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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Arborização urbana, o desafio da "Floresta Urbana".

É provável que uma pequena parcela da população não concorde com a afirmação que "a arborização urbana é necessária". Sim, existem pessoas que só conseguem enxergar os problemas relacionados às árvores (queda de folhas, flores e frutos; queda de galhos; rachaduras em calçadas e tubulações de água e esgoto...). Não tiro totalmente a razão destas pessoas, mas convém lembrar que a opção por arborização não pode ser apenas a expressão do "arregace as mangas, vá lá e plante uma árvore". O caminho é um pouco mais complexo.

Vamos tentar colocar esse caminho de uma forma didática (sugestões nos comentários são bem vindas):

1) A escolha do local é determinante de tudo. Calçada, canteiro central, rotatória, praça e interior do lote (frente "jardim" ou fundos "quintal"), para cada local há espécies recomendáveis e espécies "proibidas" (entre aspas porque nesse caso dependerá muito de um esforço para conter os ímpetos de crescimento da espécie).

*** Calçadas: naquelas com menos de um metro e meio é praticamente inviável o plantio de árvores. Nesse limite, algumas arbustivas (se bem guiadas e erguidas) podem ter sucesso: hibisco, ipê-de-jardim, chorão-mexicano, extremosa, falsa murta, flamboyant-mirim, espirradeira e grevilha. A partir de um metro e meio já é possível pensar em árvores, mas levando também em consideração a existência de rede elétrica aérea ou subterrânea: quaresmeira, escumilha-africana, ligustro (alfeneiro), calistemo, eritrina verde-amarela, jasmim-manga e pata-de-vaca. Em calçadas mais largas, em especial sem rede elétrica, já é viável a presença de árvores que vão gerar mais sombra (e também mais cuidados em sua condução e manutenção): jacarandá-mimoso, magnólia amarela, acácia-chuva-de-ouro, árvore-da-China, cinamomo, espatódea, ipês (com muito cuidado em relação à poda e crescimento), eritrina-mulungu, oitizeiro, sabãozinho, triplaris (pau-de-formiga - lembrando que a floração da fêmea e do macho são bem distintas) e sibipiruna (de novo o alerta em relação à poda e crescimento).


Árvore da China, Grevilha e Chorão mexicano. (Cliquem nas imagens para ampliar)

*** Canteiros centrais: a largura do canteiro central também é importante e deve ser considerada como a tal calçada estreita, entretanto a vegetação não pode provocar distração no motorista e dificuldades para o pedestre (visibilidade). Lembrando que temos sugerido muito o uso de forração de grama-amendoim (Arachis) em especial para os canteiros onde não há trânsito de pessoas, devido à sua facilidade de desenvolvimento e trato (não necessitando de podas frequentes). Palmeiras de porte médio (licuri, por exemplo) e yucca seriam opções razoáveis. Pequenos arbustos ornamentais também têm sua vez como azaleias e ixoras. Em caso de árvore, a questão da boa poda de condução e levantamento da copa é fundamental. Frutos que possam cair e provocar acidentes, nem pensar (já vi mangueiras em canteiros centrais de rodovias... o bom senso passou longe). Outra questão relevante é sobre a necessidade de podas frequentes (custo excessivo e risco para os jardineiros).


 Grama-amendoim (Arachis), hibisco e ixora. (Cliquem nas imagens para ampliar)

*** Rotatórias: mais uma vez a questão da visibilidade de todos e distração dos motoristas é fundamental. Palmeiras e plantas de padrão semelhante (Cycas, por exemplo) nos parecem ser mais adequadas.

*** Praças: agora sim podemos pensar nas árvores de grande porte: tipuanas, paineiras, oitizeiros, pau-brasil, ipês diversos, canafístula, flamboyant, pau-ferro, cássia rosa (Cassia javanica e Cassia grandis), gameleira, Ficus elastica, Ficus benjamina, castanheira (sete copas), sapucaia e vai por aí afora. Óbvio que as árvores de médio e pequeno porte também podem e devem estar presentes, mas as praças são o local perfeito para as grandes espécies. Como sempre, o cuidado com a poda, condução, remoção de pragas deve ser uma constante e não um evento esporádico do tipo Copa do Mundo.


Cássia rosa, flamboyant (muito bonito mas plantado inadequadamente em calçada estreita) e sapucaia. (Cliquem nas imagens para ampliar)

*** Jardins das residências: tudo na dependência do afastamento frontal e também na presença de fiação aérea. Atualmente, opta-se por uma aparência mais limpa ("clean") dos jardins, mas isso não impede a presença de uma árvore de porte maior, como um ipê.

*** Quintais: agora o espaço em que podem ser usadas as frutíferas, mas sempre com muito cuidado em relação ao porte das árvores, áreas sujeitas a quedas dos frutos e proliferação de pragas. É importante lembrar ao cidadão que, na maioria das cidades, as árvores da sua calçada, do seu jardim ou do seu quintal não são "propriedade exclusiva" do dono da casa ("- Eu que plantei, então é minha e faço o que quiser!"). Regras existem para podas e para supressões. Convém consultar a Secretaria do Meio Ambiente ou o outro órgão público relacionado com essas ações.

2) O solo e o clima são adequados? É muito comum que as pessoas vejam uma bela planta em uma cidade e depois tentem obtê-la também para seus espaços. "As pessoas", no caso, vão do cidadão comum ao prefeito. Entretanto, nem sempre o solo e as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da planta. Daí uma diretriz que, com muita dificuldade, estamos propondo e nos empenhando, que é o uso de espécies nativas. Muita dificuldade porque precisamos do esforço das Faculdades/Universidades/Centros de Pesquisa para que consigamos "domar" algumas espécies e oferecê-las como mudas viáveis e interessantes para o paisagismo urbano. Voltando à questão do solo, sempre é possível trabalhar-se na perspectiva de correção de seu pH e nutrientes, contando com a ajuda de um agrônomo. Já o clima...

3) Parasitas! Erva de passarinho e cipó chumbo são os dois maiores inimigos da floresta urbana. A primeira é verde (faz fotossíntese) e retira da planta os nutriente minerais (água e sais minerais ou "seiva bruta". Lentamente leva a hospedeira ao declínio e morte. A segunda é amarela, são fios amarelos desprovidos de clorofila (não faz fotossíntese) e retira os nutrientes orgânicos produzidos pela planta hospedeira (seiva elaborada). Esta conduz a hospedeira rapidamente à morte. A remoção dos parasitas é primordial e deve ser feita tão logo se perceba a instalação do mesmo. Além de matarem as plantas, os parasitas podem infectar duas ou mais árvores ao mesmo tempo (até de espécies diferentes) e transmitir doenças entre as mesmas (especialmente algumas viroses vegetais). Mas também há os insetos parasitas: pulgões, cigarrinhas, ácaros e cochonilhas, principalmente.

Erva de passarinho (sobre uma tipuana) e cipó chumbo (sobre um pingo de ouro). (Cliquem nas imagens para ampliar)

4) O preço (e o lucro) da opção pelo verde. Como relatado no início do post, muitas pessoas só veem defeitos nas árvores. Na verdade, a disposição em varrer folhas caídas, podar adequadamente e preventivamente, prevenir-se da distância necessária para raízes e queda de frutos é uma decisão que deve ser tomada racionalmente, nunca emocionalmente. "Eu quero a árvore pertinho da minha janela!" ou "Pode ser próximo do muro de divisa com o vizinho, ele é legal e vai gostar! (até que um dia ele se mude e venha outro habitar a vizinhança)" são situações que precisam ser muito pensadas e poneradas. Até mesmo o plantio de árvores altas em calçadas estreitas é um convite aos "amigos do alheio" para subirem nos galhos, pularem seu belo muro alto e praticarem "sua profissão" à vontade (aliás o mesmo cuidado deve-se ter com aquelas cestas elevadas para colocação dos sacos de lixo). No entanto, o preço é barato frente ao benefício das árvores:

FONTE: http://www.vidasustentavel.net
FONTE: http://cidadescomarvores.blogspot.com.br
Na verdade, as imagens acima são apenas de valor simbólico. Dados científicos mostram o valor da arborização de forma fundamental na criação de um microclima com menor temperatura e maior umidade do ar. Não é apenas um ar condicionado (ou 10), mas um ar condicionado que umidifica o ambiente. Também as folhas retêm parte da água das chuvas diretamente e uma grande quantidade de poluentes particulados (especialmente em espécies como o oitizeiro que possui fibras sobre as folhas que agem dessa forma). Contribuem ainda como barreira contra a poluição sonora e visual.
Mas há pontos que devem ficar bastante claros: (1) não basta plantar mil mudas e não fazer a coisa da maneira certa (época adequada, uso de tutores fortes, solo adequado, irrigação...); (2) não basta o prefeito, vereador ou secretário de meio ambiente sonhar com uma cidade arborizada ("embelezar a cidade!")e não contratar adequados serviços de poda, remoção de parasitas e varrição; (3) não basta a população querer a cidade arborizada e sequer arrancar o mato que cresce na guia de suas calçadas; (4) não basta colar um adesivo no carro, usar sacola reciclável, etanol em vez de gasolina, cantar músicas de louvor à natureza e esquivar-se de suas próprias responsabilidades.

