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segunda-feira, 15 de abril de 2013

MUTIRÃO CIDADANIA VISITA A SEXTA LAGOA DA LISTA: LAGOA DO MATADOURO OU VAPABUÇU

Vapabuçu, "terra de muitas lagoas" na língua indígena da região (pelo menos foi isso que aprendi).

Vapabuçu, lagoa abandonada... sem dono em meio a tantos donos, esquecida em um canto da cidade, brevemente será apenas um transtorno ou empecilho ao progresso. Estrategicamente posicionada próximo à Igreja de São Judas Tadeu... só mesmo o "santo das causas impossíveis" para auxiliar na recuperação da área.

Não sonho ver a Lagoa do Vapabuçu com o mesmo aspecto da Lagoa Paulino "dos bons tempos". Não creio que ali seja o lugar para investir milhões de reais em urbanização e iluminação feérica. Gostaria de ver o espelho d'água em parte recuperado, a APP (Área de Preservação Permanente) respeitada e um acesso para que a população pudesse observar a beleza biológica do local, capaz de servir de abrigo para espécies nativas e aves em migração. Gostaria de ver as nascentes preservadas e o esgoto doméstico e industrial sem acesso à suas águas.
Contudo, vejo ali a figura do vazio: o vazio do interesse público, o vazio de ideias para sua preservação, o vazio em forma de desrespeito a um bem público na forma de cercas que invadem não só a APP mas o próprio leito da lagoa. E nesse vazio a situação vira uma espécie de brincadeira onde as pessoas do entorno brincam com sua própria saúde e brincam de engenheiros, agricultores e pecuaristas.
Triste é ver que a situação da Lagoa do Vapabuçu mudou muito depois da palestra que fiz, a convite do vereador Claudinei, em comemoração ao Dia Mundial da Água, em março de 2011. MUDOU PARA PIOR, MUITO, MAS MUITO PIOR. Acompanhando a postagem anterior (clique AQUI) e as imagens da lagoa naquela época (postarei uma foto adiante), vemos que a "promessa" de se fazer alguma coisa foi promessa vazia. Sete Lagoas, dessa forma, caminha a passos largos para ter seu nome alterado para Cinco Lagoas (ou então, mudar-se a lei que instituiu quais seriam as "sete lagoas" que dão nome à cidade). Bom, temos mais de 20 lagoas, mas mesmo assim seria preciso correr para escolher duas já que as demais encontram-se em estado precário ou caminhando na mesma direção.
A verdade é simples, nua e crua: não há interesse em recuperar nossas lagoas. No máximo, há interesse em manter as lagoas Paulino, Boa Vista, Cercadinho, Catarina e José Félix. Lagoa da Chácara e Lagoa do Vapabuçu são "primas pobres" que só podem ser salvas de os proprietários das terras do entorno assim entenderem e quiserem. Não há dinheiro público disponível para tanto, e se há, não há interesse em procurá-lo. Precisamos cultivar esse interesse da busca de recursos financeiros e técnicos que viabilizem a preservação, mesmo que ínfima, de nossa história natural.
Seguem-se as imagens e alguns comentários. Cliquem nas imagens para ampliar.

Lagoa do Vapabuçu, hoje (14 de abril de 2013)
O mesmo local em março de 2011. 
A lagoa em 2011, servindo de refúgio para aves nativas e em migração.
Reduzida a pequenos poços espalhados, não foi observada a diversidade de aves vista em 2011.

Acreditem, aqui é a Lagoa do Vapabuçu.
Cavalos pastam no leito da lagoa.
Cercas avançam no leito da lagoa.
Outro fragmento da lagoa.
Outro.

Nascente no meio da área, local onde o lençol subterrâneo encontra-se mais superficial. Abaixo, um pequeno vídeo mostrando o fluxo da água, bem rapidinho.
O vídeo é curtíssimo mesmo, para não ocupar muita memória. Só para ver o movimento da água. Agora, toda vez que vejo uma nascente, lembro do meu aluno Hugo Filipe, nunca vi sujeito mais emocionado ao ver uma nascente pela primeira vez (no Parque da Cascata).

