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sábado, 16 de junho de 2012

Parque da Cascata em bons tempos (imagens do último sábado, 16/06/2012)

O Parque da Cascata, administrado pela Seltur, de vez em quando apresentava uns altos e baixos. Hoje, com ações bem consistentes, está passando por um de seus melhores momentos. Inclusive percebe-se isso pela fala e pelo trabalho dos funcionários que lá se encontram. E também pela exclamações dos visitantes que ficam felizes em poder contemplar a natureza, caminhar pelas trilhas bem cuidadas (foram consertadas em vários trechos) e respirar um ar bem puro e saudável.
Estive lá hoje com meus alunos do Curso de Engenharia Ambiental da Faculdade Santo Agostinho (FASASETE). Muitos, por serem oriundos de outras cidades, não conheciam o parque. Outros, moradores daqui mesmo de Sete Lagoas, não iam ao parque desde muito tempo. No final, todos saíram elogiando bastante o estado de conservação do mesmo.
Pois é, quem não tem visitado o parque e continua batendo na tecla que Sete Lagoas não tem como conservar um parque, deveria dar um pulinho lá e conferir.
Seguem-se algumas imagens... clique nelas para ampliar.

Macaco-prego e Anemia (um gênero de pteridófitas que possui os esporângios em uma haste.

Briófitas (musgos) com esporófitos e trilha recuperada.

Duas vistas da mata, lago e o gramado bem conservado.

Grupo de Escoteiros realizando atividades no Parque da Cascata.
 
Equipamentos de lazer para criança e esportes. Pau-terra com o tronco castigado pelas últimas queimadas (sobrevive graças à espessura da camaça de súber ou cortiça).

Frutos do Pau-terra e do Pau-terrinha.

Aceiro para proteção contra as queimadas e exemplar de Pau-santo.

 Bolsa-de-pastro (folhas, flores e frutos) e aranha Néfila (a fêmea é a grande o o macho é o pequeno embaixo à direita).

 Uma parte da turma que compareceu para o trabalho de campo. Alunos de Engenharia Ambiental da Faculdade Santo Agostinho (FASASETE), segundo período, disciplina Biologia.

 Aspecto de Mata Atlântica e Floresta Semidecidual, vistas no mirante da cascata.

 Líquens (indicadores de boa qualidade do ar) e aspecto da vegetação do cerrado (em primeiro plano) e da mata do Parque da Cascata).

 Formigas exibindo o fenômeno da Mirmecofilia no caule da Embaúba e aspecto de um dos Vinháticos centenários da mata do Parque da Cascata.

 Bromélia e papagaio.

 Soros de uma samambaia do gênero Gleichenia e folhas e frutos do Barbatimão.

 Larva aquática de inseto (bioindicador de qualidade da água) e bromélia epifita (crescendo sobre o caule de outra planta).

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 14 de junho de 2012

26 anos do Diário Boca do Povo

Polêmico porque é lido ou lido porque é polêmico?
Com a frase acima, e com todas as dificuldades que transitaram e transitam pelas empresas (jornalísticas ou não) nos últimos 26 anos, o "Boca" vem se mantendo nas bancas.
Acabei de ligar para o Paredão para cumprimentá-lo pelo feito.
Parabéns!!! 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

E o diálogo subiu no telhado...

Conversas em alto nível feitas no dia 02 de junho, tornaram-se ações de falta de bom senso por parte dos "empreendedores" do bulevarsantahelena na forma de panfletagens na Audiência Pública sobre a APA da Serra de Santa Helena, panfletagens nas casas e matérias pagas nos jornais locais com o projeto "antigo" do bulevarsantahelena. Os diálogos seguintes foram travados nas redes sociais, seja na forma de mensagens públicas ou particulares. Como acredito que erros feitos em público merecem desculpas também em público, e não em particular (e as mesmas não vieram), posto as conversas abaixo (grifos por minha conta):

PRIMEIRO ATO: CHATEADO É POUCO!
Flávio Araújo (9 de junho):
Ramon, Conversei com o Busu hoje e ele me disse que você está chateado com a divulgação do empreendimento na mídia. Eu concordei com a sugestão da EPO quanto a esta comunicação. Fizemos isto pois notamos que o que gira em torno do projeto é muita desinformação, inverdade e preconceito. Precísávamos passar algumas informações. Você me entende? Este foi o motivo. Como conversamos você já sabe que todas as modificações feitas são para valer. Também já passei para o pessoal aquela sua idéia e a acredito que será aprovada. As imagens divulgadas realmente ainda não contemplam todas estas mudanças. Um erro! Mas Ramon eu vi o folheto, e as imagens são apenas para passar uma idéia geral, não entrar no detalhe profundo que só nós sabemos. Mas mesmo assim comemos mosca, o ideal era a imagem revisada. Você está por aqui. Quero falar com voce. Tentei te ligar de manhã e não consegui.

SEGUNDO ATO: "AS INVERDADES"
Então leia lá minha lista de inverdades.
Idéia geral de coisas erradas.
Estou cansado de erros propositais como esse.
Não é assim que se constrói entendimentos.

