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terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais das gameleiras

Visitem o blog do Flávio de Castro (cliquem aqui) e vejam o tópico sobre as gameleiras da estrada dos tropeiros. Não deixem de ler também o primeiro comentário, no qual declino da honraria do nome dado ao post.
Parabéns ao Jornal Sete Dias e ao jornalista Celso Martinelli pela abordagem do tema.
Ficamos, tal e qual as gameleiras, no aguardo...

Ramon L. O. Junior

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Renato, a aurora boreal e o banco de genes

O Renato, meu grande amigo, ex-aluno e colega biólogo esteve recentemente na Noruega onde conseguiu fotografar o belo fenômeno da aurora boreal. Mas ele está com um ciúme danado das fotos (demorou quase 3 meses para me mandar esta). Segue aí, para quem aprecia o fenômeno, sem dúvida um dos mais bonitos da natureza.

Foto: Renato F. Andrade (Svalbard, Noruega).
De quebra, Renato conheceu (à distância, porque entrar lá é quase impossível para nós mortais) o Banco de Genes Global. O banco contém 500.000 amostras de plantas cultiváveis e seus parentes selvagens, com o objetivo de garantir a manutenção do patrimônio genético tão importante para o desenvolvimento de cultivares. 

Foto: Renato F. Andrade (Svalbard, Noruega).
A entrada do complexo se assemelha a uma barbatana que sai de uma montanha, a meio caminho entre a Noruega e o Polo Norte.
Valeu, Renatão!!!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 5 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 de junho de 1972, Estocolomo, Suécia: a ONU realiza a primeira reunião de grande porte para tratar das questões ambientais. A ECO-92, no Rio de Janeiro vinte anos depois, procurou reafirmar os compromissos. Protocolo de Kyoto, muito bla bla bla... e ainda não vimos o recrudescimento da ameaça ao meio ambiente. Aquecimento Global é o tema da vez (mas o buraco na camada de ozônio, a desertificação, o desmatamento, a ameça aos hotspots e a própria condição miserável de muitos seres humanos ainda estão aí - o progresso desenfreado em nome da riqueza humana não os tirou da condição triste em que vivem.
Pelo menos aprendemos a protestar, a mostrar a cara. Este blog vai por este caminho, procurando denunciar quando preciso e elogiar quando damos um passo para frente (como é elogiável a agenda de eventos nessa última semana em prol do meio ambiente).
Abaixo duas fotos da passeata pelo Parque Natural Municipal Lagoa da Chácara, que ocorreu no ano passado. Bom lembrar que projeto do condomínio que pretende enterrar esse sonho já está andando pela prefeitura. Pode ser aprovado a qualquer hora, como foi a anuência municipal dada ao projeto em "área de interesse ambiental" no início de novembro último (e que só apareceu na data da Audiência Pública do bulevar).


Calados não!!!
Vamos em frente...

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Desafio Online comemorando o 5 de junho.

Sem que os alunos percebessem, a tarefa online da Gincana do Colégio Caetano ocorreu no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. A primeira pergunta, claro, tinha a ver com a data.
Para quem estiver interessado, clique aqui para ver (e fazer) a tarefa. É um bom exercício de agilidade na internet e consulta aos amigos e familiares (afinal de contas, tem pergunta do "arco-da-velha"). Não olhem os comentários, pois algumas respostas estão por lá.

Ramon L. O. Junior

PS.: Se não conseguirem entender como funciona o desafio, perguntem na forma de comentários neste post.

sábado, 4 de junho de 2011

Os limites da ciência e uma questão do ENEM

Num post sobre a situação atual de Fukushima (que hoje fico sabendo que pode agravar mais ainda com a chegada de chuvas torrenciais), nosso amigo Claret escreveu nos comentários: "Os cientistas de carne e osso não podem resolver todos os problemas da humanidade em pouco tempo e menos aqueles que podiam ser evitados."
Na oportunidade, afirmei que gostaria de comentar sobre uma questão do ENEM-2009 que não concordo com o gabarito oficial. Vamos a ela:
Cerca de 1% do lixo urbano é constituído por resíduos sólidos contendo elementos tóxicos. Entre esses elementos estão metais pesados como o cádmio, o chumbo e o mercúrio, componentes de pilhas e baterias, que são perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. Quando descartadas em lixos comuns, pilhas e baterias vão para aterros sanitários ou lixões a céu aberto, e o vazamento de seus componentes contamina o solo, os rios e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna. Por serem bioacumulativos e não biodegradáveis, esses metais chegam de forma acumulada aos seres humanos, por meio da cadeia alimentar. A legislação vigente (Resolução CONAMA no 257/1999) regulamenta o destino de pilhas e baterias após seu esgotamento energético e determina aos fabricantes e/ou importadores a quantidade máxima permitida desses metais em cada tipo de pilha/bateria, porém o problema ainda persiste.
Disponível em: http://www.mma.gov.br. Acesso em: 11 jul. 2009 (adaptado).

Uma medida que poderia contribuir para acabar definitivamente com o problema da poluição ambiental por metais pesados relatado no texto seria

(A) deixar de consumir aparelhos elétricos que utilizem pilha ou bateria como fonte de energia.
(B) usar apenas pilhas ou baterias recarregáveis e de vida útil longa e evitar ingerir alimentos contaminados, especialmente peixes.
(C) devolver pilhas e baterias, após o esgotamento da energia armazenada, à rede de assistência técnica especializada para repasse a fabricantes e/ou importadores.
(D) criar nas cidades, especialmente naquelas com mais de 100 mil habitantes, pontos estratégicos de coleta de baterias e pilhas, para posterior repasse a fabricantes e/ou importadores.
(E) exigir que fabricantes invistam em pesquisa para a substituição desses metais tóxicos por substâncias menos nocivas ao homem e ao ambiente, e que não sejam bioacumulativas.
Além de obviamente afirmar que a Resolução do CONAMA não resolve o problema (e que a resolução deveria ser outra - engraçado isso, não?), a questão propõe ao aluno escolher a alternativa que poderia acabar DEFINITIVAMENTE com o problema (grifo no enunciado por minha conta). Aí o gabarito oficial (indicado em vermelho) assume que os pesquisadores TÊM QUE ENCONTRAR A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA, ou seja, DEFINITIVAMENTE a ciência tem como resolver o problema. Afinal de contas nós podemos EXIGIR que a ciência encontre resposta para tudo, não é mesmo?
E aí, Don Claret? Vocês têm obrigação de descobrir um novo planeta habitável e também desenvolver naves espaciais que possam nos levar rapidamente para lá quando as resoluções do CONAMA falharem, ok? Fácil, não?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Acho mais fácil executar o que ocorre na letra (A) do que a resposta oficial (E).

Só espero que os novos livros do MEC não sejam cobrados no ENEM

Afinal de contas, se já era difícil ensinar a forma certa, pior é agora que pode-se ensinar o errado. Começou com o livro de português que, em nome do combate ao preconceito linguístico, é tolerante com frases do tipo "os livro ilustrado mais interessante estão emprestado". Agora vem o a notícia de um livro de matemática do MEC apresentando as novidades: 10 - 7 = 4  e  16 - 8 = 6. Não quero nem ver a parte de trigonomeria. Aliás, os números complexos devem até ter sido abolidos (complexos demais!). Será que é para combater o preconceito matemático? Já surgiram piadinhas na internet sobre a matemática usada pelo Palocci para multiplicar seu patrimônio (e depois para explicar tal crescimento). 
Claro que no caso da matemática deve ser erro de revisão, prática aliás que é uma continuidade dos erros de revisão das últimas provas e folhas de respostas do ENEM. 
Como diz o Fábio, amigão dos tempos da FEMM, isso é igual "garrancho na enchente"... só vem porcaria agarrada em porcaria.
(Clique aqui para ler uma matéria sobre o livro de matemática.)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O maracujá fálico do Maranhão

Eu não conhecia a história do maracujá em formato de pênis. Recebi um e-mail do meu irmão em que ele contava a história do maracujá e me pedia explicações. Biólogo sofre, tem que ter explicação para tudo!
Mas realmente o maracujá é muito esquisito, ou melhor a planta, pois todos os maracujás dela são "diferentes". A EMBRAPA de lá se interessou pelo fato, mas acho que eles não pretendem produzir mudas e comercializar o tal maracujá (espero que não!). Na verdade, há o interesse científico de se descobrir a causa genética do problema. Diversidade genética é assunto sério e a preservação dessa diversidade é assunto mais sério ainda. Aliás, dentro de pouco mais de uma hora, estarei dando uma aula sobre esse tema para os alunos do cursinho: Tecnologia do DNA recombinante. Mas melhor não levar a foto dos maracujás! Vejam a foto abaixo e confiram uma matéria clicando aqui.

(Crédito: Honório Moreira/OIMP/D.A Press)
Respondi a ele nos termos abaixo:
Uma simples mutação nos genes de crescimento dos carpelos (partes da parede do ovário que dão origem ao fruto) poderia explicar o fato. O crescimento dos carpelos ocorre pela produção de um hormônio vegetal (auxina) pelos tecidos da planta. Se os locais de produção sofrem modificação, o padrão de crescimento também sofrerá.
Se tivesse uma outra forma estranha, ou fosse disforme, ninguém repararia... no máximo diriam: nossa, que maracujá feio, tadinho. Mas com essa forma não tem jeito de não reparar!!!

Claro que o tal maracujá já virou assunto de piada e nome de bloco de carnaval. O Brasil é um barato! 

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bulevarsantahelena, últimos boatos (ou notícias).

Acabo de saber que o projeto do famigerado bulevar teria dado entrada na prefeitura.
Alguém tem mais notícias?
Vai ser assim, então?
A audiência pública valeu para nada?


Clique aqui e aqui se você está por fora do assunto.

A bactéria Escherichia coli e o pepino

Um assunto está alarmando os europeus: os casos de infecção por uma cepa (variedade) da bactéria Escherichia coli (lê-se Esqueríquia cóli), normalmente uma bactéria pacífica do intestino. 
Após 18 mortes na Alemanha, casos também na Suécia e agora 7 casos no Reino Unido, as autoridades de saúde estão tomando uma série de providências. Algumas ações têm causado grande controvérsia, como a proibição de importação de vegetais crus entre os países da União Europeia.
Os pepinos espanhóis (parece brincadeira uma história dessas, né?), sobre os quais há poucos dias era lançada toda a culpa, foram inocentados em alguns exames feitos na Alemanha. Serão inocentes mesmo?
Os esquemas seguintes (autoria da Editoria de Arte/Folhapress) ajudam a esclarecer as características da infecção e o provável mecanismo de contaminação.


Fonte: Folha de S.Paulo online [Clique aqui]
Toda cautela em relação ao tema é importante. Lembremo-nos que estamos cada vez mais interligados e que outras doenças em passado recente como o Antrax (episódio de bioterrorismo), a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa), a Gripe Aviária (H5N1) e a Gripe A (Gripe suína, nova gripe ou H1N1) ensaiaram ou alcançaram a condição de pandemia (epidemia que atinge mais de um continente). Esses verdadeiros tsunamis infecciosos merecem toda a nossa atenção e o sistema de alerta precisa funcionar direito.
Convém, aproveitando o tema, não esquecer nas boas normas de higiente pessoal, da importância fundamental do saneamento básico e dos cuidados com a preparação dos alimentos. Aqui, no Brasil, ainda convivemos com casos de botulismo provocado por palmito sem as adequadas técnicas de conservação e com a doença de Chagas transmitida por caldo de cana e suco de açaí.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Fotos do Olhares (II)

 
 
 







[Cliquem nas imagens para ampliar]
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Wouldstop III e Absinto Muito

Com muito orgulho estamos patrocinando, via NÚCLEO DE APRENDIZAGEM, o evento Wouldstop III que está sendo organizado pela BANDA ABSINTO MUITO
Aproveito para enviar um grande abraço para estes roqueiros tão queridos por todos da nossa escola: professores, funcionários e colegas de turma.
Para mais informações sobre o evento, que reunirá várias bandas, acessem aqui e aqui, direto do blog do Absinto Muito.
Um abraço especial para os demais patrocinadores e apoiadores que acreditam no sucesso da banda e do evento: Faculdade Avance, S.O.S Educação Profissional, Óticas Diniz, Academia Compasso, Cine FOX, Alex Car, Buana, Route66 e Rockestra Records.

Notas manchadas: não deixem de ler.

Amigos, eu nem sabia dessa história de notas manchadas. Meus alunos que me contaram a história numa aula em que eu estava falando sobre o maçarico de oxi-acetileno (muito usado em oficinas de lanternagem, mas também por assaltantes em ações contra caixas eletrônicos). Quando os assaltantes arrombam um caixa eletrônico, o mecanismo pode lançar uma tinta rosa sobre as notas. Dessa maneira elas ficam marcadas e a grana fica "inutilizável". Não sei se é só em São Paulo ou se é no Brasil inteiro. 

Exemplos de cédulas marcadas em roubo a caixas eletrônicos, que serão recolhidas pelo Banco Central. (Créditos: do site da Folha de São Paulo)
O Banco Central (e todos os bancos, é claro) passarão a não aceitar essas notas que porventura estejam em circulação (antes elas podiam ser trocadas, caso você recebesse alguma). A coisa pode evoluir até para um B.O. Fiquem atentos. Observem que até pequenas manchas nas bordas invalidam a nota e podem dar uma boa dor de cabeça.
Cliquem aqui para ler a matéria na Folha de S.Paulo.

Eutrofização nas lagoas e nível da água diminuindo

É quase uma equação matemática:

Eutrofização + pouca água = mortandade de peixes

Mas as lagoas Paulino e Boa Vista estão caminhando a passos largos para essa situação.
Na Lagoa Paulino (veja foto abaixo), o nível da água está muito baixo (inclusive abaixo do ponto de esgotamento natural da comporta, observe na mesma foto). Sendo assim, com a seca, a tendência é diminuir ainda mais o volume de água (infiltração e evaporação). Sabemos todos que há um excesso de matéria orgânica no fundo, as carpas reviram os sedimentos e temos algas aos borbotões. As algas consomem o oxigênio dissolvido na água durante a noite e dezenas de peixes podem morrer da noite para o dia. Espero que não aconteça, mas é caminhar no fio da navalha.

Mostra da eutrofização: proliferação de clorófitas (algas verdes). Pior do que está, fica!
Quanto à Lagoa Boa Vista, a situação é dramática. Devido a problemas no ladrão (esgotamento) da Lagoa José Félix, a comporta da Boa Vista não pode ser aberta no pico do período de chuvas (a água que sai pelo ladrão da Boa Vista vai para a José Félix). Sendo assim, o nível da água da Lagoa da Boa Vista subiu muito e provocou, inclusive, "alagamento" de algumas casas no entorno (fato esse que foi divulgado no setelagoas.com.br, clique aqui). Pois bem, após o esvaziamento da José Félix, a comporta da Boa Vista foi aberta ao extremo e o nível foi para o mínimo. Sendo assim, as águas recuaram e "puxaram" o talude da lagoa provocando os desmoronamentos na orla (clique aqui). Pura física!!! Mas o pior - do ponto de vista biológico - está por vir: esgoto continua caindo na lagoa da Boa Vista (inclusive a partir dos sanitários públicos do Parque Náutico, principalmente aos domingos) e os pontos de lançamento de água limpa na lagoa ("esguichos") foram fechados. Isso mesmo, fechados. Observe na foto abaixo:

"Esguicho" tampado. Nível da água baixo, matéria orgânica e nada de água limpa, outra equação com o mesmo resultado: mortandade de peixes.
Choque de gestão não pode ser só em gabinetes. Precisamos do choque de gestão em questões originalmente muito simples. Estivesse o ladrão da José Félix funcionando a contento e a destinação do esgoto dos sanitários públicos do Parque Náutico em perfeito estado e não teríamos esse problemão difícil de corrigir. Probleminhas crescem e viram problemões. É chato ficar repetindo, mas a Teoria da Janela Quebrada é implacável.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Teve um "cara" que uma vez me perguntou como resolver ou minimizar o problema dos peixes que estavam morrendo ou quase morrendo na Lagoa da Boa Vista. Dei a consultoria de graça. Sugeri que se eliminasse o lançamento de esgoto e colocasse os tais esguichos. O tal "cara" fez isso e os problemas praticamente sumiram. O "cara" me agradeceu com um largo sorriso e uns tapinhas nas costas, orgulhando-se do filho biólogo. Sim, o cara era meu pai, quando diretor do SAAE. 
PS.: Ah, o "cara" também colocou esguichos de água limpa na Lagoa Paulino e na Lagoa da Catarina. Os tais esguichos não existem mais.

Faixas presas nas árvores II: na mesma palmeira!

Pois é, pelo visto continua sendo permitido afixar faixas nas palmeiras. Desta vez sem o nome do responsável pelo evento, mas na mesma palmeira. E aí, Secretaria de Meio Ambiente? Dá para fazer alguma coisa?

Foto tirada pelo avesso e invertida ao se trabalhar a imagem.
Um puxão de orelhas, uma notificação, uma multinha? Já não bastam os equipamentos públicos (postes, olho-vivo e outros) cobertos com panfletos afixados? E olha que os endereços e nomes dos infratores estão lá, preto no branco. Não dá para exigir a limpeza?
Certa vez, "discuti" via twitter com o Secretário de Governo, Nadab Abelin, sobre a questão da fiscalização focada da SEMMA sobre algumas empresas. Argumentei considerando reincidências e a estrutura precária de fiscalização. Mas concordo com o Secretário de Governo que é necessário "democratizar" mais a fiscalização, em especial nesses casos muito claros em que os abusos são muito óbvios. E aí não cabe a minha alegação sobre a questão de estrutura ou contingente de fiscais. É muito fácil notificar esses infratores.
Acredito que nessas questões não pode haver "falta de ação". Uma notificação, no mínimo! Na reincidência, multa. Vamos por ordem na casa?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

Antes que perguntem se sou candidato a alguma coisa:

PLATAFORMA (João Bosco)

Não põe corda no meu bloco
Nem vem com teu carro-chefe
Não dá ordem ao pessoal
Não traz lema nem divisa
Que a gente não precisa
Que organizem nosso carnaval
Não sou candidato a nada
Meu negócio é madrugada
Mas meu coração não se conforma
O meu peito é do contra
E por isso mete bronca
Neste samba plataforma

Por um bloco
Que derrube esse coreto
Por passistas à vontade
Que não dancem o minueto
Por um bloco
Sem bandeira ou fingimento
Que balance e abagunce
O desfile e o julgamento
Por um bloco que aumente
O movimento
Que sacuda e arrebente

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Moradores reclamando das praças

A internet aproximou muito as pessoas dos meios de comunicação. Exemplo disse é a reclamação no setelagoas.com.br de mais um morador em relação às praças de Sete Lagoas (clique aqui para ler a matéria). Como já expliquei anteriormente, o surgimento deste blog ocorreu por causa da Praça do Canaã e sua maquiagem que eu não engoli.
As reclamações que antes eram apenas entre os vizinhos, no máximo no boteco e no barbeiro ou no cabelereiro, agora ganham os blogs, as redes sociais e os jornais online. Ganham todo um repertório de ouvintes e leitores até então impossíveis. Prova disso foi a articulação do movimento "Fora Maroca" e a repercussão de diversos protestos na cidade, dos mais simples bonecos pescando em buracos até os fechamentos de rua com intervenção da polícia. Violência nunca deve estar presente (de ambas as partes), mas o direito de manifestação precisa ser garantido.
Voltando à praça fria, sou dessa turma de indignados com as condições de nossas praças, canteiros centrais e arborização. Não é necessária muita pirotecnia para se criar uma cidade mais bonita. Criar nem é bem o termo, afinal de contas nossa cidade dá provas de possuir muitas belezas. 
É lamentável ver um espaço tão extenso como o da citada Praça Cristina Leão França (no Interlagos) estar abandonado, sem absolutamente uma árvore plantada para amenizar nosso clima. Tão deprimente quanto é ver o estado de muitas de nossas árvores tomadas por parasitas como o cipó-chumbo e a erva-de-passarinho. A verdade, em relação a Sete Lagoas é muito simples: FALTA UM DEPARTAMENTO DE PARQUES E JARDINS. Maquiagem de praças é diferente de paisagismo. Estamos ainda longe, bem longe de uma gestão profissional em relação ao tema. Aliás, quando a própria UNIFEMM fecha o curso de Administração Pública, vemos que estamos cada vez mais distantes da gestão profissional em muitas (ou quase todas) as áreas.
Quanto à resposta da Secretaria de Meio Ambiente, na citada matéria, de que "tanto a Iniciativa Privada quanto os cidadãos podem adotar o espaço público", desculpem-me, mas soou muito mal. Quase como um atestado de "não sabemos fazer", ou coisa pior. O poder público não pode se esquivar de suas obrigações dessa maneira. Principalmente pelo tamanho da praça (350 metros de perímetro) e sua posição central em relação a 30 quadras. E ainda por cima é um terreno plano, com caminhamentos já definidos pelos passantes. Basta fazer a calçada, colocar piso nos caminhamentos com bancos recuados dentro dos canteiros, definir uma área central para convivência e plantar uma grande quantidade de árvores nativas (ipês, sapucaias, eritrinas, cássias etc). Depois é trabalhar o subbosque formado com espécies adequadas e voilá!!! Deixa o povo usar a praça que lhe pertence e lhe é de direito!!!

A tal praça Cristina Leão França, no Interlagos. Os caminhamentos já estão definidos, Falta um pouco de boa vontade para com os eleitores da região. Quem sabe se a gente lembrar que eleitores moram ali, a ação vem mais rápido?
Se no centro da cidade, temos praças com esse tratamento, imagine só nos bairros mais afastados.
Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

E em Fukushima? Como andam as coisas?

Estavam assim em 15 de março:


Estão assim hoje (30 de maio):

[Clique nas imagens para ampliar]

Em relação aos reatores 1, 2 e 3 não tem mais nada verde! E o ambiente continua com contaminações bem acima dos níveis permitidos. A imprensa, como sempre, já se cansou do assunto e novos outros assuntos vão aparecendo a cada dia.
Enganou-se quem estava sonhando que o Japão, com toda sua tecnologia, resolveria facilmente o problema. Esses sonhos "hollywoodianos" ainda povoam o imaginário das pessoas. Infelizmente.
Estenda-se o conceito do "vamos resolver" para os deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro, para o desmatamento na Amazônia, para a emissão de gases que provocam o aquecimento global, para a contaminação dos nossos rios, para a não preservação de áreas verdes... e teremos o caos. Aí você sabe em quem cairá a culpa? Nos cientistas, é claro! Porque não tiveram a mesma competência dos cientistas dos filmes em achar a solução para os problemas. Até imagino as manchetes:

A ciência falha em não salvar o planeta!

E agora, cientistas, o quê fazer?

"Investimos tanto em ciência e onde estão as soluções?", diz presidente.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 29 de maio de 2011

Pelas ruas da cidade... (7)

Calistemo (Callistemon)
Cássia rosa (Cassia javanica)
Eritrina ou mulungu (Erytrhina)
Espirradeira (Nerium oleander)
Pata-de-vaca (Bauhinia sp.)
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Diálogos na praça Dom Carmelo Motta



Não é só na Serra do Cipó que os pássaros dialogam (clique aqui). Bem pertinho de nós, eles também se manifestam.

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Apreciando o vazamento

João-de-barro apreciando o vazamento de cano de irrigação na Praça Dom Carmelo Motta. Vazamentos desse tipo são extremamente comuns em praças. Uma solução possível é um registro geral para o sistema com maior proteção contra tais incidentes.
Ramon Lamar de Oliveira Junior