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terça-feira, 5 de junho de 2012

40 anos depois...

Aqui no Brasil (e em boa parte do mundo), 40 anos depois da primeira Conferência da ONU sobre Meio Ambiente realizada em Estocolmo no período de 5 a 16 de junho de 1972, ainda estamos engatinhando nas questões ambientais. Claro que atualmente o tema tem muito mais visibilidade, mas a polarização ("destruidores" x "ecochatos") causa tensão. 
Nem todos compreendem perfeitamente os conceitos de preservação e sustentabilidade. Também não é de se admirar. Vejo crianças saindo de escolas (onde com certeza o tema é discutido) e jogando papel de bala na calçada, copinho de sorvete e toda sorte de lixo. Se quem está recebendo informações "quentinhas" sobre o assunto e está na fase do aprendizado mais intenso age assim... imaginem quem não teve essa oportunidade?

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A realização da ECO-92 (Rio de Janeiro, 1992) não equacionou satisfatoriamente diversos temas relevantes e ainda lutamos em relação à questão desenvolvimento x sustentabilidade. Uma das maiores demonstrações dessa batalha é o fracasso do Protocolo de Kyoto. Agora, com novos países alcançando a condição de "economias desenvolvidas", as metas de redução da emissão de gás carbônico tornam-se ainda menos consensuais. Ninguém quer pagar o preço da preservação ambiental, verdade seja dita.

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Semana que vem, começaremos a Rio+20 (vinte anos depois da ECO-92 e quarenta anos depois da Estocolmo-72). E começaremos mal, com a perspectiva de aprovação de um "Novo" Código Florestal que aumenta a agressão sobre nossas encostas, mangues, rios e nascentes. Imaginem o conceito de recuperar matas ciliares com pinheiros e eucaliptos! Que avanço!!!
Enquanto alguns países do mundo já falam em contabilizar o Índice de Felicidade Humana, nós ainda estamos distantes de um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) decente. Infelizmente, aqui no Brasil, quem manda nessas decisões ainda é o PIB.

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Vale retornar ao final da década de 1960 e início da década de 1970 e perguntar: já conhecemos os Limites do Crescimento? Ou vamos conhecê-los, futuramente, da pior forma possível?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

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