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domingo, 27 de outubro de 2013

PROVAS DO ENEM 2013: UMA GUINADA NA DIREÇÃO DA COBRANÇA?

Ainda é cedo para afirmar, mas a experiência de ter participado de 4 das 5 edições do NOVO ENEM exige que eu pelo menos tente responder a uma pergunta: - E aí, como está indo o ENEM?
Percebi a prova de 2013 com um grau mais elevado de dificuldade do que as provas de 2011 e 2012. Muitas questões fugiram do tradicional "raciocinar para acertar a questão" e caíram na vala comum das fórmulas e conceitos, especialmente em química, física e matemática. Em certo sentido, percebo que o ENEM caminhou para ser mais inquisidor, nos moldes dos vestibulares tradicionais tão criticados naqueles idos de 2009 quando nasceu a nova proposta.
Algumas questões beiram até mesmo a fugir do programa tradicional do Ensino Médio (como já havia acontecido em 2012 com a questão de "mecanismo de reações orgânicas"). Fugir do programa é inaceitável.
Nada contra o aprofundamento da cobrança, aliás talvez seja a sinalização de alerta que responde à percepção de que o Ensino Superior começa a caminhar para trás, arrastado pelo Ensino Médio  que também imprimiu marcha-a-ré, superficializando o ensino. Então, podem (os "doutores" do INEP) ter chegado à conclusão que a prova precisa ser mais "puxada" para evitar que as rédeas da educação fiquem soltas. Precisamos perguntar a eles qual a motivação para os alunos do Terceiro Ano do Ensino Médio continuarem a assistir aulas até o mês de dezembro, pois essas outras rédeas estão completamente soltas, naus à deriva. Tempo de ensinar e aprender jogado às traças.
Outro problema é que a proposta de desempenhos equivalentes entre edições distintas fica comprometida com tantas variações. Haja TRI! E o tempo necessário para resolver a prova, que já era limitante, vai se tornando impraticável.
Resta ver se realmente é uma tendência para provas futuras ou se foi algum tipo de aborto do sistema. Para isso vamos aguardar a divulgação do gabarito oficial e a manifestação de mais pessoas em relação às notas conseguidas, especialmente em comparação com o ano anterior.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Continuo com a hipótese já levantada anteriormente que as questões estão sendo selecionadas do banco de dados por algum programa automático, sem filtros. Seria uma explicação para tantas questões sobre África, Descartes, Química Orgânica ou uso de fórmulas para cálculos. Quanto ao pré-teste, continuo na dúvida se existe mesmo pois vi questões com referências a dados de 2012 (como poderia ter sido pré-testada dois anos antes da prova?).

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