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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eutrofização nas lagoas e nível da água diminuindo

É quase uma equação matemática:

Eutrofização + pouca água = mortandade de peixes

Mas as lagoas Paulino e Boa Vista estão caminhando a passos largos para essa situação.
Na Lagoa Paulino (veja foto abaixo), o nível da água está muito baixo (inclusive abaixo do ponto de esgotamento natural da comporta, observe na mesma foto). Sendo assim, com a seca, a tendência é diminuir ainda mais o volume de água (infiltração e evaporação). Sabemos todos que há um excesso de matéria orgânica no fundo, as carpas reviram os sedimentos e temos algas aos borbotões. As algas consomem o oxigênio dissolvido na água durante a noite e dezenas de peixes podem morrer da noite para o dia. Espero que não aconteça, mas é caminhar no fio da navalha.

Mostra da eutrofização: proliferação de clorófitas (algas verdes). Pior do que está, fica!
Quanto à Lagoa Boa Vista, a situação é dramática. Devido a problemas no ladrão (esgotamento) da Lagoa José Félix, a comporta da Boa Vista não pode ser aberta no pico do período de chuvas (a água que sai pelo ladrão da Boa Vista vai para a José Félix). Sendo assim, o nível da água da Lagoa da Boa Vista subiu muito e provocou, inclusive, "alagamento" de algumas casas no entorno (fato esse que foi divulgado no setelagoas.com.br, clique aqui). Pois bem, após o esvaziamento da José Félix, a comporta da Boa Vista foi aberta ao extremo e o nível foi para o mínimo. Sendo assim, as águas recuaram e "puxaram" o talude da lagoa provocando os desmoronamentos na orla (clique aqui). Pura física!!! Mas o pior - do ponto de vista biológico - está por vir: esgoto continua caindo na lagoa da Boa Vista (inclusive a partir dos sanitários públicos do Parque Náutico, principalmente aos domingos) e os pontos de lançamento de água limpa na lagoa ("esguichos") foram fechados. Isso mesmo, fechados. Observe na foto abaixo:

"Esguicho" tampado. Nível da água baixo, matéria orgânica e nada de água limpa, outra equação com o mesmo resultado: mortandade de peixes.
Choque de gestão não pode ser só em gabinetes. Precisamos do choque de gestão em questões originalmente muito simples. Estivesse o ladrão da José Félix funcionando a contento e a destinação do esgoto dos sanitários públicos do Parque Náutico em perfeito estado e não teríamos esse problemão difícil de corrigir. Probleminhas crescem e viram problemões. É chato ficar repetindo, mas a Teoria da Janela Quebrada é implacável.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Teve um "cara" que uma vez me perguntou como resolver ou minimizar o problema dos peixes que estavam morrendo ou quase morrendo na Lagoa da Boa Vista. Dei a consultoria de graça. Sugeri que se eliminasse o lançamento de esgoto e colocasse os tais esguichos. O tal "cara" fez isso e os problemas praticamente sumiram. O "cara" me agradeceu com um largo sorriso e uns tapinhas nas costas, orgulhando-se do filho biólogo. Sim, o cara era meu pai, quando diretor do SAAE. 
PS.: Ah, o "cara" também colocou esguichos de água limpa na Lagoa Paulino e na Lagoa da Catarina. Os tais esguichos não existem mais.

Faixas presas nas árvores II: na mesma palmeira!

Pois é, pelo visto continua sendo permitido afixar faixas nas palmeiras. Desta vez sem o nome do responsável pelo evento, mas na mesma palmeira. E aí, Secretaria de Meio Ambiente? Dá para fazer alguma coisa?

Foto tirada pelo avesso e invertida ao se trabalhar a imagem.
Um puxão de orelhas, uma notificação, uma multinha? Já não bastam os equipamentos públicos (postes, olho-vivo e outros) cobertos com panfletos afixados? E olha que os endereços e nomes dos infratores estão lá, preto no branco. Não dá para exigir a limpeza?
Certa vez, "discuti" via twitter com o Secretário de Governo, Nadab Abelin, sobre a questão da fiscalização focada da SEMMA sobre algumas empresas. Argumentei considerando reincidências e a estrutura precária de fiscalização. Mas concordo com o Secretário de Governo que é necessário "democratizar" mais a fiscalização, em especial nesses casos muito claros em que os abusos são muito óbvios. E aí não cabe a minha alegação sobre a questão de estrutura ou contingente de fiscais. É muito fácil notificar esses infratores.
Acredito que nessas questões não pode haver "falta de ação". Uma notificação, no mínimo! Na reincidência, multa. Vamos por ordem na casa?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Antes que perguntem se sou candidato a alguma coisa:

PLATAFORMA (João Bosco)

Não põe corda no meu bloco
Nem vem com teu carro-chefe
Não dá ordem ao pessoal
Não traz lema nem divisa
Que a gente não precisa
Que organizem nosso carnaval
Não sou candidato a nada
Meu negócio é madrugada
Mas meu coração não se conforma
O meu peito é do contra
E por isso mete bronca
Neste samba plataforma

Por um bloco
Que derrube esse coreto
Por passistas à vontade
Que não dancem o minueto
Por um bloco
Sem bandeira ou fingimento
Que balance e abagunce
O desfile e o julgamento
Por um bloco que aumente
O movimento
Que sacuda e arrebente

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Moradores reclamando das praças

A internet aproximou muito as pessoas dos meios de comunicação. Exemplo disse é a reclamação no setelagoas.com.br de mais um morador em relação às praças de Sete Lagoas (clique aqui para ler a matéria). Como já expliquei anteriormente, o surgimento deste blog ocorreu por causa da Praça do Canaã e sua maquiagem que eu não engoli.
As reclamações que antes eram apenas entre os vizinhos, no máximo no boteco e no barbeiro ou no cabelereiro, agora ganham os blogs, as redes sociais e os jornais online. Ganham todo um repertório de ouvintes e leitores até então impossíveis. Prova disso foi a articulação do movimento "Fora Maroca" e a repercussão de diversos protestos na cidade, dos mais simples bonecos pescando em buracos até os fechamentos de rua com intervenção da polícia. Violência nunca deve estar presente (de ambas as partes), mas o direito de manifestação precisa ser garantido.
Voltando à praça fria, sou dessa turma de indignados com as condições de nossas praças, canteiros centrais e arborização. Não é necessária muita pirotecnia para se criar uma cidade mais bonita. Criar nem é bem o termo, afinal de contas nossa cidade dá provas de possuir muitas belezas. 
É lamentável ver um espaço tão extenso como o da citada Praça Cristina Leão França (no Interlagos) estar abandonado, sem absolutamente uma árvore plantada para amenizar nosso clima. Tão deprimente quanto é ver o estado de muitas de nossas árvores tomadas por parasitas como o cipó-chumbo e a erva-de-passarinho. A verdade, em relação a Sete Lagoas é muito simples: FALTA UM DEPARTAMENTO DE PARQUES E JARDINS. Maquiagem de praças é diferente de paisagismo. Estamos ainda longe, bem longe de uma gestão profissional em relação ao tema. Aliás, quando a própria UNIFEMM fecha o curso de Administração Pública, vemos que estamos cada vez mais distantes da gestão profissional em muitas (ou quase todas) as áreas.
Quanto à resposta da Secretaria de Meio Ambiente, na citada matéria, de que "tanto a Iniciativa Privada quanto os cidadãos podem adotar o espaço público", desculpem-me, mas soou muito mal. Quase como um atestado de "não sabemos fazer", ou coisa pior. O poder público não pode se esquivar de suas obrigações dessa maneira. Principalmente pelo tamanho da praça (350 metros de perímetro) e sua posição central em relação a 30 quadras. E ainda por cima é um terreno plano, com caminhamentos já definidos pelos passantes. Basta fazer a calçada, colocar piso nos caminhamentos com bancos recuados dentro dos canteiros, definir uma área central para convivência e plantar uma grande quantidade de árvores nativas (ipês, sapucaias, eritrinas, cássias etc). Depois é trabalhar o subbosque formado com espécies adequadas e voilá!!! Deixa o povo usar a praça que lhe pertence e lhe é de direito!!!

A tal praça Cristina Leão França, no Interlagos. Os caminhamentos já estão definidos, Falta um pouco de boa vontade para com os eleitores da região. Quem sabe se a gente lembrar que eleitores moram ali, a ação vem mais rápido?
Se no centro da cidade, temos praças com esse tratamento, imagine só nos bairros mais afastados.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

E em Fukushima? Como andam as coisas?

Estavam assim em 15 de março:


Estão assim hoje (30 de maio):

[Clique nas imagens para ampliar]

Em relação aos reatores 1, 2 e 3 não tem mais nada verde! E o ambiente continua com contaminações bem acima dos níveis permitidos. A imprensa, como sempre, já se cansou do assunto e novos outros assuntos vão aparecendo a cada dia.
Enganou-se quem estava sonhando que o Japão, com toda sua tecnologia, resolveria facilmente o problema. Esses sonhos "hollywoodianos" ainda povoam o imaginário das pessoas. Infelizmente.
Estenda-se o conceito do "vamos resolver" para os deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro, para o desmatamento na Amazônia, para a emissão de gases que provocam o aquecimento global, para a contaminação dos nossos rios, para a não preservação de áreas verdes... e teremos o caos. Aí você sabe em quem cairá a culpa? Nos cientistas, é claro! Porque não tiveram a mesma competência dos cientistas dos filmes em achar a solução para os problemas. Até imagino as manchetes:

A ciência falha em não salvar o planeta!

E agora, cientistas, o quê fazer?

"Investimos tanto em ciência e onde estão as soluções?", diz presidente.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 29 de maio de 2011

Pelas ruas da cidade... (7)

Calistemo (Callistemon)
Cássia rosa (Cassia javanica)
Eritrina ou mulungu (Erytrhina)
Espirradeira (Nerium oleander)
Pata-de-vaca (Bauhinia sp.)
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Diálogos na praça Dom Carmelo Motta



Não é só na Serra do Cipó que os pássaros dialogam (clique aqui). Bem pertinho de nós, eles também se manifestam.

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Apreciando o vazamento

João-de-barro apreciando o vazamento de cano de irrigação na Praça Dom Carmelo Motta. Vazamentos desse tipo são extremamente comuns em praças. Uma solução possível é um registro geral para o sistema com maior proteção contra tais incidentes.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 28 de maio de 2011

A bomba no SAAE: caminhando para seis meses!!!

Pois é, estamos caminhando para o aniversário de seis meses do incidente com a bomba no SAAE do "Tiro de Guerra", aqui na Professor Abeylard. A apuração dos responsáveis, que seria rápida e já contava com vários suspeitos, continua sem divulgação das conclusões. Pelo visto terei que ir lá na delegacia mesmo para saber o resultado...


Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 27 de maio de 2011

As gameleiras, a poesia e a praça

Sinto-me tremendamente homenageado pela coluna do Flávio de Castro no Jornal Sete Dias (clique aqui). Se estiver com preguiça de clicar, segue o trecho a que me refiro:
Vai aí um exemplo simples: o professor e biólogo Ramon Lamar, em seu blog, tem feito a defesa de duas belíssimas gameleiras na ‘estrada dos tropeiros’, ali na esquina das ruas Leopoldina e Floripes Guimarães Cotta, perto da Lagoa do Cercadinho. Ele defende a desapropriação do terreno onde elas estão, garantindo-lhes a preservação pública. Eu diria mais: permitindo-nos o usufruto público dessas ‘árvores majestosas’, diferente da também belíssima sapucaia nos fundos do Casarão Nhô Quim Drumond que, apesar de protegida por lei, ao invés de sombrear uma praça em frente ao Mercadão (haveria lugar mais oportuno?), esconde-se, inacessível, atrás de construções particulares. Como soa uma proposta como esta? Há trinta anos, soaria, poeticamente, como um dever público para com a cidade; nos modernos dias de hoje, soa, pateticamente, sem sentido. Entre a distinção dos buracos e o desprestígio das gameleiras, fico com a impressão de que, por certo, a vida pública andou perdendo muito de seu encanto no meio do caminho. (de Flávio de Castro, Jornal Sete Dias, 27/05/2011)
As tais gameleiras. Imaginem aí uma bela praça, com um traçado no meio referindo-se à "Estrada dos Tropeiros", com esculturas em cimento mostrando os tropeiros conduzindo uma tropa, e com uma arborização do entorno com as espécies típicas do cerrado incluindo todas aquelas que tinham uso para os tropeiros. Verdadeira aula de história, de biologia, de preservação e de cidadania.
Realmente, Flávio, propostas como essas soam sem sentido. Mas não vamos deixar de fazê-las, não é mesmo?  Ainda mais quando temos você e os frequentadores das praças virtuais para admirar essas ideias e nos dar fôlego, aí é que não paramos mesmo!!!
Recentemente, eu, a Regina Márcia e a Adriana Drummond fizemos um projeto para uma praça que poderia ser feita no Bairro Primavera (em frente ao Santa Helena Primavera). Sabemos que é improvável a implantação da mesma. Mas sabe como ela é? Tem uma pista de caminhada de 400 metros em torno da praça, permite a absorção da água das chuvas, preserva todas as árvores de cerrado (incluindo pequizeiros, pau-terra, cagaiteiras, jatobás e araticum), um "berçário" onde as mudas dessas árvores estão em crescimento natural, um monumento (arte) em referência à Caliandra (flor-símbolo do cerrado), um espaço amplo para eventos (feira de comidas, de artesanato, festa popular), uma área de academia ao ar livre e uma área para esportes (skate, por exemplo), irrigação adequada e iluminação em LED, bancos brutos de pedra (sob as árvores) e bancos de ferro e madeira. Brevemente colocarei o projeto aqui no blog. Gastamos ali umas 50 horas de atividade (sem contar o trabalho no AUTOCAD). E estamos dando o projeto de graça. Onde é que um biólogo, uma arquiteta e uma artista plástica se juntam para fazer esse tipo de trabalho? 
Sonhos... temos sim!!!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

A gatinha Crystal

Esta da foto é o novo xodó aqui de casa. Depois que perdemos o gato Mengip, adotamos a Crystal. Mas não se iludam com a carinha bonitinha. A maluca é um furacão!!! Qualquer hora expulsa a gente de casa!!!

No forro da mesa, preparando para fazer alguma levadeza!
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Dr. Afrânio Avelar

Enquanto eu estava na praça da prefeitura procurando fotografar a sapucaia que existe em frente à Secretaria de Planejamento (e acompanhando a evolução dos seus frutos, já prestes a liberar as sementes), encontrei o Caramelo e começamos a conversar sobre diversos assuntos relacionados à iluminação de Sete Lagoas, em especial sobre os LEDs para as praças e as questões relacionadas à iluminação e postes perigosos (ou sob perigo?) da Avenida Castelo Branco.
De repente, aponta o Dr. Afrânio vindo para uma caminhada matinal. Que prazer encontrá-lo! Tenho profunda admiração pelo ex-prefeito de dois mandatos, político honesto e sempre preocupado com a população de sua cidade. São pessoas como ele, o Chico Labbate e o Tim Campolina que aprendi a admirar desde cedo e que presto sempre as minhas homenagens. Infelizmente, ao Chico só posso fazê-lo agora na forma dessas palavras e de orações.
Aproveito então para homenageá-lo com uma coluna (O que ele anda fazendo) escrita na década de 1990 pelo também saudoso Fernando Alves. O querido Fernando Alves enviou-me, certa vez, uma coletânea de seus textos que eram publicados. Segue o texto sobre o Dr. Afrânio:
Se num toque de magia, obra dos deuses, tivéssemos à nossa frente o livro da história de Sete Lagoas, certamente, várias seriam as páginas dedicadas à família Marques de Avelar. Com que orgulho, nós nos lembramos da veneranda e querida Dona Chiquinha Avelar, como árvore frondosa e que tantos e tantos frutos deu a esta nossa Sete Lagoas. As sementes que foram lançadas nesta terra dadivosa também produziram uma descendência de igual qualidade. Afrânio de Avelar Marques Ferreira faz parte desta estirpe, desta maravilhosa família. Passou toda a sua infância em Sete Lagoas, juntamente com mais quatro irmãos. Com a morte de seu pai (Benjamim Franklin Marques), foram residir com a avó, onde foram criados e educados, já que a mãe (Matilde de Avelar Marques), ficara viúva com apenas vinte e sete anos. O casarão da Rua Monsenhor Messias, antiga Silva Jardim, era sempre cheio, num ambiente de muita alegria. Foram dias inesquecíveis, apesar da luta gigantesca enfrentada pela extremosa mãe, Dona Matilde. Fez o curso primário na Escola Sagrado Coração de Jesus, o curso secundário no Dom Silvério. Inteligente, capaz, fez, com muito sucesso, o curso de Engenharia e Agronomia em Viçosa, concluindo o curso em 1941. Seu primeiro trabalho foi ainda em Viçosa, como topógrafo, na divisão de terras dos herdeiros de Silvio Magalhães. Exerceu as funções de perito judicial da Comarca de Sete Lagoas. Iniciou um trabalho pioneiro, na produção de sementes e milho híbrido na Fazenda da Lapa em nossa cidade. Como engenheiro agrônomo colaborou nos trabalhos de implantação da CAMIG. Fundador da Associação dos Produtores de Sementes do Estado de Minas Gerais, com sede em Belo Horizonte, sendo presidente da mesma durante sete anos, e, ainda hoje, é o seu presidente de honra. Realizou trabalhos de topografia, atuando em mais de 25 processos de divisão de terra. Fez trabalhos de avaliação das áreas inundadas pelo reservatório de Três Marias. Usou critérios próprios de avaliação, com base na capacidade de uso da terra, critérios que foram transcritos no manual brasileiro de conservação de solos. Posteriormente ingressou no serviço público federal, nos quadros do Ministério da Agricultura, em 1972 foi designado, pelo secretário geral do Ministério da Agricultura, como chefe de assessoria técnica da coordenação estadual do grupo de apoio, visando a implantação da “AGIPLAN”. Teve participação ativa em vários setores do IPEACO. Por concurso, foi designado engenheiro agrônomo pesquisador em Brasília. Foi de 1983 a 1985 secretário adjunto da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais. Membro da COPAM, da CONECITT, da COAGRO. Sempre presente em várias atividades ( uma longa lista de trabalhos efetuados), sempre com perfeição. Publicou vários trabalhos técnicos e científicos. Foi vereador, prefeito municipal, tendo ainda participado da Fundação da TELESETE, Iporanga, Fundação Educacional Monsenhor Messias (membro instituidor), presidiu a APAE, e durante muitos anos participou do Coral Santa Cecília, da Irmandade Nossa Senhora das Graças, FUMEP (fundador), EPAMIG. Foi agraciado com vários títulos, medalhas, diplomas, os mais diversos possíveis. Sempre encontrava tempo para participar de toda a vida desta Sete Lagoas. Foi (e ainda é), um grande seresteiro dono de uma bela voz, juntamente com Wilson Tanure, Marcilio Martins da Costa, Roberto Fonseca, Ulisses Campolina, Claudionor, Tonho, Adonais (para citar alguns), faziam a poesia e o encantamento das noites enluaradas. Aposentado voltou às suas origens de homem do campo, é fazendeiro. Sente-se feliz e realizado ao lado da esposa Vera e dos filhos (Letícia, bacharel em letras; Benjamim, engenheiro civil; Maria Eunice, curso de arquitetura; Patrícia, publicidade; Rodolfo, informática; Paulo, engenheiro civil; Adriana que é psicóloga). Para ele os sonhos nunca acabam na nossa mente, às vezes conseguimos realizá-los, outras não. O mundo atual é extremamente dinâmico. A economia, a sociedade, a política, o saber, tudo transforma o mundo numa gigantesca e veloz máquina, a máquina do tempo. O amigo Afrânio, o Dr. Afrânio, deixa a indagação: - mas como Ter felicidade completa ao lado de tanto sofrimento que nos cerca? Um exemplo de dedicação à causa pública, um exemplo do quem quer ver o melhor para o seu semelhante. Conserve o amor que você recebeu. Ele é um grande bem para a sua vida. (Por Fernando Alves)
Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Leia "A unanimidade nos deixou..." sobre o falecimento de Dr. Afrânio. Clique AQUI.

Ana Maria Braga e o rabo

Depois vai parar no TOP FIVE do CQC e acha ruim.
Começa falando que precisa de instrumentos grandes para manusear o rabo. Depois que o rabo não pode despedaçar. E completa... bem... assistam e ouçam...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cipó-chumbo bem preservado!

O tal pingo-de-ouro já é uma praga no paisagismo. Parasitas como a erva-de-passarinho e o cipó-chumbo, então, nem se fala. Mas agora me expliquem qual a lógica de manter uns mirrados e contaminados pés de pingo-de-ouro no entorno da Lagoa Paulino (bem perto da Ilha do Milito) e cheios de cipó-chumbo? Será que alguém achou isso bonito?

Uma praga crescendo sobre a outra (Cuscuta racemosa e Duranta repens). Na água, dois filhotes de pirarucu (mas essa é outra história, fica para depois).
Só serve para enfeiar o local ou para servir de reservatório para contaminar outras plantas. Tem dó, gente! Na hora de usar o facão ele fica guardado.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Ciclovia da Lagoa Paulino

Esta é segura para os ciclistas... mas não para os pedestres.

Hoje, na Lagoa Paulino, meio-dia e meia!!!
 Ramon Lamar de Oliveira Junior

Novo Código Florestal e outras mazelas

A Câmara Federal aprovou, nesta madrugada, o texto-base do projeto do deputado Aldo Rebelo. Alguma coisa ainda pode mudar no senado ou na caneta da presidente Dilma. Mas a mensagem é clara: 410 votos a favor e 63 contra. Foi feita a "vontade do povo". Qual povo?

Resta ao bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) e a todos os outros representantes da fauna e da flora, contar com o bom senso do Homo sapiens. É, bem-te-vi, não está fácil não!
Enquanto isso, aqui na terrinha dos "sete lagoas encantados" ficamos no compasso de espera em relação ao bulevarsantahelena. 
Bem-te-vi... bem-te-vi... bem-te-vi...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sinalização deficiente na Perimetral

Nos 10 ou 15 minutos que ficamos na Avenida Perimetral, próximo ao viaduto com a Castelo Branco, pudemos constatar a falta de sinalização indicativa na via. Foram três caminhões que pararam para pedir informações sobre a localização da Bombril, da Elma Chips e da Tecnosulfur.

Retorno/cruzamento improvisado na Avenida Perimetral, bem próximo à Castelo Branco. Perigosíssimo!!!
Aliás, o retorno improvisado (e mesmo o oficial) presente no local é muito perigoso. A preocupação dos secretários Toninho Macarrão (Obras) e Sérgio Luís Marques (Meio Ambiente), bem como suas explicações, ideias e projetos para o local, foram um alívio. Realmente os dois secretários estão trabalhando para a melhoria das condições do local. Parabéns para os dois.

Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

O lixo em Sete Lagoas (PARTE III): retomando a discussão.

A série sobre a situação do lixo (coleta e destino) sofreu interrupção frente aos problemas acontecidos em nosso aterro controlado, que praticamente voltou à condição de lixão, merecendo uma multa de R$ 30.000,00 dos órgãos ambientais. Aparentemente ocorreram melhorias na coleta seletiva do lixo (pelo menos foi noticiado).
Preciso coletar mais informações para retomar desse ponto, revisando o que já foi escrito frente ao novo cenário que se apresenta.
O objetivo da série era chegar na tal "Usina de Reciclagem" da Astronne, noticiada com alarde em janeiro deste ano de 2011, e discutir a real atuação desse empreendimento, uma vez que os dados do tipo de lixo coletado na cidade mostram indubitavelmente que não há um volume local de lixo tecnológico-eletrônico-industral para manter as atividades da usina, que deveria recolher a uma forte importação de lixo de outras cidades ou empresas. 
Hoje, ao fazer um trabalho às margens da avenida Perimetral, encontro um jornal no chão, em meio ao lixo do local. A ironia da imagem abaixo contrapõe nossos sonhos (ou dos outros) com a realidade da destinação do lixo na cidade.


Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Poda com facão?

Realmente as árvores/arbustos (principalmente os calistemos) da Lagoa Paulino estavam precisando de uma poda. Mas não acreditei quando vi o funcionário fazendo a poda na base das facãozadas. O resultado é esse que se vê na foto abaixo: caules lascados e o risco de contaminação da planta por doenças. 
Não é assim que se faz, não é mesmo!


Ramon Lamar de Oliveira Junior

Prédio da Antônio Olinto

Afinal de contas, qual é a situação desse prédio ao fundo? Tá embargado? Pode cair? Não pode cair?