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quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Panfletagem nas ruas de Sete Lagoas: um caos apesar da existência de lei.
Republicando a postagem, pois em momentos de desrespeito à legislação e à ética, é bom que nos lembremos do assunto.
Pouca gente se lembra, mas existe uma lei que disciplina a distribuição de panfletos nas ruas de Sete Lagoas. Em vez do cumprimento da lei vemos apenas suas consequências, quilos e quilos de propagandas jogadas ao chão, quando não estão afixadas nos postes e outros equipamentos públicos. Lamentável.
Para quem "não conhece", segue-se a legislação com alguns pontos em detalhe:LEI Nº 7771 DE 1º DE SETEMBRO DE 2009.
DISCIPLINA A DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS, PANFLETOS, FOLHAS VOLANTES E SIMILARES NOS LOGRADOUROS DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS.
(Originária do Projeto de Lei nº 080/2009 de autoria do Vereador Euro de Andrade Lanza)
O Povo do Município de Sete Lagoas, por seus representantes legais votou, e eu em seu nome sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A distribuição de folhetos, panfletos, folhas volantes e similares por pessoas físicas ou jurídicas, nos logradouros do Município de Sete Lagoas, rege-se pelas disposições desta lei.
Parágrafo Único - Para efeitos desta Lei, são considerados distribuidores as pessoas físicas ou jurídicas que utilizam como propaganda a distribuição de folhetos, panfletos, folhas volantes e similares.
Art. 2º Fica determinado, que para a distribuição de panfletos, folhetos, folhas volantes e similares nos logradouros do município, além de obedecer às determinações do Código de Posturas os distribuidores deverão:
I - Mediante apresentação das datas e horários para a distribuição do material, solicitar autorização no departamento competente da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas;
II - Doar uma lixeira ao Município de Sete Lagoas;
III - Proceder a limpeza diária do entorno do local permitido para a panfletagem.
Art. 3º Os funcionários dos distribuidores deverão portar, obrigatoriamente, crachá contendo seu nome e, também, o nome e o endereço da empresa ou entidade responsável pela distribuição, assim como a cópia da autorização fornecida pela Prefeitura.
Art. 4º É proibido o lançamento de folhetos, panfletos, folhas volantes e similares do alto de edifícios, de veículos e de aviões ou balões, salvo nos casos de utilidade pública por iniciativa do Poder Público.
Art. 5º Nos folhetos, panfletos, folhas volantes e similares deverão constar em destaque e de forma legível, a razão social da empresa anunciante e a advertência para não serem jogados nos logradouros públicos.
Art. 6º O descumprimento às disposições previstas na presente lei enseja a aplicação de multa, no valor de R$ 930,00 (novecentos e trinta reais) e o recolhimento do material de propaganda, independente de outras sanções previstas em Lei.
§ 1º Em caso de reincidência, a multa será de R$ 1.860,00 (hum mil e oitocentos e sessenta reais), independente das demais cominações previstas no "caput" deste artigo e a revogação da licença vigente, ficando o infrator impedido de ser licenciado pelo prazo de 12 (doze) meses, a partir da última infração.
§ 2º Os valores das multas serão reajustados anualmente conforme índice oficial da infração.
Art. 7º A presente Lei poderá ser regulamentada no que couber por meio de Decreto do Poder Executivo.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, 1º de setembro de 2009.
MÁRIO MÁRCIO CAMPOLINA PAIVA
Prefeito Municipal
NADAB ESTANISLAU ABELIN
Secretário Municipal de Governo, Particular do Prefeito e Assuntos Especiais
LAIRSON COUTO
Secretário Municipal de Meio Ambiente
CAROLINA DE CARVALHO GUIMARÃES PAULINO
Procuradora Geral do Município
REGULAMENTA A LEI Nº 7.771 DE 1º DE SETEMBRO DE 2009 QUE "DISCIPLINA A DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS, PANFLETOS, FOLHAS VOLANTES E SIMILARES NOS LOGRADOUROS DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS."
O Prefeito do Município de Sete Lagoas, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos VIII e IX, do art. 102, da Lei Orgânica do Município de Sete Lagoas;
CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a Lei nº 7.771 de 1º de setembro de 2009, alterada pela Lei 7.899/10, uma vez que está prevista sua regulamentação no que couber, por meio de Decreto do Poder Executivo, DECRETA:
Art. 1º A atividade de distribuição de folhetos, panfletos, folhas volantes e similares será autorizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA, que expedirá uma permissão pelo prazo de 30 (trinta) dias, mediante pagamento da taxa prevista no art. 306 do Código Tributário Municipal, devendo o requerimento ser protocolado com o prazo de 15 (quinze) dias de antecedência, para obtenção da licença.
