A ingestão de água mineral gasosa não é considerada um fator de risco estabelecido para pedras nos rins, nem para pessoas com predisposição genética ou histórico familiar de cálculos.
O ponto principal é que o gás carbônico (CO₂) dissolvido na água não aumenta a formação de cálculos. O que importa mais é a composição mineral da água (cálcio, sódio, bicarbonato etc.) e, sobretudo, o volume total de líquidos ingeridos. Na verdade, aumentar a ingestão de líquidos é uma das medidas mais eficazes para prevenir cálculos renais.
Para pessoas predispostas:
- Águas minerais com alto teor de sódio podem não ser ideais, porque o excesso de sódio aumenta a excreção urinária de cálcio e pode favorecer certos tipos de cálculos.
- Águas ricas em bicarbonato podem até ser benéficas em alguns casos, por aumentar o citrato urinário e reduzir a acidez da urina.
- O teor de cálcio da água geralmente contribui pouco para o risco total quando comparado a outros fatores dietéticos.
Não existe um volume de água gasosa acima do qual se tenha demonstrado aumento do risco de pedras nos rins. Pelo contrário, se a alternativa for beber menos líquido, consumir água gasosa costuma ser preferível à desidratação.
As diretrizes nefrológicas costumam focar em um objetivo prático: produzir pelo menos 2 a 2,5 litros de urina por dia, o que geralmente exige ingerir cerca de 2,5 a 3 litros de líquidos diários (mais em climas quentes ou com atividade física intensa). Esse objetivo vale especialmente para quem já teve cálculos.
Portanto, para a maioria das pessoas — inclusive as predispostas — beber água mineral gasosa regularmente não é considerado um fator de risco comprovado, desde que o teor de sódio não seja excessivamente alto e que a hidratação total seja adequada. Entretanto, se você tem histórico de cálculos recorrentes, vale a pena verificar a composição da marca específica de água que consome, pois algumas águas minerais diferem bastante em teor de sódio e minerais.
Também não é comum na literatura médica que cálculos renais sejam atribuídos à ingestão de água mineral gasosa. O gás carbônico dissolvido na água não é reconhecido como fator causal de formação de pedras nos rins, e as principais diretrizes nefrológicas não listam o consumo de água gasosa entre os fatores de risco relevantes. Quando existe preocupação, ela costuma estar relacionada ao teor de sódio ou à composição mineral de determinadas águas, e não à gaseificação em si.
Assim, a ideia de que beber água mineral gasosa favorece o aparecimento de cálculos renais é considerada muito mais um mito popular do que uma realidade cientificamente comprovada. Para pessoas com predisposição genética ou histórico familiar, a recomendação continua sendo priorizar uma hidratação adequada e controlar fatores de risco bem estabelecidos, como excesso de sal na dieta, baixa ingestão de líquidos e alterações metabólicas específicas. Não há evidência de que o consumo habitual de água gasosa, por si só, aumente o risco de formação de cálculos renais.
Observação: se a preocupação é prevenção de cálculos renais ou controle da pressão arterial, vale a pena olhar o rótulo e dar preferência a águas minerais com menos de 50 mg/L de sódio, sendo menos de 20 mg/L uma escolha particularmente tranquila. O teor de sódio costuma aparecer como "sódio (mg/L)" na composição química da água.
Tabela com teor de sódio de algumas águas minerais:
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