Respeito ao meio ambiente equilibrado e sustentável não é modismo, é uma necessidade... quer você acredite ou não!


Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pura arte nos azulejos, em Trancoso (BA)

Estávamos preocupados apenas em curtir o solzinho que abriu nos céus de Trancoso, beber um refrigerante,  uma água mineral ou uma cervejinha (conforme o gosto de cada um) e então, surge em nossa mesa um rapaz pedindo para fazer uma demonstração de pintura em azulejo. Ele estava chegando na praia naquele momento para iniciar seu trabalho diário e precisava fazer uma "amostra" para ver se algum turista se interessava em adquirir sua arte.
"- Ah, tudo bem...", aquela resposta assim, meio sem sal.
De repente o sujeito dá umas espalhadas de tinta no azulejo, mexe as mãos rapidamente pra lá e pra cá e um belo crepúsculo foi tomando forma, com casas, barcos, coqueiros... Grudamos os olhos no trabalho ágil e o pessoal das outras mesas veio levantando e se aproximando, sem acreditar no que via. Das mãos ágeis de um rapaz simples, com tubos de tinta, um paninho inseparável, esponja e palitos ia surgindo um pintura muito bem executada num curtíssimo espaço de tempo. Acho que não foram mais de dois minutos, no máximo três para ficarmos boquiabertos.
"- Caramba, como é que pode!" "- Isso é dom!" "- Vixe Maria, eu não faço nem uma casinha de sapé e um sol entre duas nuvens... depois de dias!"
O sujeito é o Val, Rosivaldo ou Léo, como é conhecido (e muito) em Trancoso. Pois é, o Rosivaldo "Léo" Val é um artista daqueles de qualidade rara. Cada artista tem seu traço, seu estilo, sua sintonia. Val é de qualidade ímpar, ou quase ímpar, já que tem um par que é seu irmão Roni, dono do mesmo estilo. Autodidatas e com certeza portadores de uma mutação genética rara, o dom de fazer encantamentos em poucos minutos com um punhado de tinta num azulejo ou numa peça maior.

Uma amostra feita em menos de 3 minutos.
O Val também faz diversos outros tipos de trabalho: decora churrasqueiras, piscinas, cozinhas, banheiros... às vezes áreas imensas. Alterna, inteligentemente, seus trabalhos na praia (no verão) com outros trabalhos mais extensos (no inverno). Agora pretende ir a Ouro Preto "para ficar um dia inteiro olhando o estilo das casas e igrejas", segundo ele, "e tentar mostrar sua arte para os mineiros". Não tenho dúvidas que será um sucesso.

Trabalhando...
Pronto...
Para os interessados, o contato com o Val pode ser feito pelos telefone 73.9931-4164 ou 73.9804-1132.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dicas de Biologia e Química: VESTIBULAR UFMG 2013


PROVA DE BIOLOGIA

Genética (lembre-se que para a UFMG o assunto engloba Divisão Celular e Síntese Proteica, bem como as relações da genética com a evolução) / Ecologia (além dos conceitos clássicos, os ciclos biogeoquímicos, as relações ecológicas, a sucessão ecológica (recuperação de áreas degradadas) e todo tipo de ação do homem sobre a natureza) / Botânica e Zoologia a partir de características morfológicas ou fisiológicas bem estudadas / Saúde Humana (doenças, profilaxias, soro, vacina, hemofilia, doação de sangue, doação de medula óssea...) / Ação das drogas sobre o organismo humano (noções gerais baseada em texto ou figura) / Alguma coisa de Citologia/Histologia/Embriologia só para falar que caiu (função de organela, tipo de tecido muscular do intestino, fase do embrião quando se implanta no útero e suas células-tronco).

PROVA DE QUÍMICA

Ligações e interações químicas (relações com a propriedades dos materiais em especial solubilidade, pressão de vapor e pontos de fusão/ebulição) / Estequiometria com cálculos a partir de soluções fornecidas / Termoquímica (cálculos com entalpia de formação) / Eletroquímica (metalurgia e potenciais de redução, corrosão) / Equilíbrios (princípio de Le Chatêlier e cálculos de pH e pOH, Ka e Kb, ácidos e bases de Bronsted-Lowry e noção de solução tampão) / Funções orgânicas (cuidado com os arenos, alquenos e alquinos), reconhecimento de isomeria e isomeria geométrica, reações orgânicas (cuidado com as esterificações e hidrólises de ésteres, eliminação a partir de álcoois e formação de polímeros) / Propriedades de polímeros (ligações cruzadas, ligações de hidrogênio no DNA, ligação covalente formando amida entre os aminoácidos...).

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Pirarucu reproduz novamente na Lagoa Paulino

O assunto já foi abordado anteriormente no blog (clique AQUI). Continuo não concordando com a presença dos tais peixes, por suas implicações em relação aos impactos como espécies exóticas.
Aparentemente a reprodução foi recente pois os filhotes estão bem pequenos. Na postagem referida acima, os vi por volta de abril/maio, já maiorzinhos.
O texto abaixo fala sobre os costumes do pirarucu e dá uma dica para quem quiser observar o "papai pirarucu" tomando conta dos filhotes.
Reprodução
Na época da reprodução, a fêmea muda sua cor e fica marrom. A cabeça do macho também muda de cor e fica preta.
Eles formam casais na época da seca em locais tranqüilos e ali preparam os ninhos. O macho, arranca as raízes e galhos do local onde será feito o ninho e com o focinho cava uma toca.
O macho é quem cuida dos filhotes até os seis meses de idade. Durante as primeiras semanas eles ficam nadando em volta da cabeça do pai, que ajuda para que eles subam à superfície para respirar. (http://pt.wikibooks.org/wiki/Bichos_da_mata/Pirarucu)
Aparentemente, a toca ou point desses pirarucus é entre a Ilha do Milito e os Buritis (Getúlio Vargas com Nestor Fóscolo). Sobem para respirar, nessa idade, a cada 30 segundos (mais ou menos). Fácil de ver.

O Papai Pirarucu acompanha os filhotes. Nesse momento ele emergiu. Manchas alaranjadas/avermelhadas são visíveis na região posterior.

Nas duas fotos acima, os filhotes aprendendo a técnica de respiração.
A garça e os biguás mantêm prudente distância. Aliás, o que me chamou a atenção foi ver os dois biguás (na foto acima, no canto superior direito, só tem um) olhando os filhotes e nadando na direção oposta. De bobos não têm nada.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Emissões de CO2 dos combustíveis fósseis e a questão do aquecimento global.

Para entender a influência do homem nos processos climáticos no planeta, basta analisar os dados abaixo referentes ao balanço entre formas de produção e de drenagem do gás carbônico atmosférico.
Claro que as florestas e oceanos produzem gás carbônico, mas eles são sistemas renováveis, ou seja, consomem de volta esse mesmo gás. 
Entretanto, ao queimarmos os combustíveis fósseis estamos lançando um carbono que estava aprisionado desde 300.000.000 de anos atrás no subsolo, afastado da ciclagem da matéria. Esse carbono, na forma de gás carbônico e outros gases tem efeito na absorção da radiação infravermelha e aquecimento da atmosfera.

Média das emissões e absorções de CO2 em torno de 1750. Dados em Gigatoneladas de CO2 (GtCO2). Emissão líquida para a atmosfera = 0 GtCO2.

Média das emissões e absorções de CO2 entre 2000 e 2008 (com a drenagem ajustada para fazer o balanço dos valores). Dados em Gigatoneladas de CO2 (GtCO2). Observem também as mudanças de uso do solo.Emissão líquida para a atmosfera = 15,2 GtCO2.

Na imagem abaixo, enviada pelo Antônio Claret, a "discordância" da "maioria dos cientistas" em relação ao aquecimento que estamos vivenciando:

Observem, principalmente o tal "aquecimento" da década de 1940, tão citado como "prova que  hoje não está acontecendo nada de mais relevante". Vejam como tal aquecimento é insignificante em vista do que se observa a partir de 1980.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 12 de janeiro de 2013

Leishmaniose Visceral: Sobre a doença e dados solicitados à Superintendência de Vigilância em Saúde (Sete Lagoas - MG)

A Leishmaniose Visceral é uma doença causada por um protozoário (Leishmania) e transmitida ao homem pela picada de mosquitos chamados flebótomos (Lutzomyia). Tais mosquitos reproduzem-se especialmente em matéria orgânica úmida do chão das matas (serrapilheira ou folhiço). Importante lembrar que o folhiço é fundamental para a decomposição das folhas e manutenção do ciclo de nutrientes minerais que é responsável pela estabilidade da vegetação.
O mosquito flebótomo (mosquito palha, cangalhinha ou birigui) é tradicionalmente reconhecido pela sua pouca capacidade de voo. Sendo assim, uma das maiores formas de prevenção da doença é evitar a construção de casas muito próximas das matas. Cães nas proximidades das matas podem ser facilmente contaminados pela picadas das fêmeas que estão em época de reprodução (onde precisam de mais sangue para a produção de ovos). O cuidado com os grandes lotes vagos também é fundamental.
A Leishmaniose Visceral pode matar. Afetando os órgãos internos (vísceras), o protozoário pode provocar lesões que levam a graves hemorragias e falência de órgãos. O diagnóstico nem sempre é fácil uma vez que a doença pode ser confundida com outras enfermidades que afetam os órgãos internos (como a hepatite, por exemplo).
Infelizmente, a Leishmaniose Visceral tem feito vítimas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e também aqui em Sete Lagoas.

Imagem do flebótomo: http://leishmanioses.blogspot.com.br/2009/03/agente-transmissor-flebotomineo.html (com mais informações sobre a leishmaniose).
Já tem um bom tempo que solicitei os dados abaixo à Superintendência de Vigilância em Saúde. Prontamente fui respondido pela Márcia Costa (Médica Veterinária), mas o tempo estava escasso para analisar os dados com mais atenção. O tempo continua apertado, mas é importante falar sobre esse assunto.
Foram enviados os dados humanos desde 1999 e os dados de cães positivos deste 2007. Também foi enviado o trabalho científico feito por Márcia C. V. B. Costa, Vanessa V. Bahia e José E. M. Pessanha.

TABELA 1: Número de casos de cães positivos para leishmaniose visceral
em Sete Lagoas, MG, de 2007 a 2011.

Os bairros que têm apresentado mais casos de cães contaminados são: JK, Planalto, Alvorada, Montreal e Itapoã.

Em seguida, o número de casos de leishmaniose visceral em humanos em nossa cidade no período de 1999 a 2011.

TABELA 2: Número de casos de leishmaniose visceral em humanos
por bairro de infecção, em Sete Lagoas, MG, de 1999 a 2011.


Ramon Lamar de Oliveira Junior com a 
colaboração da Superintendência de Vigilância em Saúde

PS.: Falta colocar um mapa com a localização dos casos por bairro.


Podas e supressões... discussão eterna.

A supressão da Paineira da Praça Dom Carmelo Motta rende assunto até hoje.


Advogou-se em defesa da supressão o fato da podridão presente na base do caule e nas raízes, atestada pela SMMA e por técnicos do IEF. Em outras palavras, foi considerada doente terminal. O argumento foi o de possível queda e ferimento/morte de pessoas ou lesões ao patrimônio. A supressão mostrou que o caule realmente apresentava importante comprometimento. Contudo,  pelo grande diâmetro do tronco principal, ainda acredito que uma poda mais extensa (para redução do risco de queda) serviria como aviso à população: "olha, essa árvore está com problemas". Posteriormente, a supressão poderia ser feita sem menores situações de "suscetibilidades feridas".

Pois bem, agora temos o caso recente do Jatobá em terreno particular da Rua Cel. Eurico de Sousa Gomes.


A situação se repetiu. Novamente há o parecer da SMMA de possíveis lesões no tronco e necessidade de supressão para proteger vidas e patrimônios. Acabei de fotografar o caule cortado e realmente há uma lesão na base, conforme a imagem abaixo.


A lesão na base do caule é bem menos extensa do que a que havia na paineira. Novamente, acredito que uma boa poda de redução do peso da árvore poderia também servir para alertar e preparar os espíritos daqueles que defendem as árvores. Mas não foi assim. A supressão foi feita sem aviso algum. Pelo que ouvi falar foram três caminhões de madeira.
Não sou contra supressões. Eu mesmo já pedi supressão de árvore completamente ameaçada (veja AQUI) e outra que já estava morta e colocando a população em risco (veja AQUI). Em ambos os casos fui atendido. E ainda corroborei a necessidade de supressão de uma linda sibipiruna que encontrava-se ocada junto ao hospital da Unimed (veja AQUI). Solicitei também a reposição no local (aí não fui atendido...).
Não sou contra supressões e podas. A questão é que sou amplamente favorável que as questões técnicas sejam colocados à mesa antes da supressão e não depois. É complicado que a população interessada tenha que correr atrás das informações. A maioria não vai, vai apenas "sentar o pau" no acontecido. Eu procuro me informar, mas não tenho aquela disponibilidade para ficar toda hora indo na SMMA solicitando laudos, pareceres e o escambau. E reconheço quando estou errado. Pode ser um pouco difícil argumentar comigo (muitos dizem que é difícil porque sou cheio de argumentos!!!)... mas o diálogo é assim mesmo. 
E olha que coisa pior do que supressão de duas árvores foi a questão da APA da Serra de Santa Helena. A dificuldade de costurar algo viável entre vereadores, empreendedores, ambientalistas e técnicos. Não foi fácil. O que eu pedi? Que o Conselho Gestor fosse imediatamente criado. Fui atendido? Não. Então o Conselho Gestor é o CODEMA e como votará o CODEMA? Aguardemos.

Enquanto isso, até para dar uma caminhada e uma espairecida, tirei alguma fotos agora à tarde e sugiro a urgente supressão das árvores seguintes. Todas mortas e com risco de queda, mortes/ferimentos e lesões ao patrimônio:

Eritrina morta na orla da Lagoa Paulino.

As duas fotos acima sobre a "arquibancada" do campo do Parque Náutico da Boa Vista.

Praça Dom Carmelo Motta, morta faz tempo.
E peço também (de novo) a remoção dos galhos podres da Ficus elastica do lado do Ginásio Coberto.

Vejam que um dos galhos podres (à esquerda, embaixo, já caiu). Espero que não tenha provocado danos. O outro, totalmente podre, espera sua hora de cair. Já alertei sobre isso na época da remoção da Paineira.
E peço mais atenção ainda para essa Palmeira Imperial da orla da Lagoa Paulino com a rua Luís Privat. Essa angulação da copa (dá para ver no Google Street View) é indicativa de lesões por broca de palmeira. Pode cair e provocar sérios problemas. Folhas de palmeira, caindo em toda orla, isso nem é novidade (apesar de ser igualmente perigoso e precisar de um serviço de manutenção mais ativo).


Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Desculpem a ausência de novas postagens...

O serviço está pegando (só entro de férias no sábado) e um novo blog foi criado emergencialmente e está tomando o pouco tempo que restou... http://carpoteca.blogspot.com
Logo volto com novos textos e novos assuntos.
Abraços e obrigado pela compreensão.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.:  O máximo que posso fazer hoje é dar informações meteorológicas. Em Sete Lagoas o tempo está fechado com muitas nuvens, sujeito a fortes chuvas, tempestade elétrica e trovoadas. NÃO FUJAM PARA AS COLINAS!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CONVERSÃO DAS NOTAS DO ENEM 2012 PARA O VESTIBULAR UFMG 2013

ATENÇÃO: A SELEÇÃO DE CANDIDATOS AOS CURSOS DA UFMG PASSOU A SER FEITA PELO SISU, A PARTIR DAS NOTAS DO ENEM. A POSTAGEM SEGUINTE SERÁ MANTIDA APENAS POR RAZÕES DE REGISTRO DA EVOLUÇÃO (?) DO SISTEMA DE SELEÇÃO.

Tendo em vista o grande número de acessos em postagens antigas, cumpre esclarecer que a UFMG não usa mais a fórmula gigantesca que usava antes. Agora ela se baseará na nota do candidato em proporção ao máximo alcançado em cada prova. Ou seja, a conversão só será feita APÓS o MEC/INEP divulgar as notas máximas. Nosso apelo foi atendido, mesmo que a UFMG não concorde jamais que houve prejuízo no passado a alguns candidatos.
As informações abaixo constam do Edital do Concurso.
Mais abaixo, as notas máximas e mínimas do ENEM de 2009 a 2012 e um exemplo de cálculo, usando minhas notas obtidas no ENEM-2012 (mas eu não me inscrevo ao Vestibular UFMG... portanto não fiquem preocupados, não tiro vaga de ninguém.)







NOTAS MÁXIMAS E MÍNIMAS NO ENEM DE 2009 A 2012 (FONTE INEP/MEC)



EXEMPLO DE CONVERSÃO DAS NOTAS DO ENEM PARA 
AS NOTAS DO VESTIBULAR 2013 DA UFMG


Muita gente ainda está em dúvidas sobre como fazer os cálculos, tanto que esse tópico tem tido mais de 200 acessos todo dia desde a liberação das notas do ENEM (antes já não era pouco). Espero que o modelo acima ajude a entender os cálculos que são bem mais simples do que os do Vestibular 2012. Lembrando também que a nota máxima agora é 100 na primeira etapa (ano passado era 64).

Lembro também que a UFMG adota agora a reserva de 12,5% das vagas para os estudantes de escola pública conforme a nota: https://www.ufmg.br/online/arquivos/025963.shtml
Mas não achei a retificação do Edital 2013. Alguém achou? Por favor, mande o link!

O Felipe achou o link com a retificação do edital: http://web.cpv.ufmg.br/Arquivos/2012/Retificacao_Edital_do_Vestibular_2013.pdf

Em caso de dúvida, poste seu comentário que terei prazer em ajudar no que for possível.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Qual a origem da água da Cascata (no Parque da Cascata)?

Acabamos de nos reunir (eu e a Aline Abreu da ADESA) com o Alexandre, da Seltur. Conversamos sobre a questão da água da cascata e levantamos algumas hipóteses para o caso da aparente contaminação da água. Marcamos para esse mês ainda uma visita em conjunto para analisarmos a situação da área. Aproveitamos a oportunidade para sugerir diversas ações simples que podem ser feitas no local, para as quais começarei a procurar parcerias dispostas a ajudar. O diálogo foi aberto e vamos partir para as soluções.

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ATENÇÃO: Estou fazendo uma pergunta e não uma afirmação.

Aliás, fiz a pergunta primeiro no meu Facebook, meio que em off, para a turma que participa como voluntários no combate aos incêndios na Serra de Santa Helena. Não obtive nenhuma resposta exata. Agora vou fazer a pergunta aqui:

Qual a origem da água que está caindo na Cascata do Parque da Cascata?

Eu sempre achei que essa água vinha do sangradouro que existe junto à represa, com uma pequena vazão constante para manter o fluxo, a vida silvestre e o atrativo turístico. No entanto, quando estive presente lá pela última vez (10 dias atrás) eu percebi que o cheiro da água não era dos mais agradáveis e a espuma que estava se formando era indicativa do uso de detergentes ou de matéria orgânica de águas servidas. Terá essa água outra origem ou a água do lago está muito contaminada?
Fica então aqui a pergunta para todos os que puderem esclarecer a questão. E um apelo aos técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para fiscalizarem o assunto. Afinal de contas, ali é Zona de Preservação da APA da Serra de Santa Helena..

Sangradouro com comporta, de onde eu acreditava que era a origem da água que segue para o córrego da cascata.

A espuma e o mau cheiro geraram dúvidas sobre a origem da água.
Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior


PS.: Acabo de receber estas fotos abaixo, tiradas hoje pelo Max Tadeu. E agora? É água pluvial ou é água servida?





PS.: Em visita hoje pela manhã (12/jan/2013) com o Gustavo Ganzaroli Mahé, a Ale Casarim, a Érica da Emater, Aline da ADESA e outros ao local, a situação parecia um pouco melhor. Mas ainda há uma espuma incômoda. A água realmente parece vir em grande parte do sangradouro do lago, mas a espuma e o cheiro continuam me desagradando muito.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O "buraco" na Serra de Santa Helena

Em 16 de setembro eu já havia postado uma imagem dessa "escavação" (veja AQUI) e a imagem abaixo, tirada logo após um incêndio na área.

Situação do "buraco" em setembro de 2012.
Ontem, 01 de janeiro de 2013, o buraco misterioso continuava dando sinal de vida, crescendo lentamente. Vamos ver como ele se comportará com as chuvas fortes que estão por vir e com o encharcamento da encosta. Não precisamos de mais "feridas" na encosta da Serra de Santa Helena.

O "buraco" em 01 de janeiro de 2013.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior