2) ESTUDO GEOLÓGICO
Leiam atentamente os dois trechos (páginas 15 e 20, respectivamente) do Relatório de Estudos Geológicos da área do empreendimento que se pretende construir:
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| Página 15 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar). |
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| Página 20 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar). |
Para início de conversa, ESTUDO GEOLÓGICO que é bom mesmo, nem foi feito. Mal mal foram identificadas áreas de risco de abatimentos e deslizamentos.
Não consigo entender: "A área comercial e de condomínios multifamiliares, CORRETAMENTE, encontra-se concentrada em posição com maior probabilidade de abatimentos." E aí indica-se um porte dos prédios de até 10 pavimentos. Como é possível fazer essa sujestão sem conhecer o subsolo? Pretende-se "desviar" das possíveis áreas problemáticas, mas será viável? Quando descobrirão que não é possível e mudarão a ocupação para lotes comuns? Quem será maluco de comprar lote numa área que já vem com essa tarja?
Aí vem o outro trecho que começa falando que para se planejar bem a cidade é necessário conhecer a geologia do seu sítio de implantação. Clap clap clap. Então deveriam ter feito um estudo geológico decente, não?
E aí fala-se - meio jocosamente - em "dengue cultivada em brejos lacrimejantes alçados à condição de nascentes"! Por acaso existe algum estudo mostrando a ocorrência de larvas de mosquitos nos tais brejos lacrimejantes? Está no RIMA? Ou essa frase foi feita apenas para apavorar os inocentes moradores da cidade?
Melhor seria paralisar todo o processo de licenciamento da área até que um estudo sério seja feito, já que o relatório mesmo concorda que "o conhecimento até aqui alcançado é insuficiente, tendo sido possível apenas uma discriminação muito ampla". Aliás, o último trecho em destaque é como um "lavo minhas mãos", "não me responsabilizo por nada até que um estudo de verdade seja feito", mais ou menos isso.
Para finalizar, ainda estamos aguardando a resposta do SAAE em relação ao provável esgotamento da Lagoa da Chácara pelo uso dos poços profundos e sobre a aventada ausência de outorga para extração de água nos poços do SAAE na região.
Ramon Lamar de Oliveira Junior
PS.: Se há larvas de Aedes aegypti nos "brejos" da Fazenda Arizona, cabe à Secretaria Municipal de Saúde fazer a verificação e multar os proprietários do terreno. Pode ser?