreto e telhados.
 A matéria deve ir ao CODEMA. Fiquemos atentos.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Arborização Urbana, Planejamento e Podas.

Aconteceu ontem à noite no auditório Dr. Marcelo Vianna, no UNIFEMM, a abertura do Seminário de Arborização Urbana promovido pela SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente). Os presentes tiveram a oportunidade de assistir duas palestras. A primeira abordou o Programa Especial de Manejo Integrado de Árvores e Redes - Premiar (CEMIG). A segunda, proferida por Pedro Mendes Castro, ex-presidente da  SBAU - Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e atual presidente da regional sudeste da SBAU foi de grande clareza, amostrando muito bem a capacidade do palestrante.

Dr. Lairson Couto (Secretário de Meio Ambiente) e os palestrantes.

Apesar da velocidade das apresentações, inevitável pela complexidade do tema, dois slides em especial chamaram a minha atenção. Por trás dos slides, a sustentação do exposto por argumentos técnicos. Os tais slides tratam de uma modalidade de "poda radical" que remove o topo das árvores (destopa). A supressão de árvores pode ser uma alternativa bem mais viável, DESDE QUE ACOMPANHADA DO ESCLARECIMENTO TÉCNICO DA POPULAÇÃO. Observe os dois slides seguintes e a destopa executada ("com orgulho") em alguns exemplares de pau-ferro na Avenida Villa Lobos.



A questão da "poda" das árvores parece estar monopolizada pelas empresas de energia elétrica (entre elas a CEMIG). A gigantesca maioria dos argumentos dessas empresas refere-se tão somente a evitar a interrupção do fornecimento de energia elétrica e o "transtorno" provocado pelas árvores (e o prejuízo para os consumidores e para as empresas que são atualmente são multadas por interrupções prolongadas). Claro que a questão é importante, mas prefiro o discurso do Pedro Mendes Castro a respeito do PLANEJAMENTO em relação à arborização urbana. 
A verdade é que a arborização de Sete Lagoas e de 99% das outras cidades é caótica. As árvores são plantadas sem o mínimo critério técnico. Árvores nativas e exóticas são plantadas sem tipo algum de critério na maioria das vezes. Já passa da hora de elaborarmos um Plano de Arborização Urbana indicando espécimes que devem ser protegidos, espécies que devem ser suprimidas e proibidas nas calçadas (como Ficus benjamina e Ficus elastica) devendo ser substituídas por outras mais adequadas, espécies que devem ser substituídas após certa idade quando tornam-se propícias a quedas e planejamento de podas de desbaste, de condução, de remoção de parasitas. Tal ideia está em gestação na Secretaria de Meio Ambiente e fomos convidados para participar de sua elaboração. Importante também é a transparência na elaboração e implantação dessas ações, para evitar os "oportunistas de plantão" que só pensam em ganhar dinheiro vendendo mudas de péssima qualidade e plantando sem o menor critério. Já ocorreu em Sete Lagoas, certa vez, a plantação de milhares de mudas por empresas sem experiência na área... árvores foram plantadas ao lado de postes de iluminação, em calçadas estreitas... e por aí vai.

Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Sobre podas mal feitas, basta consultar os primeiros posts desse blog: aqui e aqui.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Manganês agora é um Minério de Ferro!

Atenção www.setelagoas.com.br, atenção SAAE, vamos repassar informações corretas para as pessoas, por favor. Erros elementares como esse são inadmissíveis.

MANGANÊS NÃO É MINÉRIO DE FERRO!