Outro poço.
Biodiversidade e problemas caminham juntos:

Pneu com água (possível criadouro de Aedes aegypti) e caramujo africano (Achatina fulica). Leia sobre o caramujo clicando AQUI (leia os comentários pois há uma turma que defende o caramujo, mas não há defesa para a questão da água em suas conchas... ver mais abaixo.)

Concha do caramujo africano vazia e contendo água. Aí está um local muito favorável à reprodução do transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Confesso que eu mesmo fiquei impressionado com essa imagem porque nunca havia visto uma concha numa situação igual a essa.
Concha de caramujo planorbídeo. Provavelmente de Biomphalaria tenagophila, um dos caramujos hospedeiros da xistose ou esquistosomose. Achado extremamente preocupante já que há o relato de esgoto que cai na lagoa. A presença de ovos do verme da xistose poderia provocar a contaminação desses caramujos e criar um foco importante de transmissão da doença. Mais uma vez fica o alerta para as pessoas que se aventuram a andar ou nadar dentro das lagoas sem se atentar para o risco da transmissão de doenças.
Duas conchas de Pomacea (à esquerda) e duas de planorbídeo (à direita). O Pomacea é inimigo natural dos planorbídeos uma vez que compete com eles pelo alimento e também devora suas desovas. Sua presença é importante no controle da xistose.
Pequeno anfíbio em meio ao solo orgânico. Só biólogo mesmo para ver essas coisas minúsculas. De repente, você está andando, e alguma coisa fala em sua cabeça: "- Olhe para baixo, com atenção."
Libélulas em casais, copulando e depositando seus ovos na água de um dos poços que restou da lagoa. As larvas de libélula são predadoras de larvas de mosquitos. A presença das libélulas atesta, que pelo menos nesse ponto, a qualidade da água é biologicamente favorável.

A turma do MUTIRÃO CIDADANIA:

Ao final, o resultado de alguma coleta de lixo no trecho (inclusive no leito da lagoa) e o pneu que adotei para ser colocado na garagem do meu prédio (na parede atrás do carro, para evitar incidentes ao estacionar).

Ao final, uma parte da turma seguiu adiante para fotografar denúncias de depósitos clandestinos de lixo próximos à lagoa, mas não pude acompanhá-los.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 13 de abril de 2013

EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS NO CASARÃO (Só até domingo, 14 de abril, de 9 às 16 horas)

Segue até o domingo (14 de abril), das 9 às 16 horas. É para ver, ver, ver e comprar, comprar e comprar! Sucesso absoluto para quem ama orquídeas.

Para ver:








Para comprar:



Também as plantas insetívoras (carnívoras) de várias espécies.


Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Barraginhas (deu no www.setelagoas.com.br)

Para ler a matéria completa: http://setelagoas.com.br/noticias/minas/20168-convenio-ira-assegurar-construcao-de-mais-de-17-mil-barraginhas-no-norte-de-minas

Abaixo alguns trechos da reportagem:




COMENTÁRIO: Quando conheci o trabalho do Luciano Cordoval, fiquei absolutamente impressionado e maravilhado. Tal trabalho merece cada vez mais explicação, ampliação, aplicação e incentivo. Não estou exagerando, mas esse sim é um dos verdadeiros caminhos para erradicar a fome no mundo. Fosse ele um pesquisador nos EUA ou na Europa e já teria sido indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Sou seu fã, apesar dos poucos contatos e torço fervorosamente para que cada vez mais tenha o reconhecimento que merece.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Barraginha na Serra de Santa Helena (Parque da Cascata). (Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

PATRULHA DA ALEGRIA RUMO AO PERU

Evento no Auditório da PUC, dia 16 de abril, às 19 horas,
marca o lançamento do Projeto Patrulha da Alegria Rumo ao Peru.

Auditório da PUC: Rua Marechal Deodoro, 61, centro, Sete Lagoas.

Na ocasião, a trupe irá mostrar o seu mais novo projeto, de intercâmbio com palhaços de todo o mundo!!
A Patrulha da Alegria, grupo de palhaços de hospital, existe desde 2005 com o objetivo de levar alegria e conforto a pessoas hospitalizadas. Nasceu pela iniciativa de sete-lagoanos e hoje, sete anos depois, consolidou-se como uma associação conhecida e muito respeitada! Durante esses anos, a Patrulha da Alegria fez vários cursos de capacitação e estreitou laços com instituições do Brasil e do mundo que também usam a arte do palhaço chamado hospitalar. E nessas interações, conheceu o Projeto Belén.
Belén está localizada na cidade de Iquitos, na Amazônia Peruana, e é um lugar com todas as carências possíveis: sem saneamento, as pessoas já se mostram vencidas e recorrem à violência e à exploração de outros (ou de si mesmo) para tentar sobreviver, as crianças têm poucos bons exemplos, as doenças fazem parte do cotidiano e a pobreza já comeu a esperança de quase todos.
Desde 2005, em todo mês de agosto, palhaços do mundo todo, organizados pelo BolaRoja e Gesundheit Institute, fundado por Patch Adams, chegam a Belén para pintar as casas, oferecer cursos para as crianças e adultos e criar projetos em gestão local, saúde ambiental, higiene e sustentabilidade. Se uniram a esse festival organizações e autoridades locais, a Organização Panamericana de Saúde, as autoridades da área de saúde, a Universidade Peruana Cayetano Heredia e várias ONGs do mundo todo.
E a Patrulha da Alegria quer ver isso de perto! O objetivo em participar desse projeto é, além da troca de experiências com pessoas que fazem o mesmo trabalho em hospitais pelo mundo, implantar algo semelhante no Brasil, se possível, com a mesma participação e abrangência que o Projeto Belén tem hoje.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Exposição de Orquídeas em Sete Lagoas

Recebi o convite e repasso para todos os leitores do blog:
Gostaria de convidá-lo, bem como a sua família e amigos para a exposição de orquídeas que acontecerá neste final de semana, aqui em Sete Lagoas/MG.
O recebimento de plantas será no dia 12 de abril, a partir das 9h até às 16h. A abertura da exposição será no dia 12 de abril às 20 horas. No sábado, 13 de abril, o horário de funcionamento será das 9 às 21h. No domingo, o horário de funcionamento será das 9 às 16h. A Sra. Lou Menezes, responsável pelo Orquidário Nacional do IBAMA, estará na exposição autografando (e comercializando) os seus livros.

Estará imperdível a exposição e nós contamos com sua ilustre presença!

Att.

Glênio Rodrigues
Associação Orquidófila de Sete Lagoas

Capina nos canteiros centrais da Villa Lobos

Reclamei aqui no blog (clique AQUI) porque a situação estava insustentável.
A capina começou hoje pela manhã e continua neste momento.
Obrigado!!!

Essa touceira até que é das pequenas. Mais acima, na avenida, a situação estava bem pior como relatado na postagem anterior.
Quase perdemos a grama que havia sido plantada...
Ainda falta coordenar a capina com a poda das árvores e a remoção dos parasitas. Mas se já estiver programado, já está bom. Lembro que é necessário o serviço de manutenção, com a remoção das plantas daninhas que crescem. Isso é trabalho manual, com luvas e retirada das plantas com a raiz. Cortar só não adianta pois brota tudo de novo. Que tal deixar uns 2 funcionários fazendo esse serviço diariamente no local (e nos outros onde o mesmo mutirão foi feito)?
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Devaneios de um acadêmico de medicina.


É...Tem que gostar demaaaaaaais da medicina. 
Pela primeira vez tenho vivenciado um trabalho diário de um grande hospital fazendo parte efetivamente do seu corpo clínico. Não tem como demostrar o quanto nossa futura profissão está desvalorizada. Observar as condições de trabalho impostas aos médicos, chega a ser desumano. Não que os demais profissionais de saúde também não compartilhem da mesma realidade, claro que sim, mas aqui estou relatando especificamente a medicina. 
Esse final de semana, estava em minha cidade natal e fui convidado por um grande mestre que tive em minha vida, Professor Ramon Lamar, a dizer umas palavras a alguns vestibulandos do seu cursinho, o qual fiz parte e serei eterno aluno, acerca do cenário médico atual. Tentei não frustar os sonhos daqueles jovens, ansiosos pela aprovação, até porque me via neles. Munidos de grandes expectativas. Mas não pude me furtar em tentar repassar aquilo que estamos contemplando contemporaneamente. 
Testemunhar futuros colegas acostumados a dar 36, 48 horas de plantões, tendo em vista que determinadas especialidades passam por uma carência absurda e os mesmos estão comprometidos com a continuidade do serviço e sabem que, em caso de recusa, a população ficaria desassistida. Ouvir de uma pediatra que não vê seu próprio filho há dois dias ( filho de 9 anos ) porque está cuidando dos filhos de outras mães é, no mínimo, um fato para se meditar. Vim embora para minha casa, depois dos meu de 12 horas, após uma cesária de 2 horas e 12 minutos pra fechar com chave de ouro, pensando dentro do ônibus. 
Tinha que relatar isso. A exaustão imperando em toda a equipe e todos tentando fazer o seu trabalho da melhor forma possível. Falo porque fico indignado quando a imprensa marrom noticia erros médicos e posturas indevidas de determinados "profissionais". É claro e evidente que devemos repudiar tais atos mas generalizar e colocar todos no mesmo balaio é triste. 
Para aqueles que pretendem ou que sonham um dia fazer a tão badalada Medicina, fica a dica. Preparem-se...A situação está precária e não vejo um cenário acalentador a médio e longo prazo. Tem que gostar demaaaaaaais....

Josué Lessa
Acadêmico de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de MG
(Foto: Recorte da Capa do Jornal da Associação Médica de MG, n. 136)

Comentário: Josué Lessa é uma daquelas pessoas que você tem que reservar uma boa parte do tempo para analisar, compreender e reconhecer que se trata de um ser humano notável. Adjetivos não servem bem para o propósito de qualificá-lo. Resumidamente, basta dizer, "Josué é o cara". Mas, felizmente, não está sozinho. Tive a honra que lecionar para outros "caras" e outras "caras" da envergadura do Josué. Hoje eles estão por aí atuando na Medicina e em muitas outras áreas. Não tenho nem como fazer uma lista de nomes ou de cursos, pois correria o risco de deixar muitos de fora. O Grande Arquiteto do Universo me deu essa felicidade de ter conhecido tantas pessoas maravilhosas e ter contribuído com uma fração minúscula da formação deles, porque na verdade eles já estavam formados. A verdadeira missão deles era a de colaborar para a minha formação. Obrigado, gente!

PS.: Josué, sua fala não foi de devaneios... são verdades.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Palmeira babaçu na Fazenda Arizona

Durante as atividades do último MUTIRÃO CIDADANIA, percorremos a área da Fazenda Arizona abaixo da perimetral para verificar as condições da nossa quinta lagoa a ser visitada (Lagoa da Chácara), bem como um trecho do Córrego do Diogo no interior da propriedade. 
Para nossa surpresa, encontramos uma palmeira babaçu, típica da "zona dos cocais" do Maranhão/Piauí. Curioso é que a presença da mesma não foi relatada no EIA/RIMA da região.
Seguem-se as fotos: 







Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Agradecimentos: Francisco Zico S. Oliveira (meu ex-aluno maranhense que confirmou a espécie)

sábado, 6 de abril de 2013

Número de casos de dengue no Brasil: gráfico e informações

(Atenção: esta postagem é do início de 2013. Os dados atualizados até o final de 2015 encontram-se no final da página. Para acompanhar os dados atualizados de 2016 clique AQUI)

Afinal de contas, como andaram nos últimos anos, os casos de dengue notificados no Brasil?

Por indicação da Maria José (Controle da Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas), consegui achar as informações no site do Ministério da Saúde. 
Construí o gráfico abaixo, mas vocês podem clicar nos links e ver o número de casos por unidade da federação, o número de casos graves ou o número de óbitos, por exemplo.


Casos notificados de dengue (gráfico acima): http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_classica_2012_at032013.pdf
Casos graves de dengue: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_graves_2012_at032013.pdf
Óbitos por dengue: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_obitos_2012_at032013.pdf

O gráfico mostra o caráter cíclico da dengue, ou seja, os surtos epidêmicos não são tão imprevisíveis assim e as pesquisas de larvas nos domicílios (LIRAa) dão uma boa indicação do risco. As epidemias registradas em 1998, 2002 e entre 2008 e 2011 têm sido atribuídos respectivamente aos vírus dos tipos DENV1, DENV3 e DENV2. Ainda sem os dados de 2013, acredita-se que o aumento do número de casos que estamos observando esteja relacionado com o DENV4, nova variedade viral que está se alastrando pelo país.

Complicado mesmo é entender a frase abaixo, atribuída ao Ministro da Saúde:


"O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (3 de abril de 2013) que o Brasil deve registrar este ano a mesma quantidade de casos de dengue de 2010, quando o país enfrentou uma epidemia da doença, com 580 mil casos notificados."




Das duas, uma: ou os dados disponíveis no portal do Ministério da Saúde estão totalmente errados ou o próprio ministro não sabe que em 2010 foram 1.011.548 casos notificados no Brasil (e não 580.000). Vá saber...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS1.: Se alguém achar os dados atualizados de 2013 (até o momento) dê um toque por aqui ou no Facebook. Só acho dados fragmentados: 74.000 casos no Mato Grosso do Sul, 130.000 em Minas Gerais... Parece que os jornais só publicam os releases que lhes são encaminhados. Onde está a pesquisa jornalística do número total de casos? Puxa, vamos enxergar além dos releases, né?

PS2.: Comentário recebido via Facebook da Maria José Lanza (Coordenação do Controle da Dengue, Sete Lagoas, MG): "Realmente Ramon os ciclos da dengue no Brasil e principalmente em Sete Lagoas são caracterizados por períodos epidêmicos e períodos endêmicos quando todos os esforços devem ser direcionados para evitar as epidemias. Infelizmente, qualquer descuido nas ações de contingência se associados a fatores epidemiológicos como a entrada de um vírus novo em uma população e alterações climáticas com muito calor intercalado com pouca chuva causam um grande estrago. Sete Lagoas nunca passou por uma epidemia como esta e, aqui, o principal fator que está contribuindo para a epidemia é a presença simultânea dos 4 tipos de virus em circulação, seguido pelo fator climático porque, criadouros nas casas, lotes e ruas sujos é um problema antigo e que já estamos tentando resolver há muitos anos. Espero que, depois desta, exista uma maior conscientização geral poder público e principalmente da população que, sabendo que é impossível dominar o clima ou impedir os vírus de chegarem até a cidade, se preocupem em não dar acolhida em suas casas, quintais e terrenos baldios para os vetores dos vírus."

ATENÇÃO: DADOS ATÉ 2015
Siga os casos de dengue em 2016 clicando AQUI.

GRÁFICO COM CASOS DE DENGUE ATÉ O FINAL DE 2015 
(DADOS DO Ministério da Saúde)



Em tempos de dengue, vazamento continua no SAAE da rua Professor Abeylard.

Continua o danado do vazamento, já denunciado diversas vezes neste blog. Aliás, este é o SAAE DA BOMBA (DINAMITE), aquela que não sabemos a procedência até hoje.

Rua Professor Abeylard, 282: o endereço do desperdício de água e de um provável foco do mosquito da dengue.
- Pô, Ramon, você não cansa de falar desse vazamento?
- Não!!!
- Nem cansa de perguntar sobre a BOMBA?
- Também não!!!

Problema no Padrão de Energia da Praça do CAT (Praça Wilson Tanure)

PARTE I (06 DE ABRIL DE 2013)

O amigo Cinésio Rocha, durante o MUTIRÃO CIDADANIA na Praça Wilson Tanure, identificou uma irregularidade no padrão de energia da praça. Fui ao local hoje e fotografei o problema, bem mais sério do que eu imaginava. Ficamos no aguardo de soluções...
Confiram as imagens abaixo:

Acho que a foto acima permite localizar bem onde o problema se encontra.
Observem a fiação exposta e uma das caixas do padrão abertas.
Detalhe da fiação exposta. 
E para finalizar, olhem o conteúdo da caixa do padrão que está aberta. Isso é na NOSSA cidade! Os cidadãos responsáveis por jogar esse lixo estão entre nós. Dá para imaginar isso???

PARTE II: (18 DE ABRIL DE 2013)

Recebi e-mail do amigo Pedro Mendes (CEMIG-BH) relatando que uma equipe da CEMIG-SL compareceu ao local e procedeu ao isolamento dos fios que colocavam a integridade de terceiros em risco. Entendo, pela ação desenvolvida, que o restante da responsabilidade sobre o padrão de energia cabe à Prefeitura Municipal ou algum outro (que já deve ter sido notificado a respeito). Daí esperamos o fechamento definitivo das caixas dentro dos bons cuidados preventivos de acidentes. 
Entendo até que a CEMIG foi além de suas responsabilidades na busca de uma solução paliativa imediata, pois parece ser este um caso de notificação dos responsáveis e exigência do reparo (como acontece quando defeito similar ocorre em nossos padrões residenciais). 
Agradeço a todos da CEMIG que participaram da busca da solução, em especial ao Pedro Mendes, Magna, Roberson, Jonathan e José Aparecido.

Isolamento dos cabos que se encontravam expostos no padrão da praça Wilson Tanure. 

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Por que sofrem as palmeiras da Lagoa Paulino?

Repetindo o texto de uma postagem antiga sobre o mesmo assunto:
Palmeiras imperiais (Roystonea oleracea) são encontradas em profusão na nossa cidade. São as palmeiras que adornam a entrada da cidade pela Castelo Branco ou que compõem o cenário da Lagoa Paulino. Certamente, em uma paisagem dão um tom ao mesmo tempo alegre e majestoso.
As palmeiras imperiais podem ser atacadas por algumas pragas. Uma delas é a broca. A broca é a larva de um besouro que é atraído pelo cheiro característico produzido quando os tecidos lesados da planta sofrem fermentação. Além da destruição de tecidos provocada pelas larvas, o besouro também pode trazer um tipo de verme (nematoide) que produz o apodrecimento dos tecidos da palmeira. Evitar ferimentos em palmeiras é uma das formas de evitar doenças nas mesmas. Você já viu palmeiras com o tronco afinado em um ponto? Ou soltando uma espécie de secreção? É isso!
Pois bem, repetida a informação, cumpre mostrar um exemplo bem em frente à Câmara Municipal:

Por que o caule dessa palmeira dá a impressão de afinar bruscamente?
Bem, não é impressão. Ele afina rapidamente mesmo! Será que há ali algum ferimento que possa ter sido infectado com as brocas ou com os nematoides?
Parece que sim, né? Iluminação de Natal? Enfeites de Carnaval? Faixas afixadas indevidamente?
Plantar uma árvore é assumir a responsabilidade de cuidar da mesma. E para assumir responsabilidades é preciso ter conhecimentos sobre o assunto. Quantas de nossas palmeiras imperiais e outras árvores estão enfrentando problema semelhante? Quanto tempo vamos esperar até que uma planta dessas provoque um acidente e mate uma pessoa?
Quem faz o retratado nas imagens acima ou permite que isso seja feito com a árvore é irresponsável. Quem remove as árvores sadias da cidade para evitar que isso aconteça também é irresponsável. Ser responsável é assumir a importância da arborização urbana e cuidar de sua manutenção. Responsabilidade pesa!

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Reparem também que a lesão no caule reflete-se no pequeno número de folhas da palmeira.