Nesta postagem do youtube, link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL_H8fErE3vjDqfCNkO0cTO0MN1m3y9UQ2
Estou colocando aqui algumas time lapse feitas dos céus de nossa cidade. Futuramente de outros locais também.
Nesta postagem do youtube, link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL_H8fErE3vjDqfCNkO0cTO0MN1m3y9UQ2
Tomou posse e subiu a rampa. E agora?
A resistência a um novo governo do petista é muito grande, afinal de contas o país está dividido praticamente ao meio, ou melhor, assim saiu das eleições com o resultado das urnas. Contudo, talvez e um talvez bem grande, a oposição sistemática e barulhenta mesmo não seja maior que 35% da população (algumas pesquisas têm demonstrado isso). Em termos de poder econômico, esses 35% devem representar uns 80 a 85% do país. Muitas pessoas votaram no "tanto faz" e isso pode favorecer (ou não) o novo governo.
Diversas bombas-relógio foram armadas como a desoneração de folhas de pagamento e redução ou retirada de impostos para abaixar artificialmente, via fórceps, os índices de inflação na segunda metade de 2022 já estão vindo cobrar a conta. Inevitavelmente, quando os impostos voltarem (e têm que voltar pois isso não foi feito de graça) a inflação dará um salto e a conta - graças à memória curtíssima e a contra-propaganda - cairá no colo do presidente e seus ministros da área econômica. Até convém já ir explicando isso por meio de propagandas oficiais do governo.
A resistência por parte de uma grande parcela dos três setores da economia também será grande, não descartando a possibilidade de boicote.
Mas também o governo terá que fazer muito bem o seu dever de casa. Trabalhar com uma austeridade e assertividade jamais vista. Será capaz? Aguardemos a marcha dos acontecimentos.
Ramon Lamar de Oliveira Junior
P.S.: E ainda por cima as "manifestações" do dia 08 de janeiro de 2023.
NO CONGRESSO
Se estamos aqui é graças à consciência política da sociedade brasileira e à frente democrática que formamos. Foi a democracia a grande vitoriosa, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu; as mais violentas ameaças à liberdade do voto.
Ao retornar a este plenário da Câmara dos Deputados, onde participei da Assembleia Constituinte de 1988, recordo com emoção os embates que travamos aqui, democraticamente, para inscrever na Constituição o mais amplo conjunto de direitos sociais, individuais e coletivos.
Quando fui eleito presidente pela 1ª vez, ao lado do José Alencar, iniciei o discurso de posse com a palavra “mudança”. A mudança que pretendíamos era simplesmente concretizar os preceitos constitucionais. O direito à vida digna, sem fome, com acesso ao emprego, saúde e educação.
Disse, naquela ocasião, que a missão de minha vida estaria cumprida quando cada brasileiro e brasileira pudesse fazer 3 refeições por dia. Ter de repetir este compromisso no dia de hoje é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao país nos anos recentes.
Nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que esta Nação levantou vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer este edifício que vamos dirigir todos os nossos esforços.
Em 2002, dizíamos que a esperança tinha vencido o medo, no sentido de superar os temores diante da inédita eleição de um representante da classe trabalhadora. Em oito anos de governo deixamos claro que os temores eram infundados. Do contrário, não estaríamos aqui novamente.
Ficou demonstrado que um representante da classe trabalhadora podia, sim, dialogar com a sociedade para promover o crescimento econômico de forma sustentável e em benefício de todos, especialmente dos mais necessitados.
Ficou demonstrado que era possível, sim, governar este país com a mais ampla participação social, incluindo os trabalhadores e os mais pobres no orçamento e nas decisões de governo.
Ao longo desta campanha eleitoral vi a esperança brilhar nos olhos de um povo sofrido, em decorrência da destruição de políticas públicas que promoviam a cidadania, os direitos essenciais, a saúde e a educação.
O diagnóstico que recebemos do Gabinete de Transição é estarrecedor. Esvaziaram os recursos da Saúde. Desmontaram a Educação, a Cultura, Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública.
É sobre estas terríveis ruínas que assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos.
Diante do desastre orçamentário que recebemos, apresentei ao Congresso Nacional propostas que nos permitam apoiar a imensa camada da população que necessita do estado para sobreviver. Agradeço à Câmara e ao Senado pela sensibilidade frente às urgências do povo brasileiro.
Nenhuma nação se ergueu nem poderá se erguer sobre a miséria de seu povo. Este compromisso começa pela garantia de um Programa Bolsa Família renovado, mais forte e mais justo, para atender a quem mais necessita.
Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra.
A liberdade que sempre defendemos é a de viver com dignidade, com pleno direito de expressão, manifestação e organização. A liberdade que eles pregam é a de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte acima das leis. O nome disso é barbárie.
A partir de hoje, a Lei de Acesso à Informação voltará a ser cumprida, o Portal da Transparência voltará a cumprir seu papel, os controles republicanos voltarão a ser exercidos para defender o interesse público.
Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a Nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros, com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal.
O mandato que recebemos, frente a adversários inspirados no fascismo, será defendido com os poderes que a Constituição confere à democracia. Ao ódio, responderemos com amor. À mentira, com verdade. Ao terror e à violência, responderemos com a Lei e suas mais duras consequências.
Sob os ventos da redemocratização, dizíamos: ditadura nunca mais! Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer: democracia para sempre!
Em diálogo com os 27 governadores, vamos definir prioridades para retomar obras irresponsavelmente paralisadas, que são mais de 14 mil no país. Vamos retomar o Minha Casa Minha Vida e estruturar um novo PAC para gerar empregos na velocidade que o Brasil requer.
Vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa. A roda da economia vai voltar a girar e o consumo popular terá papel central neste processo.
O Brasil pode e deve figurar na primeira linha da economia global. Caberá ao estado articular a transição digital e trazer a indústria brasileira para o Século XXI, com uma política industrial que apoie a inovação, estimule a cooperação público-privada e fortaleça a ciência.
Nenhum outro país tem as condições do Brasil para se tornar uma grande potência ambiental. Vamos iniciar a transição energética e ecológica para uma agropecuária e uma mineração sustentáveis, uma agricultura familiar mais forte, uma indústria mais verde.
Nossa meta é alcançar desmatamento zero na Amazônia e emissão zero de gases do efeito estufa na matriz elétrica, além de estimular o reaproveitamento de pastagens degradadas. O Brasil não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola.
Incentivaremos, sim, a prosperidade na terra. Liberdade e oportunidade de criar, plantar e colher continuará sendo nosso objetivo. O que não podemos admitir é que seja uma terra sem lei. Não vamos tolerar a violência contra os pequenos, o desmatamento e a degradação do ambiente.
Esta é uma das razões, não a única, da criação do Ministério dos Povos Indígenas. Ninguém conhece melhor nossas florestas nem é mais eficaz de defendê-las do que os que estavam aqui desde tempos imemoriais. Vamos revogar todas as injustiças cometidas contra os povos indígenas.
Não é admissível que negros e pardos continuem sendo a maioria pobre e oprimida. Criamos o Ministério da Promoção da Igualdade Racial para ampliar a política de cotas, além de retomar as políticas voltadas para o povo negro e pardo na saúde, educação e cultura.
Estamos refundando o Ministério da Cultura, com a ambição de retomar mais intensamente as políticas de incentivo e de acesso aos bens culturais, interrompidas pelo obscurantismo nos últimos anos. Uma política cultural democrática não pode temer a crítica nem eleger favoritos.
Que brotem todas as flores e sejam colhidos todos os frutos da nossa criatividade, Que todos possam dela usufruir, sem censura nem discriminações.
É inadmissível que as mulheres recebam menos que os homens, realizando a mesma função. Que não sejam reconhecidas em um mundo político machista. Que sejam assediadas impunemente nas ruas e no trabalho. Que sejam vítimas da violência dentro e fora de casa.Estamos refundando também o Ministério das Mulheres para demolir este castelo secular de desigualdade e preconceito.
Sob a proteção de Deus, inauguro este mandato reafirmando que no Brasil a fé pode estar presente em todas as moradas, nos diversos templos, igrejas e cultos. Neste país todos poderão exercer livremente sua religiosidade.
O período que se encerra foi marcado por uma das maiores tragédias: a Covid-19. Em nenhum outro país a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar emergências sanitárias, graças ao SUS.
O Ministério da Justiça e da Segurança Pública atuará para harmonizar os Poderes e entes federados no objetivo de promover a paz onde ela é mais urgente: nas comunidades pobres, no seio das famílias vulneráveis ao crime organizado, às milícias e à violência, venha de onde vier.
Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes. O que nos cabe, no momento, é prestar solidariedade aos familiares de quase 700 mil vítimas.
Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo.
O modelo que propomos, aprovado nas urnas, exige, sim, compromisso com a responsabilidade, a credibilidade e a previsibilidade. Não podemos fazer diferente. Teremos de fazer melhor.
Os olhos do mundo estiveram voltados para o Brasil nestas eleições. O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda.
O Brasil tem de ser dono de si mesmo, dono de seu destino. Tem de voltar a ser um país soberano. Com soberania e responsabilidade seremos respeitados para compartilhar essa grandeza com a humanidade – solidariamente, jamais com subordinação.
A relevância da eleição no Brasil refere-se, por fim, às ameaças que o modelo democrático vem enfrentando. Ao redor do planeta, articula-se uma onda de extremismo autoritário que dissemina o ódio e a mentira por meios tecnológicos que não se submetem a controles transparentes.
Reafirmo, para o Brasil e para o mundo, a convicção de que a Política, em seu mais elevado sentido – e apesar de todas as suas limitações – é o melhor caminho para o diálogo entre interesses divergentes. Negar a política, desvalorizá-la e criminalizá-la é o caminho das tiranias.
Minha mais importante missão será honrar a confiança recebida e corresponder às esperanças de um povo sofrido, que jamais perdeu a fé no futuro nem em sua capacidade de superar os desafios. Com a força do povo e as bênçãos de Deus, haveremos der reconstruir este país.
NO PARLATÓRIO
Quero começar fazendo uma saudação especial a cada um e a cada uma de vocês. Uma forma de lembrar e retribuir o carinho e a força que recebia todos os dias do povo brasileiro —representado pela Vigília Lula Livre—, num dos momentos mais difíceis da minha vida.
Hoje, neste que é um dos dias mais felizes da minha vida, a saudação que eu faço a vocês não poderia ser outra, tão singela e ao mesmo tempo tão cheia de significado:
Boa tarde, povo brasileiro!
Minha gratidão a vocês, que enfrentaram a violência política antes, durante e depois da campanha eleitoral. Que ocuparam as redes sociais, e que tomaram as ruas, debaixo de sol e chuva, nem que fosse para conquistar um único e precioso voto.
Que tiveram a coragem de vestir a nossa camisa e, ao mesmo tempo, agitar a bandeira do Brasil —quando uma minoria violenta e antidemocrática tentava censurar nossas cores e se apropriar do verde e amarelo, que pertence a todo o povo brasileiro.
A vocês, que vieram de todos os cantos deste país —de perto ou de muito longe, de avião, de ônibus, de carro ou na boleia de caminhão. De moto, bicicleta e até mesmo a pé, numa verdadeira caravana da esperança, para esta festa da democracia.
Mas quero me dirigir também aos que optaram por outros candidatos. Vou governar para os 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para quem votou em mim.
Vou governar para todas e todos, olhando para o nosso luminoso futuro em comum, e não pelo retrovisor de um passado de divisão e intolerância.
A ninguém interessa um país em permanente pé de guerra, ou uma família vivendo em desarmonia. É hora de reatarmos os laços com amigos e familiares, rompidos pelo discurso de ódio e pela disseminação de tantas mentiras.
O povo brasileiro rejeita a violência de uma pequena minoria radicalizada que se recusa a viver num regime democrático.
Chega de ódio, fake news, armas e bombas. Nosso povo quer paz para trabalhar, estudar, cuidar da família e ser feliz.
A disputa eleitoral acabou. Repito o que disse no meu pronunciamento após a vitória em 30 de outubro, sobre a necessidade de unir o nosso país.
"Não existem dois Brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação."
Somos todos brasileiros e brasileiras, e compartilhamos uma mesma virtude: nós não desistimos nunca.
Ainda que nos arranquem todas as flores, uma por uma, pétala por pétala, nós sabemos que é sempre tempo de replantio, e que a primavera há de chegar. E a primavera chegou.
Hoje, a alegria toma posse do Brasil, de braços dados com a esperança.
Minhas queridas amigas e meus amigos.
Recentemente, reli o discurso da minha primeira posse na Presidência, em 2003. E o que li tornou ainda mais evidente o quanto o Brasil andou para trás.
Naquele 1º de janeiro de 2003, aqui nesta mesma praça, eu e meu querido vice José Alencar assumimos o compromisso de recuperar a dignidade e a autoestima do povo brasileiro —e recuperamos. De investir para melhorar as condições de vida de quem mais necessita —e investimos. De cuidar com muito carinho da saúde e da educação —e cuidamos.
Mas o principal compromisso que assumimos em 2003 foi o de lutar contra a desigualdade e a extrema pobreza, e garantir a cada pessoa deste país o direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar todo santo dia —e nós cumprimos esse compromisso: acabamos com a fome e a miséria, e reduzimos fortemente a desigualdade.
Infelizmente hoje, 20 anos depois, voltamos a um passado que julgávamos enterrado. Muito do que fizemos foi desfeito de forma irresponsável e criminosa.
A desigualdade e a extrema pobreza voltaram a crescer. A fome está de volta —e não por força do destino, não por obra da natureza, nem por vontade divina.
A volta da fome é um crime, o mais grave de todos, cometido contra o povo brasileiro.
A fome é filha da desigualdade, que é mãe dos grandes males que atrasam o desenvolvimento do Brasil. A desigualdade apequena este nosso país de dimensões continentais, ao dividi-lo em partes que não se reconhecem.
De um lado, uma pequena parcela da população que tudo tem. Do outro lado, uma multidão a quem tudo falta, e uma classe média que vem empobrecendo ano após ano.
Juntos, somos fortes. Divididos, seremos sempre o país do futuro que nunca chega, e que vive em dívida permanente com o seu povo.
Se queremos construir hoje o nosso futuro, se queremos viver num país plenamente desenvolvido para todos e todas, não pode haver lugar para tanta desigualdade.
O Brasil é grande, mas a real grandeza de um país reside na felicidade de seu povo. E ninguém é feliz de fato em meio a tanta desigualdade.
Minhas amigas e meus amigos,
Quando digo "governar", eu quero dizer "cuidar". Mais do que governar, vou cuidar com muito carinho deste país e do povo brasileiro.
Nestes últimos anos, o Brasil voltou a ser um dos países mais desiguais do mundo. Há muito tempo não víamos tamanho abandono e desalento nas ruas.
Mães garimpando lixo, em busca do alimento para seus filhos.
Famílias inteiras dormindo ao relento, enfrentando o frio, a chuva e o medo.
Crianças vendendo bala ou pedindo esmola, quando deveriam estar na escola, vivendo plenamente a infância a que têm direito.
Trabalhadoras e trabalhadores desempregados exibindo, nos semáforos, cartazes de papelão com a frase que nos envergonha a todos: "Por favor, me ajuda".
Fila na porta dos açougues, em busca de ossos para aliviar a fome. E, ao mesmo tempo, filas de espera para a compra de automóveis importados e jatinhos particulares.
Tamanho abismo social é um obstáculo à construção de uma sociedade verdadeiramente justa e democrática, e de uma economia próspera e moderna.
Por isso, eu e meu vice Geraldo Alckmin assumimos hoje, diante de vocês e de todo o povo brasileiro, o compromisso de combater dia e noite todas as formas de desigualdade.
Desigualdade de renda, de gênero e de raça. Desigualdade no mercado de trabalho, na representação política, nas carreiras do Estado. Desigualdade no acesso a saúde, educação e demais serviços públicos.
Desigualdade entre a criança que frequenta a melhor escola particular, e a criança que engraxa sapato na rodoviária, sem escola e sem futuro. Entre a criança feliz com o brinquedo que acabou de ganhar de presente, e a criança que chora de fome na noite de Natal.
Desigualdade entre quem joga comida fora, e quem só se alimenta das sobras.
É inadmissível que os 5% mais ricos deste país detenham a mesma fatia de renda que os demais 95%.
Que seis bilionários brasileiros tenham uma riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões mais pobres do país.
Que um trabalhador ou trabalhadora que ganha um salário mínimo mensal leve 19 anos para receber o equivalente ao que um super-rico recebe em um único mês.
E não adianta subir o vidro do automóvel de luxo, para não ver nossos irmãos que se amontoam debaixo dos viadutos, carentes de tudo —a realidade salta aos olhos em cada esquina.
Minhas amigas e meus amigos.
É inaceitável que continuemos a conviver com o preconceito, a discriminação e o racismo. Somos um povo de muitas cores, e todas devem ter os mesmos direitos e oportunidades.
Ninguém será cidadão ou cidadã de segunda classe, ninguém terá mais ou menos amparo do Estado, ninguém será obrigado a enfrentar mais ou menos obstáculos apenas pela cor de sua pele.
Por isso estamos recriando o Ministério da Igualdade Racial, para enterrar a trágica herança do nosso passado escravista.
Os povos indígenas precisam ter suas terras demarcadas e livres das ameaças das atividades econômicas ilegais e predatórias. Precisam ter sua cultura preservada, sua dignidade respeitada e sua sustentabilidade garantida.
Eles não são obstáculos ao desenvolvimento —são guardiões de nossos rios e florestas, e parte fundamental da nossa grandeza enquanto nação. Por isso estamos criando o Ministério dos Povos Indígenas, para combater 500 anos de desigualdade.
Não podemos continuar a conviver com a odiosa opressão imposta às mulheres, submetidas diariamente à violência nas ruas e dentro de suas próprias casas.
É inadmissível que continuem a receber salários inferiores ao dos homens, quando no exercício de uma mesma função. Elas precisam conquistar cada vez mais espaço nas instâncias decisórias deste país —na política, na economia, em todas as áreas estratégicas.
As mulheres devem ser o que elas quiserem ser, devem estar onde quiserem estar. Por isso, estamos trazendo de volta o Ministério das Mulheres.
Foi para combater a desigualdade e suas sequelas que nós vencemos a eleição. E esta será a grande marca do nosso governo.
Dessa luta fundamental surgirá um país transformado. Um país grande, próspero, forte e justo. Um país de todos, por todos e para todos. Um país generoso e solidário, que não deixará ninguém para trás.
Minhas queridas companheiras e meus queridos companheiros.
Reassumo o compromisso de cuidar de todos os brasileiros e brasileiras, sobretudo daqueles que mais necessitam. De acabar outra vez com a fome neste país. De tirar o pobre da fila do osso para colocá-lo novamente no Orçamento.
Temos um imenso legado, ainda vivo na memória de cada brasileiro e cada brasileira, beneficiário ou não das políticas públicas que fizeram uma revolução neste país.
Mas não nos interessa viver do passado. Por isso, longe de qualquer saudosismo, nosso legado será sempre o espelho do futuro que vamos construir para este país.
Em nossos governos, o Brasil conciliou crescimento econômico recorde com a maior inclusão social da história. E se tornou a sexta maior economia do mundo, ao mesmo tempo em que 36 milhões de brasileiras e brasileiros saíram da extrema pobreza.
Geramos mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada e todos os direitos assegurados. Reajustamos o salário mínimo sempre acima de inflação.
Batemos recorde de investimentos em educação —da creche à universidade—, para fazer do Brasil um exportador também de inteligência e conhecimento, e não apenas de commodities e matéria-prima.
Nós mais que dobramos o número de estudantes no ensino superior, e abrimos as portas das universidades para a juventude pobre deste país. Jovens brancos, negros e indígenas, para quem o diploma universitário era um sonho inalcançável, tornaram-se doutores.
Combatemos um dos grandes focos de desigualdade —o acesso à saúde. Porque o direito à vida não pode ser refém da quantidade de dinheiro que se tem no banco.
Fizermos o Farmácia Popular, que forneceu medicamentos a quem mais precisava, e o Mais Médicos, que levou atendimento a cerca de 60 milhões de brasileiros e brasileiras, nas periferias das grandes cidades e nos pontos mais remotos do Brasil.
Criamos o Brasil Sorridente, para cuidar da saúde bucal de todos os brasileiros e brasileiras.
Fortalecemos o nosso Sistema Único de Saúde. E quero aproveitar para fazer um agradecimento especial aos profissionais do SUS, pela grandiosidade do trabalho durante a pandemia. Enfrentaram bravamente, ao mesmo tempo, um vírus letal e um governo irresponsável e desumano.
Nos nossos governos, investimos na agricultura familiar e nos pequenos e médios agricultores, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa. E fizemos isso sem descuidar do agronegócio, que obteve investimentos e safras recordes, ano após ano.
Tomamos medidas concretas para conter as mudanças climáticas, e reduzimos o desmatamento da Amazônia em mais de 80%.
O Brasil consolidou-se como referência mundial no combate à desigualdade e à fome, e passou a ser internacionalmente respeitado, pela sua política externa ativa e altiva.
Fomos capazes de realizar tudo isso cuidando com total responsabilidade das finanças do país. Nunca fomos irresponsáveis com o dinheiro público.
Fizemos superávit fiscal todos os anos, eliminamos a dívida externa, acumulamos reservas de cerca de 370 bilhões de dólares e reduzimos a dívida interna a quase metade do que era anteriormente.
Nos nossos governos, nunca houve nem haverá gastança alguma. Sempre investimos, e voltaremos a investir, em nosso bem mais precioso: o povo brasileiro.
Infelizmente, muito do que construímos em 13 anos foi destruído em menos da metade desse tempo. Primeiro, pelo golpe de 2016 contra a presidenta Dilma. E na sequência, pelos quatro anos de um governo de destruição nacional cujo legado a História jamais perdoará:
700 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid.
125 milhões sofrendo algum grau de insegurança alimentar, de moderada a muito grave. 33 milhões passando fome.
Estes são apenas alguns números. Que na verdade não são apenas números, estatísticas, indicadores —são pessoas. Homens, mulheres e crianças, vítimas de um desgoverno afinal derrotado pelo povo, no histórico 30 de outubro de 2022.
Os grupos técnicos do Gabinete de Transição, que por dois meses mergulharam nas entranhas do governo anterior, trouxeram a público a real dimensão da tragédia.
O que o povo brasileiro sofreu nestes últimos anos foi a lenta e progressiva construção de um genocídio.
Quero citar, a título de exemplo, um pequeno trecho das 100 páginas desse verdadeiro relatório do caos produzido pelo Gabinete de Transição. Diz o relatório:
"O Brasil bateu recordes de feminicídios, as políticas de igualdade racial sofreram severos retrocessos, produziu-se um desmonte das políticas de juventude, e os direitos indígenas nunca foram tão ultrajados na história recente do país.
Os livros didáticos que deverão ser usados no ano letivo de 2023 ainda não começaram a ser editados; faltam remédios no Farmácia Popular; não há estoques de vacinas para o enfrentamento das novas variantes da Covid-19.
Faltam recursos para a compra de merenda escolar; as universidades corriam o risco de não concluir o ano letivo; não existem recursos para a Defesa Civil e a prevenção de acidentes e desastres. Quem está pagando a conta deste apagão é o povo brasileiro".
Meus amigos e minhas amigas.
Nesses últimos anos, vivemos, sem dúvida, um dos piores períodos da nossa história. Uma era de sombras, de incertezas e de muito sofrimento. Mas esse pesadelo chegou ao fim, pelo voto soberano, na eleição mais importante desde a redemocratização do país.
Uma eleição que demonstrou o compromisso do povo brasileiro com a democracia e suas instituições.
Essa extraordinária vitória da democracia nos obriga a olhar para a frente e a esquecer nossas diferenças, que são muito menores que aquilo que nos une para sempre: o amor pelo Brasil e a fé inquebrantável em nosso povo.
Agora, é hora de reacendermos a chama da esperança, da solidariedade e do amor ao próximo.
Agora é hora de voltar a cuidar do Brasil e do povo brasileiro. Gerar empregos, reajustar o salário mínimo acima da inflação, baratear o preço dos alimentos.
Criar ainda mais vagas nas universidades, investir fortemente na saúde, na educação, na ciência e na cultura.
Retomar as obras de infraestrutura e do Minha Casa, Minha Vida, abandonadas pelo descaso do governo que se foi.
É hora de trazer investimentos e reindustrializar o Brasil. Combater outra vez as mudanças climáticas e acabar de uma vez por todas com a devastação de nossos biomas, sobretudo a Amazônia.
Romper com o isolamento internacional e voltar a se relacionar com todos os países do mundo.
Não é hora para ressentimentos estéreis. Agora é hora de o Brasil olhar para a frente e voltar a sorrir.
Vamos virar essa página e escrever, em conjunto, um novo e decisivo capítulo da nossa história.
Nosso desafio comum é o da criação de um país justo, inclusivo, sustentável, criativo, democrático e soberano, para todos os brasileiros e brasileiras.
Fiz questão de dizer ao longo de toda a campanha: o Brasil tem jeito. E volto a dizer com toda convicção, mesmo diante do quadro de destruição revelado pelo Gabinete de Transição: o Brasil tem jeito. Depende de nós, de todos nós.
Em meus quatro anos de mandato, vamos trabalhar todos os dias para o Brasil vencer o atraso de mais de 350 anos de escravidão. Para recuperar o tempo e as oportunidades perdidas nesses últimos anos. Para reconquistar seu lugar de destaque no mundo. E para que cada brasileiro e cada brasileira tenha o direito de voltar a sonhar, e as oportunidades para realizar aquilo que sonha.
Precisamos, todos juntos, reconstruir e transformar o Brasil. Mas só reconstruiremos e transformaremos de fato este país se lutarmos com todas as forças contra tudo aquilo que o torna tão desigual.
Essa tarefa não pode ser de apenas um presidente ou mesmo de um governo. É urgente e necessária a formação de uma frente ampla contra a desigualdade, que envolva a sociedade como um todo: trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, governadores, prefeitos, deputados, senadores, sindicatos, movimentos sociais, associações de classe, servidores públicos, profissionais liberais, líderes religiosos, cidadãos e cidadãs comuns.
É tempo de união e reconstrução.
Por isso, faço este chamamento a todos os brasileiros e brasileiras que desejam um Brasil mais justo, solidário e democrático: juntem-se a nós num grande mutirão contra a desigualdade.
Quero terminar pedindo a cada um e a cada uma de vocês: que a alegria de hoje seja a matéria-prima da luta de amanhã e de todos os dias que virão. Que a esperança de hoje fermente o pão que há de ser repartido entre todos.
E que estejamos sempre prontos a reagir, em paz e em ordem, a quaisquer ataques de extremistas que queiram sabotar e destruir a nossa democracia.
Na luta pelo bem do Brasil, usaremos as armas que nossos adversários mais temem: a verdade, que se sobrepôs à mentira; a esperança, que venceu o medo; e o amor, que derrotou o ódio.
Viva o Brasil. E viva o povo brasileiro.
(REPOSTANDO FRENTE A ACONTECIMENTOS ATUAIS) (ORIGINALMENTE POSTADO EM 03/12/2020)
Após a última postagem (AQUI) duas pessoas me perguntaram se não seria a hora de começar a fazer podas preventivas para deixar o vento passar e não derrubar a árvore.
Bom, vamos por partes.
Primeiramente eu acho que esse momento até já passou. Podas deveriam ser uma constante num CALENDÁRIO organizado pelo setor. O ideal é que já tivessem sido feitas. Mas aí vem junto uma outra questão: a QUALIDADE DA PODA. O que mais me assusta é que tem gente boa na Secretaria do Meio Ambiente que sabe fazer ou orientar uma poda correta. Mas simplesmente essas boas práticas quase nunca acontecem (não faço a menor ideia do motivo). O que vemos com constância é a poda de DESTOPO que é a remoção pura e simples do topo da árvore. Prática amplamente condenada e que pode, inclusive, ser tipificada como crime ambiental (veja AQUI).
Em segundo lugar, a questão dos paus-ferro da Vila Lobos é SUPRESSÃO E SUBSTITUIÇÃO! Não há razão para continuar com essa lenga-lenga que aponta para algum acontecimento trágico.
Ramon L. O. Junior
(REPOSTANDO FRENTE A ACONTECIMENTOS ATUAIS) (ORIGINALMENTE POSTADO EM 02/12/2020)
Sem um programa efetivo de controle e monitoramento das árvores usadas em nossa arborização pública, Sete Lagoas insiste em cometer os mesmos erros de sempre. Aliás, Sete Lagoas nem enxerga que está no caminho errado.
Enquanto tratamos, no plano teórico e acadêmico, a arborização urbana como "floresta urbana" cheia de benefícios para a comunidade e para o ecossistema urbano, seguimos na prática com um grande percentual das cidades brasileiras simplesmente nem tomando conhecimento desses estudos e avanços.
Gestão da floresta urbana é possível. Nem precisa de coisa muito avançada, mas a Arborização 4.0 (para apropriar de um termo usado na agricultura, prima rica muito mais respeitada) também existe e pode ser feita com softwares específicos, georreferenciamento, drones, câmeras térmicas, equipamentos de ultrassom para diagnóstico e tudo o mais. Tudo para permitir o manejo adequado. Mas...
Mas enquanto isso existe e se desenvolve cada vez mais, afastamo-nos no sentido oposto em velocidade vertiginosa. O negacionismo existe nessa área também.
Ressalvadas as poucas e, às vezes inglórias, lutas para o plantio e cuidado com as árvores, vemos na maioria das vezes o descaso e o abandono. Podas só existem para liberar fiação elétrica ou outro cabeamento, na balbúrdia de cabos aéreos que proliferam.
A escolha de plantas, na maioria das vezes regida pelo "custo", é para "embelezar"... esquecendo-se de todos demais os atributos. Copiando modelos de cidades que têm clima completamente diferente. Paisagismo sem pensar em irrigação e cuidados. E assim vão diminuindo as árvores nas calçadas. E assim algumas praças seguem cada vez mais feias. Algumas foram abençoadas por adoção. Mas muitas vezes padecem com propostas paisagísticas desgastadas, quase primitivas.
Mas essa postagem é para falar de uma tragédia que é anunciada ano após ano. Faz pouco mais de um ano que várias árvores da espécie Pau-Ferro caíram aqui na Avenida Vila Lobos (Sete Lagoas, MG). Estive lá com uma turma de alunos e mostrei in loco os problemas. Caíram porque estavam podres. Estavam podres por causa de podas mau executadas. Cansei de documentar e mostrar isso. E mostro para quem quiser ver. Podas mau feitas, parasitas, podridão, formigas, cupins e fungos caule adentro. Resultado: queda! Especialmente em tempos de chuvas e ventos fortes.
E é isso que se avizinha. Deus queira que não ocorra. Mas Deus queira também que tenhamos juízo para evitar tragédias. A substituição dessas árvores no canteiro central da referida avenida já foi pedida por vários abaixo-assinados, alguns até coordenados por órgãos públicos. Ou trocam por magnólias-amarelas ou trocam por quaresmeiras. Isso já foi pedido. Algumas quaresmeiras foram plantadas, mas não como substituição. Precisamos dessa ação, urgente!
Só rezar para não acontecer o pior não adianta. Façamos a nossa parte!
Ramon L. O. Junior
PS.: Não nos esqueçamos que um dos Buritis na margem da Lagoa Paulino está com tremenda podridão em seu caule. Com um buraco que o atravessa de um lado a outro. Já foi falado e refalado aqui no blog. Até agora, nada! E é uma árvore protegida por lei municipal. E se não fosse, hein? (Veja a matéria de 2013, clicando AQUI.) E sabe-se lá quantas árvores estão aqui com problemas similares... só esperando... só espreitando!
Quando não se reconhece o valor de um enfermeiro/enfermeira, não se reconhece também o valor do serviço que prestam. Não podem ter um piso mínimo digno por tantas horas de estudo e tantas horas de dedicação???
Aí vem uma associação de prefeitos falar em 32.500 demissões sumárias! Quê isso!!!
Nem quero comentar muito pois sou suspeito para falar. Tenho uma irmã enfermeira que luta e lutou arduamente durante sua vida profissional, construindo um nome, salvando vidas, ajudando famílias.
Só sei que, com essa decisão, caso mantida, teremos uma pá de cal sobre os cursos de Enfermagem e uma decadência do Sistema de Saúde, público e privado.
Pensem bem! Dinheiro pra orçamento secreto sempre tem, né?
Ramon Lamar de Oliveira Junior
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| Foto: Ubirajara de Oliveira (ICB/UFMG). |
CONSTITUIÇÃO FEDERALCAPÍTULO VI (Do Meio Ambiente)Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
O que dizer das nossas calçadas.
Recolhi algumas imagens do Google Earth, e nem escolhi as piores, e nem escolhi as mais distantes do centro da cidade. É simplesmente um assombro. A cidade está feia, mal cuidada, com aspecto de abandonada. E dizem ser um belíssimo polo turístico com projetos baseados em Florianópolis, Gramado, Pomerode.... kkkkkkkkkkkk.
É para matar. Seria cômico se não fosse trágico. E a responsabilidade dessa feiúra toda é de quem? Porque como sabemos, "filho feio não tem pai".
Precisamos de uma agenda pública para resgatar a auto-estima do setelagoano também neste aspecto. Não nos dá orgulho algum ver a cidade assim...
Salinhas de Biologia e Química: as aulas serão online, nas quartas-feiras à noite.
Por que a opção pelas aulas online?
As mentiras do INEP/MEC em relação ao ENEM.
Quando, de sopetão, lançaram a proposta do NOVO ENEM em 2009 eles prometeram:
- Não vai haver questão de pegadinha. (rsrsrsrs)
- Não vão ser cobradas picuinhas do programa. (rsrsrsrs)
- Vão ser cobradas apenas questões que avaliam o raciocínio do aluno. (rsrsrsrs)
- As questões do ENEM serão bem diferentes de questões de um vestibular tradicional. (rsrsrsrsrsrs)
- A nota que você vai tirar no ENEM vai valer por duas ou três edições. (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs)
- Temos um banco de questões (que preferimos chamar de itens) com 5000 questões de cada área. (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
Quanto a essa última "mentirinha", olhem a realidade clicando AQUI. O trecho mais importante é:
Faltando pouco tempo para as provas, né?
Não deixe de assistir as Pílulas de Biologia e Química... conteúdos importantes explicados rapidamente em menos de 10 minutos. Inscreva-se no Canal e divulgue. Nos comentários, peça as gravações que você precisa para aprender aquele conteúdo que tem muita dificuldade de compreender. Estou às ordens!
CANAL BIOLOGIA E QUÍMICA COM RAMON LAMAR:
https://www.youtube.com/biologiaequimicacomramonlamar
Para ENEM e Vestibulares. É uma adaptação do material anteriormente escrito, mas contendo apenas a parte teórica para leitura e impressão mais fácil. Alguns detalhes na parte de Química Orgânica não estão completos pois foram planejados para outro uso, mas farei adaptações para melhorar esse ponto no futuro.
Totalmente GRÁTIS e sem amolações em:
BIOLOGIA: Clique AQUI.
QUÍMICA: Clique AQUI.
Seguem os links do Scridb (tenho que postar lá para evitar que outros postem em meu nome. Há vários materiais meus disponibilizados indevidamente por lá... e é uma amolação para remover).
https://pt.scribd.com/document/520204564/Teoria-Biologia-Total-2021
https://pt.scribd.com/document/520204554/Teoria-Quimica-Total-2021
Material Gratuito. Pode ser impresso e utilizado por alunos, professores e escolas (só peço para manter meu nome como autor). Também pode ser adaptado e recortado (mas solicito a citação do nome como co-autor). Gostaria muito que fosse utilizado por pré-vestibulares para pessoas carentes.
Visite e inscreva-se no meu Canal do Youtube: http://youtube.com/biologiaequimicacomramonlamar
Visite nosso blog de aulas de Biologia, Química e Matemática: http://salinhadna.blogspot.com
Ramon Lamar de Oliveira Junior
A situação da arborização urbana de Sete Lagoas é lamentável. São diversos quarteirões da cidade em que não encontramos no máximo uma árvore nas calçadas, experimente observar. Muitas vezes, nem arbustos. A cidade, hoje, respira principalmente às custas das árvores que alguns mantêm nos quintais e jardins. E os quintais e jardins estão acabando.
Pululam aqui e ali argumentos para um verdadeiro combate às árvores: (1) está atrapalhando a fachada da minha loja, (2) cai muita folha, flor e fruto no chão, (3) passarinho fica na árvore e faz cocô no meu carro, (4) essa árvore é feia, (5) a árvore tá na minha calçada, é minha, e faço com ela o que eu quiser, (6) fulano de tal pediu para cortar e fulano de tal é poderoso, não podemos decepcioná-lo, (7) precisamos criar mais um loteamento (em vez de regularizar as dezenas de loteamentos irregulares), (8) a lenha dessa árvore vai ser boa, principalmente agora que o gás tá caro e (9) deu vontade de cortar uma árvore hoje. Lembrando que existem argumentos técnicos para a supressão e substituição de árvores. Supressão e substituição!!!
Estamos numa cidade quente, onde as árvores auxiliam muito para um melhor microclima, com temperaturas mais amenas e umidade mais alta. Sem contar o trabalho de melhorar a absorção da água das chuvas pelo solo e consequente alimentação dos nossos importantíssimos lençóis subterrâneos.
Agora, imagine só se nossa cidade resolvesse legitimar o ataque às árvores na forma de legislações que permitam aumentar a área impermeável das construções urbanas, não vinculem compensações ambientais a uma exata fiscalização pelos órgãos competentes, diminuam a quantidade de árvores plantadas a cada árvore suprimida, ou que privilegiem a compensação ambiental na forma de praças e outros espaços sem arborização.
Argumentos técnico-científicos existem, e são inúmeros, para procurar aumentar a área verde de um município. Para isso temos a possibilidade de nos assessorarmos na SBAU - Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e em outros grupos de profissionais que atuam de forma semelhante. Mas quando os argumentos técnico-científicos perdem para argumentos econômicos e políticos que, ainda por cima , subvertem a construção do arcabouço legal, então a coisa fica feia.
Dia da Árvore, Semana da Árvore, Mês da Árvore... tudo isso perde o sentido quando não compreendemos a importância das árvores todos os dias. Tudo isso perde o sentido quando não é a árvore o verdadeiro objeto a ser preservado pelas legislações ambientais, inclusive as urbanas.
Ramon L. O. Junior
Aqui e ali, timidamente, brotam pontinhas de esperança.
Como no recente caso da Jiboia na perimetral, em que a maioria dos que comentaram a notícia se preocuparam com o adequado resgate do animal e soltura em local propício.
Como diria Rui, o Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades..."
Hoje acordo mais indignado do que nunca. Ontem recebi um pedido de apoio a uma causa contra a Vale (sempre a Vale) a respeito da proteção de cursos d'água em Nova Lima (MG). Agora recebo outra sobre a Reserva Extrativista Chico Mendes e extinguir o Parque Nacional da Serra do Divisor. Assinei ambas, claro.
Estou achando que o máximo que conseguimos fazer é colocar nosso nome e cpf numa lista de petição, moção ou apoio a uma causa. Enquanto isso, penso na risada das hienas que frequentam certos jantares. Hienas felizes por saberem que aquela assinatura nem faz cócegas em seus planos.
Nem mesmo aqui no nosso quintal conseguimos trazer quem tem poder real de decisão para a causa ambiental. Puxa vida, estamos numa crise climática e hídrica... e está aí Sete Lagoas que não cuida das suas águas subterrâneas e de superfície. Que depende de jovens idealistas para colaborar para a melhoria da arborização urbana.
Nascentes estão secando, lagoas já secaram (inclusive que dão nome para cidade como a Lagoa do Vapubuçu e a Lagoa da Chácara) e matas estão virando carvão (em vários sentidos). Sete Lagoas, em vez de aumentar a proteção do solo com o aumento dos percentuais de permeabilidade dos lotes, vem agindo no sentido de diminuir esse percentual. Tiro no pé!
Estou a um milímetro de chutar o pau da barraca. Já estou deveras cansado de tentar fazer alguma coisa e só ver a boiada passando: gorda, feliz e satisfeita. Vamos deixar essa causa para os mais novos...
Talvez um dia que não sei qual mas pode estar próximo, quando não tiver mais jeito, vão se lembrar que um velho professor, um tal de Raimundo, Raymond, Ramon ou algo assim havia alertado sobre um monte de problemas que precisavam ser enfrentados. Quando não tiver mais jeito, ou quando for muito mais caro e complexo do que foi ontem e que é hoje... talvez lembrem.
Estou realmente a um milímetro... e olhar pela minha janela como agora e ver o céu cinza, ou o belo pôr do sol como o de ontem que esconde em sua beleza a quantidade de cinzas no ar, me deixa ainda mais próximo de jogar a toalha. Hienas, podem comprar os fogos de artifício...
Ramon Lamar de Oliveira Junior
PS.: Respostas aos amigos no Facebook
"Amigos, acabo de renunciar a minha cadeira nos Conselhos Gestores das Apas Serra Santa Helena e Paiol. Três meses sem reuniões em plena crise ambiental, climática e hídrica. E vídeos, relatos e fotos pipocam em minhas redes mostrando fogo na Serra Santa Helena e outros desastres.Uma andorinha só não faz verão. Precisamos de mais andorinhas e assim, vou me dedicar a outros projetos. A defesa do meio ambiente e a educação ambiental sempre estarão nas minhas ações, esteja dentro ou fora de conselhos. Mas não posso apenas ser número e indicador de uma pseudo-representatividade. Afastar, dar dois passos para trás, é importante para recuperar a visão do todo.Abraços!"
"Vou podar a árvore. Tirar os ramos mortos, aqueles que a gente sabe que não adianta cuidar mais. Tentar concentrar em uma ou duas batalhas só."
"Não parei! Só vou me concentrar nos meus canais onde posso ter mais eco. Certas ações só estavam contribuindo para desgaste."
Trabalho orientando alunos para prestarem vestibulares desde o primeiro dia que pisei numa sala de aula para lecionar, na verdade até antes, quando era monitor de Química e Biologia no Colégio Promove da Quintino Bocaiuva. Contando esse tempo, são mais de 40 anos.
Para fazer isso com maestria (não sei se consigo, mas venho tentando... rsrsrs), é necessário ter acesso às provas dos vestibulares. No passado, era uma loucura... tínhamos até que estar presentes na "sala de imprensa" da UFMG e PUCMG para conseguirmos as provas. Agora, com internet e o famoso .pdf, ficou tudo mais fácil.
Já "briguei" muito, até com o INEP/MEC, para liberarem algumas de suas terceiras ou quartas aplicações (é... já ocorreu). Deu um trabalhão, mas com um bocado de e-mails enviados e com a ajuda de alguns colegas, consegui. (Estão aqui no blog, na postagem mais visitada, inclusive com os devidos agradecimentos aos colegas.)
Contudo, algumas faculdades insistem no erro de não permitir que o candidato saia com a prova e não liberar a prova para amplo conhecimento na internet. Sinceramente não sei o motivo, mas posso tentar adivinhar alguns: (1) a Faculdade não tem a menor ideia de que isso é importante para os candidatos, (2) as provas são mal elaboradas e a Faculdade prefere que ninguém as veja ou (3) para dificultar os pedidos de revisão de provas. Será que tem outros motivos?
Muito bem... vamos analisar essas possibilidades.
(1) A Faculdade não tem a menor ideia de que isso é importante para os candidatos. Pensem dois segundos... então os Coordenadores dessa Faculdade não buscam as provas do ENADE para poderem garantir uma boa preparação de seus alunos? Ou no caso das Faculdades de Direito, não correm atrás da Prova da OAB? Bom... se o conhecimento das provas a que seu alunado irá se submeter é importante para elas, porque o conhecimento das provas do vestibular não seria importante para quem deseja ingressar ou para quem deseja preparar o candidato que deseja ingressar? Conclusão: justificativa indefensável.
(2) As provas são mal elaboradas e a Faculdade prefere que ninguém as veja. Nem quero pensar nisso, mas não duvido nem um pouco. Afinal de contas, já fui Coordenador de Vestibular e sei o quanto é cansativo chegar numa prova perfeita. Sempre tem um defeitinho. Mas aí é questão de saber se é defeitinho ou defeitão. Uma ou outra questão anulada ocorre por uma série de razões (acredite, o Coordenador do Vestibular nem dorme), inclusive a falta de uma vírgula. Agora, se a prova tem um terço das questões anuladas ou anuláveis (que não resistem a um pedido de revisão) aí a coisa tá feia. Em vez de esconder a prova, é melhor trocar a coordenação e a equipe elaboradora e dar uma boa satisfação aos candidatos de que a faculdade está tentando melhorar. Conclusão: justificativa indefensável, se bem que acho que faculdade alguma assumiria explicitamente essa justificativa! Mas devem pensar seriamente em mudar toda a equipe!
(3) Para dificultar os pedidos de revisão de provas. Aí é coisa até mais grave. Concursos (e vestibular é um concurso) devem primar pela transparência, moralidade e publicidade. E deve ser assim não só para concursos da Administração Pública. Então nem precisa falar muito. Conclusão: justificativa indefensável, também que acho que faculdade alguma assumiria explicitamente essa justificativa!
Em tempos de vestibulares agendados, também fica complicado ter o acesso às provas. E isso até se justifica porque, caso contrário, a faculdade precisaria elaborar uma prova por semana (pelo menos). Mas acho que até aí é possível ajuntar algumas questões que já foram cobradas e ou mesmo criar uma prova só para o pessoal conhecer o modelo (até o MEC/INEP fez isso quando o NOVO ENEM foi inventado em 2009... claro que me lembro... e neste blog tem até o Simulado que fizeram).
O importante é que a faculdade e sua coordenação de vestibulares esteja ciente que essas coisas são importantes para o candidato a aluno da instituição. Sem contar que a prova deve ser bem elaborada, estar dentro do conteúdo do Ensino Médio, ser capaz de fazer uma boa avaliação da situação escolar do candidato (porque às vezes é aí que se detecta a necessidade de dar alguma disciplina de reforço ou nivelamento para os calouros).
A prova do Vestibular é um cartão de visitas da faculdade. Questões quando são divulgadas vão parar nas apostilas, sites da internet, provas dos alunos, simulados, com um famoso (FACULDADE TAL) antes da questão. Propaganda boa!!! O professor selecionou aquela questão porque achou que ela foi bem elaborada... ah, vem da Faculdade Tal... olha, eles se preocupam em fazer uma prova bem feita.
O mais engraçado é que existe faculdade que dá conselho para os candidatos: "- Conheçam as provas anteriores para se preparar bem para o nosso Vestibular!". E não divulgam as provas anteriores!
Bom, é isso aí!!! Um abraço para vocês! Se cuidem!
Ramon Lamar de Oliveira Junior
PS.: Existem provas mal elaboradas de propósito. O Coordenador de Vestibular de uma Universidade Pública Federal declarou, há mais de 20 anos, num grupo de estudos do qual participavam os Coordenadores das Instituições de Ensino Superior de Minas Gerais, encontros esses promovidos pela antiga "Delegacia do MEC" em BH, que: "Nossas provas abertas de Física, Química e Matemática têm questões difíceis mesmo, para que o candidato deixe em branco e facilite a correção". As feições dos outros coordenadores (inclusive a minha, pois também era coordenador de vestibular e estava presente) foi de absoluta incredulidade!!!
PS2: Para quem interessar: tenho uma pasta, no Dropbox, com compartilho com quem deseja ter provas dos vestibulares de Minas Gerais. O que eu consigo, eu coloco lá! É só pedir aqui nos comentários.