TERCEIRO ATO: Publiquei no Facebook e no blog (9 de junho)
* Agora virou ofensiva de matérias pagas sobre o Boulevard Santa Helena nos jornais locais. Todos endeusam o empreendimento. Não estão vendo defeitos? Vou listar alguns. Afinal de contas parece que não vai sair outro projeto coisíssima nenhuma. Para que gastar dinheiro (e também papel e tinta) mostrando o projeto antigo?
* O PARQUE DA SERRA DE SANTA HELENA, de 1,7 milhão de metros quadrados é a encosta da serra. Área de Preservação Permanente, APP, portanto não é favor algum preservá-la, é obrigação por lei.
* A ÁREA INSTITUCIONAL (áreas da prefeitura dentro do empreendimento, mas que são destinadas para implantação de equipamentos públicos, tais como hospitais e escolas) está na encosta da serra, portanto na APP e parte dela, ao lado da perimetral encontra-se sobre terreno geologicamente instável. Aí, no futuro, pode-se "desafetar" a área institucional e tome lote na encosta da serra. Nunca se sabe com a Câmara-a-jato, não é mesmo?
* O que se chama de "Corredor Ecológico" é apenas a preservação da APP do Córrego do Diogo (obrigatório por lei). Corredor ecológico é uma faixa de vegetação que liga grandes fragmentos florestais ou unidades de conservação proporcionando à fauna o livre trânsito entre as áreas protegidas e, consequentemente, a troca genética entre as espécies. Aquele "corredor" ali está ligando quais unidades de conservação?
* As áreas comerciais e áreas residenciais abaixo da perimetral estão em áreas sensíveis onde a água aflora a 1,5 metros de profundidade, como foi falado por populares que moram na área e se manifestaram na Audiência do Parque Estadual.
* Sem áreas institucionais utilizáveis, onde ficarão hospitais (ou postos de saúde), escolas, bases policiais? Ou ninguém lá precisará de atendimento, estudo ou proteção? Ah... para isso podemos usar o centro da cidade ou mesmo Belo Horizonte, não é mesmo?
* A área residencial próxima ao Shopping encontra-se sobre um cerradão bem preservado com inúmeras espécies nativas e imunes de corte.
* As duas áreas residenciais acima da perimetral (e a abaixo também) encontram-se sobre as principais áreas de recarga do aquífero na região. Impermeabilização ou lançamento de águas contaminadas pela atividade humana nessas áreas sensíveis poderá diminuir a recarga ou contaminar os lençóis.
* Os resultados dos estudos de Geotecnia, Hidrogeologia, Eletrorresistividade e Arqueologia/Espeleologia já estão à disposição de todos os interessados? Será que todos poderão ver onde estão as áreas sensíveis do subsolo? Será que a área do cerradão também vai ser analisada nos estudos de eletroressistividade?
* "Passagens projetadas para animais fazerem a travessia das vias em total segurança, em passeios e vegetados e arborizados." Por lá transitam animais como lobos guará e jaguatiricas, sabiam?
* "Está sendo terminada a primeira versão revisada do projeto do Boulevard Santa Helena." Mas está sendo divulgada maciçamente a versão antiga. Será que todos os aspectos levantados acima serão corrigidos? Ou são "inverdades"?
* Ah, antes que eu me esqueça, onde está o curso d'água do "Chuveirinho"?
* O "novo projeto" tem que contemplar e resolver todas essas dúvidas. Matéria paga, capa de jornal, não resolvem os problemas. Estamos aguardando, mas não estamos vendo sinalização positiva por parte do empreendimento. Afinal de contas, era de se esperar o "novo projeto" e não essa ofensiva nos jornais e panfletagem com esse projeto "antigo" até na Audiência Pública. Lamentável!!!

QUARTO ATO: O "NÃO ENTENDI"
Flávio Araújo (9 de junho): 
Ramon, não estou entendendo todo estes seus comentários. Vamos conversar. Acho que este embate não leva a nada. Todos vamos perder. Vamos descansar hoje e amanhã todos de cabeça mais fria eu vou te ligar. Da para ter o entendimento. Nosso projeto é honesto, você sabe disto, e não deixe uma imagem sem as revisões já ocorridas no projeto que foi publicada hoje desmoronar todas as boas conversas que tivemos. Vamos acalmar. Te ligo na segunda para esclarecer este mal entendido do folder. Abcs.

Como diz o folder: "os empreendedores não pouparam recursos para contratar os mais respeitados e renomados especialistas para o desenvolvimento do Boulevard Santa Helena". Mas parece que eles estão meio sem tempo para fazer um desenho novo que contemple todos os problemas levantados desde fevereiro de 2011!!! Podiam fazer também um desenho em perspectiva mostrando o Parque da Serra localizado na encosta (APP) e as Áreas Institucionais idem. Aliás, no Sete Dias, saiu como "Matas Institucionais". Alguns renomados especialistas poderiam ler as publicações antes, né?
Que tal encartar essa imagem no próximo folder? Aí todos entenderão porque os "neoambientalistas" estão temerosos com o projeto. Seria uma boa maneira de esclarecer a população e dirimir algumas inverdades.
QUINTO ATO: EXPLICANDO A "CHATEAÇÃO"
Ramon Lamar (9 de junho):
Flávio,
é absolutamente inadmissível que esse projeto seja apresentado da forma que está sendo publicado nos jornais locais. Não há mal-entendido algum. Simplesmente vocês estão acionando o rolo-compressor. Você falou que o novo projeto seria publicado em breve no site. Aí, de repente, aparece esse folder do "velho projeto" e matérias em praticamente todos os jornais com a mesma imagem.
Eu é que não estou entendendo toda essa ofensiva. Como você disse na mensagem acima, a manutenção de tal imagem foi "um erro", um "comemos mosca", "o ideal era a imagem revisada". E se isso foi para esclarecer a opinião pública, não será com "inverdades" (para usar o mesmo eufemismo) que essa estratégia terá sucesso. Francamente, estou decepcionado. Não dava para esperar "a imagem revisada"?
Esse evento lembrou-me a promessa de se mostrar a imagem do projeto em outubro de 2010 e só fomos conhecer a deformidade em fevereiro de 2011.
Eu falei com você que seria muito complicado para mim fazer essa mediação, eu seria cobrado pelo aval que dei a você, e estou sendo cobrado. Falei com muita gente que poderiam confiar nas suas palavras, e agora estou sendo duramente criticado pois a ação (desde a panfletagem da Audiência) foi muito diferente do tom de nossa conversa. Confiei que vocês não dariam nenhum passo em falso para que tudo pudesse transcorrer às claras. E esse voto de confiança, agora, ficou seriamente abalado.
É para confiar ou terei mais surpresas desse tipo?
Tá difícil.
SEXTO ATO: ASSUMINDO O ERRO
Flávio Araújo (9 de junho): 
Ramon, entendi todas as suas colocações e tenho que concordar com todas elas. Realmente avaliei muito mal esta ação de divulgação do empreendimento, depois que você me coloca tudo isto. É tanta coisa, é tanta pressão, tantas conversas, tanta politicagem que uma hora a cabeça falha. Você não imagina a minha pressão agora que me tornei mediador entre Governo, EPO, Família, Sociedade, etc. Não foi esta a minha intenção. Posso te ligar amanhã, pois hoje, agora, depois de tudo isto, também estou chateado e não darei conta de conversar.Abcs

SÉTIMO ATO: AGUARDANDO
Ramon Lamar (9 de junho):
Obrigado. (Ainda estou aguardando a ligação... 13 de junho)


(PS1.: Desculpem os erros de português e de digitação...)
(PS2.: O texto está pronto, mas estou dando mais um tempo... inclusive esperando os jornais do próximo fim-de-semana... se vão falar mais do empreendimento, se vão falar da Audiência Pública sobre a APA da Serra de Santa Helena...)

Trazendo um acordo firmado no Facebook (publicamente)

Eu, Ramon Lamar, comprometo-me a não me pronunciar mais sobre o assunto Boulevard Santa Helena enquanto não surgir o novo projeto com as observações levantadas por todos que estão descontentes e apontando erros no desenho antigo. Espero que o novo projeto não demore muito. O Flávio Araujo (Fazenda Arizona / Boulevard Santa Helena) comprometeu-se a não divulgar mais a imagem do anteprojeto antigo para não dar a entender que os estudos estão estáticos. Fico no aguardo.

Faça o que eu falo, não faça o que eu faço! Cemig e arborização urbana (de novo).

 Parafraseando Manuel Bandeira:

Estou farto do teorismo comedido
Do teorismo bem comportado
Do teorismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.


Trechos extraídos do excelente Manual de Arborização publicado pela CEMIG (baixe clicando AQUI):
A maneira mais eficiente de evitar problemas com as raízes de uma árvore é a adequação de um espaço para o seu desenvolvimento, de forma a evitar que  as  redes  de  abastecimento  de  água,  drenagem  pluvial,  calçadas  ou cisternas possam ser afetadas. (pag. 66)
Copa em compatibilidade com a altura dos pedestres, veículos, redes de distribuição de serviços de energia, telefonia, telhados e fachadas, placas indicativas, entre outros. (pag. 44)
Presença de raízes estrangulantes: raízes enoveladas, desenvolvidas a partir do plantio de uma muda inadequada, podem provocar o  estrangulamento da base do tronco e a consequente queda da árvore. (pag. 69)
A poda de manutenção é realizada  com  a  frequência  necessária,  e  o  Programa  se  compromete também a plantar mudas de alta qualidade de espécies adequadas ao meio urbano, com no mínimo 2,5 metros de altura. (Sobre o Programa Premiar, pag. 35)

Figueiras fotografadas na calçada de instalação da CEMIG em Sete Lagoas (MG).
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Sem tempo para fazer um folder...

Como diz o folder: "os empreendedores não pouparam recursos para contratar os mais respeitados e renomados especialistas para o desenvolvimento do Boulevard Santa Helena". Mas parece que eles estão meio sem tempo para fazer um desenho novo que contemple todos os problemas levantados desde fevereiro de 2011!!! Podiam fazer também um desenho em perspectiva mostrando o Parque da Serra localizado na encosta (APP) e as Áreas Institucionais idem. Aliás, no Sete Dias, saiu como "Matas Institucionais". Alguns renomados especialistas poderiam ler as publicações antes, né?
Que tal encartar essa imagem no próximo folder? Aí todos entenderão porque os "neoambientalistas" estão temerosos com o projeto. Seria uma boa maneira de esclarecer a população e dirimir algumas inverdades.

RIO +20: DE 13 A 22 DE JUNHO DE 2012 (Informações Oficiais)

Direto de: www.rio20.gov.br


A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
A Conferência terá dois temas principais:
*** A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
***A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A Rio+20 será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, serão programados os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.
Os preparativos para a Conferência
A Resolução 64/236 da Assembleia-Geral das Nações Unidas determinou a realização da Conferência, seu objetivo e seus temas, além de estabelecer a programação das reuniões do Comitê Preparatório (conhecidas como “PrepComs”). O Comitê vem realizando sessões anuais desde 2010, além de “reuniões intersessionais”, importantes para dar encaminhamento às negociações.
Além das “PrepComs”, diversos países têm realizado “encontros informais” para ampliar as oportunidades de discussão dos temas da Rio+20.
O processo preparatório é conduzido pelo Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais e Secretário-Geral da Conferência, Embaixador Sha Zukang, da China. O Secretariado da Conferência conta ainda com dois Coordenadores-Executivos, a Senhora Elizabeth Thompson, ex-Ministra de Energia e Meio Ambiente de Barbados, e o Senhor Brice Lalonde, ex-Ministro do Meio Ambiente da França. Os preparativos são complementados pela Mesa Diretora da Rio+20, que se reúne com regularidade em Nova York e decide sobre questões relativas à organização do evento. Fazem parte da Mesa Diretora representantes dos cinco grupos regionais da ONU, com a co-presidência do Embaixador Kim Sook, da Coréia do Sul, e do Embaixador John Ashe, de Antígua e Barbuda. O Brasil, na qualidade de país-sede da Conferência, também está representado na Mesa Diretora.
Os Estados-membros, representantes da sociedade civil e organizações internacionais tiveram até o dia 1º de novembro para enviar ao Secretariado da Conferência propostas por escrito. A partir dessas contribuições, o Secretariado preparará um texto-base para a Rio+20, chamado “zero draft” (“minuta zero” em inglês), o qual será negociado em reuniões ao longo do primeiro semestre de 2012.
TEMAS
Os dois temas centrais da Rio+20 – a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável – foram aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas de forma consensual entre os 193 países que integram a ONU. Nas reuniões do processo de preparação, os países têm apresentado propostas sobre esses temas, buscando resultados que possam ser adotados na Conferência.

*** A ECONOMIA VERDE NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA A “economia verde” constitui um instrumento para a aplicação de políticas e programas com vistas a fortalecer a implementação dos compromissos de desenvolvimento sustentável em todos os países da ONU. Para o Brasil, a “economia verde” deve ser sempre enfocada no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, uma vez que os temas de economia e de meio ambiente (“verde”) não podem ser separados das preocupações de cunho social.
O debate sobre “economia verde” aponta para oportunidades de complementaridade e de sinergia com outros esforços internacionais, englobando atividades e programas para atender às diferentes realidades de países desenvolvidos e em desenvolvimento. É importante relembrar que a redução das desigualdades – em nível nacional e internacional – é fundamental para a plena realização do desenvolvimento sustentável no mundo.
*** ESTRUTURA INSTITUCIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
As discussões sobre a estrutura institucional têm buscado formas para melhorar a coordenação e a eficácia das atividades desenvolvidas pelas diversas instituições do sistema ONU que se dedicam aos diferentes pilares do desenvolvimento sustentável (econômico, social e ambiental). Os países têm debatido, principalmente, maneiras pelas quais os programas voltados ao desenvolvimento econômico, ao bem-estar social e à proteção ambiental podem ser organizados em esforços conjuntos, que realmente correspondam às aspirações do desenvolvimento sustentável.
Algumas das propostas já apresentadas propõem a reforma da Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CDS), com o objetivo de reforçar seu mandato de monitoramento da implementação da Agenda 21, adotada durante a Rio-92, e seu papel de instância de coordenação e de debate entre representantes dos países e da sociedade civil. Quanto à reforma das instituições ambientais, vários países têm apontado a importância de que sejam fortalecidas as capacidades de trabalho do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), aumentando a previsibilidade dos recursos disponíveis para que essa instituição apóie efetivamente projetos em países em desenvolvimento. A reforma da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável deverá observar o equilíbrio entre as questões sociais, econômicas e ambientais. 

Indivíduos
A participação de indivíduos também é muito importante para o êxito da Conferência. Todos poderão contribuir com envio de sugestões, divulgação das informações e participação em eventos da Conferência. Antes do evento, o público em geral pode participar por meio de sugestões, escrevendo em alguma das línguas oficiais da ONU (árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, russo) para o email: uncsd2012@un.org.
Também é possível participar dos diversos eventos paralelos à agenda intergovernamental que estão sendo planejados para o período de realização da Conferência. Eles acontecerão em áreas reservadas pelo Comitê Nacional de Organização para a sociedade civil e suas programações serão divulgadas oportunamente neste sítio e pela imprensa.

Sustentabilidade na Organização da Rio+20
Com o objetivo de garantir que a Rio+20 observe os pilares do desenvolvimento sustentável, o Governo brasileiro criou, no âmbito do Comitê Nacional de Organização, uma Coordenação de Sustentabilidade. Sua função é analisar e propor ações para reduzir, mitigar ou compensar os impactos ambientais e sociais gerados pela conferência.
As ações estão organizadas em nove dimensões: gestão das emissões de gases de efeito estufa, recursos hídricos, resíduos sólidos, energia, transporte, construções sustentáveis, compras públicas sustentáveis, turismo sustentável e alimentos sustentáveis. (Clique nos links abaixo.)

Eventos Oficiais

III Reunião do Comitê Preparatório para a Rio+20
13/06/2012 - 15/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Reunião preparatória
 
Desemprego, trabalho decente e migrações
16/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras
16/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Desenvolvimento Sustentável para o combate à pobreza
16/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável
16/06/2012 - 19/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Reunião preparatória
 
Florestas
17/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Segurança alimentar e nutricional
17/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Cidades Sustentáveis e Inovação
18/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Água
18/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Energia Sustentável para todos
18/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Banda larga e TICs para sociedades inteligentes, inclusivas e sustentáveis
19/06/2012 , Rio de Janeiro - Tipo de Evento: Evento
 
Oceanos
19/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Debate
 
Segmento de Alto nível da Conferência
20/06/2012 - 22/06/2012 , Riocentro - Tipo de Evento: Reunião oficial

segunda-feira, 11 de junho de 2012

H. Jackson Brown, Jr

Tenho certeza que tem a ver com o "Guia do Mochileiro das Galáxias"
H. Jackson Brown, Jr. é um escritor estadunidense conhecido por seu livro Life's Little Instruction Book. Além de escritor, ele é compositor, artista e proprietário de uma empresa de desenvolvimento de criatividade e ideias em Nashville no Tennesse. Desde pequeno, aprendeu com seus pais o habito de anotar suas ideias.E assim sempre tinha uma caderneta onde guardava sugestões e lembretes. Seu livro mais famoso, Pequeno Manual De Intruções Para A Vida, nasceu desse costume. Quando seu filho Adam, saiu de casa para ingressar na faculdade, H. Jackson deu a ele um caderno no qual anotara com carinho e humor, sua experiência de vida. 

(Fonte: Wikipédia, não gosto de citar Wikipédia, mas as outras fontes que li citam os mesmos fatos)

FRASES 
"Elogie em público, critique em particular".
(Essa frase deu origem a esta postagem. Estou vendo muita gente fazendo exatamente o contrário: criticando em público e elogiando em particular. Ou então errando em público e pedindo desculpas em particular.)

"Sua religião é aquilo que você faz quando o sermão acaba."

"Olhe as pessoas nos olhos."

"Os sonhos se realizam para aqueles que trabalham enquanto sonham."

"Se você está no rumo certo, cada passo, por pequeno que seja, o deixa mais próximo do seu objetivo."

"Se você se lembrar de como é difícil mudar a si próprio, começará a compreender quão poucas chances tem de mudar os outros."

"Todos os dias recebemos pedras. Mas o que construímos com elas? Uma ponte ou um muro."
"Você não se preocuparia com o que as pessoas pensam a seu respeito, se soubesse o quão raramente elas de fato fazem isso."

domingo, 10 de junho de 2012

Aproveitando a onda do Veta Dilma e Veta Maroca!

Ô GUARDA MUNICIPAL, VETA ISSO AÍ!!!
Lagoa Paulino, 10 de junho de 2012, 8 da manhã. Procurem o banco...
Lagoa Paulino, 11 de junho de 2012, 18 horas. Não deu nem para a VIASOLO recolher as pedras da calçada? Ô limpeza urbana, hein? E nós pagamos CARO por isso.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Verticalização das Cidades: um texto da Revista Ciência Hoje (SBPC)

Tem muita gente "aprendendo" sobre urbanismo recentemente. Mas para aprender, é necessário escutar ou ler quem entende do assunto. Conversar com o travesseiro, ou com amigos que têm a mesma opinião que você mas nunca leram uma linha sobre o assunto, não adianta. 
O arquiteto e urbanista Flávio de Castro, falou na Audiência Pública de 06 de junho de 2012 sobre a tendência e necessidade de verticalização dos espaços urbanos. Obviamente atendendo a uma série de condições. Exemplificando, aqui em Sete Lagoas é importante um bom e completo estudo do subsolo. 
Para não deixar o Flávio de Castro falando sozinho (e em certo momento alguns não entenderam nada da fala dele), sugiro que cliquem AQUI e acessem o texto da jornalista Isabela Fraga publicado na Revista Ciência Hoje (da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SPBC), baseado em textos de urbanistas consagrados. As partes marcadas em amarelo são de minha responsabilidade.
Sobre os dados levantados no Censo 2010 sobre domicílios desocupados em Sete Lagoas (o texto cita dados do Rio de Janeiro), tomei cuidado de procurá-los e são:

************* Total de domicílios particulares não-ocupados fechados: 430
************* Total de domicílios particulares não-ocupados vagos: 5.425
************* Total de domicílios coletivos sem morador: 85 (Fonte: clique AQUI)

Aliás, o texto já foi publicado aqui no blog em 5 de agosto de 2011 (clique AQUI para ver).

Arte: Mateu Velasco
Para aprender tem que ler, estudar, escutar e pensar, ok? E depois leia, estude, escute e pense mais um pouco...
Ah, e tem gente que precisa desencucar e achar que tudo que falamos ou escrevemos é por causa do Boulevard Santa Helena. Ninguém está elaborando teorias para justificar tudo (ou seria justificar nada?)... bom, pelo menos eu não estou.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 9 de junho de 2012

Do Facebook para o Blog: o bulevarsantahelena

Desta vez o caminho foi inverso. Um comentário (na verdade vários) lá do Facebook precisou ser trazido para o blog. Desde ontem estou tendo um péssimo dia, vendo que as conversas de sábado passado foram atropeladas por publicação de imagens antigas do projeto do bulevar nos jornais locais. Será que teremos mesmo um novo projeto? Será que APPs precisam ser garbosamente chamadas de Parque da Serra e Corredor Ecológico quando na verdade são apenas exigências legais? Não seria melhor colocar que são Áreas de Preservação Permanente conforme solicita a legislação?
* Agora virou ofensiva de matérias pagas sobre o Boulevard Santa Helena nos jornais locais. Todos endeusam o empreendimento. Não estão vendo defeitos? Vou listar alguns. Afinal de contas parece que não vai sair outro projeto coisíssima nenhuma. Para que gastar dinheiro (e também papel e tinta) mostrando o projeto antigo?
Imagem publicada nos folhetos recentes e nos jornais locais. As indicações em vermelho (feistas por mim) mostram as APPs, áreas geologicamente sensíveis e o Cerradão que deverá dar lugar a centenas de lotes. Não seria mais correto falar que o PARQUE DA SERRA DE SANTA HELENA é uma área de Preservação Permanente, exigida pela legislação. Da forma que está, para quem não conhece o local, dá ideia de altruismo dos empreendedores. Aliás, bem que podiam mostrar o projeto em perspectiva e não na imagem chapada.

* O PARQUE DA SERRA DE SANTA HELENA, de 1,7 milhão de metros quadrados é a encosta da serra. Área de Preservação Permanente, APP, portanto não é favor algum preservá-la, é obrigação por lei.
* A ÁREA INSTITUCIONAL (áreas da prefeitura dentro do empreendimento, mas que são destinadas para implantação de equipamentos públicos, tais como hospitais e escolas) está na encosta da serra, portanto na APP e parte dela, ao lado da perimetral encontra-se sobre terreno geologicamente instável. Aí, no futuro, pode-se "desafetar" a área institucional e tome lote na encosta da serra. Nunca se sabe com a Câmara-a-jato, não é mesmo?
* O que se chama de "Corredor Ecológico" é apenas a preservação da APP do Córrego do Diogo (obrigatório por lei). Corredor ecológico é uma faixa de vegetação que liga grandes fragmentos florestais ou unidades de conservação proporcionando à fauna o livre trânsito entre as áreas protegidas e, consequentemente, a troca genética entre as espécies. Aquele "corredor" ali está ligando quais unidades de conservação?
* As áreas comerciais e áreas residenciais abaixo da perimetral estão em áreas sensíveis onde a água aflora a 1,5 metros de profundidade, como foi falado por populares que moram na área e se manifestaram na Audiência do Parque Estadual.
* Sem áreas institucionais utilizáveis, onde ficarão hospitais (ou postos de saúde), escolas, bases policiais? Ou ninguém lá precisará de atendimento, estudo ou proteção? Ah... para isso podemos usar o centro da cidade ou mesmo Belo Horizonte, não é mesmo?
* A área residencial próxima ao Shopping encontra-se sobre um cerradão bem preservado com inúmeras espécies nativas e imunes de corte.
* As duas áreas residenciais acima da perimetral (e a abaixo também) encontram-se sobre as principais áreas de recarga do aquífero na região. Impermeabilização ou lançamento de águas contaminadas pela atividade humana nessas áreas sensíveis poderá diminuir a recarga ou contaminar os lençóis.
* Os resultados dos estudos de Geotecnia, Hidrogeologia, Eletrorresistividade e Arqueologia/Espeleologia já estão à disposição de todos os interessados? Será que todos poderão ver onde estão as áreas sensíveis do subsolo? Será que a área do cerradão também vai ser analisada nos estudos de eletroressistividade?
* "Passagens projetadas para animais fazerem a travessia das vias em total segurança, em passeios e vegetados e arborizados." Por lá transitam animais como lobos guará e jaguatiricas, sabiam?
* "Está sendo terminada a primeira versão revisada do projeto do Boulevard Santa Helena." Mas está sendo divulgada maciçamente a versão antiga. Será que todos os aspectos levantados acima serão corrigidos? Ou são "inverdades"?
* Ah, antes que eu me esqueça, onde está o curso d'água do "Chuveirinho"?
[Clique para ampliar e veja o córrego que sumiu...]
* O "novo projeto" tem que contemplar e resolver todas essas dúvidas. Matéria paga, capa de jornal, não resolvem os problemas. Estamos aguardando, mas não estamos vendo sinalização positiva por parte do empreendimento. Afinal de contas, era de se esperar o "novo projeto" e não essa ofensiva nos jornais e panfletagem com esse projeto "antigo" até na Audiência Pública. Lamentável!!!
Desculpem, mas estou muito chateado. Falei em diálogo, compareci ao diálogo, fiz de tudo para que a tal "solução dialogada" surgisse... e recebo essas surpresas nos jornais locais.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Como está a poluição do ar em Sete Lagoas?

Poluição sonora, esgotos em nossos córregos, poluição visual... e aí parece que esquecemos de nossos crônicos problemas de poluição do ar. 
Ao que me conste, tal problema ainda persiste e azucrina vários bairros da cidade. As donas de casa que o digam... se ficar um dia sem limpar os móveis a poeira preta acumula e se mostra toda faceira.

Inversão térmica em São Paulo (SP). Fonte: Folha de S.Paulo
Inversão térmica em Sete Lagoas, observe a camada de poluentes próxima ao solo. (Julho de 2006, foto de Ramon L. O. Junior)
Solicitei informalmente à Secretaria de Meio Ambiente, por meio do secretário Cláudio Busu, a liberação dos documentos a respeito dos níveis de poluição do ar na cidade (medições feitas durante anos). Caso a solicitação informal não dê resultado, parto para a solicitação formal com base na recente Lei de Acesso a Informações Públicas (12.527/2011) que entrou em vigor em 16 de maio último.
Seria bom saber também como andam os atendimentos a problemas respiratórios na cidade. Agora no inverno, com o ar mais seco (graças aos céus que tem chovido um pouco, aliviando a umidade do ar) e com o fenômeno natural de inversão térmica, a situação tende a se agravar muito.
Bom saber como andam as coisas, né?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A AUDIÊNCIA PÚBLICA DA APA DA SERRA DE SANTA HELENA

A participação dos jovens dentro e fora da Casa da Cultura. O retorno dos movimentos estudantis, turbinados pelas redes sociais, foi comovente e marcante. / Os estudos técnicos apresentados pela Érika (EMATER) e pelo Gustavo (Biopreservação). / A presença de secretários de governo e, em especial de ex-secretários como Ênio Eduardo, Lairson Couto e Flávio de Castro (os dois últimos na condição de palestrantes representam um marco histórico no sentido da democratização de opiniões na cidade). / A divulgação do VETO do prefeito Mário Márcio Maroca aos projetos aprovados "a toque de caixa" pela Câmara e que interferiam em áreas da APA e no zoneamento urbano. / A presença do Flávio Araújo, proprietário da Fazenda Arizona, fazendo uso da palavra de forma sensata, conversando com os manifestantes e colocando-se à disposição para dialogar sobre empreendimentos propostos para a área da Fazenda Arizona. / A participação bem humorada das apresentações artísticas.

A ausência de diversos vereadores que apresentaram, defenderam e apoiaram enfaticamente os projetos de lei que interferiam em áreas da APA e no zoneamento urbano durante a fatídica reunião de 22 de maio. / A panfletagem sobre o Boulevard Santa Helena em local e hora totalmente inoportunos e sem autorização da Secretaria de Meio Ambiente, colocando em risco o encaminhamento correto da Audiência no sentido de discutir a importância da APA como um todo e não casos e interesses particulares. / Algumas condições técnicas e de suporte: inadequação ou não utilização correta do espaço da Casa da Cultura no que diz respeito à iluminação da tela de projeção interna e do telão externo (luz direcionada para o telão?) e a cronometragem muito liberal dos tempos das falas (alongando a audiência para mais de uma hora além do previsto).

 Seguem-se algumas imagens "furtadas" do facebook da amiga Júnia Villani:

Fotos: Júnia Villani
Finalizando, eu só tenho a agradecer à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em especial ao secretário Cláudio Busu, pela oportunidade de participar de todas as discussões relativas à questão da APA SERRA DE SANTA HELENA. Em especial, um grande abraço aos jovens do MOVIMENTO ACORDA SETE LAGOAS, que mostraram que esses 30 anos de sala de aula, somados aos tantos outros anos dos queridos colegas que trabalham a biologia e os temas ambientais em Sete Lagoas não foram em vão. Em meu nome, em nome do meu colega Edson (que lá esteve presente e com quem pude conversar um pouquinho) e de todos os biólogos que atuam na nossa cidade, nossas homenagens a vocês. Nota 100, aprovados com louvor!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: As fotos não são da Júnia Villani, ela também subtraiu da Alessandra Casarim, que por sua vez parece ter surrupiado da própria filha.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

HOJE (06/06/12): AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A APA DA SERRA DE SANTA HELENA

LOCAL: CASA DA CULTURA

PROGRAMAÇÃO

17h30 às 18h - Recepção de expositores e registro de participantes

18h - Abertura
Composição da mesa:
- Cláudio Ribeiro Figueiredo – Secretário de Meio Ambiente e representante do Prefeito
- Vereador Claudinei Dias - Presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Meio Ambiente
- Dr. Ernane Geraldo de Araújo - Promotor de Justiça e Curador do Meio Ambiente

18h30 às 20h - Palestras

18h30 - Clarismundo Benfica do Nascimento - Chefe da APA da Pedreira
Tema: Unidade de Uso Sustentável - APA

18h45 - Erika Carvalho - Engenheira Agrônoma da Emater - Presidente do Subcomitê de Zoneamento da APA de Jequitibá

19h - Cláudio Ribeiro Figueiredo - Secretário de Meio Ambiente
Tema: Estudos realizados na APA da Serra de Santa Helena

19h15 - Empresa Biopreservação
Tema: Estudos realizados na APA da Serra de Santa Helena

19h30 - Ramon Lamar - Biólogo
Tema: Importância da APA da Serra de Santa Helena

19h45 - Flávio de Castro - Arquiteto e Urbanista, Coordenador de Extensão da UNIFEMM
Tema: Dificuldades do Planejamento Urbano

20h às 21h - Pronunciamento dos inscritos / Proposição

21h às 21h30 – Encerramento

terça-feira, 5 de junho de 2012

40 anos depois...

Aqui no Brasil (e em boa parte do mundo), 40 anos depois da primeira Conferência da ONU sobre Meio Ambiente realizada em Estocolmo no período de 5 a 16 de junho de 1972, ainda estamos engatinhando nas questões ambientais. Claro que atualmente o tema tem muito mais visibilidade, mas a polarização ("destruidores" x "ecochatos") causa tensão. 
Nem todos compreendem perfeitamente os conceitos de preservação e sustentabilidade. Também não é de se admirar. Vejo crianças saindo de escolas (onde com certeza o tema é discutido) e jogando papel de bala na calçada, copinho de sorvete e toda sorte de lixo. Se quem está recebendo informações "quentinhas" sobre o assunto e está na fase do aprendizado mais intenso age assim... imaginem quem não teve essa oportunidade?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgs2InAt2xv7llfj2P7H1gCmTeeBW2v0Cdvm48bwqAf_zhCzpk4wtbYwEmQhoC8Z3SQnd2pf8N9F5MFTsz6rgdJjCZJbLAsxX0GfzqBS6lsbSLNA2jHg1CmEZ0ws7FFQJ_qlnkdNShJBJG9/s1600/Picture+3.jpg
A realização da ECO-92 (Rio de Janeiro, 1992) não equacionou satisfatoriamente diversos temas relevantes e ainda lutamos em relação à questão desenvolvimento x sustentabilidade. Uma das maiores demonstrações dessa batalha é o fracasso do Protocolo de Kyoto. Agora, com novos países alcançando a condição de "economias desenvolvidas", as metas de redução da emissão de gás carbônico tornam-se ainda menos consensuais. Ninguém quer pagar o preço da preservação ambiental, verdade seja dita.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO4paqoDUcenTO_SKnwPUIDbB2GZUcx1FLcylwPn9BCMM9JYuND4pFOObRO8iCMt0zjN6Y0MOHEWhOCYSQYK8_g2UEnS44jrE9cKKmlc8DoSXllQPuQZgADOnrHTOUpr_VGJzQb1ERgmXK/s1600/foto55.jpg
Semana que vem, começaremos a Rio+20 (vinte anos depois da ECO-92 e quarenta anos depois da Estocolmo-72). E começaremos mal, com a perspectiva de aprovação de um "Novo" Código Florestal que aumenta a agressão sobre nossas encostas, mangues, rios e nascentes. Imaginem o conceito de recuperar matas ciliares com pinheiros e eucaliptos! Que avanço!!!
Enquanto alguns países do mundo já falam em contabilizar o Índice de Felicidade Humana, nós ainda estamos distantes de um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) decente. Infelizmente, aqui no Brasil, quem manda nessas decisões ainda é o PIB.

http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2011/06/07062011P00004.jpg
Vale retornar ao final da década de 1960 e início da década de 1970 e perguntar: já conhecemos os Limites do Crescimento? Ou vamos conhecê-los, futuramente, da pior forma possível?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 2 de junho de 2012

Enfim, o diálogo!

Hoje pela manhã, conversamos de forma muito produtiva sobre as questões que envolvem a APA da Serra de Santa Helena e a área da Fazenda Arizona, onde pretende-se inserir o Boulevard Santa Helena. A conversa envolveu três pessoas: eu, o Secretário de Meio Ambiente (Cláudio Busu) e o Flávio Araújo (um dos proprietários da Fazenda Arizona). 
Francamente, por várias vezes, julguei que esse diálogo jamais seria possível. O anteprojeto do Boulevard, da forma avassaladora que veio e, agora mais recentemente, os projetos de lei aprovados em tempo recorde que alteram o perímetro da APA e facilitam quase todo tipo de edificação na área da Fazenda Arizona, criaram picos de descontentamento e receio em relação a todo e qualquer empreendimento na área. Afinal de contas, como acreditar em desenvolvimento sustentável com propostas tão abruptas e desconexas?

A APA da Serra de Santa Helena tem que ser compromisso de todos nós.
Argumentos técnicos e ponderações estavam sendo deixados de lado, por uma parte ou por outra. A tendência, "pelo andar da carruagem", seria uma situação em que todos sairiam perdendo. Empreendedores sem nenhum empreendimento possível e a APA sem uma regulamentação, um zoneamento e uma efetiva proteção de tantos recursos naturais importantes.
Mas voltando à manhã de hoje, pudemos eu e o Busu expor ao Flávio Araújo a importância da regulamentação da APA. Explicamos todas as questões, entre as quais a não existência de incompatibilidade entre APA e empreendimentos, desde que os mesmos demonstrem seu caráter sustentável de forma mais efetiva do que vinha sendo feito até o momento. Ouvimos também as queixas e as dúvidas a respeito das possibilidades de ação dos empreendedores dentro dos parâmetros de sustentabilidade e das legislações, bem como sobre os avanços do processo.
Estudos técnicos foram e estão sendo conduzidos. Mudanças determinadas por esses estudos estão sendo incorporadas ao projeto. Inclusive a questão da recuperação da lâmina d'água da Lagoa da Chácara foi colocada no âmbito de novos projetos e tecnologias que permitam esse feito. Promete-se para breve a divulgação de um site onde os novos projetos serão expostos, facilitando asssim a discussão sobre toda a situação.
No somatório, os pontos mais importantes da conversa foram: (1) o entendimento que a APA da Serra de Santa Helena é fundamental para o município, (2) que os trechos da Fazenda Arizona que hoje se encontram dentro dos limites da APA podem ali ser mantidos e (3) que a colaboraração dos proprietários da Fazenda Arizona (e de todos que possuem terras na área) é muito importante para o desenrolar da questão da regulamentação da APA da Serra de Santa Helena.
Acho que agora trilhamos um bom caminho. Conversar com intermediários não se mostrou uma ação produtiva. Sentir sinceridade das partes é a melhor receita para que cheguemos a soluções aceitáveis por todos. Perfeição não vamos atingir nunca, nem devolvendo a terra aos índios pois muitos deles já aprenderam a apenas faturar com ela. 
Estabelecer marcos e compromissos, no momento, é a nossa melhor opção. Que daqui em diante possamos ser mais felizes em todas as colocações a respeito do assunto.
E vamos todos participar com civilidade da Audiência Pública do dia 6 de junho sobre a APA da Serra de Santa Helena.

Ramon Lamar de Oliveira Junior