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sábado, 11 de junho de 2011

Questão de Toxoplasmose

A última prova de vestibular da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei) trouxe a questão:


Gabarito oficial: letra A.

Polêmicas surgiram e várias pessoas entraram com recursos em relação à questão. Recursos apresentados, a COPEVE/UFSJ saiu com essa justificativa:
Sobre esta questão é preciso lembrar que a capacidade de um parasito infectar determinado hospedeiro não significa que aquele determinado hospedeiro infectado possa transmitir o parasito por qualquer via. Os cães podem ser contaminados, mas só podem transmitir a Toxoplasmose para humanos, caso seus tecidos sejam ingeridos e não tenham sido devidamente assados ou cozidos. O mesmo raciocino se aplica ao leite e ovos de outros animais. Os únicos animais capazes de transmissão pelas fezes são os felinos. 
Sobre contrariar “ABSURDAMENTE as leis do texto e da biologia” solicitamos a gentileza de consultar:
NEVES, D.P., MELO, A.L., GENARO O., LINARDI, P.M. Parasitologia humana. 10a ed. Atheneu, 2000.
REY, L. Parasitologia. 3a ed. Guanarabara, Rio de Janeiro. 2001.
PESSOA, S.B. & MARTINS, A. V. Parasitologia Médica, 11a ed., Guanarabara, Rio de Janeiro. 1982.
RECURSO INDEFERIDO
O problema é que alguns trabalhos científicos recentes (aliás nem tão recentes assim) demonstraram a possibilidade do cão ingerir as fezes de gatos (coprofagia) e então eliminarem as formas que podem infectar o homem pelas próprias fezes. Exemplo:
It was demonstrated that after ingestion of non-sporulated oocysts of T. gondii, these can pass through the intestinal tract of dogs and be excreted in an infective stage, meaning that dogs can act as mechanical vectors of the oocysts. (LINDSAY DS., DUBEY JP., BUTLER JM., BLAGBURN BL. Mechanical transmission of Toxoplasma gondii oocysts by dogs. Vet. Parasitol., 1997, 73, 27-33.)
Uma das coisas mais curiosas que já vi é a citação de obras consagradas dos CURSOS DE GRADUAÇÃO como bibliografia que sustenta a resposta. Nenhum livro do ensino médio foi citado. Interessante também é o fato da obra mais recente citada já ter 10 anos de publicação (e uma já ter quase 30!). Oras, sabemos todos com formação biológica ou biomédica, que não há dogmas na biologia ou na medicina (La médicine comme l'amour, ne jamais ne toujour).
Um intervalo de cinco anos normalmente ocorre entre os trabalhos publicados em revistas científicas e sua presença nos livros-texto (compatível com a distância 1997/2001 entre o trabalho e a obra mais recente citada). 
Cumpre ao professor que elabora questões de provas que não seja traído por equívocos temporais. Guardadas as devidas proporções, é a mesma coisa de se elaborar uma questão que afirma como resposta que "não há vacina eficiente contra a AIDS" e a mesma ser descoberta e anunciada ao mundo na véspera de realização da prova. Não é adequado elaborar uma questão que possa ter sua resposta invalidada até a data de realização do concurso. 
Quanto aos recursos, devem ser analisados de forma desapaixonada. Se assim fosse, a questão teria sido anulada (como outras cinco que foram consideradas anuladas após os recursos).


Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Soninho...

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Isso é que é vida boa!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lagoa da Boa Vista (junho/2011)

Depois de vários anos de abandono, com a manutenção da orla sendo feita muito aquém do necessário, a Lagoa da Boa Vista encontra-se como nas fotos abaixo. E olha que aí é só o aspecto da orla. Sem contar os pisos de ardósia, alguns jardins na pura terra, o palco detonado...

Para quem achava que era um desmoronamento local, observem nas outras fotos que existem verdadeiras cavernas avançando por baixo da calçada. Recuperação imediata ou o grande parte do passeio ficará assim. Clique nas imagens para ampliar.
 







Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Junho/2011

Irrigando sanitários

Quem sabe se, ao irrigarmos os sanitários públicos, eles crescem, dão flores e um belo aroma?

Clique para ampliar e veja o jato d'água irrigando os sanitários públicos.
Foto: Ramon L. O. Junior

PS.: E o Bairro Jardim Arizona estava sem água no dia...

Faixas presas nas árvores III

Praça Dom Carmelo Motta
Plantas também sangram. Plantas também morrem.
Mais uma luta: CHEGA DE COLOCAR FAIXAS NAS ÁRVORES E PALMEIRAS!

O Jornal Sensacionalista e o Palocci

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Eu não aguento!!! Esse jornal é o melhor do Brasil!!!

Clique para ler diariamente: www.sensacionalista.com.br

Dia do Saio

Ontem foi o Dia do Saio. A partir do próximo ano poderemos comemorar essa data. A frase é mais ou menos assim:

"Se é para o bem do governo e para o meu próprio bem (ou meus bens próprios), diga ao povo brasileiro que saio..."

E necas de investigação...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Casa Civil tem caseiro?

Só peço demissão se arquivarem o meu processo e eu não for investigado...

É o que dá para entender, né não?

Mais das gameleiras

Visitem o blog do Flávio de Castro (cliquem aqui) e vejam o tópico sobre as gameleiras da estrada dos tropeiros. Não deixem de ler também o primeiro comentário, no qual declino da honraria do nome dado ao post.
Parabéns ao Jornal Sete Dias e ao jornalista Celso Martinelli pela abordagem do tema.
Ficamos, tal e qual as gameleiras, no aguardo...

Ramon L. O. Junior

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Renato, a aurora boreal e o banco de genes

O Renato, meu grande amigo, ex-aluno e colega biólogo esteve recentemente na Noruega onde conseguiu fotografar o belo fenômeno da aurora boreal. Mas ele está com um ciúme danado das fotos (demorou quase 3 meses para me mandar esta). Segue aí, para quem aprecia o fenômeno, sem dúvida um dos mais bonitos da natureza.

Foto: Renato F. Andrade (Svalbard, Noruega).
De quebra, Renato conheceu (à distância, porque entrar lá é quase impossível para nós mortais) o Banco de Genes Global. O banco contém 500.000 amostras de plantas cultiváveis e seus parentes selvagens, com o objetivo de garantir a manutenção do patrimônio genético tão importante para o desenvolvimento de cultivares. 

Foto: Renato F. Andrade (Svalbard, Noruega).
A entrada do complexo se assemelha a uma barbatana que sai de uma montanha, a meio caminho entre a Noruega e o Polo Norte.
Valeu, Renatão!!!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 5 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 de junho de 1972, Estocolomo, Suécia: a ONU realiza a primeira reunião de grande porte para tratar das questões ambientais. A ECO-92, no Rio de Janeiro vinte anos depois, procurou reafirmar os compromissos. Protocolo de Kyoto, muito bla bla bla... e ainda não vimos o recrudescimento da ameaça ao meio ambiente. Aquecimento Global é o tema da vez (mas o buraco na camada de ozônio, a desertificação, o desmatamento, a ameça aos hotspots e a própria condição miserável de muitos seres humanos ainda estão aí - o progresso desenfreado em nome da riqueza humana não os tirou da condição triste em que vivem.
Pelo menos aprendemos a protestar, a mostrar a cara. Este blog vai por este caminho, procurando denunciar quando preciso e elogiar quando damos um passo para frente (como é elogiável a agenda de eventos nessa última semana em prol do meio ambiente).
Abaixo duas fotos da passeata pelo Parque Natural Municipal Lagoa da Chácara, que ocorreu no ano passado. Bom lembrar que projeto do condomínio que pretende enterrar esse sonho já está andando pela prefeitura. Pode ser aprovado a qualquer hora, como foi a anuência municipal dada ao projeto em "área de interesse ambiental" no início de novembro último (e que só apareceu na data da Audiência Pública do bulevar).


Calados não!!!
Vamos em frente...

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Desafio Online comemorando o 5 de junho.

Sem que os alunos percebessem, a tarefa online da Gincana do Colégio Caetano ocorreu no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. A primeira pergunta, claro, tinha a ver com a data.
Para quem estiver interessado, clique aqui para ver (e fazer) a tarefa. É um bom exercício de agilidade na internet e consulta aos amigos e familiares (afinal de contas, tem pergunta do "arco-da-velha"). Não olhem os comentários, pois algumas respostas estão por lá.

Ramon L. O. Junior

PS.: Se não conseguirem entender como funciona o desafio, perguntem na forma de comentários neste post.

sábado, 4 de junho de 2011

Os limites da ciência e uma questão do ENEM

Num post sobre a situação atual de Fukushima (que hoje fico sabendo que pode agravar mais ainda com a chegada de chuvas torrenciais), nosso amigo Claret escreveu nos comentários: "Os cientistas de carne e osso não podem resolver todos os problemas da humanidade em pouco tempo e menos aqueles que podiam ser evitados."
Na oportunidade, afirmei que gostaria de comentar sobre uma questão do ENEM-2009 que não concordo com o gabarito oficial. Vamos a ela:
Cerca de 1% do lixo urbano é constituído por resíduos sólidos contendo elementos tóxicos. Entre esses elementos estão metais pesados como o cádmio, o chumbo e o mercúrio, componentes de pilhas e baterias, que são perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. Quando descartadas em lixos comuns, pilhas e baterias vão para aterros sanitários ou lixões a céu aberto, e o vazamento de seus componentes contamina o solo, os rios e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna. Por serem bioacumulativos e não biodegradáveis, esses metais chegam de forma acumulada aos seres humanos, por meio da cadeia alimentar. A legislação vigente (Resolução CONAMA no 257/1999) regulamenta o destino de pilhas e baterias após seu esgotamento energético e determina aos fabricantes e/ou importadores a quantidade máxima permitida desses metais em cada tipo de pilha/bateria, porém o problema ainda persiste.
Disponível em: http://www.mma.gov.br. Acesso em: 11 jul. 2009 (adaptado).

Uma medida que poderia contribuir para acabar definitivamente com o problema da poluição ambiental por metais pesados relatado no texto seria

(A) deixar de consumir aparelhos elétricos que utilizem pilha ou bateria como fonte de energia.
(B) usar apenas pilhas ou baterias recarregáveis e de vida útil longa e evitar ingerir alimentos contaminados, especialmente peixes.
(C) devolver pilhas e baterias, após o esgotamento da energia armazenada, à rede de assistência técnica especializada para repasse a fabricantes e/ou importadores.
(D) criar nas cidades, especialmente naquelas com mais de 100 mil habitantes, pontos estratégicos de coleta de baterias e pilhas, para posterior repasse a fabricantes e/ou importadores.
(E) exigir que fabricantes invistam em pesquisa para a substituição desses metais tóxicos por substâncias menos nocivas ao homem e ao ambiente, e que não sejam bioacumulativas.
Além de obviamente afirmar que a Resolução do CONAMA não resolve o problema (e que a resolução deveria ser outra - engraçado isso, não?), a questão propõe ao aluno escolher a alternativa que poderia acabar DEFINITIVAMENTE com o problema (grifo no enunciado por minha conta). Aí o gabarito oficial (indicado em vermelho) assume que os pesquisadores TÊM QUE ENCONTRAR A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA, ou seja, DEFINITIVAMENTE a ciência tem como resolver o problema. Afinal de contas nós podemos EXIGIR que a ciência encontre resposta para tudo, não é mesmo?
E aí, Don Claret? Vocês têm obrigação de descobrir um novo planeta habitável e também desenvolver naves espaciais que possam nos levar rapidamente para lá quando as resoluções do CONAMA falharem, ok? Fácil, não?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Acho mais fácil executar o que ocorre na letra (A) do que a resposta oficial (E).

Só espero que os novos livros do MEC não sejam cobrados no ENEM

Afinal de contas, se já era difícil ensinar a forma certa, pior é agora que pode-se ensinar o errado. Começou com o livro de português que, em nome do combate ao preconceito linguístico, é tolerante com frases do tipo "os livro ilustrado mais interessante estão emprestado". Agora vem o a notícia de um livro de matemática do MEC apresentando as novidades: 10 - 7 = 4  e  16 - 8 = 6. Não quero nem ver a parte de trigonomeria. Aliás, os números complexos devem até ter sido abolidos (complexos demais!). Será que é para combater o preconceito matemático? Já surgiram piadinhas na internet sobre a matemática usada pelo Palocci para multiplicar seu patrimônio (e depois para explicar tal crescimento). 
Claro que no caso da matemática deve ser erro de revisão, prática aliás que é uma continuidade dos erros de revisão das últimas provas e folhas de respostas do ENEM. 
Como diz o Fábio, amigão dos tempos da FEMM, isso é igual "garrancho na enchente"... só vem porcaria agarrada em porcaria.
(Clique aqui para ler uma matéria sobre o livro de matemática.)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O maracujá fálico do Maranhão

Eu não conhecia a história do maracujá em formato de pênis. Recebi um e-mail do meu irmão em que ele contava a história do maracujá e me pedia explicações. Biólogo sofre, tem que ter explicação para tudo!
Mas realmente o maracujá é muito esquisito, ou melhor a planta, pois todos os maracujás dela são "diferentes". A EMBRAPA de lá se interessou pelo fato, mas acho que eles não pretendem produzir mudas e comercializar o tal maracujá (espero que não!). Na verdade, há o interesse científico de se descobrir a causa genética do problema. Diversidade genética é assunto sério e a preservação dessa diversidade é assunto mais sério ainda. Aliás, dentro de pouco mais de uma hora, estarei dando uma aula sobre esse tema para os alunos do cursinho: Tecnologia do DNA recombinante. Mas melhor não levar a foto dos maracujás! Vejam a foto abaixo e confiram uma matéria clicando aqui.

(Crédito: Honório Moreira/OIMP/D.A Press)
Respondi a ele nos termos abaixo:
Uma simples mutação nos genes de crescimento dos carpelos (partes da parede do ovário que dão origem ao fruto) poderia explicar o fato. O crescimento dos carpelos ocorre pela produção de um hormônio vegetal (auxina) pelos tecidos da planta. Se os locais de produção sofrem modificação, o padrão de crescimento também sofrerá.
Se tivesse uma outra forma estranha, ou fosse disforme, ninguém repararia... no máximo diriam: nossa, que maracujá feio, tadinho. Mas com essa forma não tem jeito de não reparar!!!

Claro que o tal maracujá já virou assunto de piada e nome de bloco de carnaval. O Brasil é um barato! 

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bulevarsantahelena, últimos boatos (ou notícias).

Acabo de saber que o projeto do famigerado bulevar teria dado entrada na prefeitura.
Alguém tem mais notícias?
Vai ser assim, então?
A audiência pública valeu para nada?


Clique aqui e aqui se você está por fora do assunto.

A bactéria Escherichia coli e o pepino

Um assunto está alarmando os europeus: os casos de infecção por uma cepa (variedade) da bactéria Escherichia coli (lê-se Esqueríquia cóli), normalmente uma bactéria pacífica do intestino. 
Após 18 mortes na Alemanha, casos também na Suécia e agora 7 casos no Reino Unido, as autoridades de saúde estão tomando uma série de providências. Algumas ações têm causado grande controvérsia, como a proibição de importação de vegetais crus entre os países da União Europeia.
Os pepinos espanhóis (parece brincadeira uma história dessas, né?), sobre os quais há poucos dias era lançada toda a culpa, foram inocentados em alguns exames feitos na Alemanha. Serão inocentes mesmo?
Os esquemas seguintes (autoria da Editoria de Arte/Folhapress) ajudam a esclarecer as características da infecção e o provável mecanismo de contaminação.


Fonte: Folha de S.Paulo online [Clique aqui]
Toda cautela em relação ao tema é importante. Lembremo-nos que estamos cada vez mais interligados e que outras doenças em passado recente como o Antrax (episódio de bioterrorismo), a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa), a Gripe Aviária (H5N1) e a Gripe A (Gripe suína, nova gripe ou H1N1) ensaiaram ou alcançaram a condição de pandemia (epidemia que atinge mais de um continente). Esses verdadeiros tsunamis infecciosos merecem toda a nossa atenção e o sistema de alerta precisa funcionar direito.
Convém, aproveitando o tema, não esquecer nas boas normas de higiente pessoal, da importância fundamental do saneamento básico e dos cuidados com a preparação dos alimentos. Aqui, no Brasil, ainda convivemos com casos de botulismo provocado por palmito sem as adequadas técnicas de conservação e com a doença de Chagas transmitida por caldo de cana e suco de açaí.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Fotos do Olhares (II)

 
 
 







[Cliquem nas imagens para ampliar]
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Wouldstop III e Absinto Muito

Com muito orgulho estamos patrocinando, via NÚCLEO DE APRENDIZAGEM, o evento Wouldstop III que está sendo organizado pela BANDA ABSINTO MUITO
Aproveito para enviar um grande abraço para estes roqueiros tão queridos por todos da nossa escola: professores, funcionários e colegas de turma.
Para mais informações sobre o evento, que reunirá várias bandas, acessem aqui e aqui, direto do blog do Absinto Muito.
Um abraço especial para os demais patrocinadores e apoiadores que acreditam no sucesso da banda e do evento: Faculdade Avance, S.O.S Educação Profissional, Óticas Diniz, Academia Compasso, Cine FOX, Alex Car, Buana, Route66 e Rockestra Records.

Notas manchadas: não deixem de ler.

Amigos, eu nem sabia dessa história de notas manchadas. Meus alunos que me contaram a história numa aula em que eu estava falando sobre o maçarico de oxi-acetileno (muito usado em oficinas de lanternagem, mas também por assaltantes em ações contra caixas eletrônicos). Quando os assaltantes arrombam um caixa eletrônico, o mecanismo pode lançar uma tinta rosa sobre as notas. Dessa maneira elas ficam marcadas e a grana fica "inutilizável". Não sei se é só em São Paulo ou se é no Brasil inteiro. 

Exemplos de cédulas marcadas em roubo a caixas eletrônicos, que serão recolhidas pelo Banco Central. (Créditos: do site da Folha de São Paulo)
O Banco Central (e todos os bancos, é claro) passarão a não aceitar essas notas que porventura estejam em circulação (antes elas podiam ser trocadas, caso você recebesse alguma). A coisa pode evoluir até para um B.O. Fiquem atentos. Observem que até pequenas manchas nas bordas invalidam a nota e podem dar uma boa dor de cabeça.
Cliquem aqui para ler a matéria na Folha de S.Paulo.