Art. 2º Somente será expedida a permissão mediante à apresentação dos seguintes documentos:
I - cópia do Alvará de Localização e Funcionamento;
II - Certidão Negativa de Débitos municipais;
II - apólice de seguro de vida e acidentes pessoais, emitidas a favor dos distribuidores de panfletos.
Art. 3º Fica proibido o exercício de panfletagem fora dos locais solicitados, sob pena de apreensão e multa, observadas as disposições da Lei nº 7.771/09.
§ 1º A distribuição de folhetos, panfletos, folhas volantes e similares não será permitida nos seguintes casos:
I - a menos de 50 (cinquenta) metros de Instituições Bancárias (Bancos), Fórum e Delegacias;
II - inseridos em para-brisa de veículos.
§ 2º A distribuição de panfletos e material de propaganda de caráter Político Eleitoral deverá respeitar à legislação aplicável e normas específicas dos Tribunais Estaduais ou Superior Eleitoral.
§ 3º A distribuição de panfletos de campanhas de Utilidade Pública será objeto de autorização especial expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA, sendo que não haverá cobranças de taxas para a referida distribuição.
Art. 4º A doação de lixeira de que trata o inciso II do art. 2º da Lei nº 7.771/09 terá a validade de 90 (noventa) dias e deverá atender ao modelo e às especificações estabelecidas no Anexo Único deste Decreto.
§ 1º Os distribuidores que requerem nova permissão dentro do prazo estabelecido no "caput" deste artigo, ficarão desobrigados da doação de outra lixeira ao Município até o término deste período, mediante apresentação de comprovante da doação anterior.
§ 2º As pessoas jurídicas que possuem no ato constitutivo a denominação "para fins não econômicos" e/ou "sem fins lucrativos" e ainda as pessoas cuja pobreza for declarada ficarão isentas da obrigação de doação de lixeira, conforme previsto na Lei 7.899/10 que altera a Lei 7.771/09.
§ 3º A declaração de pobreza prevista para as pessoas físicas, nos moldes do parágrafo anterior, deverá ser realizada mediante laudo da Secretaria Municipal Assistência Social - SMAS, sendo que o Município terá prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para análise e aprovação da licença.
Art. 5º Fica assegurado ao infrator autuado nos termos do art. 6º da Lei nº 7.771/09 o direito de interpor recurso administrativo de primeira instância diretamente à Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA, em um prazo de 15 (quinze) dias à partir da lavratura do Auto de Infração, que será analisado e julgado pelo CRAD- Comissão de Recursos Administrativo.
Parágrafo Único - As multas aplicadas deverão ser recolhidas em um prazo de 30 (trinta) dias contados a partir da data da notificação de autuação ou decisão de julgamento do recurso administrativo.
Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, 10 de junho de 2010.
MÁRIO MÁRCIO CAMPOLINA PAIVA
Prefeito Municipal
NADAB ESTANISLAU ABELIN
Secretário Municipal de Governo, Particular do Prefeito e Assuntos Especiais
LAIRSON COUTO
Secretário Municipal de Meio Ambiente
CAROLINA DE CARVALHO GUIMARÃES PAULINO
Procuradora Geral do Município
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Preocupação com as rasteirinhas
Foi numa conversa de intervalo de aulas que a querida professora Olívia, carinhosamente conhecida por todos seus colegas e ex-alunos como Dona Olívia, relatou-me uma de suas preocupações recentes.
Conforme o olhar atento da grande mestra, o uso das sandálias rasteirinhas está se popularizando muito - o que é ótimo -, porém as pessoas não estão sabendo fazer o uso correto do calçado.
Causou-lhe espanto ver o dito cujo sendo utilizado em ambientes não muito adequados, como hospitais e postos de saúde, por exemplo. Vale dizer, uso feito pelos visitantes e não pelas profissionais de saúde. No mesmo instante, o aluno Juliano, que trabalha no Hospital Municipal, participou da conversa e corroborou a preocupação da professora. Realmente, segundo ele, é preocupante a utilização de calçados desse tipo em ambiente hospitalar e todos os profissionais de saúde ficam atentos, utilizando apenas calçados fechados.
O ambiente hospitalar é um ambiente muito especial, que requer uma gama de procedimentos para manutenção de sua limpeza pois não são raros os incidentes em seus quartos ou corredores que vão desde quedas e ferimentos até a ocorrência de vômitos por parte dos pacientes. Daí o risco de contato da pele desprotegida com o chão que possa, apesar dos esforços de limpeza, estar contaminado.
Amplia-se aí a preocupação com o famoso "horário de visitas" e com a disseminação de doenças, componente importante dos casos de "infecção hospitalar".
Ramon Lamar de Oliveira Junior
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Aplicativo para celular com simulado para o ENEM
Estamos começando a desenvolver os aplicativos agora, nós mesmos, seguindo apenas algumas dicas da Internet. O primeiro e simples aplicativo é um Simulado de Questões para o Enem. Por enquanto está apenas com biologia e química, mas logo estará completo.
Baixem o aplicativo no link seguinte (acessado pelo celular) ou resolvam o simulado no próprio computador: http://app.vc/simulados_nucleo_1 O gabarito encontra-se no final de cada matéria.
Aguardamos os comentários e sugestões.
Ramon Lamar de Oliveira Junior
terça-feira, 13 de maio de 2014
PROGRAMA PARA AS PROVAS DO ENEM 2014
Para aqueles que não sabem, a matriz e os programas (vejam no final do arquivo) são os mesmos do ENEM 2009.
Para acessá-los basta clicar AQUI.
Esta postagem é para quem está procurando por:
PROGRAMA DO ENEM
PROGRAMA DO ENEM 2014
PROGRAMA DO NOVO ENEM
PROGRAMA DAS PROVAS DO ENEM
Para acessá-los basta clicar AQUI.
Esta postagem é para quem está procurando por:
PROGRAMA DO ENEM
PROGRAMA DO ENEM 2014
PROGRAMA DO NOVO ENEM
PROGRAMA DAS PROVAS DO ENEM
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Garças, árvores, podas, ecologia urbana e ecologia de ambientes naturais.
Como sempre digo, está ocorrendo uma confusão dos conceitos de ECOLOGIA DE AMBIENTES NATURAIS e ECOLOGIA DE AMBIENTES URBANOS.
As garças devem ser preservadas e protegidas nos seus ambientes naturais. Como não estão encontrando condições adequadas na periferia da cidade, migram para as árvores do centro da cidade para dormir. São "árvores-dormitório". Estas garças não estão se alimentando dos peixes das lagoas centrais, elas se alimentam na periferia da cidade (nas lagoas e cursos d'água). O problema é que não possuem ambientes propícios para se manterem nessas regiões rurais-periféricas da cidade durante a noite (risco de caça, insuficiência de árvores de grande porte, etc).
Daí a importância de iniciarmos tão rápido quanto possível a recuperação dos ambientes naturais do entorno da cidade, como a nascente do Córrego do Diogo, recuperação de áreas degradadas da APA da Serra de Santa Helena e outras ações afins.
A garça, quando em superpopulação, deve ser vista e entendida como indicadora de um processo de alteração de seu ambiente natural. Não é um fato comum e natural esse processo migratório diário que realizam. Basta lembrar que a paineira que anteriormente existia na ilha ao lado da Ilha do Milito morreu graças ao acúmulo de fezes de garças. Na época todos achavam lindo e a ilha recebeu o poético nome de "Ilha dos Pássaros". Se o desequilíbrio, com ações concretas de fixação das aves em seu ambiente natural tivesse sido corrigido desde aquela época, não estaríamos polemizando o assunto hoje.
Observem, na foto abaixo, a árvore da "Ilha dos Pássaros", morta e coberta de fezes de garças, bem como o solo.
Texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior
quarta-feira, 7 de maio de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
A PLACENTA
Gente, eu não sabia que tantas pessoas tinham dúvidas sobre a formação e a posição da placenta. Começou com meia dúzia de alunas acreditando que a placenta envolvia totalmente o feto... depois fui interrogando outras pessoas e vi que a ideia errada era bastante generalizada.
Então vamos esclarecer, a placenta tem, em geral, a forma de um disco que cresce a partir do local onde o embrião se implanta no útero. Nessa fase minúscula, o revestimento externo do embrião (trofoblasto) invade a parede uterina (endométrio) emitindo projeções e dando origem ao córion (que envolve toda a área embrionária) e a placenta (apenas na região em que o embrião se fixa no útero.
Espero que as imagens abaixo ajudem a entender o processo:
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| Início da implantação do embrião e formação da placenta e córion. (Fonte: modificado de www.infoescola.com) |
Ramon Lamar de Oliveira Junior
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Mais um barbeiro: predador?
Recebi do colega Leonardo Paiva mais um barbeiro para identificar. Esse não possui manchas laterais no abdômen e possui tromba curta e curva. Tudo indica que se trata de um barbeiro predador de outros insetos e que não ofereça qualquer tipo de problema para nós, a não ser quando eventualmente se sintam acuados e nos picam (como forma de defesa) o que pode ser doloroso. Conto com a opinião dos colegas biólogos.
Confiram informações sobre os barbeiros clicando AQUI.
Fotos abaixo.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
terça-feira, 15 de abril de 2014
Erva-de-passarinho
A foto abaixo mostra as raízes da erva-de-passarinho (Struthantus flexicaulis) penetrando no caule de uma espirradeira (Nerium oleander).
A erva-de-passarinho é uma planta hemiparasita, ou seja, apesar de ter clorofila e ser capaz de fazer fotossíntese (produzir seu próprio alimento orgânico), ela precisa retirar a água e os sais minerais de uma planta hospedeira. Daí, ela envia raízes (haustórios) que penetram no caule da planta hospedeira e sugam a chamada seiva bruta.
A erva-de-passarinho é levada de uma planta para outra por meio de sementes presentes nas fezes de passarinhos que se alimentam de seus frutos.
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| Os frutos, ainda verdes, da erva-de-passarinho. |
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
segunda-feira, 14 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Aplicativo do AcheProvas (com provas do ENEM e outras)
Recebi um e-mail do amigo Marcony Felipe que desenvolve o AcheProvas com a dica do aplicativo para baixar provas do ENEM e de diversos vestibulares.
Por enquanto para Android 4.0 (ou superior) e Windows Phone 8. Aguardamos mais notícias do Felipe sobre o desenvolvimento das outras versões.
Notícia sobre o aplicativo: http://mercadowebminas.blogspot.com.br/2014/04/startup-empreendedor-mineiro-lanca.html
Link para baixar o aplicativo: http://acheprovas.com/aplicativos/
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Remoção de pragas das praças
Já comentei AQUI sobre a diferença entre capinar e cortar mato.
Aquela questão antiga (sobre remoção de braquiárias) continua no mesmo pé. Agora temos outra questão para atacar também: a praga das bordaduras (feitas com pingo de ouro, buchinho e outras espécies) e as plantas invasoras de espaços (como a Leucena - Leucaena).
As bordaduras já estão completamente fora-de-moda em paisagismo. Elas são complicadas de se manter (requerem podas periódicas e consequentemente um alto custo), escondem o interior dos jardins, dificilmente formam um cordão homogêneo (geralmente a bordadura fica "banguela") e ainda permite que marginais se escondam (ou escondam coisas em seu interior). Não me sinto muito seguro em assentar num banco de praça com essas verdadeiras moitas escondendo a visão, acho que o mesmo ocorre com outras pessoas.
As leucenas são leguminosas invasoras oriundas da América Central. Espalham milhares de sementes com grande potencial de germinação. Crescem muito rapidamente, podendo ser comparadas nesse aspecto ao eucalipto. Tem uso em agronomia, inclusive como alimento para o gado, mas mantendo-as baixas. Se florescerem e frutificarem, é bem capaz do fazendeiro perder o controle de sua proliferação. Havia leucenas no entorno da Lagoa Paulino e na Praça Dom Carmelo Mota. A Secretaria de Meio Ambiente autorizou a supressão das mesmas, mas tarde demais: as sementes já haviam se espalhado como se vê na foto abaixo das duas pragas juntas.
Precisamos arrancar definitivamente essas pragas e pensar nossas praças sem bordadura (como foi feito em frente à Igreja de Santana) e também com forrações que resistam a sombra das árvores (como foi feito na Praça Alexandre Lanza onde foi usada a grama-amendoim). Bom lembrar que a hera e as calateias são ótimas também para o sub-bosque formado pela sombra das árvores.
Ramon Lamar de Oliveira Junior
domingo, 6 de abril de 2014
Serra do Cipó - Abril de 2014
Em trabalho de campo com meus alunos da Engenharia Ambiental da Faculdade Santo Agostinho de Sete Lagoas e alguns alunos do Núcleo De Aprendizagem Pré-Vestibular que aproveitaram a "carona" no ônibus para "curtir" uma aula de campo no último sábado.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
terça-feira, 1 de abril de 2014
Estranhos desenhos na areia do Campo de Futebol da Lagoa da Boa Vista
Várias pessoas já relataram ter visto formas bizarras desenhadas na areia do campo de futebol da Lagoa da Boa Vista (Sete Lagoas, MG). Em geral tais figuras são avistadas bem cedinho, pelos primeiros caminhantes que aproveitam o horário para fazer suas atividades físicas. Círculos, quadrados, icosaedros e outras formas geométricas são feitas com precisão milimétrica, apesar de seus tamanhos descomunais.
Raramente é possível fotografar tais formas. Na maioria das vezes as marcas simplesmente não aparecem nas fotos, outras vezes já foram desmanchadas pelos praticantes do ludopédio.
Hoje recebi uma foto feita com uma técnica especial de iluminação que mostra uma dessas figuras. Meu colega fotógrafo, que prefere se manter no anonimato para não ser chamado de doidão, conseguiu obter a foto a partir de uma iluminação especial usando luz infravioleta misturada com ultravermelho. O resultado percebe-se abaixo:
A figura possui aspecto quase oval, tendo sua maior medida correspondente a exatos 30 cúbitos e sua parte mais achatada, 26 cúbitos.
O significado da figura permanece obscuro, talvez uma referência a um prato da culinária francesa com duas batatas, uma alcaparra (quem sabe uma azeitona) e um aspargo. Tal explicação foi dada por outras pessoas que também tiveram a oportunidade de visualizar a figura e teria uma explicação semi-extraterrestre.
"Pensamos que algum visitante do espaço sideral tenha visitado a França e comido tal prato, gostado muito e tenha resolvido reproduzi-lo mundo afora", relatou ao nosso blog uma das pessoas que esteve presente quando a foto foi obtida.
Outros já pensam que não se trata de nada extraterrestre, a explicação seria mais simples e estaria relacionada com seres intraterrestres, incomodados com as obras recentes feitas no local e que gostariam de deixar sua marca no local para a posteridade.
Intra ou extraterrestres, tanto faz. O que se sabe é que tal feito não poderia ser realizado por seres humanos, uma vez que não há pegadas dentro ou fora da figura.
Um especialista em movimentos de areia afirmou-nos que a imagem pode ter sido produzida por formigas altamente disciplinadas, uma vez que os grãos de areia encontram-se todos orientados em minúsculas linhas no sentido norte-sul. Sabe-se já de longa data que formigas disciplinadas conseguem fazer desenhos mais simples usando minúsculas linhas de areia ou cristais de açúcar.
Pelo menos uma certeza temos: dessa vez a culpa não é das capivaras!
Aguardamos explicações dos cientistas e pesquisadores e temos certeza que logo chegaremos à verdade dos fatos.
Ramon Lamar de Oliveira Junior
Primeiro de Abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
50 anos do golpe militar de 1964: hoje ou amanhã?
A história é escrita e reescrita. Afinal de contas, o Golpe Militar de 1964 ocorreu no dia 31 de março ou no dia Primeiro de Abril?
Pois é, momento de recordarmos nossa história e tentar entender nosso mergulho no período da Ditadura e posterior ressurgimento no processo de redemocratização do país. Vale sempre lembrar o período mais negro da nossa história, quando promulgado o AI-5 (Ato Institucional Número 5), e o Jornal do Brasil encontra formas satíricas de se posicionar, sem ser percebido pelos censores. Clique para ampliar e leia as notícias à direita e à esquerda do nome do jornal.
A toxicidade da carambola
Desde que entendo alguma coisa de biologia, química e saúde, sei que o ácido oxálico (ácido etanodioico, HOOC-COOH) forma sais chamados oxalatos que são prejudiciais ao funcionamento renal. E que a presença do ácido oxálico e dos tais oxalatos em alimentos é bastante prejudicial aos portadores de deficiência renal. Por isso, é importante que tais pessoas evitem alimentos ricos em tais substâncias, como é o caso do tomate e seus derivados (molho de tomate e catchup, por exemplo).
Contudo, eu não sabia que a carambola (Averrhoa carambola) poderia apresentar uma concentração de ácido oxálico em torno de 1%, sendo assim, uma fruta bastante perigosa para os portadores das doenças renais.
Estou lendo a obra "Plantas Tóxicas", um "Estudo de Fitotoxicologia Química de Plantas Brasileiras" (de Matos, F.J.A., Lorenzi, H. e outros) e deparei na página 130 com a descrição do problema. Segundo os autores:
"A literatura é bem vasta quanto aos acidentes ocorridos em seres humanos urêmicos, por terem consumido o fruto da carambola, mas não foram encontrados relatos de intoxicação envolvendo pessoas sem deficiência renal. São citados casos de pacientes renais mantidos ou não em tratamento por hemodiálise que, depois de alimentados com o fruto da carambola ou bebido seu suco, sofreram distúrbios graves, em alguns casos, de natureza fatal. Com base nessas ocorrências, sabe-se que dois ou três frutos ou 150-200 mL de suco de carambola, em pacientes com deficiência renal crônica, porém estáveis, podem desenvolver sintomas que variam da insônia, agitação, entorpecimento dos membros, fraqueza muscular, soluço persistente, confusão mental, insuficiência cardíaca e convulsões, até chegar à morte em casos mais graves."
Realmente é um quadro complicado e essa informação merece maior divulgação. Não são raros os casos de pessoas que acham que frutos muito suculentos são estimuladores da diurese e que poderiam fazer bem ao funcionamento renal. Percebe-se que a história nem de longe é essa e que a carambola seria classificada como um veneno para as pessoas com problemas renais.domingo, 23 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Últimas notícias sobre a Dengue em Sete Lagoas (março de 2014)
DENGUE: SÓ A UNIÃO DE FORÇAS MUDA UMA TRISTE REALIDADE
PARA ACABAR COM ELA, TODOS DEVEM AGIR.
A Dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que, por ano, 80 milhões de pessoas sejam acometidas pela doença. A Prefeitura de Sete Lagoas/Secretaria de Saúde muito se esforçou e conseguir reduzir drasticamente os casos notificados em 2014, comparando-se com 2013. No mesmo período do ano passado, a cidade já vivenciava uma epidemia de Dengue com 4758 casos notificados, contra 227 este ano. O governo não parou de agir. Várias ações de mobilização e conscientização foram realizadas durante todo o ano e o apoio da população resultou na diminuição dos casos.
Os Agentes do Controle da Dengue da Secretaria Municipal de Saúde, trabalharam incansavelmente para evitar uma nova epidemia este ano e, este trabalho está se mostrando bem sucedido como mostram os números divulgados nos boletins semanais. O apoio incessante do vice-prefeito, Ronaldo João, e dos Ministério Público Estadual e Federal também as outras Secretarias municipais, Codesel e Vina- empresa de coleta de lixo, contribuem para este resultado até agora positivo nas ações para contingência da dengue em 2014.
PNEUS
Em Setembro de 2013, o vice-prefeito iniciou com sua equipe e com o apoio do 4º GAAAe trabalho de recolhimento de pneus inservíveis. Ao todo, 5.500 pneus foram recolhidos das vias públicas, borracharias, residências e levados para um local apropriado para seu armazenamento. “Essa ação muito contribuiu para derrubar o número de casos da doença registrados no município. Os pneus são vilões na luta contra a Dengue. Armazenam água e, consequentemente, viram criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti”, adverte Dr. Ronaldo João.
VISITAS
Paralelamente a ação desenvolvida pelo vice-prefeito e sua equipe, os Agentes do Controle de Endemias visitaram, seis vezes no ano de 2013 cerca de 90 mil imóveis, o que resultou no total de cerca de mais de 540 mil visitas por ano. Os Pontos Estratégicos como borracharias, empresas, floriculturas, cemitérios, Serra de Santa Helena e outros num total de 205 cadastrados foram visitados a cada 15 dias.
PROLIFERAÇÃO
Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas dos órgãos públicos, é importantíssimo que a população tenha consciência do seu papel na eliminação dos criadouros do mosquito. Os ACE em suas visitas informam que para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. O ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 a7 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.
META
Para que Sete Lagoas fique bem longe desse vilão é importante que a população siga algumas recomendações, como: vedar ou telar ralos que podem acumular água; lavar semanalmente os bebedouros de animais; eliminar, furar ou colocar areia nos pratos de plantas; manter os vasos sanitários tampados e a caixa d’água fechada; além de realizar regularmente a limpeza das calhas. A ação mais simples para se prevenir a dengue é evitar o surgimento do mosquito Aedes Aegypti. A regra básica é não deixar a água, mesmo quando limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Para que os números não se repitam em 2014, é preciso ATITUDE de todos!
DISQUE DENGUE: 160
Prefeitura de Sete Lagoas/ASCOM Saúde – Natália Andrade – 18/03/2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
Armadilhas Contra o Mosquito da Dengue : Solução do Problema ou Perigo?
IMPORTANTÍSSIMO: DIVULGANDO INFORMAÇÕES RECEBIDAS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
A mídia frequentemente divulga matérias que estimulam a instalação de armadilhas confeccionadas com garrafas PET, ou outras de simples confecção com ou sem alpiste ou outros materiais orgânicos, como uma forma de eliminar os mosquitos da dengue nas moradias. Questionados sobre esta situação esclarecemos:
O uso de armadilhas que coletam ovos larvas ou insetos adultos é um grande aliado, mas apenas para ações de monitoramento dos índices de infestação do mosquito. Lembramos que qualquer local com água parada, com alpiste ou sem alpiste, é utilizado pelo Aedes para a postura dos ovos .
A fêmea do mosquito da dengue não prefere utilizar as armadilhas a outros depósitos com água parada. Em seu instinto natural para sobrevivência dos ovos os dispersa em pequenas quantidades em vários locais dentro da residência.
Para ela, a presença da armadilha será entendida apenas um criadouro a mais e não impedirá que pratinhos de planta, caixas d'água e outros depósitos sejam utilizados para a desova. Mesmo as armadilhas que capturam as fêmeas não garantem que os ovos não tenham sido dispersados antes que elas entrem na armadilha, darão ao morador uma falsa sensação de segurança pois, ao ver mosquitos dentro do recipiente provavelmente descuidará na eliminação dos outros possíveis criadouros que existirem em sua casa.
Se não forem bem cuidadas e monitoradas as armadilhas oferecerão ainda maior risco para a população. O Ministério da Saúde recomenda cuidados especiais na utilização de qualquer tipo de armadilha para o Aedes aegypti e não aprova seu uso indiscriminado. Nas Diretrizes Nacionais Para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue em sua página 80 o Ministério orienta: “No entanto, deve-se destacar que não existem evidencias de que estas armadilhas atuem como supressoras de mosquitos do meio ambiente; portanto, sua presença não tem impacto na redução de mosquitos e, por consequência, na transmissão de dengue.(...) não existe recomendação técnica para sua utilização pelos municípios na rotina das atividades de controle do Aedes aegypti.”
As armadilhas no monitoramento da dengue: Em Sete Lagoas já foram utilizadas armadilhas que capturam fêmeas adultas - Mosquitrap - e a atualmente estão sendo utilizadas armadilhas que capturam ovos - Ovitrampas, por serem mais "sensíveis" segundo os pesquisadores. No trabalho de monitoramento, desenvolvido pelas equipes do controle da dengue, atualmente, são utilizadas 113 armadilhas colocadas a 300 metros de distancia mínima entre uma e outra. Cada armadilha está registrada e tem um numero de controle e tem sua localização indicada no mapa/croqui da área. São visitadas semanalmente, quando são coletadas as palhetas onde a fêmea colocou os ovos, higienizada e colocada nova palheta identificada. O período de visita semanal para sua limpeza não pode ser ampliado ou interrompido. Em caso de impedimento para a continuidade da pesquisa, a armadilha deve ser "desativada" como acontece nos feriados prolongados. Os dados obtidos destas armadilhas são analisados junto a outros indicadores para monitoramento da presença do Aedes nos diversos pontos da cidade e então a Secretaria de Saúde planeja as ações contra a dengue para cada situação encontrada.
É importante ficar atento!
Contra o mosquito da dengue não existem soluções mágicas!
Apenas a verificação e eliminação dos criadouros existentes nos imóveis pelo menos uma vez a cada 7 dias garante uma maior segurança para todos!
Dengue! Ou a gente acaba com ela, ou ela acaba com a gente!
Atenciosamente,
Maria José T F Lanza
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