As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mau-cheiro incomoda nas noites e madrugadas

Avança a noite e um cheiro forte e incômodo se espalha pela cidade. Pelo menos é o que temos percebido nas últimas semanas. A origem do estranho fenômeno, conforme os moradores próximos, está na Agrogen. De acordo com a empresa foi identificado “como um problema pontual e operacional, devido a quebra de equipamento de processamento da Fábrica de Farinhas e Óleos” (veja link da matéria AQUI, no site do setelagoas.com.br). Há dois dias, a empresa informou por meio de nota que o problema havia sido corrigido (veja AQUI). Só que não. Ontem à noite a situação estava bastante complicada e moradores do entorno, bem como vários bairros da cidade, reclamaram nas redes sociais sobre o assunto.
Pelo que fui informado por terceiros, trata-se de uma tecnologia de reprocessamento de restos aviários para fabricação de ração para animais, ou seja,  formulação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais. No processo, as matérias-primas são encaminhadas a um misturador, onde são adicionados insumos, tais como a farinha e vísceras, farinha de penas, farinha de carne e ossos.
A ideia, no geral, até não parece ser ruim, mas tudo indica que o procedimento falha com uma certa frequência. E de acordo com quem mora bem lá perto, o cheiro é insuportável e muita gente passa mal de madrugada.
O mais notável é o tanto que a "nuvem" atravessa a cidade e incomoda diversos bairros, seguindo a direção do vento dominante leste-oeste. Mas como o vento muda, a reclamação já atinge cerca de 50% da malha urbana.
Cumpre registrar que o licenciamento das atividades da empresa, bem como a fiscalização do funcionamento, estão a cargo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD/MG) e Superintendência Regional de Regularização Ambiental Central Metropolitana (SUPRAM/Central - Tel: (31) 3228-7703). A Fundação Estadual do Meio Ambiente, FEAM, também é responsável pelo assunto (Tel.: 0800-283.6200).
A imagem abaixo foi construída a partir das queixas dos cidadãos nas redes sociais, indicando os bairros que têm sofrido com o problema atmosférico.

Imagem obtida por meio do Google Earth, onde foram marcados os bairros de onde têm surgido reclamações.
Imagem e Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Capina química em áreas urbanas

Hoje, tive uma conversa muito produtiva e que me levou a algumas pesquisas online sobre o tema da Capina Química em Áreas Urbanas.
No começo da década de 1990, tivemos uma discussão sobre o assunto no CODEMA aqui de Sete Lagoas, a partir da intenção de se adotar o herbicida Arsenal para controle químico da vegetação daninha. A proposta foi derrotada pela impossibilidade de se garantir que o Arsenal não pudesse chegar às nossas lagoas, carreado pela água das chuvas, provocando danos às algas (fitoplâncton) e consequentemente à toda cadeia alimentar aquática.
Agora, mais de 20 anos depois, a questão é ainda mais séria: não existem produtos registrados pela ANVISA no Brasil para uso em áreas públicas urbanas e que, portanto, não é possível fazer a capina química nessas áreas. Esse foi o motivo do assunto recentemente ter voltado à tona em Sete Lagoas e rejeitado por se tratar de um procedimento ilegal.
São vários os problemas de intoxicação que podem ser gerados nos aplicadores (mesmo usando EPIs), na população, animais e plantas que não sejam daninhas.  No Estado de São Paulo está em andamento a campanha “Eliminando a capina química das cidades paulistas”, no sentido de apresentar o problema para todas as Vigilâncias Sanitárias dos municípios paulistas.
Infelizmente, na propaganda o herbicida Arsenal (veja AQUI) ainda consta a seguinte indicação de locais de uso: "aceiros de cerca, margens de rodovias, áreas industriais, ferrovias, oleodutos e terminais, pátios, calçadas, ruas linhas de alta tensão, subestações e áreas municipais."

Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Nota técnica da Anvisa (2010) sobre o tema:
Nota Sobre o Uso de Agrotóxicos Em Área Urbana
Preocupada com a difusão da prática não autorizada de uso de agrotóxicos (herbicidas) para o controle de plantas daninhas em áreas urbanas especialmente em praças, jardins públicos, canteiros, ruas e calçadas, em condições não controladas pelos órgãos públicos competentes, esta Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) submeteu à consideração da população, mediante a publicação da Consulta Pública nº. 46/2006, proposta de Resolução de sua Diretoria Colegiada para regular a prática da capina química por empresas de jardinagem profissional, nos termos previstos no Decreto nº. 4.074/2002.
No processo de Consulta Pública, colhendo contribuições dos diversos segmentos da sociedade, bem como das áreas técnicas da Agência e de outros órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS) evidenciou-se que a regulamentação dessa prática não se revelava o melhor caminho na busca da proteção e da defesa da saúde da população brasileira.
Os produtos que visam alterar a composição da fauna ou da flora, com a finalidade de preservá-las da ação de seres vivos considerados nocivos, são definidos nos termos da legislação vigente (Lei nº. 7.802/89) como produtos agrotóxicos, tanto quando se destinam ao uso rural ou urbano.
São produtos essencialmente perigosos e sua utilização, mesmo no meio rural, deve ser feita sob condições de intenso controle, não apenas por ocasião da aplicação, mas também com o isolamento da área na qual foi aplicado.
No processo de consulta pública ficou evidenciado que não seria possível aplicar medidas que garantissem condições ideais de segurança para uso de agrotóxicos em ambiente urbano. Por esse motivo a Diretoria Colegiada da ANVISA decidiu arquivar a Consulta Pública nº. 46/2006, afastando a possibilidade de regulamentação de tal prática.
Justificam tal conclusão, entre outras, as seguintes condições: 
1. Durante a aplicação de um produto agrotóxico, se faz necessário que o trabalhador que venha a ter contato com o produto, utilize equipamentos de proteção individual. Em áreas urbanas outras pessoas como moradores e transeuntes poderão ter contato com o agrotóxico, sem que estejam com os equipamentos de proteção e sendo impossível determinar-se às pessoas que circulem por determinada área que vistam roupas impermeáveis, máscaras, botas e outros equipamentos de proteção.
2. Em qualquer área tratada com produto agrotóxico é necessária a observação de um período de reentrada mínimo de 24 horas, ou seja, após a aplicação do produto, a área deve ser isolada e sinalizada e, no caso de necessidade de entrada no local durante este intervalo, o uso de equipamentos de proteção individual é imperativo. Esse período de reentrada é necessário para impedir que pessoas entrem em contado com o agrotóxico aplicado, o que aumenta muito o risco de intoxicação. Em ambientes urbanos, o completo e perfeito isolamento de uma área por pelo menos 24 horas é impraticável, isto é, não há meios de assegurar que toda a população seja adequadamente avisada sobre os riscos que corre ao penetrar em um ambiente com agrotóxicos, principalmente em se tratando de crianças, analfabetos e deficientes visuais. 
3. É comum os solos das cidades sofrerem compactação ou serem asfaltados, o que favorece o acúmulo de agrotóxico e de água nas suas camadas superficiais. Em situação de chuva, dado escoamento superficial da água, pode ocorrer a formação de poças e retenção de água com elevadas concentrações do produto, criando uma fonte potencial de risco de exposição para adultos, crianças, flora e fauna existentes no entorno. Cabe ressaltar neste ponto que crianças, em particular, são mais sujeitas às intoxicações em razão do seu baixo peso e hábitos, como o uso de espaços públicos para brincar, contato com o solo e poças de água como diversão.
4. Em relação à proteção da fauna e flora domésticas ou nativas, é importante lembrar que cães, gatos, cavalos, pássaros e outros animais podem ser intoxicados tanto pela ingestão de água contaminada como pelo consumo de capim, sementes e alimentos espalhados nas ruas.
5. Por mais que se exija na jardinagem profissional o uso de agrotóxicos com classificação toxicológica mais branda, tal fato não afasta o risco sanitário inerente à natureza de tais produtos.
Por oportuno, importa ainda observar que há, no mercado, produtos agrotóxicos registrados pelo Instituto Nacional do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) identificados pela sigla “NA” como agrotóxicos de uso Não-Agrícola. No entanto, essa identificação, ao contrário do que possa parecer á primeira vista, não significa a autorização da utilização de tais produtos em área urbana. Os produtos registrados pelo IBAMA apenas podem ser aplicados em florestas nativas, em ambientes hídricos (quando assim constar no rótulo) e outros ecossistemas (além de vias férreas e sob linhas de transmissão).
Dessa forma, a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum produto agrotóxico registrado para tal finalidade.
Brasília, 15 de janeiro de 2010.
Diretoria Colegiada da ANVISA

Sisu abrirá as inscrições com novo complicador para os estudantes: chamada única e lista de espera


A partir do dia 19 de janeiro estarão abertas as inscrições para a primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet no site www.sisu.mec.gov.br e o prazo encerra no dia 22 de janeiro. O resultado será divulgado no final de janeiro. O edital desta edição do Sisu está publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União (veja abaixo).
Poderá se inscrever quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e não tirou nota zero na redação. Por meio do Sisu, os estudantes participantes do Enem concorrem a vagas de ensino superior em instituições públicas.
Ao se inscrever no Sisu, o participante pode escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência. É possível mudar essas opções durante todo o período de inscrição. O candidato também precisa definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência, às vagas reservadas à lei federal de cotas ou às vagas destinadas as demais políticas afirmativas das instituições.
O resultado da chamada regular do Sisu será divulgado no dia 26 de janeiro e a matrícula deverá ser feita nos dias 30 de janeiro, 2 e 3 de fevereiro. Não haverá segunda chamada, diferentemente do que ocorria nas edições anteriores. Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar seu interesse na página do Sisu, na internet, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. O estudante somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente a sua primeira opção. A partir daí, o candidato deverá procurar informações sobre a lista de espera junto à universidade desejada e não mais pela página do MEC.

Modificado a partir de informações de: www.jornaldobrasil.com.br

Abaixo, o edital publicado pelo MEC no Diário Oficial da União:
Clique na imagem para ampliar.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Darwin e a escravidão

Opinião de Charles Darwin em seu livro "Viagem de um naturalista ao redor do mundo" (Vol. II):
"No dia 19 de agosto, finalmente deixamos as praias do Brasil. Agradeço a Deus e espero nunca visitar outra vez um país escravocrata. Até hoje, se ouço um grito longínquo, lembro com dolorosa nitidez do que senti quando passei por uma casa perto de Pernambuco. Ouvi os mais terríveis gemidos e suspeitei que algum pobre escravo estivesse sendo torturado, mas sabia que não havia nada que eu pudesse fazer, senti-me impotente como uma criança. Suspeitei que esses gemidos fossem de um escravo sendo torturado porque me disseram numa situação semelhante, que era isso que se passava. Perto do Rio de Janeiro, morei em frente a uma velha senhora que guardava tarraxas para esmagar os dedos de suas escravas. Fiquei em uma casa onde um jovem mulato era diariamente e a cada hora maltratado, espancado e atormentado, de um modo suficiente para aniquilar o espírito do animal mais miserável. Vi um garotinho de seis ou sete anos de idade ser atingido três vezes na cabeça por um chicote de açoitar cavalos (antes que eu pudesse interferir) simplesmente por ter me alcançado um copo de água que não estava bem limpo. Vi seu pai tremer apenas com um relance do olhar de seu mestre. (...) Nem mesmo aludirei às muitas atrocidades de revoltar a alma que ouvi de fonte segura. Em verdade, nem teria mencionado tais revoltantes detalhes, se não tivesse encontrado tantas pessoas cegas pela alegria de viver associada ao negro, a ponto de falarem da escravidão como um mal tolerável. Tais pessoas normalmente frequentam as casas das classes superiores e não testemunharam, como eu, o que são as condições das classes mais baixas."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Por uma política real de arborização urbana!

Com o título de "Rua Mais Bonita do Mundo", a Rua Gonçalo de Carvalho (Porto Alegre, RS) é uma inspiração para todos que defendem a Arborização Urbana. Fotos: Paulo Renato Rodrigues e Henrique Amaral.
Dia 28 de dezembro último, devido a uma chuva torrencial, ocorreu a queda de dezenas de árvores na cidade de São Paulo. Quinhentos mil paulistanos ficaram imediatamente sem energia elétrica. No dia 31 de dezembro - 3 dias depois - duzentos mil paulistanos ainda estavam na mesma situação. Incômodo, desconforto, prejuízos...
Fatos como esses não podem fazer com que se organizem "cruzadas" contra as árvores. A arborização urbana é extremamente importante e necessária. Não só a arborização urbana, mas a recomposição de qualquer área que tenha sofrido desmatamento. 
Mas para que a arborização urbana se estabeleça de forma sólida como uma política a ser defendida por todos, são necessárias algumas diretrizes. Vou elencar algumas, sabendo que não serei capaz de abranger todo o universo da questão, mas me arriscarei a fazer uma lista de ações a serem cumpridas.
1) Árvores devem ser plantadas em todos os espaços que permitam o seu correto desenvolvimento. Calçadas, canteiros centrais, praças e rotatórias podem e devem ser arborizados na medida do possível, de forma estética e ambientalmente correta.
2) Espécies nativas devem ser preferencialmente utilizadas e para tanto, cabe às instituições acadêmicas a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas de obtenção de mudas, bem como o estudo do comportamento das espécies na floresta urbana. Junto a isso, é importante fortalecer a estrutura de um Horto Municipal para a produção das mudas necessárias de forma adequada e a um custo menor.
3) Árvores são seres vivos que, como todos os outros, possuem tempo de vida limitado. Todas as árvores têm que ser avaliadas quanto à expectativa de vida, ocorrência de doenças e outras situações que impliquem em sua remoção e substituição.
4) A obtenção de mudas sadias, o plantio correto das mesmas, a manutenção (irrigação, poda...) e a educação da população para respeitar as árvores recém-plantadas é fundamental para o estabelecimento de uma correta arborização.
5) O combate a todos os tipos de pragas (cupins, cochonilhas, pulgões, erva-de-passarinho, cipó-chumbo...) deve ser feito de forma constante, pois só assim esses problemas diminuem a níveis toleráveis e que possam ser facilmente controladas.
6) As podas das árvores devem obedecer a critérios técnicos, mas principalmente a critérios biológicos e estéticos. As podas precisam ser feitas dentro de um calendário pré-definido e não apenas como emergências aqui e acolá. Claro que emergências ocorrem, mas não podem pautar os protocolos de poda. O setor de podas deve possuir os equipamentos adequados para a realização das tarefas, sem improvisos.
7) Árvores precisam de adequada área permeável para infiltração das águas junto a suas raízes. Devem ser estabelecidas normas que garantam áreas livres de pelo menos um metro quadrado junto a cada árvore das calçadas e outros locais de piso impermeabilizado.
8) A varrição das folhas e flores que caem deve ser um compromisso também dentro de um protocolo de cuidados com as árvores. Não podemos deixar que as pessoas odeiem as árvores porque não fomos capazes de recolher as folhas que acumulam no chão.
9) Incentivos reais devem ser dados a todos que mantêm árvores adequadas em suas calçadas e quintais, em bom estado fitossanitário. Critérios precisam ser estabelecidos como altura, DAP ("diâmetro na altura do peito" = 1,30 do solo), condição da copa, permeabilidade, etc.
10) Árvores devem ser protegidas de qualquer tipo de dano como fixação de faixas, cartazes e outras estruturas que provoquem ferimentos em seu caule e que permitam a penetração de doenças nas mesmas.
Espero que essas diretrizes sejam úteis e possam ajudar na criação de um Plano Diretor de Arborização Urbana. Aguardo outras sugestões, dentro da linha de pensamento que envolve a necessidade de SUSTENTABILIDADE e MANUTENÇÃO DAS AÇÕES.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Sobre árvores, Sete Lagoas, Porto Alegre e defesa da arborização, não deixem de ler: http://www.agirazul.com/eds/ed13/dayrell1.htm

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo, velhos incêndios...

Ao que tudo indica, uma queima de fogos de artifício de comemoração de Ano Novo no topo da Serra de Santa Helena desencadeou mais um daqueles gigantescos incêndios na frente da mesma. Teria sido fácil combater o fogo no início, mas como costuma acontecer nesses casos os responsáveis pelo dano ambiental não estavam preparados para tanto. No início eram dois pontos que foram crescendo rapidamente e depois se encontraram. As chamas tomaram conta da região próxima ao cume e os bombeiros compareceram para apagar uma parte do mesmo. As diretrizes atuais de trabalho são de evitar o combate noturno ao fogo e, assim, o mesmo foi descendo lentamente, dando mostras que poderia apagar de uma hora para outra. Até relâmpagos eram vistos atrás da serra, talvez uma chuvinha colaborasse com a extinção... mas nada.

Início do incêndio, pouco após a meia-noite

A presença do Corpo de Bombeiros em combate ao fogo, na sua parte mais alta.

Durante a madrugada o fogo se espalhou e na tarde do primeiro dia do ano de 2015 podemos perceber a extensão tomada pelas chamas.
O fogo continuou descendo madrugada afora e pela manhã uma boa parte da frente da serra estava queimada. Muita fumaça ainda sai de vários pontos enquanto escrevo esse texto.
Acompanhei, durante o ano passado, as tratativas entre a Prefeitura Municipal e a IVECO no sentido de direcionar uma compensação ambiental de plantio de árvores na nova região industrial para ser convertida em ações de proteção da APA da Serra de Santa Helena. O assunto foi até ventilado na imprensa (veja AQUI). Contudo, a parceria não teve como ser realizada, apesar dos esforços em prol da ação e o resultado foram grandes queimadas na área do Parque da Cascata no mês de outubro último.
Muita gente não entendeu o motivo da não-realização da parceria e vou pincelar rapidamente sobre o assunto. Pesa uma certa insegurança jurídica, apesar da justíssima necessidade reconhecida por todos, sobre a possibilidade de utilizar-se recursos de compensação ambiental em outra área que não a da região industrial (onde o impacto que levou à existência da compensação ambiental ocorreu). Com isso, IVECO e Prefeitura não tiveram "solo firme" para seguir com as propostas iniciais (criação do Plano de Manejo da APA, estruturação e funcionamento de Brigada de Incêndio não-voluntária e melhorias na infraestrutura do Parque da Cascata).
Pode parecer simples aos olhos do cidadão, mas a criação de uma Brigada de Incêndio (mesmo que pequena, de 10 homens) teria um custo muito grande, pois são profissionais treinados para uma função específica e que receberiam 12 meses do ano por essa ação. Não se trata de arregimentar 10 pessoas pagas só no período de secas, até porque nem sabemos mais qual é o período de chuvas (basta ver o incêndio de hoje). O Plano de Manejo da APA foi orçado pelo menor valor em cerca de 400.000 reais após várias consultas (se alguém tiver um preço melhor, procure a Secretaria de Meio Ambiente para saber sobre as necessidades específicas desse trabalho, que ao meu ver ainda está em aberto se e quando acontecerá). As reformas estruturais do Parque da Cascata são o de menos em termos de investimento, mas mesmo assim não saem muito baratas pois havia a ideia de recuperar e utilizar adequadamente todas as construções que existem dentro do parque.
Em pinceladas rápidas, a história é essa. Então é com tristeza que vejo que "a coisa não andou" e estamos presenciando mais uma grave perda ambiental. E tenho a certeza também que todos os envolvidos no projeto inicial lamentam muito e sentem muito o ocorrido.

Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS1.: São 18h. e 12min. do dia primeiro de janeiro e o fogo continua. Já bem mais para o norte.

PS2.: Pancada de chuva chega e consegue apagar o fogo na Serra de Santa Helena. Incêndio durou quase 19 horas.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Raios

Alguns minutos atrás, sobre a Serra de Santa Helena...



Entre os 10 e 15 minutos do dia 24/12/2014 - Fotos: Ramon L. O. Junior

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Resultado das Escolas de Sete Lagoas no ENEM 2013

Os dados foram divulgados ontem (22/12/2014). O MEC sempre divulga o resultado do ano anterior, portanto o resultado das escolas no ENEM de 2014 só sairá em dezembro de 2015.
Os dados das escolas públicas e particulares de Sete Lagoas foram compilados pelo colega, professor Alex (Alex Química) e encontram-se abaixo. O arquivo disponibilizado pelo MEC é um pouco "chatinho" de ser analisado, daí a demora para soltar os dados completos (espero que nos perdoem). A média calculada foi a média simples, da forma que é usada no SiSU (Sistema de Seleção Unificada). Qualquer erro, por favor, nos comuniquem.

Fonte: MEC/INEP

Conseguimos também um arquivo pdf com a classificação de todas as escolas do Brasil. O arquivo foi obtido a partir de informações disponíveis em www.veja.com.br. O ranking, neste caso, foi feito apenas a partir das médias das provas objetivas (exceto redação). Está disponível no link: www.nucleodeaprendizagem.com.br/ENEMBRASIL2013.pdf

Para entender melhor as notas das provas objetivas obtidas pelas escolas, convém saber que não há como um aluno tirar zero e nem 1000. Apenas em redação isso é possível. Abaixo as notas máximas e mínimas obtidas pelos alunos nas provas de 2013, conforme divulgado pelo INEP/MEC:

A média máxima nas provas objetivas (múltipla escolha) seria de 893,7.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resultado das Escolas de Sete Lagoas no ENEM 2013

Os dados foram divulgados ontem (22/12/2014). O MEC sempre divulga o resultado do ano anterior, portanto o resultado das escolas no ENEM de 2014 só sairá em dezembro de 2015.
Os dados das escolas públicas e particulares de Sete Lagoas foram compilados pelo colega, professor Alex (Alex Química) e encontram-se abaixo. O arquivo disponibilizado pelo MEC é um pouco "chatinho" de ser analisado, daí a demora para soltar os dados completos (espero que nos perdoem). A média calculada foi a média simples, da forma que é usada no SiSU (Sistema de Seleção Unificada). Qualquer erro, por favor, nos comuniquem.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ALERTA SOBRE RISCO DE ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

Período chuvoso e quente alerta sobre o risco de acidentes com animais peçonhentos

Ocorrências envolvendo escorpiões estão entre os principais casos. A prevenção continua sendo a melhor medida para impedir esses acidentes.

Em todo Brasil, as ocorrências envolvendo acidentes com animais peçonhentos como escorpiões, aranhas e serpentes tendem a aumentar no período das chuvas e calor, principalmente de dezembro a março. As causas para esse crescimento se deve aos atuais desequilíbrios ecológicos, as chuvas que desalojam os animais entocados, e ainda, o período reprodutivo de alguns desses animais que coincide com o verão.
No estado de Minas Gerais, os números de acidentes envolvendo animais peçonhentos diminuíram este ano em mais de dois mil casos em relação a 2013.No ano de 2014, até o momento, os acidentes por aranhas, serpentes, escorpiões, abelhas e lagartas somam mais de 22 mil casos no estado. Destes, a maior incidência é de acidentes por escorpiões que são aproximadamente mais da metade dos atendimentos, com 14.311 casos, seguido de aranha: 2.360, serpente: 2.108, abelha: 1.633 e lagarta: 664. No total, 30 pessoas morreram em 2014 em decorrência de picadas de animais peçonhentos.
O município de Montes Claros é onde ocorrerem os maiores números de notificações com 2.931 casos. Desse total, 2.413 foram de acidentes por escorpião. Eles são os responsáveis pela maior ocorrência destes acidentes, pois o escorpião se alimenta de baratas, portanto, sobrevive em ambientes urbanos e rurais com facilidade. Os sintomas mais comuns da picada de escorpião são dores intensas, sensação de ardência ou agulhadas e inflamação no local. Nos casos mais graves, pode acarretar aumento da frequência cardíaca, suores, enjoos, dificuldade para respirar e queda de pressão.
A Referência Técnica Estadual da Diretoria de Vigilância Ambiental, Mariana Gontijo de Brito, explica que a primeira medida a ser adotada quando alguém recebe uma ferroada de um escorpião é colocar compressas de água morna sobre a ferida. O procedimento ajuda a aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. “Compressas com gelo ou água gelada costumam acentuar a sensação dolorosa não sendo, portanto, indicadas. Qualquer outra medida ou procedimento local está contra-indicado. Também é importante ressaltar que a dor no local da picada, por si só, não é indicação de uso de antiveneneno (soro)”.
Prevenção: A melhor forma de evitar acidentes é adotar medidas de prevenção. Por isso, conforme o Manual de Controle de escorpiões do Ministério da Saúde recomenda-se na área externa das residências manterem limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar. Também evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento e umidade. Já na área interna manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados. Além disso, colocar telas nas aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos fechados.
Cuidados: É importante estar atento a outros cuidados, além das medidas básicas de prevenção. Em caso de acidente, a pessoa deve limpar o local com água e sabão, e também procurar orientação médica imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência). Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação do escorpião causador do acidente pode auxiliar o diagnóstico.
Como ter acesso ao serviço: Os acidentes podem até levar à morte, caso a pessoa não seja socorrida e tratada adequadamente, quando necessário, com soro específico.
Por Peterson Moreira - Governo de Minas
Natália Andrade
Assessora Chefe de Comunicação Social
Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Divulgando informações sobre Chikungunya (SMSSL)

Segue, para conhecimento, informativo com atualização da situação da Dengue/ Chikungunya em Sete Lagoas. 

Você Sabe o que é Chikungunya?
É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

O que significa o nome?
Significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Quais os principais sinais e sintomas?
Febre alta, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Como se identifica um caso suspeito?
O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua. Em Minas já foram confirmados um caso em Matozinhos e um em Pedro Leopoldo.

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?
De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?
Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.

Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?
Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

Existem grupos de maior risco?
O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?
Sim.

Como o vírus é transmitido?
O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados. São eles o Aedes aegypti, de presença essencialmente urbana, em áreas tropicais e, no Brasil, associado à transmissão da dengue; e o Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais, também existente no Brasil . Em Sete Lagoas ele é encontrado pelos Agentes de Endemias na área urbana e peri-urbana. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período de viremia.

Se um pessoa for picada por um mosquito infectado necessariamente ficará doente?
Não. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.

Quem se infecta com o vírus fica imune?
Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.

O que a pessoa deve fazer se suspeitar que tem Chikungunya?
Procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. E, fundamental: NÃO TOMAR REMÉDIO POR CONTA PRÓPRIA. A automedicação pode mascarar sintomas,
dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.

O que as pessoas podem fazer para evitar a doença?
Como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros das espécies. Elas são exatamente as mesmas para o controle da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes. Entre outras medidas, são muito efetivas: verificar se a caixa d´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta. Os procedimentos de controle são semelhantes para ambos os mosquitos

Atenciosamente,
Maria José Torres Ferreira Lanza
Gerencia do Controle da Dengue da SMSSL
Rua Plácido de Castro 131- Centro - Sete Lagoas
Tel (31) 3771.6532 - Disque Dengue 160

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Projeto apresentado no Curso de Arquitetura do Izabela Hendrix

A Ana Flávia Oliveira apresentou o projeto seguinte como monografia do curso de Arquitetura da Faculdade Izabela Hendrix (BH). Trata-se de uma proposta de revitalização do entorno da Lagoa do Cercadinho (Sete Lagoas). Uma das principais características do projeto vem do fato de ser sem exageros e bastante exequível, adequando bom gosto e uma ótima proposta de intervenção com a disponibilidade de recursos, cada vez menor.
Parabéns, Ana Flávia, o blog fica bastante feliz por ter servido de inspiração e referencial para o seu trabalho.







quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Recuperando de cirurgia de descolamento de retina

Post 1. Comunicando aos amigos, colegas e alunos: na última quinta-feira fui acometido de um descolamento de retina no olho esquerdo. Fiz cirurgia e segue tudo conforme se espera nesses casos. Repouso absoluto. Abraços a todos. (11/11/14)

Post 2. Amigos, estive na consulta de retorno hoje e minha recuperação segue muito bem segundo a avaliação do médico. Agradeço demais a preocupação, o carinho e as orações de todos vocês. Muitos abraços a cada um e cada uma. (12/11/14)

domingo, 26 de outubro de 2014

RESULTADOS DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES - SETE LAGOAS - MINAS GERAIS - BRASIL

RESULTADOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Resultados oficiais liberados pelo TSE.

SETE LAGOAS (100%)
 13 - Dilma: 58.317 (47,59%)
 45 - Aécio: 64.222 (52,41%)
 Brancos: 2.830 (2,15%)
 Nulos: 6.120 (4,65%)

MINAS GERAIS (100%)
 13 - Dilma: 5.979.422 (52,41%)
 45 - Aécio: 5.428.821 (47,59%)
 Brancos: 176.025 (1,47%)
 Nulos: 427.782 (3,56%)

BRASIL (100%)
 13 - Dilma: 54.501.118 (51,64%)
 45 - Aécio: 51.041.155 (48,36%)
 Brancos: 1.921.819 (1,71%)
 Nulos: 5.219.787 (4,63%)




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PARA FICAR COMO REGISTRO DO FIM DE TARDE DE 15 DE OUTUBRO DE 2014

Fumaça sobre a cidade, fumaça sobre a Serra de Santa Helena (Sete Lagoas, MG), fumaça em qualquer ponto do horizonte. O material particulado está muito baixo na atmosfera, fato preocupante. Imagino como estão as ocorrências respiratórias pela cidade afora. E parece que é geral em várias cidades vizinhas...

(Não é nuvem de chuva... é material particulado no ar.)
(Não é nuvem de chuva... é material particulado no ar.)
Os pontos na imagem do Sol são manchas solares que consegui capturar pela primeira vez (em várias fotos) e confirmar no software Stellarium (estranhamente o software não mostra a mancha de cima, mas elas aparecem em várias fotos).
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Desmate, queimadas e poluição na Amazônia reduzem chuvas no centro-sul do Brasil

Reproduzo aqui, matéria publicada em www.ultimosegundo.ig.com.br (link completo AQUI). Partes em destaque ao meu critério. O objetivo é manter esse dado em arquivo para que outras pessoas possam consultar no futuro, facilitando o entendimento dessa hipótese que, ao meu ver, é bastante provável e de consequências extremamente graves.

Vento úmido que sai da floresta amazônica deveria provocar chuvas no centro-sul, mas ao dar carona à fuligem impede a formação das gotas para a precipitação das nuvens.
A seca registrada este ano no centro-sul do Brasil pode estar intimamente relacionada com a degradação ambiental na floresta amazônica. Estudos indicam que a poluição em Manaus e as queimadas e desmatamentos na mata não afetam apenas as chuvas na região, cujo ciclo já foi comprometido.
O primeiro alerta foi publicado na revista Nature em 2012 pela Universidade de Leeds, na Inglaterra. De acordo com o estudo, mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta foram perdidos desde a década de 1970, e a tendência atual prevê perda de até 40% da floresta até 2050, quando as chuvas poderiam acabar reduzidas em 21% no período de seca.
Além de fornecer água para a produção de energia hidrelétrica no Brasil, a floresta amazônica também funciona como um sumidouro de carbono, função que poderia acabar comprometida pela diminuição das chuvas e aumento das temperaturas. Mas não é só isso. “Nosso estudo sugere que o desmatamento poderia ter consequências catastróficas para as pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância", escreveu Dominick Spracklen, um dos autores da pesquisa. “A floresta mantém chuvas sobre as regiões agrícolas importantes do sul do Brasil, que podem acabar comprometidas.”
Manaus: No inicio deste ano, uma campanha científica formada por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, batizada de Green Ocean Amazon (GOAmazon), começou a testar a hipótese publicada na revista Science de que a poluição produzida na cidade de Manaus, capital do Amazonas, está afetando o processo de formação de chuva na floresta.
Membro do GOAmazon e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Luiz Augusto Toledo Machado explica que o aumento de material particulado (como fuligem) na atmosfera reduziria o tamanho das gotas nas nuvens, retardando ou abortando o processo de precipitação. “Em março, nossa aeronave sobrevoou essa região poluída e pudemos detectar a quantidade de material particulado que havia. De uma forma geral, essa poluição tem o potencial para reduzir a quantidade de chuva.”
Rodeada por 2 mil quilômetros de mata, Manaus já concentra dois milhões de habitantes, que fazem uso de 750 mil veículos, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em 2001, esse número não passava de 147 mil. “Os sete Estados da região possuem 260 termoelétricas em funcionamento, emitindo seis milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, contabiliza a bióloga Silvia Regina Gobbo. “Esse número se soma a outros 770 milhões de toneladas de CO2 emitidos pelos desmatamentos e queimadas.”
Com a redução das precipitações, parte dos incêndios não seria contida, alimentando esse ciclo, uma vez que mais fuligem chegaria às nuvens. O problema se intensifica pelo fato de essas partículas acabarem dispersas para o centro-sul do País, o que também pode comprometer o ciclo de chuvas nessas regiões.
Machado explica a existência de um fenômeno chamado Jato de Baixos Níveis, um duto de vento que transporta a umidade da Amazônia para o centro-sul do Brasil, provocando chuvas. De acordo com ele, esses ventos viajariam cada vez mais carregados com as partículas de poluição – especialmente das queimadas – comprometendo as precipitações na região.

A análise dessa possibilidade faz parte de uma pesquisa que vai integrar a tese de doutorado de Gláuber Camponogara no Instituto de Astronomia da USP. Os resultados dos três métodos estatísticos utilizados por ele demonstram que grandes concentrações de aerossól (partículas poluentes) transportadas por esse jato de vento tendem a diminuir as precipitações no centro-sul. "Em geral é assim, mas essa não é a única razão", afirma o estudioso. "É preciso levar em conta as condições atmosféricas de umidade, temperatura e vento, o que pode aumentar ou não a influência do aerossol sobre as chuvas."
Para a bióloga, as secas consecutivas nas passagens dos anos 2012 para 2013 e 2013 para 2014 – cujas consequências afetam os reservatórios de água – são um sinal dessa mudança no regime hídrico. “Se for, teremos secas cada vez mais frequentes, só amenizadas quando for ano de El Niño.” Camponogara não descarta que os aerossóis de queima da floresta possam afetar as chuvas em São Paulo. “É uma possibilidade que só pode ser comprovada por meio de mais estudos.

Outro texto científico, que aconselho para a leitura, sobre o assunto pode ser acessado em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142005000100011&script=sci_arttext. Dele destaco o pequeno trecho, bastante conhecido como início da condensação da água que forma as nuvens: "Por outro lado, partículas de fumaça podem atuar como núcleos de condensação de água formando gotas de chuva que precipitam, sendo então removidos da atmosfera, processo denominado remoção úmida."

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

INVERSÃO TÉRMICA

INVERSÃO TÉRMICA (FONTE: modificado de http://www.agracadaquimica.com.br/) 



Nos primeiros 10 quilômetros da atmosfera (troposfera), normalmente, o ar vai se resfriando à medida que nos distanciamos da superfície da Terra. Assim o ar mais próximo à superfície, que é mais quente, portanto mais leve, pode ascender, favorecendo a dispersão dos poluentes emitidos pelas fontes, conforme se verifica na figura 1.
A inversão térmica é uma condição meteorológica que ocorre quando uma camada de ar mais quente se sobrepõe a uma camada de ar de temperatura mais baixa que ela, impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo dessa camada esteja mais frio, portanto, mais pesado, fazendo com os poluentes se mantenham próximos da superfície, como pode ser observado na figura 2.
As inversões térmicas são um fenômeno meteorológico que ocorre durante todo o ano, sendo que, no inverno elas são mais frequentes.

Introdução
Este fenômeno climático ocorre em qualquer local, mas é principalmente observado nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à interposição de uma camada de ar mais quente sobre as camadas inferiores de ar. 

Como ocorre a Inversão Térmica
A camada de ar inferior, por estar mais fria, é mais pesada, acaba não subindo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar mais quente (da camada que se interpôs), por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.
Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, sendo que o problema se agrava. 
Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de combustíveis fósseis derivados do petróleo (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões. 

Problemas de Saúde
Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças, provocando doenças respiratórias, cansaço entre outros problemas de saúde. Pessoas que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com esta situação.

Soluções
Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de politicas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir significativamente este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contribuiria neste sentido. 

Abaixo outro esquema de inversão térmica (Fonte: Química, Ricardo Feltre, Vol. 1. 6a ed. 2004)
Observe, nos dois esquemas apresentados, que a camada de ar inferior (próxima ao solo) não é "mais fria". Ela é uma camada de ar quente (cuja temperatura vai diminuindo com a altitude) até chegar a um ponto que encontra a camada de inversão que é "mais quente", impedindo a dispersão dos poluentes. Os gráficos à esquerda mostram isso claramente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

Votação nas eleições 2014 em Sete Lagoas

RESULTADOS FINAIS 






PRESIDENTE MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: AÉCIO NEVES (SEGUNDO TURNO)
GOVERNADOR MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: FERNANDO PIMENTEL (ELEITO)
SENADOR MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: ANTÔNIO ANASTASIA (ELEITO)
DEPUTADO FEDERAL MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: LEONE MACIEL
DEPUTADO ESTADUAL MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: DOUGLAS MELO (ELEITO)