Diz o final da notícia, que as informações foram retiradas do Wikipédia. Wikipédia não é fonte de pesquisa confiável, mas mesmo lá, está assim:

"O manganês ( do francês manganèse ) ou manganésio ( designação preterida pela sua semelhança com o magnésio), é um elemento químico, símbolo Mn, número atômico 25 ( 25 prótons e 25 elétrons ) e massa atômica 55 u, sólido em temperatura ambiente.
Situa-se no grupo 7 ( 7B ) da classificação periódica dos elementos. Usado em ligas principalmente na do aço e, também, para a produção de pilhas.
Foi descoberto em 1774 pelo sueco Johan Gottlieb Gahn, reduzindo o seu óxido com carbono.
O manganês é um metal de transição de coloração branco cinzento parecido com o ferro. É um metal duro e muito frágil, refratário e facilmente oxidável. O manganês metálico pode ser ferromagnético, porém somente depois de sofrer um tratamento especial.
Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3, +4, +6 e +7, ainda que encontrados desde +1 a +7. Os compostos que apresentam manganês com estado de oxidação +7 são agentes oxidantes muito enérgicos. Nos sistemas biológicos, o cátion Mn+2 compete frequentemente com o Mg+2. É usado em liga com o ferro nos aços e em outras ligas metálicas."

Na Desciclopédia (que é uma versão pirata e humorística da Wikipédia) o manganês é descrito assim:

"Manganês é um elemento químico metal de transição, é constantemente confundido com seu irmão magnésio, mas também, quem foi o gênio que deu nomes tão similares a esses elementos?
O manganês é a esposa do ferro, sendo constantemente misturado com outros metais e oxidado. Apesar de ser o terceiro metal mais abundante do Planeta Terra não está entre os elementos mais conhecidos, uma vez que não é tão simples produzir venenos contra ratos usando manganês.
O manganês é um quase-ferro, por 1 próton e 1 elétron, é menos famoso. É extraído em tudo quanto é canto do mundo, mas ninguém se importa com essa inutilidade.
O manganês recebeu esse nome por ser um dos elementos encontrados na manga."

Ramon Lamar de Oliveira Junior
com informações do www.setelagoas.com.br, da wikipédia e da desciclopédia.

PS.: Para aqueles que gostam de humor químico (umas 4 ou 5 pessoas no planeta), existe a Comunidade de Picaretologia Química no Orkut (da qual sou dono) e é publicada a Revista Brasileira de Picaretologia Química (on line). Para ler os 3 primeiros números clique aqui (e depois vá trocando para rbpq02.pdf e rbpq03.pdf). Futuramente, escreverei mais sobre a revista e a comunidade. Desculpem eventuais erros de digitação nas revistas, ainda precisam passar por revisão. Mas  não se preocupem, a informação química está completamente errada!

Gincana do Blog (1)

Vamos ver se vocês conhecem Sete Lagoas.
De onde são essas fotos? (Tem umas bem fáceis)

Foto 1:

Foto 2:

Foto 3:

Foto 4:

Foto 5:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Denúncia no Estado de Minas

Só hoje percebi essa denúncia no Jornal Estado de Minas de 03 de setembro último. Como não tenho muitas informações sobre o assunto e a prefeitura não se manifestou no jornal, eu gostaria de saber mais detalhes. Alguém está a par desse fato?

O barbatimão para a Izabella

A gente fica emocionado mesmo com essas coisas. Recebi uma mensagem da Izabella no tópico sobre as flores do Cerrado Mineiro com os seguintes dizeres: "Oi meu nome é Izabella tenho 9 anos. Eu estava fazendo uma pesquisa pra escola sobre o barbatimão, essas fotos me ajudaram muito. Obrigada♥"
Muito bem, Izabella, seguem mais duas fotos do Barbatimão:

 Folhas, frutos e detalhe do caule do Barbatimão.

 Aspecto da planta inteira. Serra do Cipó, Minas Gerais.

"Barbatimão (Stryphnodendron) é uma árvore de porte médio e, por vezes, até pequeno, de casca rugosa e galhos tortuosos. Folhas compostas pinadas de folíolos arredondados. Flores esbranquiçadas ou avermelhadas pequenas e dispostas em espigas. O fruto é uma vagem comprida, carnosa, grossa, com uns 10 centímetros de comprimento. Ocorre principalmente do Pará a São Paulo, Bahia, Minas e Goiás. O povo usa infusões da casca para certas enfermidades." (modificado de Nossas Madeiras, de Eurico Santos, Editora Itatiaia, Belo Horizonte.)
O barbatimão é usado na medicina popular para vários fins: hemostática (parar hemorragias), emética (provocar vômito), antisséptica, antidiarreica, antiescorbútica (contra o escorbuto - deficiência da vitamina C) e antiasmática, entre outros usos.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Lagoa da Catarina: ex-cartão postal.

