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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O SAAE (?), a SDET, a horta comunitária e a Lagoa do Matadouro

O setelagoas.com.br publicou (clique aqui) matéria sobre a ocorrência de problemas na bomba do SAAE que fornece a água para a irrigaçao da horta comunitária. Sem o sistema principal, as 84 famílias que dependem da água estão utilizando uma bomba reserva, pagando a gasolina do próprio bolso e retirando água da Lagoa do Vapabuçu (Lagoa do Matadouro), uma dos nossos "7 lagos encantados".
O problema do combustível parece ter sido resolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SDET) que providenciará o combustível ATÉ QUE O SAAE CONSERTE A BOMBA DEFEITUOSA
Esse é o problema!!! 

Imagem publicada no www.setelagoas.com.br (crédito da imagem: Rodrigo Viana)
A Lagoa do Matadouro é uma das menos conhecidas da população, e por isso mesmo encontra-se num estado que caminha para um brejo. Com a retirada da água (ATÉ QUANDO?), a lagoa corre o risco de sofrer um impacto decisivo em seu destino. 

Fotomontagem para visualização da situação da Lagoa do Matadouro (no período de chvuas!). Fotomontagem feita a partir de fotos obtidas por Ramon Lamar de Oliveira Junior
A situação da Lagoa do Brejão (diversas vezes relatada aqui no blog) mostra a "rapidez" do SAAE em resolver problemas desse tipo.
Peço encarecidamente ao Secretário de Meio Ambiente e ao Ministério Público que intervenham na questão cobrando agilidade do SAAE e evitando que as famílias e a lagoa sejam predudicadas.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Com as informações do Rodrigo Viana Leal, alterei o título do post. Vejam as ponderações dele nos comentários. Valeu, Rodrigo!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cidade bucólica...

Miss Piggy e família, passeando pelas ruas de Sete Lagoas.

Porcos procurando alimento nas ruas próximas ao pé da Serra de Santa Helena. Foto feita pelo meu aluno Pedro Marcos.

Pelas ruas da cidade... (6)

Outono... menos flores. Folhas e frutos.

Álamo

Sapucaia

Jambolão

Jasmim-manga

Buriti

Eritrina (mulungu)

Ligustro

Pau-brasil

Eritrina verde-amarela
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 3 de maio de 2011

Para não esquecer do RIMA do Boulevard Santa Helena (III)

3) O LEVANTAMENTO DA FAUNA

O levantamento da fauna na região em que se pretende instalar o bulevarsantahelena foi feito em um prazo recorde de 5 dias. Isso mesmo, de 15 a 19 de janeiro de 2010, como atesta o RIMA em sua página 100. Lá fala-se em "primeira campanha", mas não há referências a uma segunda campanha em lugar algum. Com essa amostragem ridícula, afirmou-se durante a audiência pública que a biodiversidade de anfíbios e répteis na região era muito baixa, sinal inequívoco do adiantado impacto ambiental da área (ou seja, procuramos pouco e achamos pouco... sinal que a cidade já detonou a área... não há mais nada a preservar). Ridícula tal conclusão a partir de levantamento tão mal realizado.
Na falta de mais dados no RIMA, concluímos que o mesmo período foi usado para inventariar aves, mamíferos, anfíbios e répteis. Com tal trabalho mal feito, não é de espantar a tabela abaixo (página 88) que mostra a mínima quantidade de mamíferos avistados na área e inclusive o não avistamento ou relato de quirópteros (morcegos). 
Quer dizer que ninguém ali perto nunca viu morcego por lá?
Faça-me o favor!!!

[Clique para ampliar]
O próprio RIMA aponta os prováveis (para não dizer certos) impactos ambientais. Para diminuir os impactos propõe medidas mitigadoras risíveis. Verifique abaixo os trechos das páginas 95 e 97 (clique para ampliar):

E nem se falou do impacto da iluminação...
A melhor atividade de educação ambiental é aquela que faltou aos que estão propondo o empreendimento: não impactar uma área que está razoavelmente preservada! Sensibilizar as pessoas? E quem vai sensibiliar os empreendedores?
 Ramon Lamar de Oliveira Junior

domingo, 1 de maio de 2011

Obra concluída.

Em contraste com a reforma do Ginásio Coberto (veja post anterior), a obra do "Nossa Casa, Nossa Vida" do joão-de-barro, registrada dois dias depois do tal início programado para as obras do Ginásio Coberto (clique aqui) já está concluída. Infelizmente, não consegui fotografar os moradores.


Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Ginásio Coberto: reforma para inglês ler!

Foi anunciado (clique aqui para ver uma reportagem) que o Ginásio Coberto entraria em obras no dia 21 de março último para reformas. Bacana, legal! Eu mesmo sou grande defensor do Ginásio Coberto e minha escola já patrocinou equipes de esporte especializado (em especial o voleibol feminino, do querido e competente técnico Marcão). Sei das necessidades dos atletas e dos técnicos (na maioria das vezes sem remuneração compatível com a grandeza do trabalho que realizam), que colocam ano a ano os times nas finais do JIMI.
Hoje, dia do trabalho, eu estava fotografando as árvores da praça da feirinha (Dom Carmelo Mota) e aproveitei para conferir como andam as obras do Ginásio Coberto, uma vez que de fora não se percebe obra alguma. Arrumei uma fresta e observei lá dentro como andam as coisas. Tirem suas próprias conclusões, ok?






Fotos tiradas hoje: primeiro de maio de 2011.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Festa de Santa Helena (Sete Lagoas/MG - 2011)



O alto da Serra de Santa  Helena durante o dia e a queima de fogos na passagem de sábado para domingo.
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Onde estão...

1) A vanguarda brasileira na produção dos biocombustíveis representados pelo etanol?
 2) A maravilha da transesterificação na produção do biodiesel, nova fronteira dos biocombustíveis?
3) A autosuficiência na produção de petróleo?
4) A estupenda descoberta do pré-sal e todo seu significado intrínseco, que nos transformaria em exportadores e membros da OPEP?

Onde estão todas essas conquistas nesses tempos bicudos em que o preço do álcool encosta no da gasolina, ambos nas alturas?

Ramon Lamar de Oliveira Junior
(notícias: Folha de S.Paulo online)

Patrimônio histórico: para a cidade e para mim.

"Tia Iza" foi minha professora de geografia na maior parte do ensino fundamental (acho que foi na quinta, sexta e sétima séries, no Colégio Dom Silvério). Na oitava série, se não estou muito enganado, era o Gamela (Edson Abreu) que lecionava a Geografia e a História... e pediu um trabalho de História sobre o Egito. Nosso grupo dividiu o tema e ficou por minha conta falar da economia do Egito Antigo. Fui me socorrer com a "Tia Iza". Após a aula, fomos até sua casa e ela me mostrou vários livros sobre o Egito, emprestando-me alguns. Deu uns conselhos sobre a apresentação, disse o que era mais importante enfocar , com toda calma, com todo carinho que desde sempre lhe foi peculiar, e desejou boa sorte, que sabia que eu ia me sair bem e tal.


Preparei o tema. Na véspera, fui conversar com o Gamela. Disse a ele que eu estava um pouco nervoso, ansioso, sei lá... que eu não gostava de apresentar trabalho, falar em público... essas coisas. Gamela então falou assim: "- Ramon, tenho certeza que você estudou o assunto e sabe tudo o que tem que ser falado. É igual assistir a um filme e depois contar para seus colegas de turma. Faz assim, faz de conta que está contando uma história para seus amigos. Vai dar tudo certo."
Essas palavras do mestre Gamela ligaram alguma coisa dentro de mim. Desde então comecei a falar e não parei mais. Devo muito àqueles dois: "Tia Iza" emprestou-me os livros, deu as dicas e o apoio... Gamela ativou o programa "professor" que havia em mim.
Fotografar a casa da "Tia Iza" tem então um gosto especial. Ainda por cima que a anfitriã naquele momento foi minha querida amiga e colega Adriana Drummond, para quem "Tia Iza" é tia mesmo.
A casa preservada, as mexericas no quintal vistas bem alto por cima do muro e do telhado. Patrimônio da minha história, uma das páginas mais importantes da minha vida, que sempre vou guardar com muito carinho. (Pouca gente sabia dessa história...)

Foto e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Faixa Azul: por que não existe no entorno da prefeitura?

Uma pergunta interessante!
Em especial a Praça Barão do Rio Branco torna-se estacionamento cativo (do início ao final do expediente), obrigando os pedestres a andar na rua. Com o Faixa Azul, seria desnecessário estacionar na praça, sobrariam vagas. O papel das praças não é servir como estacionamento.

A Faixa Azul inexiste na Praça Barão do Rio Branco e nas ruas do entorno. Por que será?
Acho que é mais um daqueles exemplos de que "todos são iguais perante a lei", mas "alguns são mais iguais do que outros".
Alguém se habilita a explicar?

Foto e dúvida: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aguardando respostas do SAAE

Aparentemente o blog oficial do SAAE (Em Foco) não aceita e (claro) não responde mais os comentários que lá são postados. Eu e o Fabiano Abreu temos questionado alguns aspectos meio espinhosos e a recusa em responder nos preocupa. Tenho dois questionamentos principais, o Fabiano tem um. Primeiro o visitante do blog:
Ramon, tenho postado vários comentários no blog "Em Foco", contudo, não publicam. Hoje postei mais duas vezes, vamos ver ser vão aceitar. Um deles foi uma pergunta ao diretor do SAAE, que deixei pra você ler, caso não postem.
Abraço!

Texto postado no blog "Em Foco"

"Caro Diretor,
Como é de Vosso conhecimento, há um grande problema de vazamento de esgoto no ponto de controle do SAAE localizado a Rua Papagaios, bairro Anchieta, aquele que fica à orla da Lagoa Brejão. Constantemente a bomba para de funcionar, resultando em lançamento de esgoto "in natura" na lagoa, situação que não é novidade pra ninguém.
Diante suas palavras no que se refere à coleta de esgoto, gostaria de saber se existe algum projeto que vise melhoria nas condições de funcionamento deste setor, tendo em vista a lagoa estar servindo de coletora de esgoto por muito tempo.
Segundo informação de funcionários da Autarquia que executam a manutenção na área mencionada, já existe implantada na orla da lagoa, uma "rede" que encaminhará o fluxo de esgoto para outro destino, e que se ela for colocada em funcionamento, o problema será resolvido. Esta informação é procedente?"
(A publicação dessa mensagem foi autorizada pelo Fabiano Abreu.)
De minha parte, tenho duas dúvidas: a bomba no SAAE (15 de dezembro) e a afirmação do Leonardo Pittella na audiência pública sobre o bulevarsantahelena onde ele disse que "suspeitava" que o SAAE não possuía outorga para explorar os poços profundos na região da Fazenda Arizona.
Sobre a questão da bomba foi publicado apenas:
Ramon Lamar disse:
Prezados, temos notícias sobre a investigação do caso da Bomba na casa de máquinas da Rua Professor Abeylard? Nós, que moramos próximos ao local estamos preocupados com a demora da investigação. Abraços. 
9 de fevereiro de 2011
Assessoria de Comunicação / SAAE disse:
Ramon, O inquérito tramita na delegacia de Crimes contra o Patrimônio de Sete Lagoas, sendo este órgão responsável por quaisquer informações sobre o episódio. 
14 de fevereiro de 2011
(Francamente eu esperava um certo interesse em divulgar o quê já havia sido apurado.)
Sobre a questão da outorga, fui informado que o assunto havia sido encaminhado ao setor de engenharia do SAAE... mas não vi a resposta. (Veja nos comentários do post sobre a audiência pública do bulevarsantahelena: aqui.)
Resolvemos então, eu e o Fabiano, dar publicidade às nossas indagações. Quem sabe as respostas aparecem ou alguém tem informações extras sobre os assuntos?
Ramon Lamar de Oliveira Junior e Fabiano Abreu

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O perigo na Castelo Branco

Por solicitação da SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), o 25o BPM fez um levantamento em seu banco de dados obtendo as informações sobre as ocorrências atendidas pelos militares daquele batalhão na Avenida Marechal Castelo Branco no período de 2006 a 2010. 
Os dados encontram-se na tabela abaixo e assustam pelo volume total de ocorrências (mais de 300) com o registro de 4 vítimas fatais (lembremos que ainda existem aquelas ocorrências que são resolvidas sem o envolvimento da PM). Chama atenção no levantamento o incremento do número de ocorrências em 2010 (95 no total), possível indicador do agravamento da situação naquela via.

[Clique na imagem para ampliar]
Está aberta a discussão sobre as causas de tantos acidentes.  
A priori são levantadas hipóteses referentes ao aumento do trãnsito na área (principalmente com veículos pesados), a alta velocidade desenvolvida por alguns motoristas e a existência de um grande número de retornos/passagens por interrupções do canteiro central da via.

[Clique nas imagens para ampliar] Veículos cruzando a Av. Marechal Castelo Branco em dois dos pontos em que é possível cruzar o canteiro central (filmagem feita para estudo da situação da avenida em questão).
O certo é que já está passando da hora de agir no local, sendo muito louvável a participação da SEMMA como órgão que pode ajudar a integrar soluções para a região, já que se trata de uma questão que também envolve os órgãos responsáveis pelo trânsito, pelo turismo (principalmente em tempos de utilização intensiva da Arena do Jacaré) e a Secretaria de Obras. 
Não podemos deixar que um novo "anel rodoviáro de BH" se instale naquele local.

Tabela, imagens e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Com informações da SEMMA e do 25o BPM.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Para não esquecer do RIMA do Boulevard Santa Helena (II)

2) ESTUDO GEOLÓGICO

Leiam atentamente os dois trechos (páginas 15 e 20, respectivamente) do Relatório de Estudos Geológicos da área do empreendimento que se pretende construir:

Página 15 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar).
Página 20 do Relatório de Estudos Geológicos (clique na imagem para ampliar).
Para início de conversa, ESTUDO GEOLÓGICO que é bom mesmo, nem foi feito. Mal mal foram identificadas áreas de risco de abatimentos e deslizamentos.
Não consigo entender: "A área comercial e de condomínios multifamiliares, CORRETAMENTE, encontra-se concentrada em posição com maior probabilidade de abatimentos." E aí indica-se um porte dos prédios de até 10 pavimentos. Como é possível fazer essa sujestão sem conhecer o subsolo? Pretende-se "desviar" das possíveis áreas problemáticas, mas será viável? Quando descobrirão que não é possível e mudarão a ocupação para lotes comuns? Quem será maluco de comprar lote numa área que já vem com essa tarja?
Aí vem o outro trecho que começa falando que para se planejar bem a cidade é necessário conhecer a geologia do seu sítio de implantação. Clap clap clap. Então deveriam ter feito um estudo geológico decente, não?  
E aí fala-se - meio jocosamente - em "dengue cultivada em brejos lacrimejantes alçados à condição de nascentes"! Por acaso existe algum estudo mostrando a ocorrência de larvas de mosquitos nos tais brejos lacrimejantes? Está no RIMA? Ou essa frase foi feita apenas para apavorar os inocentes moradores da cidade?
Melhor seria paralisar todo o processo de licenciamento da área até que um estudo sério seja feito, já que o relatório mesmo concorda que "o conhecimento até aqui alcançado é insuficiente, tendo sido possível apenas uma discriminação muito ampla". Aliás, o último trecho em destaque é como um "lavo minhas mãos", "não me responsabilizo por nada até que um estudo de verdade seja feito", mais ou menos isso.
Para finalizar, ainda estamos aguardando a resposta do SAAE em relação ao provável esgotamento da Lagoa da Chácara pelo uso dos poços profundos e sobre a aventada ausência de outorga para extração de água nos poços do SAAE na região.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Se há larvas de Aedes aegypti nos "brejos" da Fazenda Arizona, cabe à Secretaria Municipal de Saúde fazer a verificação e multar os proprietários do terreno. Pode ser?

Mais da Semana Santa em Diamantina (2011)















Ter uma cidade como Diamantina, de povo tão acolhedor. Cidade-monumento-em-cada-detalhe. Dá orgulho de ser mineiro!

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior