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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Politização do ENEM-2010

Vejo, com muita desilusão, uma verdadeira campanha Situação X Oposição em relação aos problemas com o ENEM-2010. Partidários on line de ambas as correntes já aparecem, revivendo os piores momentos da campanha eleitoral. Sobram acusações de Partido da Imprensa Golpista (PIG) para lá e para cá. Tudo conduzido pela falta de humildade em assumir os erros. Os prejudicados que se explodam, são meros agitadores.
Até jornalistas que nem entendem nada de exames, provas e concursos apareceram, do alto dos seus microfones, para dar pitaco no assunto. Não sabem de que lado se posicionar. Ligaram a metralhadora e saíram fuzilando quem? Quem foi prejudicado ao receber um caderno amarelo todo defeituoso e uma folha de respostas com o cabeçalho invertido. Mas como jornalista não precisa mais de diploma, e os políticos nunca precisaram... É uma vergonha! Crítica de jornalista é fácil, afinal de contas a pimenta não foi no olho deles. Mas quando falam em cercear a imprensa... ai meu olho!!!
Falta do Ministro da Educação uma resposta clara para a sociedade. Falta assumir o erro e mostrar as opções disponíveis para saná-lo. Mas com seriedade. Não com aquela conversinha de que "foi tudo bem" e são apenas "pessoas querendo tumultuar o processo". Em EDUCAÇÃO não podemos reduzir as questões a simples percentuais. Não interessa se são 2.000, 20.000 ou 200.000 candidatos prejudicados. Eles tinham direito a fazer uma prova sem falhas. Ponto final.
Sou grande defensor do ENEM, mas não desse modelo de ENEM: prova demasiadamente longa, várias limitações (lápis, borrachas e relógios proibidos), muitos aplicadores sem experiência, correção da redação por professores que não são da área, inexistência da cobrança de obra literária ... e vai por aí afora.

Sugestões já cansei de dar, mas repito até cansar:
1) Revisão do programa da prova (estabelecimento de um Programa para o Ensino Médio igual nas escolas e na prova do ENEM, e da matriz de habilidades e competências.)
2) Revisão do número de questões e alternativas (22 questões com quatro alternativas por área e uma redação, seria uma opção melhor).
3) Realização da prova em um único dia (domingo) evitando problemas com trânsito, religiões etc.
4) Indicação de duas ou três obras literárias disponíveis gratuitamente na internet (trocando uma a cada 2 ou 3 anos).
5) Publicação de obras de referência pelo MEC e sua distribuição nas escolas públicas e disponibilização na internet.
6) Utilização da logística das Universidades Federais para a aplicação das provas e amplo treinamento dos aplicadores.
7) Desvinculação da divulgação da nota da redação com a nota das provas objetivas.

Sei que o modelo não será revisto. Na declaração oficial, o ENEM foi um sucesso e os erros são subestimados. Quem reclama está errado ou mal informado. Ponto final.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

2 comentários:

  1. A definição da palavra sucesso não é a mesma do meu dicionário. Existe um erro aí então nessa definição.
    O Jornal Hoje da Rede Globo, noticiou um possível vazamento do tema de redação antes de ocorrer a prova. Um professor de Pernambuco alegou que antes da prova, alguns estudantes o questionaram sobre o tema exato da redação e solicitaram esclarecimentos de dúvidas.
    Dúvidas...
    Eu tbm as tenho...
    O número do fale conosco do MEC não atende, o exame até esse presente momento está suspenso por ordem judicial...
    E aí?
    Eu duvido da credibilidade do exame, e da segurança.
    Acredito que quem está mal informado e errado sobre os fatos desse fiasco de prova, é o próprio MEC/INEP.

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  2. Ramon, tenho acompanhado a sua preocupação com o "É Neeeemm"! Vejo nele o arquétipo deste governo. "Tudo está normal", "não tem problema", "vamos apurar","é uma evolução", etc... Haja paciência e desculpe o termo: "sangue de barata"! Diz o ditado "cada povo tem o governo que merece", mas esta "ESCULHAMBAÇÃO E LAMBANÇA" EM SÉRIE, QUEM MERECE?
    Um abraço!

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