Foto tirada dia 25 de setembro de 2010.

As chuvas estão chegando e a imagem da lagoa da Catarina vai melhorar (isso se a enxurrada não arrastar  novamente "toneladas" de lixo lá para dentro). Vamos assumir a necessidade de recuperar a lagoa ou vamos perder mais um cartão postal da "cidade turística"? Com a vinda das chuvas, as obras (se existirem) ficarão para o próximo ano. A Lagoa do Cercadinho melhorou muito com a intervenção da SEMMA, enfrentou o inverno seco sem secar totalmente, como ocorria nos anos anteriores. 
Já temos o "como fazer". Façamos!

 Foto tirada dia 23 de Fevereiro de 2010. O lixo que foi carreado pela lagoa após uma
chuva forte. A matéria está lá no blog No Prelo (clique aqui).

Ah, em tempo, a Ilha das Flores continua abandonada. No final do ano passado foi noticiado que uma escola de paisagismo faria o projeto para a recuperação paisagística da ilha (clique aqui). Então vamos lembrar a turma, pois o prazo de execução é em 2010. Vamos lá que ainda dá tempo. Quem sabe inauguramos no aniversário da cidade? Prefiro lembrá-los do compromisso assumido do que posar de malvado em janeiro e anunciar bombasticamente uma promessa não cumprida.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Inflorescência da Mamona (Ricinus communis - Euphorbiaceae)

A mamona é uma verdadeira praga no que diz respeito à sua propagação. Espalha-se com uma velocidade espantosa em um terreno baldio. A razão é simples, os frutos secos explodem e lançam as sementes longe. A planta não precisa lá de muitos cuidados e cresce vigorosamente. Mas a mamona também é fonte de óleo, (óleo de rícino), biodiesel e por aí vai. Existem questões técnicas sobre a utilização do óleo de mamona na mistura do biodiesel, o Ministério das Minas e Energia e a ANP (Agência Nacional de Petróleo) não são favoráveis, a EMBRAPA acha que os problemas técnicos podem ser solucionados. Na verdade, ficamos sem saber se o problema é verdadeiramente técnico ou econômico. Acredito que o cultivo da mamona seria muito interessante para famílias de baixa renda, aproximando-se do modelo indiano para a produção do álcool de cana. Os eventuais subsídios governamentais para essas famílias seriam uma forma de redistribuição de renda bem mais interessante do que simples programas assistencialistas. Fico achando que o governo prefere financiar os plantadores de soja...
Bom, deixemos de lado a política da mamona e voltemos à biologia da tal oleaginosa A planta apresenta uma curiosidade em suas flores. As flores são de sexos separados, ou seja, flor masculina com pólen e flor feminina com ovário (que origina o fruto). Mas  ambos os tipos de flores estão no mesmo cacho. As flores masculinas embaixo e as femininas em cima.
A foto abaixo mostra uma região do cacho. As flores masculinas estão na metade esquerda, uma inclusive sendo visitada por inseto polinizador (uma pequena vespa). Nas flores femininas o ovário, em forma de mamona (fruto) já em desenvolvimento. Está aí um bom exemplo da diferença entre ver e enxergar. Todo mundo vê cachos de mamona, mas raramente enxerga os cachos em flor com flores de dois tipos diferentes. Alguns dizem que essa capacidade de observação é que distingue os biólogos das outras pessoas. Pode ser. Viva o "olho de biólogo", então!


Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 25 de setembro de 2010

Notícias agitam o balneário: deu no Niu Iórqui Táimes.

(Clique na imagem para ampliar)

Parecer da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas

A dependência química é um problema social que afeta as cidades brasileiras e, em especial, as localizadas nas regiões metropolitanas. Em Sete Lagoas, não é diferente. Localizada a 70 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade também enfrenta a presença do crack e de outras drogas. No entanto, contrariamente ao informado por O TEMPO, em 21 do mês corrente, o município constrói, sim, um trabalho de assistência social e não está desatento e inerte à questão.
A prefeitura consolida um plano de ações que apresenta resultados de médio e longo prazo, articulando a tríade prevenção, combate e reinserção. O governo municipal entende que somente repreender os usuários não é a solução mais apropriada, a qual vem através de ações intersetoriais, integrando assistência social, saúde e segurança nos espaços urbanos.
Em Sete Lagoas, um novo caminho é oferecido aos dependentes químicos através da abordagem diária realizada por assistentes sociais, que oferecem alimentação, higienização e estada. O tratamento do usuário de droga também é realizado por meio de encaminhamento à comunidade terapêutica de recuperação ou grupo de autoajuda.
Com respeito às decisões e escolhas individuais, a administração municipal dá a oportunidade de retorno aos estudos, possibilitando o aumento da escolaridade, assim como a qualificação profissional e o direcionamento ao mercado de trabalho. Tais medidas são trabalhadas, em paralelo, com a reinserção familiar desses sujeitos, visando assegurar os resultados conquistados.
Cabe ressaltar que, nas áreas com vulnerabilidade e risco social, quatro centros de Referência da Assistência Social acompanham as famílias, apresentando os rumos para uma vida melhor e mais digna.
Dentro dessa visão integrada de enfrentamento, a segurança pública recebe atenção especial, com o trabalho ostensivo das polícias Militar e Civil para evitar o aumento da criminalidade decorrente do uso de drogas, e, em especial, do crack. A força policial ainda procura destituir quadrilhas de traficantes e retirar os entorpecentes de circulação. Especificamente na região central da cidade, 27 câmeras do sistema de monitoramento eletrônico Olho Vivo auxiliam a atuação policial 24 horas por dia.
Para trazer mais celeridade ao trabalho de enfrentamento do crack e outras drogas, uma força-tarefa será montada a partir de outubro, reunindo as secretarias de Assistência Social, de Meio Ambiente e de Obras e a Guarda Municipal, com envolvimento da comunidade por meio dos conselhos municipais de Assistência Social e de Defesa Social.
Desse modo, mais do que uma questão localizada de polícia, o trabalho da Prefeitura de Sete Lagoas é focado em estabelecer políticas públicas de enfrentamento que consolidem uma agenda efetiva, pensando as drogas em todas as esferas, a partir da noção de problema social.

MÁRIO MÁRCIO CAMPOLINA PAIVA
PREFEITO DE SETE LAGOAS
 

Sapucaia: Lecythis pisonis (Lecythidaceae)

A sapucaia é uma árvore nativa da Mata Atlântica Brasileira. Atinge grande porte e no mês de setembro torna-se totalmente cor-de-rosa. A maioria das pessoas, que não tem o hábito de observar adequadamente as plantas, julga tratar-se de flores. Mas a coloração rosada vem das folhas novas. As flores apresentam coloração branca-arroxeada. Em Sete Lagoas somos brindados com algumas belas floradas de sapucaias, como a que existe aos fundos do casarão e do Mercado Municipal e algumas outras, mais novas, espalhadas pela cidade.
Os frutos da sapucaia são grandes cumbucas que se abrem (pixídios) liberando as sementes ou castanhas. O ditado popular "macaco velho não mete a mão em cumbuca" refere-se ao fato dos macacos meterem as mãos por dentro da abertura do fruto para pegarem as sementes. Quando tentam tirar as sementes, as mãos cheias não passam pela abertura do fruto e o macaco inexperiente fica ali preso sendo alvo fácil de caçadores. Mas isso é coisa de macaco novo e afobado. Macaco velho já passou por esse apuro e não cai mais nessa.

Sapucaia próxima ao Casarão e Mercado Municipal

Sapucaia próxima ao "Santuário"

Detalhes das folhas e flores

 Cumbuca da Sapucaia.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os cavaletes que tanto incomodam: legislação do TSE

Amigos, 
leiam a instrução 131 da resolução 23191 do TSE (cliquem aqui) e ajudem a fiscalizar os malditos cavaletes que se espalharam por Sete Lagoas e pelo Brasil inteiro. Abaixo, o artigo 11, que trata especificamente do assunto. Acho que está na hora de encaminharmos ao juiz eleitoral as denúncias para que os candidatos sejam punidos.



Convém observar (parágrafo 2o) que os cavaletes e similares estão proibidos nos "bens de uso comum" conforme o CÓDIGO CIVIL ou seja: ruas, PRAÇAS, pontes, estradas, bancos de jardim etc.
Os cavaletes dos candidatos estão em todos os lugares, inclusive sobre os gramados das praças e apoiados em árvores, afrontando a legislação. E muitos deles passam a noite inteira na rua, não são recolhidos às 22 horas. Como os partidos políticos podem ser tão desorganizados? Como a justiça eleitoral aceita isso calada, sem adverti-los e multá-los? Realmente são cidadãos acima das leis, privilegiados em todos os sentidos. Dá vergonha.

Cavaletes "dormindo" na Monsenhor Messias após as 22 horas.As mensagens foram descaracterizadas em programa de edição de imagens. Cadê a advertência aos partidos/políticos? Cadê as multas?
 Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Absinto Muito II

Ontem recebi a notícia: o Absinto Muito havia ganhado as páginas do jornal Estado de Minas. Está lá, na página 4 do Caderno de Cultura, com os comentários pra lá de elogiosos do Kiko Ferreira, produtor da Rádio Inconfidência.

O blog manda um abração para os garotos da banda. Muito sucesso é o mínimo que vocês merecem por trazer um som tão especial para nossa Sete Lagoas.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Flor do Pequizeiro

O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é uma planta quiropterófila, ou seja, é polinizada por quirópteros. Tá bom, quirópteros são os morcegos. Pronto!
As plantas possuem adaptações para facilitar a polinização. Cada caso é um caso. Nessas flores, não adianta ter cor forte e berrante pois os morcegos são praticamente cegos. Flores pequenas também não teriam vez, pois os morcegos se orientam por ecolocalização (eco produzido pelos sons que eles emitem). Algumas flores pequenas são polinizadas por morcegos (caso do abacate) porque ocorrem em cachos.
As flores do pequizeiro possuem muitos estames (essas varetinhas finas e brancas com uma bolinha na ponta) onde são produzidos os grãos de pólen. Tanto pólen é necessário para garantir que o mesmo seja efetivamente transportado de uma flor para outra, possibilitando a reprodução.
Muitas vezes as pessoas não compreendem porque uma espécie, como o pequizeiro, é protegida. Na verdade, penso que todas deviam ter algum grau de proteção. Afinal há uma teia ligando todas as espécies de seres vivos, uma teia de relações de interdependência. Mas proteção exige bom senso e, verdadeiramente, esse é um artigo escasso.
Pequizeiros são protegidos (imunes de corte) em Minas Gerais. Contudo foi sancionada e publicada em 26/07/2008 a modificação da Lei 10.883, de 1992, que lhes dava esse status. A mudança admite o abate do pequizeiro apenas quando necessário à execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou de relevante interesse social, mediante prévia autorização do poder público. O empreendedor deverá plantar um número bem superior de pequizeiros- 25 vezes o número de árvores suprimidas - e acompanhá-los por cinco anos, garantindo a eficiência da medida e o acesso da população aos frutos do pequizeiro. A maior motivação para essa alteração, em caráter imediatista, foi a questão dos 400 pequizeiros  que se encontravam no terreno da AMBEV, aqui em Sete Lagoas. Resta saber até onde irá a autorização do poder público no futuro. 
A ética ambiental, como toda forma de ética, sofre mudanças no tempo e no espaço. Espero que, no futuro, ainda sejamos éticos o suficiente para entender quais áreas já estão ambientalmente degradadas, preferencialmente podendo receber indústrias e quais ainda se mantêm com pouco impacto ambiental, merecendo a preservação. Espero também que áreas não venham a ser degradadas propositadamente hoje para servirem a objetivos escusos amanhã.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior