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segunda-feira, 18 de junho de 2012

CIDADE SEM HISTÓRIA

[Encontrei o texto abaixo no site do Jornal Sete Dias e peço permissão ao autor para divulgá-lo. Concordo plenamente com as colocações e até faria mais algumas sobre o tanto que se perdeu na desmontagem das oficinas (quase uma pilhagem, pois as mesmas ficaram expostas a ação dos vândalos). Lembro que no passado fizemos um movimento para abrigar uma das locomotivas sob um telhado. Hoje, caminha para a lenta corrosão...]

"Venho às autoridades competentes relatar uma triste realidade percebida por mim, morador dessa linda cidade. Sempre que trafego pela Praça da Prefeitura e Museu Ferroviário, vejo sendo degradado pelo tempo o primeiro compactador de asfalto adquirido pela Prefeitura. Na Praça da Estação, vejo a locomotiva e o vagão-escola sem nenhum abrigo.
Qual a finalidade do Museu Ferroviário? São relíquias que temos na nossa cidade que deveriam ser restauradas e preservadas. Já perdemos a Oficina da Rede Ferroviária, quantas coisas mais ainda podemos perder? Deixo minha sugestão na expectativa de que Sete Lagoas seja realmente uma cidade turística e que possa preservar parte do passado."
Abelino Cardoso Reis
Comerciante
[Sendo neto (Francisco de Oliveira), sobrinho (Antônio e Joaquim Chamon), genro (José Onofre) e amigo (Leonídio Borba "Lió") de ex-ferroviários, eu não poderia deixar passar esse apelo em branco. Parabéns, Sr. Abelino! Já comentei sobre o assunto AQUI no blog, em agosto do ano passado. Seguem-se as fotos daquele post.]

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

4 comentários:

  1. Fez-me lembrar uma passagem do livro do Santayana, que diz:

    "O progresso, longe de consistir em mudança, depende da capacidade de retenção. Quando a mudança é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhorada e nenhuma direção é estabelecida para um possível aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, como acontece entre os selvagens, a infância é perpétua. Aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo."

    George Santayana, A Vida da Razão (1905), volume I, capítulo XII

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  2. Dá-lhe, Pandowski! (Quanto tempo, não?)

    Infelizmente, aviso-lhes o choro. (Uy!)
    O choro por nossa perdição.

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  3. Oi, linda!!! Os comentários sempre saem. É que eu os aprovo antes ou não, para evitar xingamentos, ofensas e outras idiotices do mesmo gênero ou pior. Afinal, como os temas aqui despertam muita (in)sensibilidade em algumas pessoas, tenho que me resguardar de problemas. Mas você sempre é publicada, pois sensatez tem de sobra!

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