Quem passa frequentemente pela Praça Dom Carmelo Motta já deve ter visto alguns jovens "andando na corda bamba". É o tal do slacklining, mais um "esporte radical" que, quando praticado sem os devidos cuidados (como o tal do "le parkour") acaba tornando-se uma ameaça aos praticantes, ao patrimônio público, ou no caso em pauta, às árvores.
"Quando você estiver praticando slacklining, a proteção das árvores é uma das coisas mais importantes. Você poderá danificar a árvore (o que é vandalismo), mas também é possível que danifique a sua fita (corda). A proteção não é uma coisa difícil, basta usar papelão, carpete ou um material similar para proteger a casca (veja a foto ao lado). O carpete é mais difícil de se obter, mas não é afetado pela chuva (como o papelão) e nós recomendamos.Você pode comprar uma proteção especial para a fita - o "treewear" (ao lado). São duas peças para cobrir a casca, também equipadas com um velcro, tornando-se de uso mais rápido e mais fácil do que papelão ou carpete. E lembre-se: não amarre a fita em árvores fracas ou danificadas! Use árvores com casca espessa e dura de 25 cm de diâmetro, no mínimo." (traduzido e adaptado de http://gibbonslackline.org/slacklining-tree-protection/)
Particularmente, com todo respeito aos praticantes de tais esportes, sou totalmente contrário ao uso de árvores. Não vejo necessidade alguma de se arriscar a integridade de outro ser vivo quando pode-se usar postes ou estruturas preparadas para isso (aí vai a dica para a Secretaria de Esportes). Aqui, na praça Dom Carmelo Motta, algumas pessoas começaram a praticar o slacklining com alguma técnica de proteção, o que é uma alternativa válida. Mas agora a coisa descambou e são várias árvores danificadas por cordas sem qualquer proteção (nas fotos ao lado e abaixo temos danos em ipês amarelo e rosa, cássias e escumilhas).
Será que não seria possível colocar, em locais apropriados, postes de cimento com areia fofa embaixo, para o deleite e segurança dos praticantes e das árvores? Já que estão reformando as áreas esportivas da Lagoa da Boa Vista, não haveria lá um local mais propício? (Clique nas imagens para ampliar.)
Texto, tradução e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior



















